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A MENTE. Alguns aspetos da história da mente… Durante muito tempo o conceito de mente esteve associado à dimensão cognitiva do ser humano. Correspondia.

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1 A MENTE

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3 Alguns aspetos da história da mente… Durante muito tempo o conceito de mente esteve associado à dimensão cognitiva do ser humano. Correspondia ao raciocínio, abstração … ao pensamento. No final do século XX esta conceção é revista. Para isso contribuíram as neurociências. Compreendeu-se finalmente que a mente humana implicava também a emoção, os sentimentos, a afetividade, a ação.

4 PROCESSOS ASSOCIADOS À MENTE 1 – Processos cognitivos – SABER – o quê? 2 – Processos emotivos – SENTIR – como? 3 – Processos conativos – AGIR – porquê?

5 PROCESSOS COGNITIVOS Processos cognitivos: correspondem aos processos complexos, de criação, de transformação e de utilização de informação do meio. Os principais processos cognitivos são: 1 – a percepção 2 – a aprendizagem 3 – a memória

6 1 – A PERCEÇÃO Perceção: designa o conjunto de mecanismos fisiológicos e psicológicos cuja função geral é a apreensão e interpretação de informação proveniente do meio ou do próprio organismo. Assim sendo, a perceção supõe: oContato com o mundo oExige a presença do objeto/realidade a conhecer oOrganiza e interpreta as informações oSupõe os órgãos dos sentidos.

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8 SENSAÇÃO E PERCEÇÃO SENSAÇÃO: é o primeiro contato que estabelecemos com o meio ambiente. Existe nos órgãos recetores e está associada à receção dos estímulos dos órgãos dos sentidos. Normalmente são traduzidas em impulsos nervosos que são conduzidos ao sistema nervoso central e processados pelo cérebro. PERCEÇÃO: processa a informação sensorial. Não se limita ao registo da informação, mas atribui-lhe um sentido de acordo com a nossa experiência. Têm um caráter activo, uma vez que são fruto de um trabalho complexo de análise e de síntese. Não reproduz o mundo como um espelho, mas elabora sobre ele uma representação.

9 FATORES QUE DETERMINAM A CONSTÂNCIA PERCETIVA 1 – CONSTÂNCIA DO TAMANHO: o tamanho de um objeto é percecionado independentemente da distância a que se encontra. 2 – CONSTÂNCIA DA FORMA: reconhecemos o objeto independentemente das alterações a que esteja sujeito. 3 – CONSTÂNCIA DO BRILHO E DA COR: a memória retém as caraterísticas dos objetos no que respeita ao brilho e à cor.

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11 FATORES QUE AFETAM O MODO COMO PERCECIONAMOS O MUNDO A motivação A expetativa Os interesses Os estados emocionais Todos estes fatores provam o caráter de subjetividade inerente à perceção.

12 PERCEÇÃO SOCIAL: processo que está na base das interações sociais. Os valores sociais e as experiências socioculturais influenciam o modo como se percecionam o mundo e a sociedade. Assim sendo, podemos afirmar que a cultura influencia a forma como percecionamos o mundo.

13 2 - MEMÓRIA Da história … oA Mitologia grega reflete a importância desde sempre dada à memória. Mnemosine era a deusa da memória, mãe das 9 musas que presidiam às letras, ciências e artes. oNo séc. IV a.C. Aristóteles falava da faculdade de conservar o passado. oAo longo do tempo desenvolveram-se técnicas para desenvolver a memória oMagos, feiticeiros e alquimistas procuraram substâncias que aumentavam o poder da memória oO computador, hoje em dia, é a resposta mais recente à necessidade de preservar as informações que a memória não consegue reter.

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15 MEMÓRIA: é o processo dinâmico que consiste na codificação, armazenamento e recuperação dos conteúdos mnésicos ou de informação. A memória implica tratamento de informação. A esse respeito distinguem-se três tipos de operações: a codificação, o armazenamento e a recuperação.

16 ESTÁDIOS PARA A FORMAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA MEMÓRIA 1 - CODIFICAÇÃO:É a primeira fase do processo de formação de novas memórias. Toda a informação implica a codificação dos dados informativos, isto é, a sua transformação de modo a poder ser armazenada na memória. Se por vezes essa codificação é automática, outras vezes temos de lhe dar uma forma que permita memorizá-la e recordá-la. Os dados são traduzidos num código que pode ser acústico (memória ecóica), visual (memória icónica) ou semântico.

17 ESTÁDIOS PARA A FORMAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA MEMÓRIA 2 – ARMAZENAMENTO: é o processo mediante o qual mantemos na memória a informação que foi adquirida. A informação é conservada por períodos mais ou menos longos de tempo, para poder ser utilizada quando necessário. Cada informação (engrama) produz modificações nas redes neuronais que permitem que se recorde o que se memoriza.

18 3 – RECUPERAÇÃO: quando precisamos, procuramos recuperar, atualizar a informação armazenada, para a utilizar na experiência presente. Reatualizar significa pois localizar a informação armazenada e fazê-la aceder à consciência

19 TIPOS DE MEMÓRIA: MEMÓRIA A CURTO PRAZO Retém a informação durante um período limitado de tempo, podendo ser esquecida ou passar a memória de longo prazo. Apresenta duas componentes: Memória imediata: É um armazém com capacidade limitada (7 itens ou peças de informação) que consegue manter a informação durante 20 a 30 segundos. Memória de trabalho: a informação mantém-se enquanto for útil. NOTA: qualquer informação que tenha estado na memória a curto prazo e se tenha perdido, estará perdida para sempre.

20 TIPOS DE MEMÓRIA: MEMÓRIA A LONGO PRAZO Permite conservar dados, informações, durante dias, meses, anos, ou mesmo toda uma vida. Contém dados que têm a sua origem na memória a curto prazo. Existem dois tipos de memória a longo prazo: Memória não declarativa: memória automática que permite realizar tarefas básicas, associadas a comportamentos motores. Memória declarativa: memória explicita, associada a factos, informações gerais e episódios ou acontecimentos pessoais.

21 O ESQUECIMENTO Incapacidade, provisória ou definitiva, em recordar, recuperar dados, informações, experiências que foram memorizadas. O esquecimento é essencial à memória, uma vez que tem uma função seletiva e adaptativa

22 O ESQUECIMENTO

23 FATORES QUE INFLUENCIAM O ESQUECIMENTO 1. Esquecimento regressivo: ocorre quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar factos e nomes aprendidos recentemente. É especialmente sentido em pessoas de certa idade e pode estar associado ao envelhecimento dos tecidos cerebrais. 2. Esquecimento motivado: recordações penosas e traumatizantes tendem a ser esquecidas para evitar a angústia e ansiedade, permitindo assim a manutenção do equilíbrio psicológico.

24 3 – Influência dos processos de interferência: as novas memórias interferem com a recuperação das memórias mais antigas. - inibição proactiva: influência negativa que a aprendizagem anterior tem sobre a recor- dação de uma nova informação - inibição retroactiva: efeito negativo que a informação nova tem sobre a anterior.

25 O ESQUECIMENTO

26 A MEMÓRIA É ASSIM COMO UM ALBUM QUE NOS RESTITUI MAIS OU MENOS INTACTOS OS FRAGMENTOS DA EXPERIÊNCIA Francois Pine

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28 Memória, aprendizagem e identidade pessoal A memória permite-nos: A adaptação ao meio, uma vez que é condição indispensável da aprendizagem. Atribuir significado às nossas experiências. Constituir um sentimento de si, um sentimento de identidade pessoal, dando continuidade à nossa vida (Ex. amnésia )

29 PERCEÇÃO SOCIAL: processo que está na base das interações sociais. Os valores sociais e as experiências socioculturais influenciam o modo como se percecionam o mundo e a sociedade. Assim sendo, podemos afirmar que a cultura influencia a forma como percecionamos o mundo.

30 A APRENDIGAZEM Aprendizagem: modificação relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, que resulta do exercício, experiência, treino ou estudo. Envolve processos cognitivos, motivacionais e emocionais e manifesta-se em comportamentos.

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32 TIPOS DE APRENDIGAZEM 1 – APRENDIZAGEM NÃO ASSOCIATIVA Este tipo de aprendizagem realiza-se mediante duas formas: Habituação: consiste em aprender a reagir apenas ao estímulo selecionado (um estímulo sem importância ou benigno). Sensibilização: aprendem-se as propriedades de um estímulo ameaçador ou prejudicial.

33 TIPOS DE APRENDIGAZEM 2 – APRENDIZAGEM ASSOCIATIVA É um tipo de aprendizagem mais complexa, que pode ser abordada em duas perspetivas: O condicionamento clássico O condicionamento operante

34 CONDICIONAMENTO CLÁSSICO Autor: Ivan Pavlov Situação: Experiência do cão: um reflexo neutro (uma campainha) é emparelhado com um estímulo não condicionado – comida e vai produzir uma resposta não condicionada (reflexo – salivar). Resultado: o estímulo neutro torna-se um estímulo condicionado, isto é, um estímulo que por si só desencadeia uma resposta condicionada. Conclusão: aprendemos com o que nos acontece. Manual pág: 48

35 CONDICIONAMENTO OPERANTE Autor: Skinner Situação: Experiência dos ratos. Em determinada situação, um comportamento ou resposta está na origem de consequências agradáveis ou desagradáveis. Resultado: Se tem consequências agradáveis, um comportamento é fortalecido, passando a ser emitido com mais frequência; se tem consequências desagradáveis (punição), um comportamento é enfraquecido, passando a ser emitido com menos frequência. Conclusão: aprendemos com as consequências dos nossos atos, isto é, com o resultado do que fazemos. Manual pág: 49/50

36 TIPOS DE APRENDIGAZEM 3 – APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO E IMITAÇÃO Este tipo de aprendizagem pode ser definida como a modificação de um indivíduo, através da observação de uma sequência como se o próprio observador estivesse envolvido nessa sequência de acontecimentos. Aprendemos sobretudo com as consequências dos atos das outras pessoas, ou seja, observando os resultados do que os outros fazem Bandura

37 TIPOS DE APRENDIGAZEM 4 – APRENDIZAGEM COM RECURSO A SÍMBOLOS E REPRESENTAÇÕES Toda a aprendizagem envolve uma relação e uma integração em relação a conhecimentos e pré-requisitos anteriores. Pressupõe todo um conjunto de competências e esquemas mentais que obrigam à compreensão de uma simbologia e à capacidade de elaborar representações.

38 COMO APRENDER? A aprendizagem implica a existência de alguns factores (manual pág: 54) A motivação Os conhecimentos anteriores A quantidade de informação A diversificação das actividades A planificação e a organização A cooperação.

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