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Redes de indignação e esperança – Movimentos Sociais na era da internet Prof. Paulo Venício.

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1 Redes de indignação e esperança – Movimentos Sociais na era da internet Prof. Paulo Venício

2 Nós o Povo Perdeu a confiança. Dissolução do Contrato Social Retorno a luta defensiva pela sobrevivência. Limitação da capacidade de propiciar aos seres humanos a faculdade de viver juntos e compartilhar sua vida com a natureza. Ultrapassagem das ideologias e publicidade para conectar-se as preocupações reais.

3 O Espaço das Redes Sociais Espaço de autonomia. Fora do controle do Estado e das empresas. Espaço onde se compartilha dores e esperança. Espaço livre – Internet Espaço de conecção e concepção de projetos, onde a rede se formam a despeito de suas opiniões pessoais ou filiações organizacionais.

4 Da segurança dos ciberespaço as pessoas de todas as idades e condições passaram a ocupar o espaço público, num encontro as cegas entre si e com o destino que desejam forjar, ao reivindicar o direito seu direito de fazer história.

5 Elementos motivadores A humilhação provocada pelo cinismo e pela arrogância das pessoas no poder, seja ele financeiro, político ou cultural, aqueles que transformaram medo em indignação e indignação em esperança de uma humanidade melhor. Era a busca por dignidade

6 Tipologia dos Movimentos Sociais No mundo árabe foram confrontado com violência assassina das ditaduras locais. Na Europa pelo gerenciamento equivocado. Nos EUA por governos que se colocaram ao lado das elites financeiras responsáveis pela crise. Occupy Wall Street.

7 Em todos os casos os movimentos ignoraram partidos políticos, desconfiaram da mídia, não reconheceram nenhuma liderança e rejeitaram toda organização formal, sustentando-se na internet e em assembleias locais para o debate coletivo e a tomada de decisões.

8 Como compreender os novos rumos da mudança social em nossa época? A partir das relações de poder, aqui entendida (Communication Power, 2009), como constitutiva da sociedade porque os que detém o poder constroem as instituições segundo seus valores e interesses. O poder é exercido por meio da coerção e ou pela construção de significado nas mentes das pessoas, mediante mecanismo de manipulação simbólica. Estão embutidas nas instituições principalmente nas do Estado.

9 Relação de poder e contrapoder Capacidade de os atores sociais desafiarem o poder embutido nas instituições da sociedade com o objetivo de reivindicar a representação de seus próprios valores e interesses. O Estado se configura nessa relação (coerção e construção de significados na mente das pessoas).

10 Construção de significados na mente Os sistemas não perduram baseados unicamente na coerção. Se as maioria pensa de forma contraditória em relação aos valores e normas institucionalizadas em leis e regulamentam aplicados pelo Estado, o sistema vai mudar...não necessariamente para concretizar as esperanças dos agentes da mudança social.

11 A luta fundamental pelo poder é a batalha pela construção de significado na mente das pessoas.

12 Construção de significados na mente Criam a partir da interação com o ambiente natural e social. Conecção das redes neurais com as redes da natureza e com as redes sociais. É constituída a partir do ato de comunicação(entendido como o processo de compartilhar significado pela troca de informação). A principal fonte em sociedade é o processo de comunicação socializada.

13 Comunicação socializada Existe no domínio público, além da comunicação interpessoal. A continua transformação da tecnologia da comunicação na era digital amplia o alcance dos meios de comunicação para todos os domínios da vida social, numa rede que é simultaneamente global e local, genérico e personalizada, num padrão em constante mudança.

14 Os processos de construção simbólica tem uma caracteristica em comum, eles dependem amplamente das mensagens e estruturas criadas, formatadas e difundidas nas redes de comunicação multimídia.

15 Assim a mudança do ambiente comunicacional afeta diretamenteas normas de construção de significados, portanto a produção de relações de poder.

16 A mudança fundamental no domínio da comunicação foi a emergência do que chamei de auto comunicação – o uso da internet e das redes sem fio como plataformas da comunicação digital.

17 o uso da internet e das redes sem fio Comunicação de massa – processa mensagens de muito para muitos, com o potencial de alcançar uma multiplicidade de receptores e de se conectar ao a um número infindavel de redes. Auto – comunicação – porque a produção da mensagem é decidida de modo autônomo pelo remetente, a designação do receptor é autotodirecionada e a recuperação de mensagens das redes de comunicação é autoselecionada.

18 A autocomunicação de massa fornece a plataforma tecnológica para a construção da autonomia do ator social, seja ele individual ou coletivo, em relação as instituições da sociedade. Os governos tem medo e as empresas tem uma relação de amor e ódio

19 Sociedade de Rede O poder é multidimesional e se organiza em torno de redes programadas em cada domínio da atividade humana, de acordo com os interesses e valores de atores habilitados. As rede de poder exercem sobretudo influenciando a mente humana mediante as redes multimídias de comunicação de massa...sendo formas decisivas de construção de poder.

20 Essas redes não se fundem, envolve- se em estratégias de parcerias e competição formando redes ad hoc em tornos de projetos específicos....mas com o objetivo de definir as regras e normas da sociedade mediante um sistema político que responde basicamente a seus interesses e valores.

21 Rede política em torno do Estado Desempenha papel fundamental no estabelecimento de uma rede geral de poder. A operação estável e a reprodução de poder depende das funções de coordenação e regulação do Estado. É por meio do Estado que diferentes formas de exercício do poder em distinta esferas sociais relacionam-se ao monopólio da violência, como a capacidade de última estância, impor o poder.

22 De que modo as redes de poder se interconectam, embora preservando sua esfera de ação? Através a alternancia de poder. A capacidade de conectar duas ou mais diferentes redes no processo de construir o poder para cada uma delas em seus respectivos campos.

23 Quem detém o poder na sociedade de redes Os programadores com a capacidade de elaborar cada uma das principais redes de que dependem as pessoas. E os comutadores que operam as conexões entre diferentes redes.

24 Se o poder é exercido programando e alternando-se redes, então o contra- poder, a tentativa deliberada de alterar as relações de poder, é desempenhada reprogramando-se as redes em torno de outros interesses e valores e ou rompendo as alternâncias predominantes, ao mesmo tempo que se alteram as redes da resistência e mudança social.

25 Os cidadãos da era da informação tornam-se capazes de inventar novos programas para suas vidas com as matérias primas de seus sofrimentos, suas lágrimas, seus sonhos e esperanças.

26 Ao longo da história os movimentos sociais são produtores de novos valores e objetivos...eles exercem o contrapoder... Mediante um processo de comunicação autônoma. Na sociedade de redes a autonomia de comunicação é basicamente construídas nas redes da internet e nas plataformas de comunicação sem fio.

27 Outra forma dos movimentos sociais se comunicar com a sociedade é construindo espaços públicos, criando comunidade livres no espaço urbano. Uma vez que o público institucional, o constitucionalmente designado para a deliberação, está ocupado pelos interesses das elites dominantes e suas redes.

28 Importância dos espaços ocupados Eles criam uma comunidade, e a comunidade se baseia na proximidade. Os espaços ocupados não carecem de significados: são carregados de poder simbólicos de invadir áreas do poder do Estado ou de instituições financeiras. Construindo uma comunidade livre num espaço simbólico, os movimentos sociais criam um espaço público de deliberação.

29 A questão fundamental é que esse novo espaço público, o espaço da rede, situado ente o espaço digital e urbano, é um espaço de comunicação autônoma.

30 Os movimentos sociais, agora, e provavelmente ao longo da história, são constituídos por indivíduos. Uma questão chave é porque uma pessoa ou uma centena de pessoas decidem, individualmente, fazer uma coisa que foram repetidamente aconselhadas a não fazer porque seriam punidas.

31 De hábitos os teóricos sociais chamam essas pessoas de agencias. Eu as chamo de indivíduos. Então devemos entender a motivação de cada indivíduo. No plano individual, os movimentos sociais são emocionais(afetos negativos e afeto positivo)

32 Para que se forme um movimento social, a ativação emocional dos indivíduos deve concetar-se a outros indivíduos. Isso exige um processo de comunicação, que para operar exigi a consonância cognitiva e um canal de comunicação.

33 Em nossa época, as redes digitais, multimodais, de comunicação horizontal, são os veículos mais rápidos e mais autonomos, interativos, reprogramáveis e amplificadores de toda a história.

34 As características dos processos de comunicação entre indivíduos engajados em movimentos sociais determinam as característica dos próprios movimentos. Quanto mais interativa e autoconfiguravel for a comunicação, menos hierarquica será a organização e mais participativo o movimento

35 Para que as redes de contrapoder prevaleçam sobre as redes de poder embutidas na organização da sociedade, elas tem reprogramar a organização política, a econômica, a cultural ou qualquer dimensão que pretendam mudar, introduzindo nos programas das instituições, assim como em suas próprias vidas, outras instruções, incluindo, em algumas versões utópicas, a regra de não criar regras sobre coisas alguma.

36 Redes de indignação e esperança – movimentos sociais na era da internet Manuel Castells, tradução: Carlos Alberto Medeiros, Ed. Zahar.


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