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Barroco A ARTE DA INDISCIPLINA. Contextualização Século XVI Renascimento Surgimento da Imprensa Protestantismo (a Reforma de Lutero), a Contra-Reforma.

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1 Barroco A ARTE DA INDISCIPLINA

2 Contextualização Século XVI Renascimento Surgimento da Imprensa Protestantismo (a Reforma de Lutero), a Contra-Reforma da Igreja Católica (Concílio de Trento) e a Companhia de Jesus (Jesuítas) Morte de Camões (decadência movimento clássico) Fim da autonomia política de Portugal. Com o desaparecimento do rei D.Sebastião, torna-se herdeiro do trono Felipe II da Espanha. Obs.: O termo Barroco advém da palavra portuguesa homônima que significa "pérola imperfeita", ou por extensão jóia falsa, o que significava decadência das artes. A palavra foi rapidamente introduzida nas línguas francesa e italiana.

3 Comentários O Barroco atinge o seu auge em época de uma profunda crise econômica, social e política na Europa. A formação progressiva do conceito de nacionalidade, o apogeu da Contra-Reforma e do Absolutismo, as descobertas científicas de Galileu (que modificaram profundamente a concepção do Universo), foram determinantes para a evolução do Barroco. A ciência atravessa um período esplendoroso sem precedentes influenciando todas as esferas da vida humana, contribuindo para a criação de uma nova mentalidade.

4 A linguagem barroca Linguagem Rebuscada (Cultismo) Jogos de Conceitos (Conceptismo) Fragilidade da Matéria Divino-Humano Religiosidade Preocupação com a morte Estética do conflito: Teocentrismo X Antropocentrismo) Tensão e angústia existencial

5 Cultismo e Conceptismo Cultismo: é caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante, pela valorização do pormenor mediante jogos de palavras, com visível influência do poeta espanhol Luís de Gôngora. O Conceptismo é marcado pelo jogo de idéias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico, racionalista, que utiliza uma retórica aprimorada. Um dos principais cultores do Conceptismo foi o espanhol Quevedo.

6 Carpe diem O tema central do Barroco se encontra na antítese entre a vida e a morte. Daí decorre o sentimento da brevidade da vida, da angústia da passagem do tempo, que tudo destrói. Diante disso, o homem barroco oscila entre a renúncia e o gozo dos prazeres da vida. Quando pensa no julgamento de Deus, foge dos prazeres e procura apoio na fé. Quando a fé é insuficiente, a atração dos prazeres o envolve e cresce o desejo de desfrutar da vida. Por isso, o Carpe Diem, expressão latina que significa aproveita o dia (presente), é um dos temas freqüentes da arte barroca. A mocidade ou a juventude é freqüentemente comparada à flor que é bonita por pouco tempo e logo morre. Daí o apelo dos poetas barrocos. O Carpe Diem é um tema que vinha já da Antiguidade, mas no Barroco foi desenvolvido de forma angustiada, pois era uma tentativa de fundir os opostos, de conciliar o que, no fundo, é inconciliável: a razão e a fé, a matéria e o espírito, a vida carnal e a vida espiritual.

7 O autores Bento Teixeira : Prosopopéia (1601). Obra que deu início ao movimento Barroco, relata os feitos militares de Jorge de Albuquerque.

8 Gregório de Matos Guerra Poeta baiano. Produziu poesia satírica, lírica, lírico-amorosa e religiosa. Na poesia amorosa idealiza a mulher amada e convida ao prazer amoroso; Na poesia satírica, traça um perfil do Brasil colônia de então, incorporando características da linguagem popular; Na poesia religiosa enfatiza o Divino contra o Humano pecador. Na poesia lírica e religiosa, Gregório de Matos deixa claro certo idealismo renascentista, colocado ao lado do conflito (como de hábito na época) entre o pecado e o perdão, buscando a pureza da fé, mas tendo ao mesmo tempo necessidade de viver a vida mundana. Contradição que o situava com perfeição na escola barroca do Brasil. É patente do movimento nativista quando ele separa o que é brasileiro do que é exploração lusitana. Uma das principais referências do BARROCO BRASILEIRO é Gregório de Matos, o BOCA DO INFERNO, poeta baiano que cultivou com a mesma beleza tanto o estilo cultista quanto o conceptista.

9 Décimas Uma cidade tão nobre, uma gente tão honrada veja-se um dia louvada desde o mais rico ao mais pobre: cada pessoa o seu cobre, mas se o diabo me atiça, que indo a fazer-lhe justiça, algum saia a justiçar, 'não me poderão negar, que por direito, e por Lei esta é a justiça, que manda El-Rei.

10 Padre Antônio Vieira Português de Nascimento, orador sacro famoso, com mais de 200 sermões. Além dos temas religiosos, demonstrou preocupação com o social, o político e o econômico. Sua obra mais famosa, O sermão da Sexagésima, aponta as três causas possíveis pelo fraco efeito das pregações: o pregador, o ouvinte e Deus. Trata-se de um sermão sobre as características da oratória sacra. Ninguém angariou tantas críticas e inimizades quanto o "impiedoso" Padre Antônio Vieira, detentor de um invejável volume de obras literárias, inquietantes para os padrões da época. A obra do Padre Antônio Vieira pode ser dividida em três tipos de trabalhos: Profecias, Cartas e Sermões. As Profecias constam de três obras: História do Futuro, Esperanças de Portugal e Clavis Prophetarum. Nelas se notam o sebastianismo e as esperanças de que Portugal se tornaria o "quinto império do Mundo". Segundo ele, tal fato estaria escrito na Bíblia. Aqui ele demonstra bem seu estilo alegórico de interpretação bíblica (uma característica quase que constante de religiosos brasileiros íntimos da literatura barroca). Além, é claro, de revelar um nacionalismo megalomaníaco e servidão incomum. O grosso da produção literária do Padre Antônio Vieira está nas cerca de 500 cartas. Elas versam sobre o relacionamento entre Portugal e Holanda, sobre a Inquisição e os cristãos novos e sobre a situação da colônia, transformando-se em importantes documentos históricos. O melhor de sua obra, no entanto, está nos 200 sermões. De estilo barroco conceptista, totalmente oposto ao Gongorismo, o pregador português joga com as idéias e os conceitos, segundo os ensinamentos de retórica dos jesuítas. Um dos seus principais trabalhos é o Sermão da Sexagésima, pregado na capela Real de Lisboa, em A obra também ficou conhecida como "A palavra de Deus". Polêmico, este sermão resume a arte de pregar. Com ele, Vieira procurou atingir seus adversários católicos, os gongóricos dominicanos, analisando no sermão "Porque não frutificava a Palavra de Deus na terra", atribuindo-lhes culpa.

11 Sermão da sexagésima Fazer pouco fruto a palavra de Deus no Mundo, pode proceder de um de três princípios: ou da parte do pregador, ou da parte do ouvinte, ou da parte de Deus. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há-de haver três concursos: há-de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há-de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há-de concorrer Deus com a graça, alumiando. Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para esta vista são necessários olhos, é necessária luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?

12 Resumindo... O homem barroco vivia em constante conflito, dividido entre o pecado e o perdão, buscando a pureza da fé, mas tendo ao mesmo tempo necessidade de viver a vida mundana: estava entre a religiosidade medieval e o paganismo renascentista. É esse pensamento barroco que caracteriza o movimento literário seguinte com linguagem pomposa, imagens sutis e freqüentemente obscuras, musicalidade, descritivismo, exploração das possibilidades fonéticas da língua, objetivando salientar os contrastes conceituais. Utilizava o paradoxo, criando um estilo rebuscado onde predominavam os jogos de palavras, oposições e idéias abstratas. Procurava imagens e sugestões fora da realidade, virtuosismo, uso amplo de alegorias, hipérboles, paralelismo, repetições, anáforas e antíteses, exacerbação dos sentimentos, assimetria, gosto pelo requinte, estilo sentencioso e preocupação moralizante, ritmo sincopado e metáforas sinuosas e espiraladas, ligando imagens complexas. O homem do período barroco estava dividido entre a religião e o paganismo, entre a verdade e a mentira, o amor e a solidão, o pecado e o perdão. As poesias são rebuscadas e utilizam o jogo de idéias, são assimétricas e apresentam antíteses, reflexo do conflito em que o homem barroco vivia.


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