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A P R E N D S I EQUIPE APRENDENTE... A T O D S.

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1 A P R E N D S I EQUIPE APRENDENTE... A T O D S

2 O ofício de ensinar não é para aventureiros, é para Profissionais, homens e mulheres que, além dos conhecimentos na área dos conteúdos específicos e da educação, assumem a construção da liberdade e da cidadania do outro como condição mesma de realização de sua própria liberdade e cidadania. Ildeu Moreira Coelho

3 Uma equipe que prende para ensinar...
PRESSUPOSTOS: A Diretoria de Ensino e a Escola são espaços importantes de formação continuada; O trabalho coletivo é condição fundamental para o desenvolvimento da ação educativa; A formação exige a construção de espaços para a escuta e para o exercício da palavra.

4 - O sujeito aprende melhor quando os conhecimentos são significativos;
PRESSUPOSTOS (2): - O sujeito aprende melhor quando os conhecimentos são significativos; - O educador, assim como o aluno, não é um ser pronto e acabado; muito menos acredita-se que a sua formação está encerrada; pelo contrário, todos são seres em mudança cujas formações estão em processo; Aprender não é uma prerrogativa dos alunos. Os profissionais da escola também constituem seu trabalho nas práticas do cotidiano e nas reflexões que fazem sobre elas.

5 Condições para viabilizar essa formação
PRESSUPOSTOS (3): A formação requer orientar-se por instrumentos metodológicos que possibilitem a problematização da experiência; A problematização permite compreensão mais aprofundada dos problemas e facilita sua superação. Condições para viabilizar essa formação Planejar conjuntamente a formação implica: Conflitos de interesses e Divergências conceituais Que exigem: Negociações / Mediações de conflitos / Construção de consensos / Elaboração de um contrato didático

6 Pensar na Diretoria de Ensino e na Escola como lugares da relação “ensino e aprendizagem” é entender que para que haja um bom ensino para o aluno (ao qual ele tem direito), os profissionais da Diretoria de Ensino e da Escola também precisam conceber seus espaços de atuação como “instituições aprendentes”

7 MOVIMENTO CARACTERÍSTICO DA EQUIPE APRENDENTE
AÇÃO REFLEXÃO

8 Construção de uma equipe crítica e aprendiz...
Uma equipe que pensa em si própria, que reflete sobre os seus problemas e que envolve todos os seus membros nas tomadas de decisão é, necessariamente, uma equipe que valoriza a aprendizagem decorrente da permanente interação entre os elementos que a compõem e dos contextos que lhe estão afetos e com os quais também interage. 1) inteligência contextual: capacidade de crítica do seu contexto e dos contextos mais vastos em que se integra e que a justificam; 2) inteligência estratégica: capacidade de planejar, desenvolver e avaliar projetos adequados às suas necessidades; 3) inteligência acadêmica: capacidade de promover a qualidade curricular e gerar “altas expectativas nos aprendizes”, considerando que a aprendizagem de quem aprende está intimamente ligada à de quem ensina;

9 4) inteligência reflexiva: capacidades e competências que possibilitam o controle, a reflexão e a avaliação de todos os níveis da instituição; 5) inteligência pedagógica: capacidade de se identificar como “uma instituição de aprendizagem”, centrando-se no “objetivo fundamental” da sua missão; 6) inteligência coletiva: capacidade de o corpo docente trabalhar em conjunto “na procura de um fim comum”; 7) inteligência emocional: capacidade de dar voz aos sentimentos, emoções e afetos, contribuindo para o estabelecimento de um pacto facilitador da aprendizagem entre os membros da comunidade; 8) inteligência espiritual: capacidade de “valorizar a vida pessoal de cada individuo”; 9) inteligência ética: capacidade de reconhecer a dimensão moral, axiológica. SANTOS GUERRA, M.A. A Escola que Aprende, Porto, ASA, 2000

10 Seis medidas para tornarmos as nossas equipes aprendentes
(Adaptado de Thurler e Perrenoud ): 1.O valor da diversidade : a equipe aprende quando reconhece que a sua força advém da sua diversidade, mais do que da sua uniformidade, quando permite e encoraja a partilha e valorização das experiências. 2. O direito ao erro : a equipe aprende quando adota processos de resolução de problemas, aceita o caráter provisório e inacabado dos programas, das estratégias didáticas, e das estruturas, abandona o espírito de sistema e o mito da reforma definitiva. 3. Uma epistemologia realista e crítica : a equipe aprende quando aceita os limites de conhecimento e de aprendizagem do seu público alvo, reconhece os impasses e impotências de uma ação pedagógica determinada, recusa o pensamento mágico, se liberta de mecanismos defensivos e de efeitos de fachada.

11 4. A preocupação com o método : a equipe aprende quando dá a si mesma o direito e os meios, se organiza para formular problemas, inventariar as hipóteses e identificar as variáveis transformáveis. 5. Uma certa objetivação : a equipe aprende quando aceita tomar-se e ser tomada por um objeto de análise e de teorização, quando as estruturas e as práticas, as representações e as atitudes podem ser descritas, explicadas mais do que julgadas. 6. Uma abertura ao exterior : a equipe aprende quando aceita olhar para lá dos seus muros, procurar hipóteses, paradigmas, estratégias noutras organizações e noutros campos sociais, expor-se, tal como é, ao olhar exterior."

12 Movimento metodológico de Formação
A OFICINA PEDAGÓGICA E O CONTRATO DIDÁTICO... O contrato didático O contrato didático pode ser entendido como espaço de definição de responsabilidades recíprocas dos envolvidos no processo de conhecimento de determinado objeto/tema/conteúdo e de orientação das relações a serem estabelecidas nesse processo. Movimento metodológico de Formação Planejamento conjunto do processo de formação; Desenvolvimento do projeto de formação; Avaliação do referido projeto; Replanejamento.

13 O Plano de Ação de uma equipe aprendente
(adaptação)

14 O registro na prática de formação
Rotina de trabalho A rotina é fundamental na construção da disciplina intelectual do grupo, compreendido não como espaço que aprisiona, mas como espaço que possibilita e organiza a discussão coletiva. O registro na prática de formação “É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais sendo inconsciente, eu antes não sabia que sabia”. (Clarice Lispector)

15 O registro na prática de formação
"o que diferencia o homem do animal é o exercício do registro da memória humana" Vigotsky “O ato de refletir por escrito possibilita a criação de um espaço para que a reflexão sobre a prática ultrapasse a simples constatação. Escrever sobre alguma coisa faz com que se construa uma experiência de reflexão organizada, produzindo, para nós mesmos, um conhecimento mais aprofundado sobre a prática, sobre as nossas crenças, sobre o que sabemos e o que não sabemos”. (Telma Weisz) O registro permite a sistematização de um estudo feito ou de uma situação de aprendizagem vivida. O registro é História, memória individual e coletiva eternizadas na palavra grafada. É o meio capaz de tornar o educador consciente de sua prática de ensino, tanto quanto do compromisso político que a reveste. (Madalena Freire)

16 Troca de experiência Deve ser entendida como:
discussão coletiva que favorece o exercício de escuta e da fala; oportunidade de contraposição da própria palavra à palavra do outro; forma de revisão de reflexões e de posicionamentos momento de aprofundamento de estudos; troca de modelos e de referências para ação.


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