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Redes Virtuais Privadas VPN

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Apresentação em tema: "Redes Virtuais Privadas VPN"— Transcrição da apresentação:

1 Redes Virtuais Privadas VPN
Edgard Jamhour

2 (INTRANET OU EXTRANET VPN)
Tipos de VPN ENTRE DUAS MÁQUINAS rede Insegura rede Insegura ENTRE UMA MÁQUINA E UMA REDE (VPN DE ACESSO) rede Insegura ENTRE DUAS REDES (INTRANET OU EXTRANET VPN)

3 VPN = Tunelamento pacote protegido pacote desprotegido rede Insegura

4 Conceitos Básicos de uma VPN
TUNELAMENTO: Permite tranportar pacotes com IP privado ou com outros protocolos de rede através da Internet. AUTENTICAÇÃO: Permite controlar quais usuários podem acessar a VPN Reduz o risco de ataques por roubo de conexão e spoofing. CRIPTOGRAFIA: Garante a confidencialidade dos dados transportados através da VPN.

5 TUNELAMENTO TUNELAR: Significa colocar as estruturas de dados de um protocolo da mesma camada do modelo OSI dentro do outro. Existem dois tipos de Tunelamento: Camada 3: Transporta apenas pacotes IP Camada 2: Permite tranportar outros protocolos de rede: IP, NetBEUI, IPX. CABEÇALHO QUADRO CABEÇALHO PACOTE DADOS CRC CABEÇALHO QUADRO CABEÇALHO IP CABEÇALHO PACOTE IP DADOS CRC TUNELAMENTO DA CAMADA 3 CABEÇALHO QUADRO CABEÇALHO PACOTE IP CABEÇALHO QUADRO DADOS CRC TUNELAMENTO DA CAMADA 2

6 TUNELAMENTO Pilha Normal Tunelamento Camada 3 Tunelamento Camada 2 SSL
Aplicação APLICAÇÃO APLICAÇÃO APLICAÇÃO APLICAÇÃO SSL TRANSPORTE TRANSPORTE TRANSPORTE TRANSPORTE S.O. REDE REDE REDE REDE REDE ENLACE REDE Placa de Rede ENLACE ENLACE ENLACE ENLACE FISICA FISICA FISICA FISICA

7 PROTOCOLOS PARA VPN L2F: Layer 2 Fowarding Protocol (Cisco)
Não é mais utilizado. PPTP: Tunelamento de Camada 2 Point-to-Point tunneling Protocol L2TP: Tunelamento de Camada 2 Level 2 Tunneling Protocol (L2TP) Combinação do L2F e PPTP IPSec: Tunelamento de Camada 3 IETF (Internet Engineering Task Force)

8 Protocolos para VPN Protocolo Tunelamento Criptografia Autenticação
Aplicação PPTP Camada 2 Sim VPN de Acesso Iniciada no Cliente L2TP Não VPN de Acesso Iniciada no NAS Intranet e Extranet VPN IPsec Camada 3 VPN de Acesso IPsec e L2TP

9 Acesso por linha discada
Serviço de Acesso Remoto: Implementado pelos sistemas operacionais comerciais mais difundidos. Permite que um usuário acesse um servidor por linha discada. PRECISA DE UM MODEM PARA CADA USUÁRIO RAS OU NAS MODEM PSTN MODEM REDE MODEM PPP: POINT TO POINT PROTOCOL

10 PPP: Point to Point Protocol
Permite criar conexão de rede através de links ponto a ponto. O PPP é um protocolo do nível de enlace destinado a transportar mensagens ponto a ponto. O PPP supõem que o link físico transporta os pacotes na mesma ordem em que foram gerados. IPX O PPP permite transportar diversos protocolos de rede. IP link físico

11 Frame PPP O Frame PPP segue uma variante da estrutura do HDLC (High-level Data Link Control) FLAG: 0x7E ADDRESS: Usualmente FF (broadcast) CONTROL: 0x03 FCS: Checksum FLAG ADDRESS CONTROL PROTOCOL DADOS FCS FLAG 8 bits 8 bits 8 bits 16 bits 16 bits 8 bits

12 Sequência PPP Link Control Protocols (LCP) Protocolos de Autenticação
Configura parâmetros do link como tamanho dos quadros. Protocolos de Autenticação Determina o método para validar a senha do usuário no servidor. Pode variar de texto aberto até criptografia. Network control protocols (NCP): Configura parâmetros específicos do protocolo transportado, como IP, IPX, and NetBEUI.

13 PPTP: Point-to-Point tunneling Protocol
Definido pelo PPTP Forum: Ascend Communication, U.S. Robotics, 3Com Corporation, Microsoft Corporation e ECI Telematics Formalizado por RFC Requisitos para Utilização: Os sistemas operacionais do cliente e do servidor devem suportar PPTP PPTP é o protocolo de tunelamento mais difundido no mercado: Windows, Linux, Roteadores, etc...

14 Cenários de Utilização do PPTP
A) Acesso por modem: O cliente estabelece uma conexão com um provedor (ISP) e depois com o servidor de VPN. B) Acesso por placa de rede: O cliente já está na Internet, ele se conecta diretamente ao servidor de VPN. O cliente e o servidor da VPN se encontram na mesma rede corporativa.

15 Tipos de Conexão O cliente tem acesso direto ao servidor, seja via linha discada, seja via rede. possui protocolo PPTP instalado e serviço RAS configurado Protocolo TCP/IP IPX/SPX NetBEUI Protocolo TCP/IP IPX/SPX NetBEUI possui protocolo PPTP instalado e serviço de dial up discado PLACA DE REDE permanente MODEM

16 Opções de Configuração
Opções no Servidor: - Número de portas VPN - DHCP ou RAS - O cliente pode especificar seu IP (S/N) - Range de IP’s - Tipo de Autenticação - Criptografia de Dados (S/N) - Acesso ao servidor ou a toda rede. Opção no Cliente: - Conexões Virtuais Simultâneas (1 no WINDOWS 95/98). - Criptografia - Método de Autenticação PORTAS VPN PARA DISCAGEM discado PORTAS VPN PARA RECEPÇÃO rede

17 PROVEDOR DE ACESSO A INTERNET
Conexão PPTP MODEM NAS PPTP MODEM PSTN MODEM PPP USUÁRIO REMOTO MODEM ISP REDE TELEFÔNICA SERVIDOR EMPRESA INTERNET TUNEL PROVEDOR DE ACESSO A INTERNET

18 Topologias de Conexão RAS RAS Acesso apenas a esta máquina
PORTAS VPN RAS PORTAS VPN Acesso apenas a esta máquina WINDOWS NT/LINUX Outro Servidor da Rede RAS WINDOWS NT/LINUX O servidor VPN libera acesso a toda rede

19 Exemplo 1) Situação Inicial
Considere um cliente e um servidor conectados por uma rede TCP/IP. Ambos possuem endereços pré-definidos. RANGE IP IPVPN1 IPVPN2 ... IPNORMAL2 IPNORMAL1 SERVIDOR RAS EXEMPLO: .. INTERNET

20 Estabelecimento da Conexão PPTP
2) O cliente disca para o endereço IP do servidor. Nesse processo, o cliente deve fornecer seu login e senha. A conta do usuário deve existir no servidor, e ele deve ter direitos de acesso via dial up. O servidor atribui um IP para o cliente, e reconfigura suas rotas. RANGE IP IPVPN1 IPVPN2 ... IPNORMAL1 IPNORMAL2 LOGIN SENHA SERVIDOR RAS IPVPN E ROTAS INTERNET

21 Rede Virtual Os clientes conectados a rede virtual utilizam o servidor RAS como roteador. SERVIDOR RAS VPN VPN VPN VPN

22 Comunicação com Tunelamento
CLIENTE SERVIDOR RAS CLIENTE IPN1 IPN2 IPN3 IPVPN2 IPVPN1 IPVPN3 IPN2 IPN1 IPVPN2 IPVPN3 IPN1 IPN3 IPVPN2 IPVPN3

23 Pacotes PPTP A técnica de encapsulamento PPTP é baseada no padrão Internet (RFC 1701 e 1702) denominado: Generic Routing Encapsulation (GRE) O PPTP é conhecido como GREv2, devido as extensões que acrescentou: controle de velocidade da conexão identificação das chamadas.

24 Estrutura do PPTP Um pacote PPTP é feito de 4 partes: Delivery Header:
adapta-se ao meio físico utilizado IP Header: endereço IP de origem e destino sem tunelamento GREv2 Header: indentifica qual protocolo foi encapsulado Payload Datagram: pacote encapsulado (IPX, IP, NetBEUI, etc.)

25 Formato Geral de um Pacote PPTP
A figura abaixo mostra o formato geral de um pacote PPTP. O conteúdo de cada campo varia de acordo como o meio utilizado e com o protocolo transportado. Delivery Header IP Header GREv2 Header Payload Datagram Intentifica o Protocolo Encapsulado Corresponde ao cabeçalho do protocolo de enlace (Ethernet, FrameRelay, etc.) Datagrama do Protocolo Encapsulado Cabeçalho do Datagrama IP de encapsulamento

26 Datagramas Tunelados A figura abaixo mostra o que acontece quando um datagrama IP é tunelado através de uma rede local Ethernet, com protocolo TCP/IP. Delivery Header IP Header GREv2 Header Payload Datagram Ethernet Header IP Header GREv2 Header IP Protocolo de Transporte Protocolo de Aplicação IP Origem e Destino Sem Tunelamento IP Origem e Destino com Tunelamento

27 Porta de Controle O estabelecimento de uma conexão PPTP é feito pela porta de controle TCP 1723. Esta porte precisa ser liberada no firewall para implantar uma VPN de acesso. configuração do link autenticação configuração de rotas TCP > 1024 1723 IP: Protocol Type = 2F

28 Exemplo de VPN com Firewall
IP_Servidor_VPN >1023 1723 INTERNET FIREWALL: Liberar a porta TCP 1723 no IP = Servidor_VPN Liberar o protocolo PPTP (Protocol Type=2F) para o IP=Servidor_VPN

29 CHAP: Challenge HandShake Authentication Protocol
Autenticação por CHAP CHAP: Challenge HandShake Authentication Protocol Definido pela RFC 1994 como uma extensão para PPP Não utiliza passwords em aberto Um password secreto, criado apenas para a sessão, é utilizado para o processo de autenticação. CHAP permite repetir o processo de validação da senha durante a conexão para evitar ataques por roubo de conexão.

30 Autenticação CHAP O processo utilizado é do tipo challenge-response:
a) O cliente envia sua identificação ao servidor (mas não a senha) b) O servidor responde enviando ao cliente uma “challenge string”, única, criada no momento do recebimento do pedido. c) O cliente aplica um algoritmo RSA’s MD5 (one-way hashing), e combinado-se password e a string recebida. d) O servidor compara a senha criptografada recebida pelo usuário aplicado a mesma operação na senha armazenada localmente.

31 Autenticação no CHAP 4. VALIDAÇÃO 1. Pedido de Login (Identificação)
5 MD5 Senha + Challenge String Digest COMPARAÇÃO 4. VALIDAÇÃO 1. Pedido de Login (Identificação) 2. Challenge String 2. One-Way-Hash(Password+Challenge String) = RSA’s MD5 5. OK

32 MD4 e MD5 O Algoritmo MD5: Aceita uma mensagem de entrada de tamanho arbitrário e gera como resultado um “fingerprint” ou “message digest” de tamanho fixo (128 bits). Probabilidade de duas mensagens gerarem o mesmo digest: "computationally infeasible" Definido na RFC 1321. O Algoritmo MD4: Versão anterior do MD5, menos segura e mais rápida. Probabilidade de duas mensagens gerarem o mesmo digest: 264 Definido na RFC 1320. O site do RSA (www.rsasecurity.com) indica que o MD4 deve ser considerado quebrado (1999).

33 MS-CHAP (Microsoft PPP CHAP Extensions)
Versão 1 (RFC 2433): gera chaves criptográficas a partir apenas do password a chave não muda de uma sessão para outra. Autenticação one-way: apenas o cliente prova a identidade para o servidor. a mesma chave de criptografia é utilizada para enviar e receber dados. Versão 2 (RFC 2759): gera chaves criptográficas a partir do password e da challenge string Autenticação é two-way: (mutual authentication). gera uma chave de criptografia diferente para transmitir e para receber dados. Ambos são considerados inseguros atualmente.

34 1. Pedido de Login (Identificação) 3. Challenge String (CS2) +
MSCHAP V1 1. Pedido de Login (Identificação) 2. Challenge String (CS1) 3. Challenge String (CS2) + MD4 (CS1+Password) 4. OK + MD4(CS1, CS2, Password) 6) chave (CS1 + password) chave(CS2 + password) RSA’s RC4 40 ou 128 bits (negociado) 5) chave (CS2 + password) chave (CS1 + password) RSA’s RC4 40 ou 128 bits (negociado)

35 MSCHAP V2

36 Generate NT Response

37 L2TP: Layer Two Tunneling Protocol
Baseado nos Protocolos: PPTP L2F As mensagens do protocolo L2TP são de dois tipos: Mensagens de controle: Utilizadas para estabelecer e manter as conexões Mensagens de dados: Utilizadas para transportar informações

38 L2TP Possui suporte as seguintes funções:
Tunnelamento de múltiplos protocolos Autenticação Anti-spoofing Integridade de dados Certificar parte ou todos os dados Padding de Dados Permite esconder a quantidade real de dados Transportados Não possui suporte nativo para criptografia.

39 PPTP e L2TP PPTP: Utiliza uma conexão TCP para negociar o túnel, independente da conexão utilizada para transferir dados. No Windows 2000, por exemplo, o cliente e o servidor utilizam a porta TCP 1723 para negociar os túneis PPTP. Não possui mecanismos fortes de integridade dos pacotes (baseia-se apenas no PPP). Túneis são usualmente criados pelo cliente. L2TP: Envia tanto as mensagens de controle quanto os dados encapsulados em datagramas UDP. No Windows 2000, por exemplo, o cliente e o servidor utilizam a porta UDP 1701 para negociar os túneis L2TP. Túneis são usualmente criados automaticamente pelo NAS.

40 Tunelamento L2TP O tunelamento no L2TP é feito com o auxílio do protocolo UDP. Observe como o L2TP é construído sobre o protocolo PPP.

41 Iniciada pelo Servidor de Acesso a Rede (NAS)
MODEM NAS PPP PPP MODEM PSTN MODEM L2TP PPP USUÁRIO REMOTO MODEM ISP REDE TELEFÔNICA SERVIDOR INTERNET TUNEL PROVEDOR DE ACESSO A INTERNET EMPRESA

42 IP Sec - IP Seguro Padrão aberto baseado em RFC (IETF).
Comunicação segura em camada 3 (IPv4 e IPv6) Provê recursos de segurança sobre redes IP: Autenticação, Integridade e Confidencialidade Dois modos de funcionamento: Modo Transporte Modo Túnel Dois Protocolos (Mecanismos) IPsec ESP: IP Encapsulating Security Payload (50) IPsec AH: IP Autentication Header (51)

43 Modos de Utilização do IPsec
Modo transporte Garante a segurança apenas dos dados provenientes das camadas superiores. Utilizado geralmente para comunicação "fim-a-fim" entre computadores. Modo tunel Fornece segurança também para a camada IP. Utilizado geralmente para comunicação entre roteadores.

44 Tipos de IPSec IP Autentication Header (AH)
Protocolo 51 Oferece recursos de: Autenticação Integridade IP Encapsulating Security Payload (ESP) Protocolo 50 Confidencialidade

45 Protocolo AH Definido pelo protocolo IP tipo 51
Utilizando para criar canais seguros com autenticação e integridade, mas sem criptografia. Permite incluir uma “assinatura digital” em cada pacote transportado. Protege a comunicação pois atacantes não conseguem falsificar pacotes assinados.

46 AH e Modo Túnel e Modo Transporte
IPv4 IP TCP/UDP DADOS IP Normal IPv4 com autenticação IP AH TCP/UDP DADOS Modo Transporte IPv4 com autenticação e tunelamento IP AH IP TCP/UDP DADOS Modo Tunel Especifica os Computadores Especifica os Gateways nas Pontas do Tunnel

47 Authentication Header
Provê serviços de autenticação e Integridade de Pacotes. 1 byte 1 byte 1 byte 1 byte Next Header Length reserved reserved SPI: Security Parameter Index Sequence Number Authentication Data (ICV: Integrity Check Value) Campo de Tamanho Variável, depende do protocolo de autenticação utilizado

48 Campos do IPsec AH Next Header: Length: Security Parameter Index:
Código do protocolo encapsulado pelo IPsec, de acordo com os códigos definidos pela IANA (UDP, TCP, etc ...) Length: comprimento do cabeçalho em múltiplos de 32. Security Parameter Index: identificador de 32 bits, com a SA compartilhada pelo transmissor e pelo receptor. Authentication Data: Código de verificação de integridade (ICV) de tamanho variável, depende do protocolo utilizado.

49 Authentication Data Para enviar um pacote:
O transmissor constrói um pacote com todos os campos IP e protocolos das camadas superiores. Ele substitui todos os campos que mudam ao longo da transmissão com 0’s (por exemplo, o TTL) O pacote é completado com 0’s para se tornar múltiplo de 16 bits. Um checksum criptográfico é computado para concatenação: Algoritmos: HMAC-MD5 ou HMAC-SHA-1 MAC: Message Authentication Code

50 Autenticação Para receber um pacote: Assinatura HMAC ICV ICV
O receptor utiliza o SPI para determinar qual o algoritmo a ser utilizado para validar o pacote recebido. O receptor substitui os campos mutáveis por “0” e calcula o checksum criptográfico do pacote. Se ele concordar com o checksum contido no cabeçalho do pacote de autorização, ele é então aceito. Assinatura HMAC ICV iguais? IP AH TCP/UDP DADOS ICV

51 HMAC h = função de hashing (MD5 ou SHA1) k = chave secreta
ipad = 0x opad = 0x5c5c5 ... c5c5c

52 Security Association Uma vez definida uma política comum a ambos os computadores, uma associação de segurança (SA) é criada para “lembrar” as condições de comunicação entre os hosts. Isso evita que as políticas sejam revistas pelo IPsec a cada novo pacote recebido ou transmitido. Cada pacote IPsec identifica a associação de segurança ao qual é relacionado pelo campo SPI contido tanto no IPsec AH quanto no IPsec ESP.

53 Associação de Segurança
SA: Associação de Segurança Contrato estabelecido após uma negociação que estabelece como uma comunicação IPsec deve ser realizada. Algoritmo de Autenticaçã/Criptografia Chave de Sessão SPI: Secure Parameter Index Número inteiro (32 bits) que identifica um SA. É transmitido junto com os pacotes IPsec para permitir ao destinatário validar/decriptografar os pacotes recebidos.

54 AH Modo Tunel e Transporte
SA SA IPsec AH IPsec AH IPsec AH IPsec AH IPsec AH Internet Conexão IPsec em modo Transporte IP IP IPsec AH IPsec AH IPsec AH SA SA Internet IP IP Conexão IPsec em modo Túnel

55 Protocolo ESP Definido pelo protocolo IP tipo 50
Utilizando para criar canais seguros com autenticação, integridade e criptografia. Além da criptografia, permite incluir uma “assinatura digital” em cada pacote transportado. Protege a comunicação pois atacantes não conseguem falsificar pacotes assinados e criptografados.

56 ESP IPSec : Tunel e Transporte
MODO TRANSPORTE autenticado criptografado IP ESP HEADER TCP UDP DADOS ESP TRAILER ESP AUTH IP TCP UDP DADOS IP ESP HEADER IP TCP UDP DADOS ESP TRAILER ESP AUTH criptografado autenticado MODO TUNNEL

57 Encrypted Security Payload Header
ESP provê recursos de autenticação, integridade e criptografia de pacotes. 1 byte 1 byte 1 byte 1 byte Security Parameter Index HEADER Sequence Number Encrypted Payload (dados criptografados) Pad (0 – 255 bytes) Pad Length Next Header TRAILER Authentication Data (tamanho variável) AUTH

58 Campos do IPsec ESP Header: Trailler: Auth:
SPI e Sequence Number: Mesmas funções do AH O algoritmo de criptografia pode ser qualquer, mas o DES Cipher-Block Chaining é o default. Trailler: Torna os dados múltiplos de um número inteiro, conforme requerido pelo algoritmo de criptografia. O trailler também é criptografado. Auth: ICV (Integrity Check Value) calculado de forma idêntica ao cabeçalho AH. Este campo é opcional.

59 ESP Modo Tunel e Transporte
SA SA IPsec ESP IPsec ESP IPsec ESP IPsec ESP IPsec ESP INTERNET Conexão IPsec em modo Transporte IP IP IPsec ESP IPsec ESP IPsec ESP INTERNET SA SA IP IP Conexão IPsec em modo Túnel

60 Configuração do IPsec Cada dispositivo de rede (Host ou Gateway) possui uma política de segurança que orienta o uso de IPsec. Uma política IPsec é formada por um conjunto de regras, muito semelhantes as regras de um firewall. As políticas IPsec são definidas de maneira distinta para os pacotes transmitidos e para os pacotes recebidos.

61 Estrutura Geral do IPsec
Administrador configura IKE Aplicação Solicita criação do SA Protocolo Aplicação Base de Políticas Sockets Transporte (TCP/UDP) refere consulta IP/IPsec(AH,ESP) Base de SAs Enlace consulta

62 Políticas de Segurança
Uma Política IPsec é formada por um conjunto de regras com o seguinte formato: Se CONDICAO Satisfeita Então executar ACAO da POLÍTICA A CONDIÇÃO (Chamada de Filtro): define quando uma regra de Política deve ser tornar ATIVA. A AÇÃO: define o que deve ser feito quando a condição da REGRA for SATISFEITA.

63 Elementos para Configuração do IPsec
Lista de Regras Ações (Ação de Filtro) Regra de Política Política IPsec Regra de Política Condições (Lista de Filtros) Regra de Política

64 Condição (Lista de Filtros)
Cada filtro define as condições em que uma política deve ser ativa. IP de origem e destino: nome, IP ou sub-rede b) Tipo de protocolo código IANA para TCP, UDP, ICMP, etc... c) Portas de origem e destino se TCP/UDP

65 Ação A ação define o que deverá ser feito com o pacote recebido ou transmitido. O IPsec define 3 ações: repassar o pacote adiante sem tratamento ação: bypass IPsec rejeitar o pacode ação discard negociar IPsec define um modo de comunicação incluindo as opções Tunel, Transporte, IPsec ESP e IPsec AH.

66 Ações IPsec na Transmissão
Regras IPsec IP IPsec Driver Bypass Discard Negociar IPsec gerar assinaturas digitais criptografar os dados IPsec ESP IP X IPsec AH Enlace

67 Ações IPsec na Recepção
Regras IPsec X X IP IP verifica assinaturas decriptografa Bypass Discard Negociar IPsec IPsec Driver IP IPsec AH IPsec ESP Enlace

68 Negociar IPsec Se a ação for do tipo Negociar IPsec, deve-se definir:
Obrigatoriedade: Facultativo: aceita comunicação insegura (se o outro não suporta IPsec). Obrigatório: aceita apenas comunicação segura. (rejeita a comunicação se o outro não suportar IPsec) Tipo de IPsec: AH(hash) ou ESP(cripto,hash) Modo Túnel ou Modo Transporte Se modo túnel, especificar o IP do fim do túnel

69 Algoritmos IPsec CRIPTOGRAFIA AUTENTICAÇÃO MUST NULL (1)
MUST TripleDES-CBC [RFC2451] SHOULD AES-CBC with 128-bit keys [RFC3602] SHOULD AES-CTR [RFC3686] SHOULD NOT DES-CBC [RFC2405] (3) AUTENTICAÇÃO MUST HMAC-SHA1-96 [RFC2404] MUST NULL (1) SHOULD+ AES-XCBC-MAC-96 [RFC3566] MAY HMAC-MD5-96 [RFC2403] (2)

70 Implementação de Políticas
Para que dois computadores "A" e "B" criem uma comunicação IPsec: Computador A: deve ter políticas IPsec para transmitir pacotes cujo endereço de destino é "B". deve ter políticas IPsec para receber pacotes cujo endereço de origem é "B". Computador B: deve ter políticas IPsec para transmitir pacotes cujo endereço de destino é "A". deve ter políticas IPsec para receber pacotes cujo endereço de origem é "A".

71 Observação: Políticas com Tunelamento
É necessário criar uma regra para enviar e outra para receber pacotes pelo túnel, em cada um dos gateways VPN. terminação do túnel IP_B IP_A R_B R_A IP_B IP_A R_B R_A in in IP_A IP_B R_A R_B IP_A IP_B R_A R_B out out A B Rede B Rede A IP_A IP_B

72 IKE: Internet Key Exchange
O IPsec define um mecanismo que permite negociar as chaves de criptografia de forma automática A negociação de SA e o gerenciamento de chaves é implementado por mecanismos externos ao IPsec. A única relação entre esses mecanismos externos e o IPsec é através do SPI (Secure Parameter Index). O gerenciamento de chaves é implementado de forma automática pelo protocolo: IKE: Internet Key Exchange Protocol

73 Princípios para Criação das SA
Todo dispositivo que estabelece um SA deve ser previamente autenticado. Autenticação de “peers” numa comunicação IPsec. Através de segredos pré-definidos. Através do Kerberos. Através de Certificados. Negocia políticas de segurança. Manipula a troca de chaves de sessão.

74 autenticação efetuada chave secreta definidia
IKE O protocolo IKE é implementado sobre UDP, e utiliza a porta padrão 500. IKE UDP 500 UDP 500 initiator responder autenticação efetuada chave secreta definidia SA estabelecida

75 IPsec faz uma negociação em Duas Fases
FASE 1: Main Mode O resultado da negociação da fase 1 é denominado “IKE Main Mode SA’. A “IKE Main Mode SA” é utilizada para as futuras negociações de SA entre os peers A IKE SA tem um tempo de vida limitado por tempo e o número de IPsec SA’s negociadas. FASE 2: Quick Mode O resultado da negociação da fase 2 é denominado “IPsec SA” O “IPsec SA” é utilizado para transmissão de dados A IKE SA tem um tempo de vida limitado por tempo e a quantidade de bytes trocados pela SA.

76 IKE = ISAKMP e OAKLEY O IKE (RFC 2409) é uma combinação de dois protocolos definidos anteriormente: OAKLEY (RFC 2412) Protocolo de Troca de Chaves Utiliza o algoritmo Diffie-Hellman ISAKMP (RFC 2408) Internet Security Association and Key Management Protocol Conjunto de mensagens para autenticar os peers e definir os parâmetros da associação de segurança.

77 Algoritmo Diffie-Hellman
1) Cada host obtém os parâmetros "Diffie-Hellman“ (podem ser hard-coded). Um número primo 'p' (> 2) e uma base g (numero inteiro < p). 2) Cada host gera um número privado X < (p – 1). 3) Cada host gera sua chave pública Y: Y = g^X % p 4) Os hosts trocam as chaves públicas e calculam a chave secreta Z. Zb = Ya^Xb % p e Za=Yb ^Xa % p Matematicamente Z é idêntica para ambos os hosts: Za = Zb

78 A B Diffie-HellMan 1. Segredo Pré-Compartilhado
(um número primo e um número inteiro , podem estar no código) 2a. gera a chave pública Y a partir do segredo e de um número aleatório X. 2b. gera a chave pública Y’ a partir do segredo e de um número aleatório X’. A B 3a. envia a chave pública Y para B 3b. envia a chave pública Y’ para A 4b. gera a chave de sessão Z usando Y e X’ 4a. gera a chave de sessão Z usando Y’ e X

79 ISAKMP O ISAKMP permite que os peers definam todos os parâmetros da associação de segurança e façam a troca de chaves. Os parâmetros negociados são: modo de autenticação SPI modo túnel ou transporte modo ESP ou AH protocolos de assinatura protocolos de criptografia

80 Fases de Criação da SA FASE 1: Cria o IKE Main Mode SA
1. Policy Negotiation, determina: O Algoritmo de criptografia: DES, 3DES, 40bitDES, ou nenhum. O Algoritmo de integridade: MD5 or SHA. O Método de autenticação: Public Key Certificate, preshared key, or Kerberos V5. O grupo Diffie-Hellman. 2. Key Information Exchange Utiliza Diffie-Helman para trocar um segredo compartilhado 3. Authentication Utiliza um dos mecanismos da fase 1 para autenticar o usuário.

81 Fases de Criação da SA FASE 2: Cria a IPsec SA 1. Policy Negotiation
Define o SA que será realmente usado para comunicação segura 1. Policy Negotiation Determina: O protocolo IPsec: AH, ESP. O Algoritmo de Integridade: MD5, SHA. O Algoritmo de Criptografia: DES, 3DES, 40bitDES, or none. O SA e as chaves são passadas para o driver IPsec, junto com o SPI.

82 Modos ISAKMP O ISAKMP define quatro modos de operação: Troca Básica
Consiste de 4 mensagens A troca de chaves é feita com as identidades Não protege a identidade Troca com Proteção de Identidade Consiste de 6 mensagens Protege a Identidade Troca somente Autenticação Não calcula chaves Não protege a Identidade Troca Agressiva Consiste de 3 mensagens

83 NAT Traversal (NAT-T) Em seu modo básico, o IPsec não pode atravessar roteadores que implementam NAT, pois as portas TCP e UDP podem estar criptografadas. Para resolver esse problema, um mecanismo denominado “Traversal NAT” encapsula os pacotes IPsec em UDP. No caso do IPsec, o encapsula mento é feito na porta UDP 4500, a qual também deve ser liberada no firewall.

84 Tunelamento L2TP com IPsec
L2TP e IPsec podem ser combinados para implementar um mecanismo completo de VPN para procotolos de rede diferentes do IP, como IPx e NetBEUI.

85 Conclusão IPsec é uma extensão de segurança para o protocolo IP definido pelo IETF, que permite criar políticas que servem tanto para intranets quanto para extranets. IPsec define mecanismos que são padronizados tanto para IPv4 (IPsec é facultativo) quanto para IPv6 (neste caso, IPsec é mandatório). Existem críticas sobre o modo atual de operação do IKE em dua fases, bem como o uso do protocolo AH. Esses temas são sujeitos a revisões futuras


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