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Paleoclimas.

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Apresentação em tema: "Paleoclimas."— Transcrição da apresentação:

1 Paleoclimas

2 Condições ambientais num dado momento do tempo geológico
Paleoclimas Condições ambientais num dado momento do tempo geológico A terra tem sofrido variações climáticas significativas desde a sua génese até à atualidade. Estas modificações resultam de uma lenta, mas constante, alteração geográfica que se deve, essencialmente á estreita relação entre a geodinâmica interna e externa do planeta.

3 Fatores que influenciam o clima
Mecanismos Astronómicos Mecanismos geoquímicos Mecanismos da dinâmica terrestre

4 Mecanismos Astronómicos

5 Variações da órbita terrestre
O clima da terra pode-se dever às variações da órbita terrestre que, ao influenciarem a quantidade de radiação que atinge a terra, influenciam o seu clima. A relação entre as glaciações do quaternário e as variações orbitais Têm como base a excentricidade ,obliquidade e a precessão.

6 Mecanismos Geoquímicos

7 O dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4) são dois gases que contribuem para o efeito de estufa, pois retêm a radiação infravermelha na atmosfera, reduzindo as perdas para o espaço.

8 Mecanismos associados à dinâmica terrestre

9 Atividade Vulcânica

10 Disposição dos continentes

11 Alterações das correntes marinhas

12 Inversões magnéticas

13 Variações Climáticas Paleoclimas Mecanismos Testemunhos de Paleoclimas
Biológicos Geológicos Mecanismos Astronómicos Geoquímicos Associados à dinâmica terrestre “Geometria” dos continentes e oceanos Atividade vulcânica

14 Reconstrução dos paleoclimas com base no registo geológico
É possível reconstruir os paleoambientes e as condições climáticas com base nos testemunhos biológicos e geológicos. Estes encontram-se presentes no gelo dos glaciares, nos sedimentos dos fundos oceânicos, em lagos, rios, desertos e nas rochas. São essenciais para prever a evolução do clima.

15 A história da terra foi dividida em função das temperaturas registadas e da influência destas na distribuição dos glaciares e do nível médio dos oceanos.

16 Períodos Glaciários Caracterizam-se por serem períodos frios, que permitem a expansão dos glaciares. São um fenómeno climático cíclico, no qual ocorre decréscimo da temperatura média, causando um aumento das áreas cobertas de gelo.

17 Períodos Interglaciários
O aumento da temperatura à superfície provoca um maior degelo, reduzindo a área ocupada pelos glaciares Período entre duas glaciações, caracterizado por temperaturas superiores e reduzem a área coberta de gelo.

18 Glaciares

19 Os glaciares são uma enorme massa de gelo em terra firme, que apresentam provas de movimento. São formados por uma lenta acumulação e recristalização de camadas de neve.

20 Glaciares continentais ou islandsis
Existem dois tipos básicos de glaciares. São eles: os glaciares de vale ou alpinos e os glaciares continentais ou inlandsis. Glaciar de vale ou alpino Glaciares continentais ou islandsis

21 Os glaciares de vale ou alpinos encontram-se a grandes altitudes, no cimo de montanhas, confinados a vales. Estes rios de gelo formam-se nas partes mais altas das cordilheiras montanhosas, onde a neve se acumula, geralmente em vales pré-existentes, fluindo ao longo dos mesmos.

22 Os glaciares continentais situam-se a elevadas latitudes e ocupam extensas áreas. São muito maiores do que os de vale, constituídos por um manto de gelo extremamente lento e permanente.

23 As glaciações ou eras do gelo, são fenómenos climáticos que ocorrem ao longo da história do nosso planeta. São períodos de frio intenso, dentro de uma era do gelo, quando a temperatura média da terra baixa. Durante os últimos milhões de anos existiram várias eras glaciares, ocorrendo com frequência de a anos, entre as quais se destacam: Glaciação de Donau, Günz, Mindel, Riss e Würm.

24 FORMAÇÃO, CRESCIMENTO E DESTRUIÇÃO DOS GLACIARES

25 Formação Um glaciar forma-se quando existe abundante precipitação de neve durante o Inverno e esta não se derrete. A neve é gradualmente convertida em gelo. São necessárias duas condições essenciais: temperaturas baixas e quantidades adequadas de neve.

26 As temperaturas devem ser suficientemente baixas para manter a neve durante todo o ano. Condições encontradas em altas latitudes e em elevadas altitudes. Nas zonas mais quentes são requeridas maiores altitudes e vice-versa.

27 A formação de glaciares requer humidade e frio
A formação de glaciares requer humidade e frio. Na Antártida, a pluviosidade é extremamente baixa mas como a temperatura também é, qualquer neve que caia é aproveitada.

28 Crescimento À medida que os cristais pequenos, delicados e soltos envelhecem no solo, eles encolhem tornando-se grãos equigranulares. A massa de flocos de neve é compactada, formando neve densa e granulosa. Com o advento de novos nevões, a neve anterior é soterrada e compactada pela superior. A neve adicionada a um glaciar anualmente corresponde à sua acumulação. Quando o gelo glaciário acumula, ele aprisiona e preserva valiosas relíquias do passado da Terra.

29 Destruição Quando a camada é extremamente espessa o gelo começa a fluir. Este flui ao longo do declive sob ação da gravidade. O gelo pode descer por um vale de montanha ou pelas vertentes do domo. O glaciar acaba por entrar em altitudes mais baixas, com temperaturas mais elevadas. A quantidade total de gelo que um glaciar perde anualmente corresponde à sua ablação.

30 Mecanismos responsáveis pela ablação de um glaciar:
Degelo  Desprendimento de icebergues Sublimação  Erosão eólica

31 Movimentos e Velocidade
de um Glaciar

32 Quando o gelo se encontra com uma espessura suficiente consegue movimentar-se;
Quando o glaciar se movimenta, o gelo vai deformando-se e flui lentamente, devido ao escoamento. Existe dois tipos de escoamento: Escoamento laminar - movimento ordenado das partículas, sem que haja mistura entre elas ou cruzamento entre as linhas de fluxo; Escoamento turbulento – movimento não ordenado das partículas, existindo cruzamento e mistura entre as linhas de fluxo;

33 Mecanismos que os fazem deslocar
Os glaciares fluem devido a dois mecanismos: Fluxo Plástico – o gelo deforma se e desliza internamente; Deslizamento Basal – o gelo desliza ao longo da base do glaciar;

34 Fluxo plástico Os cristais de gelo existentes dentro dos glaciares começam a deslizar curtas distancias, durante pequenos intervalos de tempo. Estes pequenos movimentos dos cristais de gelo, iram direcionar a massa de gelo, toda na mesma direção. Como estes cristais se formam enterrados num glaciar sobre muita tensão, os seus pequenos movimentos tornam se paralelos, aumentando assim a velocidade do movimento do glaciar.

35 Este movimento predomina nas zonas mais gélidas, onde o gelo do glaciar se encontra abaixo do ponto de congelação, na base do glaciar.

36 Deslizamento Basal A quantidade e tipo de deslizamento basal varia, dependendo da temperatura entre o gelo e o solo em relação ao ponto de fusão do gelo. Gelo, na base do glaciar, encontra se com uma grande pressão devido ao gelo superior, e como o ponto de fusão do gelo vai diminuído com o aumento de pressão, o gelo da parte inferior irá fundir se criando água de degelo, que funciona como um lubrificante.

37 Devido a este lubrificante formado com água do degelo o glaciar poderá movimentar-se.

38 Degelo A temperatura de degelo da base de um glaciar, depende da temperatura da superfície do gelo e do calor do solo. O deslizamento basal, ocorre principalmente em glaciares “húmidos” , onde existe mais calor, proveniente do solo, fazendo com que ocorra mais degelo, causando o movimento. Por outro lado o fluxo plástico, ocorre em zonas mais “secas”, onde a temperatura a superfície, vai facilitar o movimento interno, devido á agua espalhada no interior do glaciar.

39 Fendas transversais Como as partes superiores dos glaciares têm pouca pressão, o gelo neste zona irá tornar se solido, rígido e frágil, quebrando se, por causa do fluxo plástico subjacente. Formam se fendas transversais, com o nome de crevasses, onde o gelo é quebrado, em blocos de varias dimensões. Isto ocorre em zonas de grande deformação, mais propriamente nas paredes e curvas do vale.

40 Movimento de um Glaciar de vale
Quando um glaciar de vale se encontra num grande período de imobilidade, pode ocorrer um movimento espontâneo e rápido durante um período de tempo, dando se o nome de vaga. Estes movimentos duram dois a três anos, podendo ganhando mil vezes mais velocidade que um glaciar comum. Isto deve se á acumulação de agua de degelo nos tuneis situados perto da base do glaciar. Dependendo do clima em que se encontram os glaciares, a pressão pode aumentar ou diminuir, existindo mais movimento das camadas de gelo na parte inferior do glaciar, e na parte superior o gelo move-se mais lentamente.

41 Velocidade de um Glaciar de Vale:
Louis Agassiz mediu velocidades da ordem dos 75 m/ano (0,0024 mm/s, aproximadamente) num glaciar de vale. Este utilizou um método que consistia em cravar estacas numa linha recta transversalmente ao glaciar. O deslocamento do glaciar faria deslocar as estacas e Agassiz verificou que as estacas que estavam cravadas no meio da corrente glaciária se moviam mais depressa que as que se encontravam próximo das vertentes do vale.

42 Ação geológica dos glaciares

43 O gelo é um agente erosivo mais eficaz do que a água e o vento.

44 O arrastamento de blocos contra o pavimento rochoso adjacente, vai fragmentar a rocha originando blocos grandes (do tamanho de casas), argilas e siltes, a estes materiais dá-se o nome de farinha glaciária. Um glaciar ao arrastar rochas ao longo da sua base, estas vão arranhar e sulcar o pavimento à medida que são arrastados contra os mesmos, isto denomina-se de abrasão, que provoca sulcos e estrias

45 As moreias são o recuo de um glaciar e existem vários tipos que estão relacionados com a posição destes mesmos. Moreias laterais •Ocorrem paralelamente às paredes do vale glaciário Moreias centrais ou medianas

46 Moreias centrais ou medianas
•União de duas línguas glaciárias, passando a língua resultante a conter o conjunto dos tilitos que antes eram transportados lateralmente por cada uma das línguas.

47 Moreias de fundo •Acumulação suavemente ondulada que se produz com consequência do recuo do glaciar (ablação >acumulação)

48 Moreias frontais ou terminais
•Acumulação de tilitos formada na região terminal do glaciar (Gelo glaciário: ablação = acumulação)

49 Bibliografia

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