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Metodologia da Pesquisa em Linguística Aula 1 Professor José Ferrari Neto 2011.2.

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Apresentação em tema: "Metodologia da Pesquisa em Linguística Aula 1 Professor José Ferrari Neto 2011.2."— Transcrição da apresentação:

1 Metodologia da Pesquisa em Linguística Aula 1 Professor José Ferrari Neto

2 Conceito de Conhecimento: é uma relação que se estabelece a partir da atividade consciente de um sujeito em relação a um objeto, de modo a constituir, naquele, uma representação ou imagem deste.

3 Conceito: é aquilo que se dá a conhecer pelo sujeito, que se manifesta para a consciência e para a razão conhecedora do sujeito Fatos Fatos Fenômenos Fenômenos Real/realidade Real/realidade

4 Conceito: é o ser que conhece e age sobre o objeto buscando conhecê-lo. Racional (dotado de razão) Racional (dotado de razão) Cultural, social, histórico Cultural, social, histórico Perceptual (dotado de percepção) Perceptual (dotado de percepção) Linguístico (dotado de linguagem) Linguístico (dotado de linguagem)

5 Conceito: é a maneira como a qual a razão ou o entendimento do sujeito organiza e armazena na memória as informações captadas do objeto. Mental Mental Formal (abstrata) Formal (abstrata) Aproximativa Aproximativa

6 Conceito: ramo da Filosofia que se dedica a investigar a questão do conhecimento, sua natureza, validade, extensão e modos de obtenção. É estritamente ligada à Ontologia (Teoria do Ser), a qual se dedica a investigar a natureza ou essência do ser. Questão Central para a Epistemologia: Como é possível (se é que é) se alcançar o conhecimento verdadeiro ?

7 Concepções de Verdade: Se a imagem/representação do objeto condiz com a natureza do objeto – verdade como aletheia; Se a imagem/representação do objeto condiz com a natureza do objeto – verdade como aletheia; Se o que declaramos sobre o objeto (ou sobre as representações desse objeto) condiz com a natureza do objeto (ou com o conteúdo das representações desse objeto) – verdade como veritas Se o que declaramos sobre o objeto (ou sobre as representações desse objeto) condiz com a natureza do objeto (ou com o conteúdo das representações desse objeto) – verdade como veritas Se o que representamos/declaramos sobre o objeto é de algum modo confiável ou seguro – verdade como emunah Se o que representamos/declaramos sobre o objeto é de algum modo confiável ou seguro – verdade como emunah

8 Questões Principais sobre o Objeto: Fatos e fenômenos preexistem ao sujeito ou são por ele construídos/constituídos ? Fatos e fenômenos preexistem ao sujeito ou são por ele construídos/constituídos ? Há um real/realidade organizado de tal forma que pode ser conhecido pelo sujeito ? Há um real/realidade organizado de tal forma que pode ser conhecido pelo sujeito ? São as propriedades do objeto que determinam as suas representações ? São as propriedades do objeto que determinam as suas representações ?

9 Questões Principais sobre o Sujeito: A razão é condição necessária e suficiente para o conhecimento verdadeiro ? A razão é condição necessária e suficiente para o conhecimento verdadeiro ? São as propriedades da razão que determinam as representações dos objetos ? São as propriedades da razão que determinam as representações dos objetos ? Há ou não limites para o que se pode conhecer ? Há ou não limites para o que se pode conhecer ? Sendo o sujeito histórico, cultural e social/ideológico, em que medida o conhecimento é afetado por esses fatores ? Sendo o sujeito histórico, cultural e social/ideológico, em que medida o conhecimento é afetado por esses fatores ?

10 Questões Principais sobre as Representações: As representações são ou não entidades distintas dos objetos por elas representados ? As representações são ou não entidades distintas dos objetos por elas representados ? Qual a natureza (ontologia) das representações ? Qual a natureza (ontologia) das representações ? Em que medida as representações se constituem em entidades confiáveis em termos de conhecimento Em que medida as representações se constituem em entidades confiáveis em termos de conhecimento

11 Diz-se que o sujeito conhece quando é afetado de algum modo pelo objeto, ou seja, tem seu comportamento alterado de certa forma pelo objeto. Este, todavia, continua a transcender o sujeito, que passa a se referir a ele por intermédio das representações.

12 1 - O conhecimento provém do objeto = empirismo Ênfase no papel da experiência, dos sentidos e da percepção Método Indutivo (indução) Conhecimento Sensível Matéria do Conhecimento 2 – O conhecimento provém do sujeito = racionalismo Ênfase no papel da razão Método Dedutivo Conhecimento Intelectual Forma do Conhecimento

13 Teorético Teorético Empírico Empírico Prático Prático Técnico Técnico Sensação, Percepção, Imaginação, Memória, Raciocínio e Intuição Sensação, Percepção, Imaginação, Memória, Raciocínio e Intuição

14 Popular, Comum ou do Senso Comum Religioso e Mistíco/Mítico Filosófico Artístico (fruição estética ou inspiração estética) Intuitivo Científico

15 Os diferentes tipos de conhecimento não se distinguem pelo maior ou menor desejo de alcançar a verdade, nem pela sua maior ou menor adequação a essa verdade, pois essa se mantém de algum modo inacessível. Também não de distinguem nem pelo sujeito nem pelo objeto do conhecimento, mas sim pelos seguintes fatores: Forma – maneira como o problema (fato, fenômeno, realidade) que se propõem a conhecer é abordado Método – modo pelo qual o problema é tratado e encaminhado, bem como os instrumentos envolvidos Tipo de Expectativa que se propõem a satisfazer Tipo de Discurso de que se utilizam Tipo de Representação (não mental) que geram

16 Uma Questão Importante !! Se o conhecimento científico está sujeito, assim como os demais tipos de conhecimento, às limitações biológicas, socioculturais e linguísticas dos seres humanos, e não se diferencia daquelas formas de conhecimento pela busca ou descoberta da verdade, como podemos determinar a validade do conhecimento científico ? Em outras palavras, qual o fundamento das ciências que nos permite considerá-las uma forma segura de conhecimento ? arquitetura da razão humana (Kant) Possíveis Soluções:estrutura lógica do mundo (Aristóteles/Russell) investigações sobre a mente (Ciência Cognitiva)

17 Metodologia da Pesquisa em Linguística Aula 2 Professor José Ferrari Neto

18 Senso Comum Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Inexato Religioso Valorativo Inspiracional Sistemático Não Verificável Infalível Exato Filosófico Valorativo Racional Sistemático Não Verificável Infalível Exato Científico Real (Factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Exato

19 Conceito de Ciência (I): Entende-se por ciência tanto o conjunto de atitudes e atividades racionais dirigidas ao sistemático conhecimento de um objeto limitado, bem como o conjunto de conhecimentos advindos dessa atitude e atividade, os quais devem ser capazes de serem submetidos à verificação

20 Conceito de Ciência (II): Também pode-se entender-se por ciência um determinado ramo do saber humano, um campo de conhecimento, o qual se define por possuir um objeto de estudo próprio, formalmente delimitado, um conjunto de métodos de estudo e investigação, os quais tornam possível a abordagem desse objeto, e um corpo de teorias, o qual permite a formulação e a testagem de hipóteses sobre o objeto.

21 Classificação da Ciência: Formais Ciências Naturais Factuais Sociais

22 Construção do Conhecimento Científico 1.Observação 1.seleção e recorte do fato ou fenômeno 2.Coleta de dadosdescrição 3.Descrição 1.sistematização 4.Teorização Preliminar 1.definições 2.hipóteses 3.modelo teórico 5.Prova 1.Formaisexplicação 2.experimentais (empíricas) 3.racionais 6.Teorização Secundária 1.Formulação de princípios, teorias e leis

23 Outras Questões Importantes !! Existe observação pré-teórica ? O quanto a observação é afetada pela atividade do sujeito ? Os objetos são dados ou construídos ? As provas provam ou convencem ? Que ramos da Linguística, de fato, se inserem no que caracteriza o fazer científico ?

24 Metodologia da Pesquisa em Linguística Aula 3 Professor José Ferrari Neto

25 O Método Indutivo Infere-se princípios, teorias e leis (ou seja, proposições gerais) a partir da observação de dados particulares É generalizador, no sentido de que leva a conclusões cujo conteúdo é maior do que o previsto nas premissas Se as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira Descobre relações constantes entre objetos, de forma a estabelecer vínculos universais e necessários entre esses objetos

26 Fases do Método Indutivo 1.Observação do(s) fenômeno(s) 1.Coleta de dados 2.Estabelecimento de uma relação entre eles 1.Assegurar-se de que os objetos em análise sejam aproximáveis 3.Generalização da relação 1.Tratamento objetivo, matemático e estatístico

27 As Leis da Indução 1.Nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem os mesmos efeitos 2.O que é verdade para muitas partes suficientemente enumeradas de um objeto, é verdade para todo esse objeto Questões para a Indução 1.Qual a justificativa para a confiabilidade/veracidade das inferências indutivas ? – PROBLEMA DA INDUÇÃO 2.Qual a justificativas para a crença de que o futuro será igual ao passado ?

28 Formas de Indução 1.Completa ou Formal 2.Incompleta ou Científica 1.Casos particulares devem ser provados e experimentados em quantidade suficiente: quanto maior e mais representativa a amostra, maior a força indutiva do argumento 2.Deve-se evitar amostras tendenciosas e/ou insuficientes

29 O Método Dedutivo A partir de princípios, teorias e leis (ou seja, proposições gerais) extraem-se explicações particulares Permite a evidenciação de proposições gerais com base em alguns dados particulares Se as premissas são verdadeiras, a conclusão é necessariamente verdadeira Revela relações constantes entre objetos, de alguma forma já contidas no conteúdo das premissas Tem por objetivo evidenciar o conteúdo das premissas, mais que estender o alcance delas

30 Problemas de Dedução Redundância (retorno às premissas) Extensão (atinge maior precisão às custas de um menor alcance) Validade das Premissas (tomadas como verdadeiras a priori) Quantidade de dados

31 O Método Hipotético-Dedutivo Para Karl Popper, a ciência não opera inferindo leis gerais a partir de casos particulares, nem deduzindo casos particulares de proposições gerais. O que dá a ciência grande poder e flexibilidade é o fato de ela testar hipóteses falseáveis contra um quadro de referências teóricas definidas previamente, dentro do que se convencionou chamar de método hipotético-dedutivo Popper só reconhece um sistema como científico se ele for passível de comprovação pela experiência. Adotou como critério de demarcação, não a verificabilidade, mas a falseabilidade de um modelo.Em outras palavras, Popper diz que não exige que um modelo científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exige, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo através de testes e provas experimentais, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um modelo científico.

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33 O conhecimento científico cresce em linha reta, de forma cumulativa, sempre em direção do conhecimento total ? Respostas: Karl Popper: NÃO, o conhecimento é válido apenas na medida em que nos satisfaz (atente às nossas expectativas práticas) Thomas Kuhn: NÃO, o conhecimento avança por meio de rupturas (mudanças de paradigma) e não existe acumulação entre as diferentes etapas Gaston Bachelard: NÃO, o conhecimento avança por meio de rupturas epistemológicas socialmente motivadas


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