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MÉTODOS DE PESQUISA EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO HUMANO I.

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1 MÉTODOS DE PESQUISA EM PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO HUMANO I

2 Importância do estudo das metodologias de pesquisa Leitura crítica dos relatos de pesquisa. Elaboração de projetos de pesquisa.

3 ESTRATÉGIAS BÁSICAS DE COLETA DE DADOS Metodologias de auto-relato: Entrevistas, questionários, testes psicológicos e método clínico Metodologias observacionais: Observação naturalista e observação estruturada Estudo de caso Etnografia Estudos psicofisiológicos (Shaffer, 2009, p )

4 Entrevistas, questionários, testes Série de questões sobre algum aspecto do desenvolvimento. São respondidas oralmente (entrevistas) ou por escrito. Nas entrevistas e questionários estruturados, as pessoas respondem às mesmas perguntas apresentadas na mesma ordem.

5 Entrevistas, questionários, testes Requerem compreensão do que está sendo solicitado e habilidades verbais. Os participantes podem ocultar ou distorcer suas respostas. Dificuldades de comparação nas entrevistas abertas. Nos questionários, esses problemas são minimizados, mas perde-se um pouco da individualidade e riqueza das respostas. Em caso de respostas diferentes entre crianças e outros informantes, é difícil determinar as respostas mais acuradas.

6 Entrevistas, questionários, testes Estes métodos podem ser bastante úteis e proporcionar muitas informações em um período relativamente curto. Entrevistas abertas trazem ricas informações sobre pensamentos e sentimentos. Se o procedimento tem o formato estruturado ou padronizado, pode haver comparação direta entre as respostas dos diferentes participantes. Testes controlados permitem excelente controle sobre a situação.

7 Entrevistas, questionários, testes Exemplos: - Pesquisa (1975) sobre estereótipos de gênero: várias histórias contendo adjetivos estereotipados foram contadas a crianças para que respondessem se o personagem em questão era um homem ou uma mulher. - Pesquisa com crianças: características atribuídas às bonecas brancas e negras (vídeo).

8 Método clínico Semelhante à técnica de entrevista. Usualmente, todos os participantes começam com a mesma pergunta/tarefa e as demais variam conforme as respostas oferecidas.

9 Método clínico Considera-se a singularidade de cada participante. A flexibilidade do método pode proporcionar entendimento mais amplo e rico das respostas. Liberdade para garantir que o participante entendeu o significado das perguntas. Muitas informações são coletadas em relativamente pouco tempo.

10 Método clínico Dificuldades de comparação das respostas. Os participantes não são tratados da mesma maneira. As perguntas e as interpretações podem ser tendenciosas, afetadas pelas concepções teóricas do pesquisador. O pesquisador deve ter habilidade para formular questões que sejam proveitosas. Requer domínio da atividade verbal.

11 Método clínico Exemplo: pesquisa de Piaget sobre o desenvolvimento moral das crianças. Questão inicial: Você sabe o que é mentira?. Jean Piaget ( )

12 Metodologias observacionais A observação do comportamento é uma alternativa (normalmente, preferível) aos relatos, questionários e similares. Questões básicas: a) o que observar? b) onde? c) como registrar?

13 Observação naturalista Realizada no ambiente natural dos participantes (ex.: lar, escola). Em geral, o pesquisador focaliza e registra apenas determinados comportamentos que se relacionam com sua hipótese.

14 Observação naturalista Não restringe a participação daqueles que não tenham habilidades verbais (bebês e crianças pequenas). Os observadores captam, supostamente, o comportamento dos participantes tais como ocorrem no dia-a-dia.

15 Observação naturalista Ocorrências raras e comportamentos socialmente indesejados são dificilmente presenciados em ambiente natural. No ambiente natural, há muitos eventos simultâneos, tornando-se mais difícil isolar as variáveis que estão causando o comportamento. A própria presença do observador pode ser uma variável interveniente.

16 Observação naturalista Exemplo: observação, em uma creche, das tentativas de socialização de crianças que foram abusadas fisicamente e de outro grupo de crianças que não passaram pela mesma experiência.

17 Observação estruturada Realizada em laboratório por meio de câmera ou espelho. É apresentada aos participantes uma situação que pode induzir o comportamento de interesse. Indicada para observar comportamentos indesejáveis ou incomuns. Os estímulos são mais homogêneos; ambiente padrão. As informações são comparáveis.

18 Observação estruturada Os comportamentos observados no laboratório podem não ser os mesmos que o participante apresentaria no seu ambiente natural. Perde-se alguma validade ecológica.

19 Observação estruturada Exemplos - crianças são induzidas a oferecer ajuda ao pesquisador numa tarefa enfadonha e, então, deixadas em uma sala com vários brinquedos interessantes. -Teste do marshmallow com crianças (vídeo).

20 Estudos de caso Vários métodos (entrevistas, observações, testes psicológicos etc) são empregados a fim de se obter um quadro detalhado do desenvolvimento de um indivíduo. É difícil fazer comparações diretas devido à falta de padronização dos métodos. Pode haver um vazio em generalizações, pois os resultados obtidos em estudos de caso podem não ser condizentes com a população geral. As conclusões devem ser verificadas por outras técnicas.

21 Estudos de caso Exemplos: - Biografias de bebês (séc. XIX e XX). Ex.: Darwin ( ). - Estudos de caso de Sigmund Freud ( ).

22 Etnografia Método de estudo da cultura de uma determinada comunidade e do seu impacto sobre o desenvolvimento. É uma forma de observação participante muito comum na antropologia. Há uma rica e extensa coleta de dados sobre crenças, costumes etc, que dificilmente apareceriam em entrevistas ou observações curtas.

23 Etnografia A interpretação dos dados pode ser consideravelmente influenciada pela referência cultural do pesquisador e por suas crenças teóricas. Os resultados não são generalizáveis para outros grupos culturais.

24 Etnografia Exemplo: Bronislaw Malinowski (antrópologo polonês, ) realizou intenso estudo etnográfico entre os nativos das ilhas Trobriand (Nova Guiné) entre1915 e 1918.

25 Estudos psicofisiológicos Estudo das relações entre comportamentos e respostas fisiológicas (ex.: ritmo cardíaco, atividade cerebral). Dão indicações de experiências sensoriais, emocionais e cognitivas, o que é especialmente útil diante da impossibilidade de que sejam verbalizadas (estudo de bebês, por exemplo).

26 Estudos psicofisiológicos Os resultados podem ser alterados por irritabilidade e cansaço, por exemplo. As respostas fisiológicas não são indicadores perfeitos dos estados psicológicos. Não indica com certeza o que o participante pensa ou sente.

27 Estudos psicofisiológicos Exemplos: - Estudos sobre os ciclos do sono. Padrões de atividade no EEG caracterizam diferentes estados de consciência. -

28 MODELOS DE PESQUISA Modelo correlacional Modelo experimental Experimento em laboratório Pesquisa de campo Experimento natural (ou quase) Modelo transversal Modelo longitudinal Modelo sequencial Comparações interculturais (Shaffer, 2009, p )

29 Ponto de partida: um exemplo Problema: a exposição à violência televisionada induz ao comportamento violento? Hipótese: quanto mais as crianças observam personagens violentos na TV, mais inclinadas estarão a se comportar com violência com outras crianças.

30 Ponto de partida: um exemplo Definir a amostra de crianças. Definir como medir as duas variáveis do estudo. Estratégias de coleta de dados: - Quantos atos violentos as crianças observam na TV? Entrevista com pais - Com que frequência as crianças agem violentamente com seus pares? Observação natural (creche, parque etc)

31 MODELO CORRELACIONAL Coeficiente de correlação: A presença (ou ausência) de uma relação entre as variáveis pode ser determinada por um procedimento estatístico que determina um coeficiente de correlação. Este fornece uma estimativa numérica (entre -1 e +1) da força e direção da relação entre as variáveis ,8...-0,6...-0, ,3...+0,6...+0,

32 MODELO CORRELACIONAL Coeficiente de correlação: O valor absoluto (sem considerar o sinal) indica a força da relação. O sinal indica a direção da relação: - sinal positivo indica que as variáveis seguem a mesma direção. Ex.: notas escolares e auto estima. - sinal negativo indica uma relação inversa entre as variáveis. Ex.: violência e popularidade.

33 MODELO CORRELACIONAL Retornando ao exemplo inicial: Muitos estudos similares a esta situação hipotética encontraram resultados que sugerem uma correlação moderadamente positiva entre as variáveis estudadas (entre +0,3 e 0,5) ,9..-0,8...-0,5...-0, ,3...+0,5...+0,8...+0, Em outros termos, crianças que assistiam a muitos programas violentos na TV agiam mais violentamente com seus pares do que as crianças que assistiam a poucos programas violentos.

34 MODELO CORRELACIONAL Um estudo de correlação como este é capaz de determinar se a exposição à violência televisionada (A) induz as crianças ao comportamento violento (B)?

35 MODELO CORRELACIONAL A resposta é NÃO! Possibilidades: A B B A C A e B

36 MODELO CORRELACIONAL Características: Busca determinar se duas ou mais variáveis se relacionam de maneira significativa em um ambiente natural. Estima a força e a direção dessa relação (coeficiente de correlação). Não determina se há relação de causa e efeito entre as variáveis. Não há tentativa de manipulação do ambiente. Os participantes da pesquisa já foram manipulados pelas experiências de vida.

37 Como o pesquisador pode proceder se pretende responder se há relação causal entre exposição à violência televisionada e comportamento violento?

38 MODELO EXPERIMENTAL Características: Permite a determinação de uma relação causal entre as variáveis. O pesquisador altera (manipula) algum aspecto do ambiente e mede o efeito desta alteração no comportamento dos participantes.

39 MODELO EXPERIMENTAL Exemplo: As crianças que participaram da pesquisa foram divididas em 2 grupos. Metade das crianças assistiu a uma cena de um filme violento e a outra metade assistiu a uma cena de filme não violento. Depois, cada criança foi levada a uma sala onde tinha 20 oportunidades de ajudar ou machucar outra criança que supostamente estava na sala ao lado. Resultado: crianças que assistiram à cena violenta tenderam a escolher a opção de machucar. (Liebert e Baron, 1972, citados por Shaffer, 2009, p. 20)

40 MODELO EXPERIMENTAL Tipos de cenas assistidas (com violência e sem violência) é a variável independente desta pesquisa. A reação das crianças (ajudar ou machucar) é a variável dependente. VI: - É o aspecto do ambiente que foi manipulado. - São os procedimentos a que os participantes são expostos. - É o suposto elemento causal. VD: - É o comportamento ou aspecto do desenvolvimento que presumivelmente depende da VI.

41 MODELO EXPERIMENTAL Esta pesquisa permite determinar que a exposição a cenas de violência na TV induz as crianças ao comportamento violento? Outras variáveis poderiam ser as responsáveis pelo resultado encontrado?

42 MODELO EXPERIMENTAL Variáveis aleatórias são todas os fatores (que não a VI) que podem afetar a VD se não forem devidamente controladas pelo pesquisador. Ex.: violência presenciada no lar, níveis preexistentes de violência, residir em bairro com alto índice de violência.

43 MODELO EXPERIMENTAL O controle experimental destina-se a tornar as variáveis aleatórias equivalentes em cada condição experimental. Uma técnica de controle experimental muito importante é a escolha aleatória dos participantes de cada grupo. Grupo experimental: recebe um determinado tratamento que o pesquisador acredita que produzirá um efeito específico. Ex.: grupo que assistiu ao filme violento. Grupo controle: recebe um tratamento neutro ou nenhum tratamento especial. Ex.: grupo que assistiu ao filme neutro.

44 MODELO EXPERIMENTAL Por razões éticas, é contra-indicado quando se pretende conhecer os efeitos de experiências que podem trazer prejuízos físicos ou psicológicos. O ambiente do laboratório, por ser restrito e controlado, pode ser artificial. Logo, as conclusões podem não ser válidas para o mundo real. O experimento natural e a pesquisa de campo são alternativas frente as estas limitações do experimento em laboratório.

45 PESQUISA DE CAMPO Um experimento pode ser realizado no ambiente natural dos participantes (de modo similar à pesquisa conduzida em laboratório). Assim sendo, é denominado pesquisa de campo. O pesquisador manipula algum aspecto do ambiente (VI) e mede seu impacto na VD. Combina as vantagens da observação naturalista com o rigor da experimentação.

46 PESQUISA DE CAMPO Exemplo: Uma pesquisa que pretendia averiguar se a violência televisionada pode tornar os expectadores mais violentos foi conduzida em abrigos belgas para jovens delinquentes. Inicialmente, os pesquisadores observaram e mediram o nível de agressividade típico de cada participante (estabelecendo uma linha de base que serviria de comparação).

47 PESQUISA DE CAMPO Dois subgrupos foram formados: um de jovens muito agressivos e outro de jovens pouco agressivos. Durante uma semana, filmes violentos foram exibidos para alguns jovens pouco agressivos e alguns muito agressivos. Filmes neutros foram exibidos para outros jovens dos dois subgrupos. A interação entre jovens nos abrigos após a exibição dos filmes foi observada.

48 PESQUISA DE CAMPO Resultado: a pesquisa sugere que exposição à violência televisionada instiga comportamentos agressivos, sobretudo naqueles jovens que previamente apresentavam níveis mais elevados de agressividade. (Leyens et al., 1975, citado por Shaffer, 2009,. 21)

49 EXPERIMENTO NATURAL (ou quase) Se os pesquisadores querem conhecer os efeitos de experiências como privação social, negligência, abuso sexual, uso de drogas etc, não podem conduzir uma pesquisa manipulando estas variáveis. Exemplo: em uma pesquisa sobre o desenvolvimento intelectual de crianças que experimentaram privação social precoce, teríamos: VI: privação social precoce; VD: desenvolvimento intelectual Gr experimental: crianças institucionalizadas no início da vida Gr controle: crianças que viveram com suas famílias.

50 EXPERIMENTO NATURAL (ou quase) São observadas as consequências de acontecimentos naturais. A VI é a experiência vivida. O pesquisador não tem controle sobre a VI. Não é possível escolher aleatoriamente os participantes de cada grupo. Pela falta de controle experimental, é mais difícil determinar relações causais. Por isto, considera-se que, a rigor, é um método correlacional (Papalia, 2000).

51 Estudando mudanças ou continuidades com a idade Crianças de 4, 6 e 8 anos são igualmente influenciadas pela violência televisionada? As crianças que, numa pesquisa sobre violência televisionada, apresentaram níveis mais elevados de agressividade têm mais chances de se tornarem adolescentes e adultos mais agressivos? Quando se pretende estudar mudanças ou continuidades no desenvolvimento no decorrer do tempo, alguns modelos de pesquisa podem ser especialmente importantes: transversal, longitudinal e sequencial.

52 MODELO TRANSVERSAL Pessoas de idades diferentes (por exemplo, um grupo de crianças de 4 anos, um grupo de crianças de 6 anos e outro de crianças de 8 anos) são estudadas ao mesmo tempo. Cada participante é testado uma vez. É relativamente rápido.

53 MODELO TRANSVERSAL Problema de coorte Uma coorte é um grupo de pessoas que nasceram num intervalo reduzido de anos e compartilharam as mesmas experiências culturais/históricas. As diferenças entre grupos de idades diferentes podem decorrer de mudanças culturais. Este modelo não traz informações suficientes sobre consistência ao longo do tempo e possíveis sequências típicas no desenvolvimento.

54 MODELO LONGITUDINAL As mesmas pessoas são estudadas ao longo do tempo (até mesmo por décadas). Fornece dados sobre: - sequências de mudanças - consistência/inconsistência individual - origem

55 MODELO LONGITUDINAL É mais demorado e requer mais recursos financeiros. Os sujeitos podem abandonar o estudo a qualquer momento e, se as amostras são pequenas, torna-se difícil generalizar os resultados. Não há problema de coorte.

56 MODELO SEQUENCIAL Há alguma combinação dos modelos transversal e longitudinal. Exemplo 1: 2014: grupo A (8 anos) e grupo B (10 anos) 2016: grupo C (8 anos) e grupo D (10 anos) 2018: grupo E (8 anos) e grupo F (10 anos) Exemplo 2: 2014: grupo A (8 anos) e grupo B (10 anos) 2016: grupo A (10 anos) e grupo B (12 anos) 2018: grupo A (12 anos) e grupo B (14 anos)

57 Referências bibliográficas Básica: SHAFFER, David. Introdução à Psicologia do desenvolvimento e suas estratégias de pesquisa. In Psicologia do desenvolvimento: infância e adolescência (pp ).. São Paulo: Pioneira Thomson, Complementares: BEE, Helen. Perguntas básicas. In A criança em desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, PAPALIA, D. E.; OLDS, S. W.; & FELDMAN, R. D. (2009). Desenvolvimento Humano. (10a. ed). São Paulo: McGraw-Hill.


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