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A PROSA PÓS-MODERNA Camile Baccin

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Apresentação em tema: "A PROSA PÓS-MODERNA Camile Baccin"— Transcrição da apresentação:

1 A PROSA PÓS-MODERNA Camile Baccin
CLARICE LISPECTOR A PROSA PÓS-MODERNA Camile Baccin

2 FLUXO DE CONSCIENCIA É uma técnica narrativa utilizada para expressar, por meio de um monólogo interior , os vários estados de espírito e as emoções que caracterizam uma personagem. Para isso, o narrador apresenta pensamentos sem se preocupar em garantir a articulação lógica entre as ideias Uma série de impressões (visuais, olfativas, auditivas, físicas, físicas , associativas) ganha forma no texto, recriando, em um universo ficcional, o funcionamento da mente humana.

3 Virginia Woolf A escritora inglesa também fez uso do fluxo de consciencia para lidar com as angústias de personagens atormentadas. O fio narrativo se fragmenta e se multiplica

4 OS AGENTES DO DISCURSO Clarice por Clarice
A literatura deve ter objetos profundos e universalistas: deve fazer refletir e questionar sobre um sentido para a vida.

5 A busca incansável da identidade
A literatura produzida por Clarice L. surpreende por buscar a compreensão da consciência individual, marcada sempre pela instrospecção das personagens. Suas narrativas tratam do momento preciso em que uma personagem toma consciência da própria individualidade. O leitor é convidado a enfrentar situações narrativas complexas.

6 Conto - Amor No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

7 O bonde se arrastava, em seguida estacava
O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.    A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranqüila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.    Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mascava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos.

8 EPIFANIA significa a descoberta da própria identidade a partir de um estímulo externo (como a visão do cego mascando chicletes, no conto “Amor”) As personagens ,nesse momento, descobrem a própria essência

9 UMA ESTRUTURA RECORRENTE
1) A personagem é disposta numa determinada situação cotidiana 2) Prepara-se para o evento que é pressentido discretamente pela personagem (inquietação) 3) ocorre o evento que ilumina sua vida (EPIFANIA) 4) Apresenta-se o desfecho, no qual a situação da vida da personagem, após a epifania, é reexaminada

10 A hora da estrela “Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo á toa” [...] A pessoa de que quem vou falar é tão tola que às vezes sorri para os outros na rua. Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham” (LISPECTOR, 1998: 15, 16). “Quanto à moça, ela vive num limbo impessoal, sem alcançar o pior nem o melhor. Ela somente vive, inspirando e expirando, inspirando e expirando. [...] Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio [...] Nascera inteiramente raquítica, herança do sertão” (IBIDEM: 23, 27, 28).

11 “Maio, mês das borboletas noivas flutuando em brancos véus
“Maio, mês das borboletas noivas flutuando em brancos véus. Sua exclamação talvez tivesse sido um prenúncio do que ia acontecer no final da tarde desse mesmo dia: no meio da chuva abundante encontrou (explosão) a primeira espécie de namorado de sua vida, o coração batendo como se ela tivesse englutido um passarinho esvoaçante e preso. O rapaz e ela se entreolharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam.” (IBIDEM: 43).

12 “Mas ela já o amava tanto que não sabia como se livrar dele, estava em desespero de amor. [...] As poucas conversas entre os namorados versavam sobre farinha, carne-de-sol, carne-seca, rapadura, melado. [...] Olímpico na verdade não mostrava satisfação nenhuma em namorar Macabéa. [...] – Você, Macabéa, é um cabelo na sopa. Não dá vontade de comer.” (IBIDEM: 44, 47, 59, 60).

13 Para Clarice, "Não é fácil escrever. É duro quebrar rochas
Para Clarice, "Não é fácil escrever. É duro quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados". "Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas". "Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo."


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