A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Por que trabalhar com grupos? Denise Duque

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Por que trabalhar com grupos? Denise Duque"— Transcrição da apresentação:

1 Por que trabalhar com grupos? Denise Duque

2 Nosso objetivo Trocar experiências Trocar experiências Apresentar um referencial possível Apresentar um referencial possível Discutir possibilidades Discutir possibilidades Discutir dificuldades e obstáculos Discutir dificuldades e obstáculos

3 Idéias que norteiam nossa ação: Pensamento Sistêmico – epistemologias construtivistas Pensamento Sistêmico – epistemologias construtivistas Crítica ao Autoritarismo Crítica ao Autoritarismo Perspectiva de Gênero Perspectiva de Gênero Conceito de resiliência. Conceito de resiliência.

4 Pensamento sistêmico Lógica linear circular Lógica linear circular uma ação se repete somente se existirem condições facilitadoras (retroalimentações) uma ação se repete somente se existirem condições facilitadoras (retroalimentações) que colaborem com a perpetuação desses padrões interacionais. que colaborem com a perpetuação desses padrões interacionais.

5 Pensamento sistêmico Se deixarmos de ver as dificuldades e sintomas como falhas de funcionamento individual e se as situarmos no contexto histórico cultural poderemos compreender e igualmente explorar formas possíveis de modificar essas condutas. Se deixarmos de ver as dificuldades e sintomas como falhas de funcionamento individual e se as situarmos no contexto histórico cultural poderemos compreender e igualmente explorar formas possíveis de modificar essas condutas. (Ravazzola, 1997).

6 O que é Autoritarismo? Imposição de força e poder; Imposição de força e poder; Disposição em tratar com arrogância e desprezo os inferiores hierárquicos e em geral todos aqueles que não têm poder e autoridade. Disposição em tratar com arrogância e desprezo os inferiores hierárquicos e em geral todos aqueles que não têm poder e autoridade. Dicionário de Política Norberto Bobbio

7 O que é Autoritarismo? Ideologias autoritárias negam de uma maneira mais ou menos decisiva a igualdade dos seres humanos e colocam em destaque o princípio hierárquico. Ideologias autoritárias negam de uma maneira mais ou menos decisiva a igualdade dos seres humanos e colocam em destaque o princípio hierárquico.

8 Perspectiva de Gênero Princípio organizador socialmente construído assume que homens e mulheres tem direitos e deveres diferentes. Princípio organizador socialmente construído assume que homens e mulheres tem direitos e deveres diferentes. Impõe hierarquias = diferenças Impõe hierarquias = diferenças

9 Perspectiva de Gênero 2 tipos de atribuição causal na socialização de gênero (explicações sobre as causas dos eventos): 2 tipos de atribuição causal na socialização de gênero (explicações sobre as causas dos eventos): HOMENS – Atribuição causal externa – Tu fazes tudo errado! HOMENS – Atribuição causal externa – Tu fazes tudo errado! MULHERES – atribuição causal interna – Que burra eu sou! MULHERES – atribuição causal interna – Que burra eu sou!

10 Perspectiva de Gênero Converte-se em um princípio organizador natural; Converte-se em um princípio organizador natural; Passa a formar parte da identidade dos sujeitos de determinada cultura. Passa a formar parte da identidade dos sujeitos de determinada cultura.

11 Conseqüências: Outorga poder; Outorga poder; Alimenta princípios educativos baseados nas diferenças (de gênero, de classe, econômicas, etc.); Alimenta princípios educativos baseados nas diferenças (de gênero, de classe, econômicas, etc.); Exclui a reciprocidade entre os sexos e considera essas desigualdades como naturais Exclui a reciprocidade entre os sexos e considera essas desigualdades como naturais Obstaculiza o desenvolvimento de empatia; Obstaculiza o desenvolvimento de empatia; Favorece violências. Favorece violências.

12 Violência Intenção de submeter, controlar e dominar. Intenção de submeter, controlar e dominar. O dano pode não ser intencional, mas é produzido. O dano pode não ser intencional, mas é produzido.

13 Por que trabalhar com grupos? Para deixar de ser testemunha social passiva (de abusos, violências, falta de ética, etc); Para deixar de ser testemunha social passiva (de abusos, violências, falta de ética, etc); Desestabilizar padrões naturais de violência; Desestabilizar padrões naturais de violência; Desenvolver uma voz pública que rejeite abusos; Desenvolver uma voz pública que rejeite abusos; Promover um efeito em cadeia, multiplicador, através da divulgação de conhecimentos e do questionamento contínuo sobre os sistemas de crenças e ideologias constituídas. Promover um efeito em cadeia, multiplicador, através da divulgação de conhecimentos e do questionamento contínuo sobre os sistemas de crenças e ideologias constituídas.

14 Por que trabalhar com grupos? Reverter os mecanismos de indução hipnótica e dissonância cognitiva ou lavagem cerebral. Reverter os mecanismos de indução hipnótica e dissonância cognitiva ou lavagem cerebral. Re-conhecer os registros de mal-estar. Re-conhecer os registros de mal-estar. Deter o duplo cego ; Deter o duplo cego ; Desenvolver resiliência. Desenvolver resiliência.

15 Desenvolver resiliência restaurar o sentimento de potência, de eficiência e capacidade de ser ativo, mais do que reativo, frente às adversidades. restaurar o sentimento de potência, de eficiência e capacidade de ser ativo, mais do que reativo, frente às adversidades. Recuperar auto-estima. Recuperar auto-estima.

16 Crenças e valores sócio- culturais que combatemos: A família é sagrada. A família é sagrada. Não podemos fazer nada: em briga de marido e mulher não se mete a colher. Não podemos fazer nada: em briga de marido e mulher não se mete a colher. A mulher é propriedade do marido. A mulher é propriedade do marido. Os filhos são propriedade dos pais. Os filhos são propriedade dos pais. A surra é indispensável. A surra é indispensável.

17 Crenças e valores sócio- culturais que queremos construir: Educação para a Paz As pequenas violências não devem ser aceitas como naturais! As pequenas violências não devem ser aceitas como naturais! Violência gera violência! Violência gera violência!

18 Crenças e valores sócio- culturais que queremos construir: Educação para a Paz Violência não faz parte da natureza humana: é aprendida e portanto pode ser desaprendida; Violência não faz parte da natureza humana: é aprendida e portanto pode ser desaprendida; gera sentimento de humilhação, de raiva e de vingança sobre os mais fracos; gera sentimento de humilhação, de raiva e de vingança sobre os mais fracos; a criança que recebe surras e castigo físico, aprende que os conflitos são resolvidos através da violência; a criança que recebe surras e castigo físico, aprende que os conflitos são resolvidos através da violência;

19 Crenças e valores sócio- culturais que queremos construir: Educação para a Paz Explorar formas de expressar sentimentos de maneiras socialmente aceitáveis empregar palavras ao invés de atos, utilizar termos socialmente aceitos; Explorar formas de expressar sentimentos de maneiras socialmente aceitáveis empregar palavras ao invés de atos, utilizar termos socialmente aceitos; Explorar meios de resolução pacífica de conflitos e assertividade; Explorar meios de resolução pacífica de conflitos e assertividade;

20 Crenças e valores sócio- culturais que queremos construir: Educação para a Paz Favorecer o desenvolvimento da auto- estima; Favorecer o desenvolvimento da auto- estima; Favorecer o empoderamento: ultrapassar o medo, a depressão, recuperar a confiança no outro, a criatividade e a alegria de viver. Favorecer o empoderamento: ultrapassar o medo, a depressão, recuperar a confiança no outro, a criatividade e a alegria de viver.

21 Como iniciar? Analisar a demanda; Analisar a demanda; Realizar inserção ecológica; Realizar inserção ecológica; Controlar as nossas expectativas; Controlar as nossas expectativas; Lidar com a frustração de não poder contar com os considerados mais prejudicados. Lidar com a frustração de não poder contar com os considerados mais prejudicados.

22 Dificuldades: 1. como motivar as pessoas Contar com as instituições já inseridas no contexto; Contar com as instituições já inseridas no contexto; Explorar interesses e associar afazeres (oficinas, esporte,e outros); Explorar interesses e associar afazeres (oficinas, esporte,e outros); Trabalhar com os sistemas possíveis. Trabalhar com os sistemas possíveis.

23 Dificuldades: 2. Romper o isolamento Isolamento e ausência de controle social gera condições que favorecem a perpetuação de comportamentos que podemos chamar de desviantes, como incesto e violência Isolamento e ausência de controle social gera condições que favorecem a perpetuação de comportamentos que podemos chamar de desviantes, como incesto e violência (Sluzki,1987, p.63).

24 Ex. 1: Grupo de mulheres Rosa – Porque a vida faz isso com a gente? Rosa – Porque a vida faz isso com a gente? Joana –A vida não faz isso. A gente é que deixa acontecer esperando que um dia vá melhorar. E eles cada dia tripudiam mais... A gente não impõe respeito, fica submissa, acaba deixando que eles tomem conta e a gente compartilha com aquilo ali. Espera que eles reconheçam e isso nunca acontece... botam fora a comida, quebram as coisas e a gente limpa, chora, junta e faz tudo de novo. Minha obrigação de mulher era limpar, dar chá, cuidar. Joana –A vida não faz isso. A gente é que deixa acontecer esperando que um dia vá melhorar. E eles cada dia tripudiam mais... A gente não impõe respeito, fica submissa, acaba deixando que eles tomem conta e a gente compartilha com aquilo ali. Espera que eles reconheçam e isso nunca acontece... botam fora a comida, quebram as coisas e a gente limpa, chora, junta e faz tudo de novo. Minha obrigação de mulher era limpar, dar chá, cuidar.

25 Ex. 1: Grupo de mulheres Joana continua: Joana continua: Chega bêbado deixa lá! Deixa vomitado, não deixa deitar na tua cama! Quando comecei a ouvir que cuidar era errado fiquei horrorizada... Eles se fazem de vítima, toda a vizinhança apóia o coitado. O que mais machuca e deixa a gente mais culpada são as pessoas que acham que a gente faz maldade se não cuida... Chega bêbado deixa lá! Deixa vomitado, não deixa deitar na tua cama! Quando comecei a ouvir que cuidar era errado fiquei horrorizada... Eles se fazem de vítima, toda a vizinhança apóia o coitado. O que mais machuca e deixa a gente mais culpada são as pessoas que acham que a gente faz maldade se não cuida...

26 Outros depoimentos: 1. Depois que te ouvi penso mil vezes antes de bater em meu filho. 2.Depoimento dado na missa: quando nós protegemos não amamos. Eu estraguei. O amor demais só acoberta; 3.quando a gente sofre muitas injustiças, a gente fica com o raciocínio lento.

27 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DASKAL, A.M. & RAVAZZOLA M.C. (1990) – Introdução, Em: Isis Internacional, vol. 14, Chile. DASKAL, A.M. & RAVAZZOLA M.C. (1990) – Introdução, Em: Isis Internacional, vol. 14, Chile. FONTAINE, P. (1994) – Famílias Sanas e El tiempo y las familias subproletarias. Em: Família y Sociedad, Zaragoza, números 1/2 extra. FONTAINE, P. (1994) – Famílias Sanas e El tiempo y las familias subproletarias. Em: Família y Sociedad, Zaragoza, números 1/2 extra. FUKS, S. & SCHNITMAN, D. F. – Modelo sistémico y psicologia comunitaria, Em: Psykhe, vol.3, n.1, Chile, FUKS, S. & SCHNITMAN, D. F. – Modelo sistémico y psicologia comunitaria, Em: Psykhe, vol.3, n.1, Chile, LARRAÍN, Soledad (1990) – Violência familiar: caminos de prevención, Em: Isis Internacional, vol.14,Chile, pp LARRAÍN, Soledad (1990) – Violência familiar: caminos de prevención, Em: Isis Internacional, vol.14,Chile, pp MELILLO, A.; OJEDA E. N. S. & col.(2005) – Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, Porto Alegre: Artmed. MELILLO, A.; OJEDA E. N. S. & col.(2005) – Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas, Porto Alegre: Artmed.

28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RAVAZZOLA, M.C. (1997)– Historias Infames: los maltratos em las relaciones, Buenos Aires, Paidós. RAVAZZOLA, M.C. (1997)– Historias Infames: los maltratos em las relaciones, Buenos Aires, Paidós. RAVAZZOLA, M.C.(2001)– El poder de las mujeres, la autoridad de las madres, Sistemas Familiares, Ano17, n°3 (pp.13-29).. RAVAZZOLA, M.C.(2001)– El poder de las mujeres, la autoridad de las madres, Sistemas Familiares, Ano17, n°3 (pp.13-29).. SCHNITMAN, D. F. – Novos Paradigmas, Cultura e Subjetividade, Porto Alegre, Artes Médicas, SCHNITMAN, D. F. – Novos Paradigmas, Cultura e Subjetividade, Porto Alegre, Artes Médicas, SLUZKI, C. – A rede social na prática sistêmica – alternativas terapêuticas, São Paulo: Casa do Psicólogo, SLUZKI, C. – A rede social na prática sistêmica – alternativas terapêuticas, São Paulo: Casa do Psicólogo, TILMANS-OSTYN, E. – La terapia familiar frente a la transmisión intergeneracional de traumatismos, Sistemas Familiares, pp.49-65, julio TILMANS-OSTYN, E. – La terapia familiar frente a la transmisión intergeneracional de traumatismos, Sistemas Familiares, pp.49-65, julio Dicionário de Política Norberto Bobbio - [Mário Stoppino] captado em 02/06/ Dicionário de Política Norberto Bobbio - [Mário Stoppino] captado em 02/06/2008.


Carregar ppt "Por que trabalhar com grupos? Denise Duque"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google