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I NTERTEXTUALIDADE D ISCURSIVA Prof.ª Marcelle Pimentel.

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Apresentação em tema: "I NTERTEXTUALIDADE D ISCURSIVA Prof.ª Marcelle Pimentel."— Transcrição da apresentação:

1 I NTERTEXTUALIDADE D ISCURSIVA Prof.ª Marcelle Pimentel

2 INTERTEXTUALIDADE Um texto faz alusão a outro texto, sendo este retomado ou aludido. Referência explícita ou implícita de um texto em outro. Diálogo entre um texto original e um texto novo, o qual produzirá novos sentidos. Vale lembrar que a identificação de outros textos em uma composição varia de acordo com o conhecimento de mundo de cada um.

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5 PROVÉRBIOS Uma boa noite de sono combate os males Quem espera sempre alcança Faça o que eu digo, não faça o que eu faço" Pense, antes de agir Devagar se vai longe Quem semeia vento, colhe tempestade

6 BOM CONSELHO (CHICO BUARQUE) Bom Conselho Ouça um bom conselho Que eu lhe dou de graça Inútil dormir que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado, quem espera nunca alcança Venha, meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio vento na minha cidade Vou pra rua e bebo a tempestade (Chico Buarque, 1972)

7 TÉCNICAS DE INTERTEXTUALIDADE PARÁFRASE - Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Texto Original Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá, As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá. (Gonçalves Dias, Canção do exílio). Paráfrase Meus olhos brasileiros se fecham saudosos Minha boca procura a Canção do Exílio. Como era mesmo a Canção do Exílio? Eu tão esquecido de minha terra… Ai terra que tem palmeiras Onde canta o sabiá! (Carlos Drummond de Andrade, Europa, França e Bahia).

8 TÉCNICAS DE INTERTEXTUALIDADE PARÓDIA - A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica.

9 EXEMPLO DE PARÓDIA TEXTO ORIGINAL Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como os de lá. (Canção do exílio, de Gonçalves Dias).

10 PARÓDIA Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há. Minha terra tem relógios, Cada qual com a sua hora Nos mais diversos instantes... Mas onde o instante de agora? Mas onde a palavra onde? Terra ingrata, ingrato filho, Sob os céus da minha terra Eu canto a Canção do Exílio! (Mário Quintana)

11 PASTICHE É definido como obra literária ou artística em que se imita abertamente o estilo de outros escritores, pintores, músicos, etc. Não tem,contudo, função de satirizar,criticar a obra de origem,diferindo,assim, da paródia. Modernamente, o pastiche pode ser visto como uma espécie de colagem ou montagem, tornando- se retalhos de vários textos.

12 Q UADRILHA (D RUMMOND ) João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história

13 QUADRILHA DA SUJEIRA(R ICARDO A ZEVEDO ) João joga um palitinho de sorvete na rua de Teresa que joga uma latinha de refrigerante na rua de Raimundo que joga um saquinho plástico na rua de Joaquim que joga uma garrafinha velha na rua de Lili. Lili joga um pedacinho de isopor na rua de João que joga uma embalagenzinha de não sei o que na rua de Teresa que joga um lencinho de papel na rua de Raimundo que joga uma tampinha de refrigerante na rua de Joaquim que joga um papelzinho de bala na rua de J. Pinto Fernandes que ainda nem tinha entrado na história.


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