A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade."— Transcrição da apresentação:

1 Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Coordenação: Maria Lucrécia Zavaschi Equipe: Flávia Marisa de Camargo Costa, Carla Brunstein, Claudia Helena Gobbi Estrella, Cristian Patrick Zeni, Fernanda Driemeier, Fernanda Niendicker Caldas Jardim, Gabriela Ribeiro Filipouski, Marília Rodrigues dos Santos, Maristela Wenzel, Marta Maria Osório Alves, Natália Kapczinski, Solanger Graciana Paulão Perrone, Tatiana Valverde da Conceição, Victor Mardini

2 Violência Contra a Criança Existe, em nível mundial, uma preocupação crescente com a promoção e prevenção da saúde mental da população infantil. Existe, em nível mundial, uma preocupação crescente com a promoção e prevenção da saúde mental da população infantil. O conhecimento acerca do desenvolvimento humano desde a vida intra-uterina, passando por todas as etapas subseqüentes, vem demonstrando que o período de zero a três anos é de crucial importância com relação à saúde ou patologia mental futura. O conhecimento acerca do desenvolvimento humano desde a vida intra-uterina, passando por todas as etapas subseqüentes, vem demonstrando que o período de zero a três anos é de crucial importância com relação à saúde ou patologia mental futura.

3 Violência Contra a Criança BEBÊ É ENCONTRADO BOIANDO DENTRO DE SACO PLÁSTICO EM BH

4 Violência Contra a Criança Em entrevista a revista Isto É, Simone descreve: quando nasci, fui dada pela minha mãe biológica a uma outra família. Fui fruto de um romance do meu pai com uma amante. Simone busca trilhar o mesmo caminho de seu pai quando soube que ela tinha sido entregue a outra família. Ele entrou na Justiça um ano e meio depois que nasci e conseguiu me ter de volta. Em entrevista a revista Isto É, Simone descreve: quando nasci, fui dada pela minha mãe biológica a uma outra família. Fui fruto de um romance do meu pai com uma amante. Simone busca trilhar o mesmo caminho de seu pai quando soube que ela tinha sido entregue a outra família. Ele entrou na Justiça um ano e meio depois que nasci e conseguiu me ter de volta.

5 Violência Contra a Criança RELATO DE CASO: RELATO DE CASO: Andréa é a primeira filha de seus pais, ambos com 31 anos de idade, com um relacionamento de cinco anos de duração. A menina foi fruto de uma gestação desejada e planejada pelo casal. Nasceu a termo, em boas condições de saúde e mamou no peito até os três meses. No entanto, apresentou refluxo gastro- esofágico até os seis meses e problemas respiratórios desde os oito meses, sem maior gravidade ou necessidade de hospitalização. O acompanhamento da saúde da criança era realizado nas instituições de saúde pública sempre que procuradas pela família. Andréa é a primeira filha de seus pais, ambos com 31 anos de idade, com um relacionamento de cinco anos de duração. A menina foi fruto de uma gestação desejada e planejada pelo casal. Nasceu a termo, em boas condições de saúde e mamou no peito até os três meses. No entanto, apresentou refluxo gastro- esofágico até os seis meses e problemas respiratórios desde os oito meses, sem maior gravidade ou necessidade de hospitalização. O acompanhamento da saúde da criança era realizado nas instituições de saúde pública sempre que procuradas pela família. O pai tinha história de uso abusivo de álcool e de substâncias psicoativas, tornando-se violento eventualmente. Após o nascimento de Andréa, a mãe passou a sofrer agressões físicas e verbais do esposo, o que, segundo ela, motivou a separação do casal quando a menina tinha por volta de um ano de idade. Andréa permaneceu aos cuidados da mãe, que logo foi residir com um novo companheiro, um homem de 35 anos, a quem Andréa passou a conhecer como pai. O pai tinha história de uso abusivo de álcool e de substâncias psicoativas, tornando-se violento eventualmente. Após o nascimento de Andréa, a mãe passou a sofrer agressões físicas e verbais do esposo, o que, segundo ela, motivou a separação do casal quando a menina tinha por volta de um ano de idade. Andréa permaneceu aos cuidados da mãe, que logo foi residir com um novo companheiro, um homem de 35 anos, a quem Andréa passou a conhecer como pai.

6 Violência Contra a Criança Quando foi encaminhada para atendimento com a Psiquiatria Infantil, Andréa apresentava história de duas internações recentes em diferentes hospitais por hematomas e nódulos dolorosos pelo corpo e face que apareciam e desapareciam espontaneamente, além de distensão abdominal, e alterações do humor e comportamento. Quando foi encaminhada para atendimento com a Psiquiatria Infantil, Andréa apresentava história de duas internações recentes em diferentes hospitais por hematomas e nódulos dolorosos pelo corpo e face que apareciam e desapareciam espontaneamente, além de distensão abdominal, e alterações do humor e comportamento. Na segunda destas internações, no Hospital da Clínicas de Porto Alegre, a menina foi extensamente investigada por equipes clínicas pediátricas, entre elas de gastro-enterologia, hematologia, oncologia, neurologia. A partir destas investigações, não foi encontrada alteração orgânica que justificasse o quadro. Na segunda destas internações, no Hospital da Clínicas de Porto Alegre, a menina foi extensamente investigada por equipes clínicas pediátricas, entre elas de gastro-enterologia, hematologia, oncologia, neurologia. A partir destas investigações, não foi encontrada alteração orgânica que justificasse o quadro.

7 Violência Contra a Criança Embora a família negasse qualquer tipo de violência ou acidente que a criança tivesse sofrido, os dados clínicos sugeriam maus tratos. A menina apresentava estudo radiológico que mostrava várias fraturas em costelas em ambos os lados e em localizações diversas não necessariamente sofridas na mesma ocasião. Embora a família negasse qualquer tipo de violência ou acidente que a criança tivesse sofrido, os dados clínicos sugeriam maus tratos. A menina apresentava estudo radiológico que mostrava várias fraturas em costelas em ambos os lados e em localizações diversas não necessariamente sofridas na mesma ocasião. Quando confrontada, a família negava história de qualquer traumatismo nas regiões afetadas, e solicitava maior investigação para dar outro esclarecimento às queixas da menina. Quando confrontada, a família negava história de qualquer traumatismo nas regiões afetadas, e solicitava maior investigação para dar outro esclarecimento às queixas da menina.

8 Violência Contra a Criança Nesta segunda internação, a família foi esclarecida que por motivo de segurança e por não haver nenhuma conclusão do que, ou de quem, causou as lesões em Andréa, ela e sua família deveriam realizar acompanhamento ambulatorial no ambulatório de Interação Pais-Bebê, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Nesta segunda internação, a família foi esclarecida que por motivo de segurança e por não haver nenhuma conclusão do que, ou de quem, causou as lesões em Andréa, ela e sua família deveriam realizar acompanhamento ambulatorial no ambulatório de Interação Pais-Bebê, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Durante uma das situações de atendimento semanal a equipe observou que a criança mostrava-se com aparência apática e lesões corporais atribuídas pelos familiares a acidentes domésticos, informação que não era compatível com o que era observado. Apesar do desacordo inicial da família, a equipe indicou nova internação hospitalar, visando proteção e investigação e teve o apoio da Promotoria da Infância e do Conselho Tutelar. Durante uma das situações de atendimento semanal a equipe observou que a criança mostrava-se com aparência apática e lesões corporais atribuídas pelos familiares a acidentes domésticos, informação que não era compatível com o que era observado. Apesar do desacordo inicial da família, a equipe indicou nova internação hospitalar, visando proteção e investigação e teve o apoio da Promotoria da Infância e do Conselho Tutelar.

9 Violência Contra a Criança O trabalho interdisciplinar teve seguimento, sendo novamente mobilizada a equipe de saúde com pediatras, psiquiatras, neuropediatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiras, que acompanharam os membros da família individualmente e em conjunto, por meio de entrevistas sistemáticas, avaliações psicológicas e psiquiátricas específicas com a menina e familiares, além das avaliações clínicas que já vinham sendo realizadas. O trabalho interdisciplinar teve seguimento, sendo novamente mobilizada a equipe de saúde com pediatras, psiquiatras, neuropediatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiras, que acompanharam os membros da família individualmente e em conjunto, por meio de entrevistas sistemáticas, avaliações psicológicas e psiquiátricas específicas com a menina e familiares, além das avaliações clínicas que já vinham sendo realizadas. A observação da atividade lúdica espontânea da menina evidenciava conteúdo agressivo e intensa mudança de comportamento na presença da mãe e do padrasto, com expressão de tristeza, medo e completa apatia. Desse acompanhamento resultou a impressão de que Andréa sofria constantes agressões físicas e psicológicas por parte destes. Os avós maternos que já haviam sido contatados pela equipe e mostravam-se adequadamente preocupados e dispostos a esclarecer a situação de Andréa, participaram do processo de avaliação. A observação da atividade lúdica espontânea da menina evidenciava conteúdo agressivo e intensa mudança de comportamento na presença da mãe e do padrasto, com expressão de tristeza, medo e completa apatia. Desse acompanhamento resultou a impressão de que Andréa sofria constantes agressões físicas e psicológicas por parte destes. Os avós maternos que já haviam sido contatados pela equipe e mostravam-se adequadamente preocupados e dispostos a esclarecer a situação de Andréa, participaram do processo de avaliação.

10 Violência Contra a Criança Foram, então, convocados pelo Ministério Público que determinou que ficassem responsáveis judicialmente pela criança, decisão que acataram, apesar das tentativas da mãe e do padrasto para impedir o cumprimento de tal determinação. Foram, então, convocados pelo Ministério Público que determinou que ficassem responsáveis judicialmente pela criança, decisão que acataram, apesar das tentativas da mãe e do padrasto para impedir o cumprimento de tal determinação. Andréa continuou recebendo atendimento psicoterápico individual e o vínculo no Ambulatório de Interação Pais-Bebê e com o Serviço Social foi mantido, bem como a supervisão do Conselho Tutelar e do Ministério Público, permanecendo o trabalho contínuo e integrado entre as diferentes equipes técnicas. Andréa seguiu em tratamento psicoterápico. Andréa continuou recebendo atendimento psicoterápico individual e o vínculo no Ambulatório de Interação Pais-Bebê e com o Serviço Social foi mantido, bem como a supervisão do Conselho Tutelar e do Ministério Público, permanecendo o trabalho contínuo e integrado entre as diferentes equipes técnicas. Andréa seguiu em tratamento psicoterápico. A mãe e o padrasto não procuraram estabelecer novo contato com a menina e ela continuou sob os cuidados dos avós. O curso de seu desenvolvimento foi retomado e Andréa passou a apresentar características desenvolvimentais apropriadas para a sua idade. Não foram mais evidenciados sinais de maus tratos, além das seqüelas deixadas pelos traumas anteriores. A mãe e o padrasto não procuraram estabelecer novo contato com a menina e ela continuou sob os cuidados dos avós. O curso de seu desenvolvimento foi retomado e Andréa passou a apresentar características desenvolvimentais apropriadas para a sua idade. Não foram mais evidenciados sinais de maus tratos, além das seqüelas deixadas pelos traumas anteriores.

11 Violência Contra a Criança Alguns dados epidemiológicos: Alguns dados epidemiológicos: A violência contra a criança é de ocorrência mais comum do que a maioria das pessoas acredita, bem como, também é uma das maiores responsáveis por um certo número de seqüelas emocionais. A violência contra a criança é de ocorrência mais comum do que a maioria das pessoas acredita, bem como, também é uma das maiores responsáveis por um certo número de seqüelas emocionais. OMS estima que 40 milhões de crianças no mundo de zero a 14 anos são vítimas de abuso. OMS estima que 40 milhões de crianças no mundo de zero a 14 anos são vítimas de abuso. No Brasil, a violência contra crianças e adolescentes é a primeira causa de morte na faixa etária de cinco a dezenove anos e a segunda no período de um a quatro anos. (Guia de atuação frente a maus tratos na infância e adolescência - Sociedade Brasileira de Pediatria e Fundação Oswaldo Cruz,2001) No Brasil, a violência contra crianças e adolescentes é a primeira causa de morte na faixa etária de cinco a dezenove anos e a segunda no período de um a quatro anos. (Guia de atuação frente a maus tratos na infância e adolescência - Sociedade Brasileira de Pediatria e Fundação Oswaldo Cruz,2001) Em 2001 morreram 2000 crianças vítimas de maus-tratos nos EUA, uma média de cinco a seis crianças por dia. Destas 85% tinham idade inferior a seis anos, 44% com menos de um ano. (University of Oklahoma Health Sciences Center) Em 2001 morreram 2000 crianças vítimas de maus-tratos nos EUA, uma média de cinco a seis crianças por dia. Destas 85% tinham idade inferior a seis anos, 44% com menos de um ano. (University of Oklahoma Health Sciences Center)

12 Violência Contra a Criança Teóricos do apego tem argüido que relações de apego precoce tem um papel central para o desenvolvimento, com as relações de apego seguro ligadas com desenvolvimentos positivos e as relações de apego inseguro estando ligadas com desenvolvimentos negativos. Teóricos do apego tem argüido que relações de apego precoce tem um papel central para o desenvolvimento, com as relações de apego seguro ligadas com desenvolvimentos positivos e as relações de apego inseguro estando ligadas com desenvolvimentos negativos. Feerick, Haugaard, Hien, 2002 Feerick, Haugaard, Hien, 2002

13 Violência Contra a Criança Bowlby (1969/1982,1973,1980) teorizou que rupturas nas relações de apego precoce levariam a dificuldades de ajustamento e problemas com auto-regulação, bem como dificuldades em relações inter-pessoais futuras. Bowlby (1969/1982,1973,1980) teorizou que rupturas nas relações de apego precoce levariam a dificuldades de ajustamento e problemas com auto-regulação, bem como dificuldades em relações inter-pessoais futuras.

14 Violência Contra a Criança Apoiando esta visão, um número de estudos tem indicado que os maus-tratos de crianças estão associados com relações de apego inseguros em ambos crianças e adultos. Apoiando esta visão, um número de estudos tem indicado que os maus-tratos de crianças estão associados com relações de apego inseguros em ambos crianças e adultos. Feerick, Haugaard, Hien, 2002 Feerick, Haugaard, Hien, 2002

15 Violência Contra a Criança Pesquisas tem sugerido que o apego inseguro pode ser um fator de risco para vitimização e perpetração da violência. Pesquisas tem sugerido que o apego inseguro pode ser um fator de risco para vitimização e perpetração da violência. Feerick, Haugaard, Hien, 2002 Feerick, Haugaard, Hien, 2002

16 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: O contato inicial entre o bebê e seu cuidador, quando bem sucedido, possibilita a esse último compreender e atender às necessidades específicas deste bebê a partir dos sinais verbais (choro e outros sons) e não verbais (movimentos corporais, regulação fisiológica, sorriso, olhar) que emite, na medida em que este adulto esteja emocionalmente disponível para estabelecer uma ligação afetiva com ele, uma interação. O contato inicial entre o bebê e seu cuidador, quando bem sucedido, possibilita a esse último compreender e atender às necessidades específicas deste bebê a partir dos sinais verbais (choro e outros sons) e não verbais (movimentos corporais, regulação fisiológica, sorriso, olhar) que emite, na medida em que este adulto esteja emocionalmente disponível para estabelecer uma ligação afetiva com ele, uma interação. Tais comportamentos interativos constituem a base para o apego propriamente dito que, por sua vez, orienta a estruturação psíquica do indivíduo. Tais comportamentos interativos constituem a base para o apego propriamente dito que, por sua vez, orienta a estruturação psíquica do indivíduo.

17 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Bowlby (1989) afirmou que o bebê sente segurança em seus cuidadores a partir de experiências precoces de cuidado sensível e adequadamente responsivo. Bowlby (1989) afirmou que o bebê sente segurança em seus cuidadores a partir de experiências precoces de cuidado sensível e adequadamente responsivo. Pode assim confiar em sua própria capacidade de sinalizar, pois sabe que seus sinais são compreendidos e que deles se originarão respostas apropriadas a suas necessidades decodificadas por seu cuidador (Lewis, 1995). Pode assim confiar em sua própria capacidade de sinalizar, pois sabe que seus sinais são compreendidos e que deles se originarão respostas apropriadas a suas necessidades decodificadas por seu cuidador (Lewis, 1995).

18 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Para que uma ligação afetiva sólida ocorra efetivamente e o apego seguro se estabeleça, é fundamental o desenvolvimento de um ciclo mútuo de atenção e afeição entre o bebê e seu cuidador principal, em geral a mãe, sendo que o que afeta a um deles desencadeia reação no outro (Brazelton, 1962, 1988, 1994). Para que uma ligação afetiva sólida ocorra efetivamente e o apego seguro se estabeleça, é fundamental o desenvolvimento de um ciclo mútuo de atenção e afeição entre o bebê e seu cuidador principal, em geral a mãe, sendo que o que afeta a um deles desencadeia reação no outro (Brazelton, 1962, 1988, 1994).

19 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Freud (1938), na medida em que dava início ao desenvolvimento da teoria e da técnica psicanalítica, preocupava-se com as relações primitivas do ser humano como um dos principais aportes de futuras relações. Discorreu sobre "a importância única, sem paralelo, de uma mãe, estabelecida inalteravelmente para toda a vida como o primeiro e mais forte objeto amoroso e como protótipo de todas as relações amorosas posteriores" Freud (1938), na medida em que dava início ao desenvolvimento da teoria e da técnica psicanalítica, preocupava-se com as relações primitivas do ser humano como um dos principais aportes de futuras relações. Discorreu sobre "a importância única, sem paralelo, de uma mãe, estabelecida inalteravelmente para toda a vida como o primeiro e mais forte objeto amoroso e como protótipo de todas as relações amorosas posteriores"

20 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Bion (1962/1991) acrescentou o conceito de revèrie, atentando para a capacidade da mãe de receber e decodificar os sinais e ansiedades de seu bebê, traduzindo-os para ele de maneira que lhes fiquem mais compreensíveis e suportáveis, oferecendo-se, assim, como suporte ao seu aparato mental em construção. Bion (1962/1991) acrescentou o conceito de revèrie, atentando para a capacidade da mãe de receber e decodificar os sinais e ansiedades de seu bebê, traduzindo-os para ele de maneira que lhes fiquem mais compreensíveis e suportáveis, oferecendo-se, assim, como suporte ao seu aparato mental em construção.

21 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: O termo preocupação materna primária criada por Winnicott (1956/2000), descreve um período de extrema sensibilidade, especialmente no final da gestação e nas primeiras semanas pós- parto, é sustentado por uma pré-disposição orgânica decorrente de alterações hormonais próprias deste momento de vida da mulher. O termo preocupação materna primária criada por Winnicott (1956/2000), descreve um período de extrema sensibilidade, especialmente no final da gestação e nas primeiras semanas pós- parto, é sustentado por uma pré-disposição orgânica decorrente de alterações hormonais próprias deste momento de vida da mulher. Tal estado dá à mãe a capacidade de adaptar-se de forma sensitiva às necessidades do bebê, compreendendo seus sinais e oferecendo-lhe uma provisão ambiental suficientemente boa, com desejos atendidos, limites gradativamente estabelecidos e sensação de realidade presente. Tal estado dá à mãe a capacidade de adaptar-se de forma sensitiva às necessidades do bebê, compreendendo seus sinais e oferecendo-lhe uma provisão ambiental suficientemente boa, com desejos atendidos, limites gradativamente estabelecidos e sensação de realidade presente.

22 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Em estudos realizados com recém-nascidos e bebês muito jovens foram identificadas funções mentais e emocionais precoces que evidenciam um aparelho mental em atividade e capaz de registrar e recordar necessidades e sentimentos gerados na interação entre esses bebês e seus cuidadores (Acquarone, 1987; Osofsky, 1987; Stern, 1992; Brunstein e Tiellet Nunes, 2003). Em estudos realizados com recém-nascidos e bebês muito jovens foram identificadas funções mentais e emocionais precoces que evidenciam um aparelho mental em atividade e capaz de registrar e recordar necessidades e sentimentos gerados na interação entre esses bebês e seus cuidadores (Acquarone, 1987; Osofsky, 1987; Stern, 1992; Brunstein e Tiellet Nunes, 2003).

23 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: A interação com a mãe, ou substituto, é o que dá sentido a cada gesto devido a sua atenção conjunta com o bebê em torno de objetivos comuns, já que a aprendizagem depende do contexto afetivo em que ocorrem as primeiras experiências de contato com o ambiente externo (Golse, 1998, 2000) A interação com a mãe, ou substituto, é o que dá sentido a cada gesto devido a sua atenção conjunta com o bebê em torno de objetivos comuns, já que a aprendizagem depende do contexto afetivo em que ocorrem as primeiras experiências de contato com o ambiente externo (Golse, 1998, 2000)

24 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Conforme já observado e documentado por Brazelton (1988), importante estudioso do desenvolvimento do apego, os bebês recém-nascidos possuem habilidades que configuram competências inatas para buscar o seio da mãe, diferenciar o seu cheiro e a sua voz da de outras mulheres, bem como seus batimentos cardíacos e, assim, tranqüilizar-se no contato com ela. Conforme já observado e documentado por Brazelton (1988), importante estudioso do desenvolvimento do apego, os bebês recém-nascidos possuem habilidades que configuram competências inatas para buscar o seio da mãe, diferenciar o seu cheiro e a sua voz da de outras mulheres, bem como seus batimentos cardíacos e, assim, tranqüilizar-se no contato com ela.

25 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: As capacidades perceptivas do bebê permitem-lhe interagir com o ambiente desde o nascimento, captando informações. Tais capacidades são tão precoces que já nas primeiras semanas de vida extra-uterina o bebê reage acompanhando com o olhar um objeto que se move a sua frente e, especialmente, o rosto de seu cuidador, sendo que aos dois meses já faz contato ocular nítido. As capacidades perceptivas do bebê permitem-lhe interagir com o ambiente desde o nascimento, captando informações. Tais capacidades são tão precoces que já nas primeiras semanas de vida extra-uterina o bebê reage acompanhando com o olhar um objeto que se move a sua frente e, especialmente, o rosto de seu cuidador, sendo que aos dois meses já faz contato ocular nítido.

26 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: O rosto humano associado ao afeto materno apresenta vários estímulos simultaneamente, abrindo caminho para conexões neuronais que dão significado ao som proveniente da voz, às percepções táteis e aos movimentos originados no contato físico, às diferentes expressões faciais e, enfim, à possibilidade de olhar e ser olhado e de se criar um espaço de comunicação interativa primitiva. O rosto humano associado ao afeto materno apresenta vários estímulos simultaneamente, abrindo caminho para conexões neuronais que dão significado ao som proveniente da voz, às percepções táteis e aos movimentos originados no contato físico, às diferentes expressões faciais e, enfim, à possibilidade de olhar e ser olhado e de se criar um espaço de comunicação interativa primitiva. Essa forma de comunicação, em condições normais, mais adiante, desencadeará a comunicação verbal, reflexo da capacidade de perceber o cuidador como alguém separado e do desejo e necessidade de interagir com ele por meio de outros recursos já mais amadurecidos. Essa forma de comunicação, em condições normais, mais adiante, desencadeará a comunicação verbal, reflexo da capacidade de perceber o cuidador como alguém separado e do desejo e necessidade de interagir com ele por meio de outros recursos já mais amadurecidos.

27 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Ao mesmo tempo, o comportamento de apego detectável desde o nascimento, expressa a atitude manifesta pelo bebê em busca de cuidado e proteção de um cuidador específico que o ampara. Ao mesmo tempo, o comportamento de apego detectável desde o nascimento, expressa a atitude manifesta pelo bebê em busca de cuidado e proteção de um cuidador específico que o ampara. Quando a interação segue um curso exitoso, com intensidade e continuidade suficientes, torna-se prazerosa para ambos, bebê e cuidador, também contribuindo para um desenvolvimento mental sadio. Quando a interação segue um curso exitoso, com intensidade e continuidade suficientes, torna-se prazerosa para ambos, bebê e cuidador, também contribuindo para um desenvolvimento mental sadio. Ainda que o comportamento de apego pareça ser um movimento um tanto quanto sofisticado para um bebê que acaba de nascer, atualmente, mais do que nunca, sabe-se que esse comportamento não apenas pode ser identificado pelo observador atento, como também constitui o principal estímulo para que a mãe (ou substituto) mantenha o investimento afetivo no seu bebê. Ainda que o comportamento de apego pareça ser um movimento um tanto quanto sofisticado para um bebê que acaba de nascer, atualmente, mais do que nunca, sabe-se que esse comportamento não apenas pode ser identificado pelo observador atento, como também constitui o principal estímulo para que a mãe (ou substituto) mantenha o investimento afetivo no seu bebê.

28 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Entretanto, quando uma das partes falha, a troca afetiva é dificultada. Se o bebê não consegue sinalizar suas necessidades desde o nascimento, o que pode ocorrer por diferentes motivos clínicos (limitações causadas por alterações genéticas, doenças congênitas, condições clínicas impostas por complicações pré, peri e/ou pós natais, nascimentos de risco em geral) e ambientais (condições de pobreza, doença mental dos progenitores, falta de rede de apoio adequada), levando a dificuldades de auto-regulação fisiológica e de ajuste psicológico, a mãe poderá sentir dificuldades para compreender o seu bebê, intensificando-se um sentimento natural de dúvida sobre a sua capacidade de ser mãe-cuidadora daquela criança. Entretanto, quando uma das partes falha, a troca afetiva é dificultada. Se o bebê não consegue sinalizar suas necessidades desde o nascimento, o que pode ocorrer por diferentes motivos clínicos (limitações causadas por alterações genéticas, doenças congênitas, condições clínicas impostas por complicações pré, peri e/ou pós natais, nascimentos de risco em geral) e ambientais (condições de pobreza, doença mental dos progenitores, falta de rede de apoio adequada), levando a dificuldades de auto-regulação fisiológica e de ajuste psicológico, a mãe poderá sentir dificuldades para compreender o seu bebê, intensificando-se um sentimento natural de dúvida sobre a sua capacidade de ser mãe-cuidadora daquela criança.

29 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Para uma mãe frágil emocionalmente, sem uma rede de apoio suficiente, especialmente um companheiro presente, esse sentimento tende a se tornar ainda mais intenso, podendo instalar-se uma importante limitação para compreender todos os sinais do bebê Para uma mãe frágil emocionalmente, sem uma rede de apoio suficiente, especialmente um companheiro presente, esse sentimento tende a se tornar ainda mais intenso, podendo instalar-se uma importante limitação para compreender todos os sinais do bebê

30 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Por outro lado, para o bebê que procura sinalizar com os recursos que dispõe e não obtém resposta, o sentimento de abandono passa a ser o correspondente maior de suas investidas. Por outro lado, para o bebê que procura sinalizar com os recursos que dispõe e não obtém resposta, o sentimento de abandono passa a ser o correspondente maior de suas investidas. Se o bebê não encontra um cuidador substituto previsível, estável emocionalmente e que lhe permita a continuidade das trocas afetivas pela garantia de sua presença física e psicológica, a tendência é de que perca a esperança na correspondência de afeto e deixe de investir, ou seja, de emitir sinais, comportamentos de apego para ser cuidado. Se o bebê não encontra um cuidador substituto previsível, estável emocionalmente e que lhe permita a continuidade das trocas afetivas pela garantia de sua presença física e psicológica, a tendência é de que perca a esperança na correspondência de afeto e deixe de investir, ou seja, de emitir sinais, comportamentos de apego para ser cuidado.

31 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Não há espaço mental compartilhado entre ele e a mãe para que se desenvolva um apego seguro que lhe possibilite movimentos exploratórios em direção ao crescimento, pois seu olhar, seus gestos, seus sons não adquirem significado. Não há espaço mental compartilhado entre ele e a mãe para que se desenvolva um apego seguro que lhe possibilite movimentos exploratórios em direção ao crescimento, pois seu olhar, seus gestos, seus sons não adquirem significado. O resultado dessa falta de sintonia afetiva poderá ser o estabelecimento de formas de apego instáveis, causadoras de grandes ansiedades para o bebê, incrementadas a cada novo desafio imposto pelo processo evolutivo e, portanto, deixando sua marca nas relações interpessoais ao longo da vida. O resultado dessa falta de sintonia afetiva poderá ser o estabelecimento de formas de apego instáveis, causadoras de grandes ansiedades para o bebê, incrementadas a cada novo desafio imposto pelo processo evolutivo e, portanto, deixando sua marca nas relações interpessoais ao longo da vida.

32 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: Quando o bebê experimenta cuidados de qualidade inconsistente ou esporádica, ou se o cuidado que recebe é regular em freqüência mas sempre insensível, a tendência é que estabeleça apegos inseguros com conseqüências sobre o curso do desenvolvimento das relações interpessoais subseqüentes (Lewis, 1995). Quando o bebê experimenta cuidados de qualidade inconsistente ou esporádica, ou se o cuidado que recebe é regular em freqüência mas sempre insensível, a tendência é que estabeleça apegos inseguros com conseqüências sobre o curso do desenvolvimento das relações interpessoais subseqüentes (Lewis, 1995).

33 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: No extremo da impossibilidade da construção de um apego seguro pela falta de responsividade contínua e estável da mãe, ou do cuidador substituto, o bebê poderá até mesmo desistir de viver (Spitz, 1954/1980), pois se a sua vida não faz sentido para o outro e dela não pode obter o prazer da interação, de procurar e encontrar, de ser procurado e ser encontrado, da continência afetiva, do desejo de conhecimento, da certeza de poder ir e vir, a vida fica pobre, tão pobre que não há porque vivê-la. No extremo da impossibilidade da construção de um apego seguro pela falta de responsividade contínua e estável da mãe, ou do cuidador substituto, o bebê poderá até mesmo desistir de viver (Spitz, 1954/1980), pois se a sua vida não faz sentido para o outro e dela não pode obter o prazer da interação, de procurar e encontrar, de ser procurado e ser encontrado, da continência afetiva, do desejo de conhecimento, da certeza de poder ir e vir, a vida fica pobre, tão pobre que não há porque vivê-la.

34 Violência Contra a Criança APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: APEGO AFETIVO E DESENVOLVIMENTO: As neurociências têm demonstrado que é nos três primeiros anos de vida extra-uterina que as conexões cerebrais acontecem com maior intensidade e rapidez, atingindo o seu ápice nos primeiros meses, quando se instalam os primórdios da capacidade de desenvolvimento do sistema de apego. As neurociências têm demonstrado que é nos três primeiros anos de vida extra-uterina que as conexões cerebrais acontecem com maior intensidade e rapidez, atingindo o seu ápice nos primeiros meses, quando se instalam os primórdios da capacidade de desenvolvimento do sistema de apego. Falhas significativas na interação afetiva com a figura de apego-mãe ou outro cuidador principal-, nesse período, podem impedir a preservação dessas conexões essenciais para o processo de desenvolvimento da criança em diferentes áreas. Falhas significativas na interação afetiva com a figura de apego-mãe ou outro cuidador principal-, nesse período, podem impedir a preservação dessas conexões essenciais para o processo de desenvolvimento da criança em diferentes áreas.

35 Violência Contra a Criança Desenvolvimento cerebral Desenvolvimento cerebral 2° mês de gestação 250 mil neurônios imaturos são produzidos por minuto 2° mês de gestação 250 mil neurônios imaturos são produzidos por minuto Nascimento 100 bilhões de neurônio de um cérebro maduro (> aumento no número e crescimento entre a 25ª semana de gestação e os primeiros meses após o nascimento) Nascimento 100 bilhões de neurônio de um cérebro maduro (> aumento no número e crescimento entre a 25ª semana de gestação e os primeiros meses após o nascimento) Um neurônio pode ter de 5 a 100 mil conexões sinápticas Um neurônio pode ter de 5 a 100 mil conexões sinápticas A multiplicação dos dendritos e conexões sinápticas ocorre nos últimos meses da gestação e dos 6 meses aos 2 anos de vida A multiplicação dos dendritos e conexões sinápticas ocorre nos últimos meses da gestação e dos 6 meses aos 2 anos de vida

36 Violência Contra a Criança Desenvolvimento cerebral Desenvolvimento cerebral O cérebro no nascimento tem apenas 25% de seu futuro peso adulto de 1,5Kg O cérebro no nascimento tem apenas 25% de seu futuro peso adulto de 1,5Kg Ele atinge quase 70% desse peso até os 3 anos. Ele atinge quase 70% desse peso até os 3 anos. Aos 6 anos ele tem quase o tamanho adulto, mas o crescimento e o desenvolvimento funcional de partes específicas do cérebro continuam durante a idade adulta (diferenciação – cada neurônio assume uma estrutura e função específica) –permitindo um funcionamento cognitivo motor ´mais flexível e mais avançado Aos 6 anos ele tem quase o tamanho adulto, mas o crescimento e o desenvolvimento funcional de partes específicas do cérebro continuam durante a idade adulta (diferenciação – cada neurônio assume uma estrutura e função específica) –permitindo um funcionamento cognitivo motor ´mais flexível e mais avançado

37 Violência Contra a Criança Desenvolvimento cerebral Desenvolvimento cerebral Inicialmente o cérebro produz mais neurônios e sinapses que do que necessita Inicialmente o cérebro produz mais neurônios e sinapses que do que necessita Aqueles que não são utilizados ou que não funcionam bem se extinguem, através de um processo de morte celular (poda) com o objetivo de criar um sistema nervoso eficiente Aqueles que não são utilizados ou que não funcionam bem se extinguem, através de um processo de morte celular (poda) com o objetivo de criar um sistema nervoso eficiente O número de sinapses pode atingir o máximo em torno dos 2 anos de idade, e sua eliminação continua até a adolescência. O número de sinapses pode atingir o máximo em torno dos 2 anos de idade, e sua eliminação continua até a adolescência.

38

39 O cérebro de um embrião produz muito mais neurônios, ou células nervosas, do que necessita, e elimina os excessos.

40 Os neurônios sobreviventes prolongam os axônios. Nas terminações dos axônios são lançados vários ramos que conectam com muitos alvos.

41 Pequenas explosões de atividade elétrica fortalecem estas conexões, enquanto outras (que não foram reforçadas por atividade) atrofiam.

42 Após o nascimento, o cérebro experiência um segundo arranco de crescimento, quando os axônios (que enviam sinais) e os dendritos (que recebem-nos) explodem com novas conexões.Atividade elétrica,acionadas por uma inundação de sensações nervosas, afinam o circuito cerebral determinando quais conexões serão mantidas e quais serão podadas.

43 Violência Contra a Criança

44


Carregar ppt "Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google