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COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA A QUEM CABE TAL TAREFA?

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Apresentação em tema: "COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA A QUEM CABE TAL TAREFA?"— Transcrição da apresentação:

1 COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA A QUEM CABE TAL TAREFA?

2 Para Guedes e Souza: Ler e escrever são tarefas da escola, questões para todas as áreas, uma vez que são habilidades indispensáveis para a formação de um estudante, que é responsabilidade da escola. Ensinar é dar condições ao aluno para que ele se aproprie do conhecimento historicamente construído e se insira nessa construção como produtor de conhecimento; Ensinar é ensinar a ler para que o aluno se torne capaz dessa apropriação, pois o conhecimento acumulado está escrito em livros, revistas, jornais, relatórios, arquivos; Ensinar é ensinar a escrever porque a reflexão sobre a produção de conhecimento se expressa por escrito;

3 As habilidades envolvidas na leitura e na produção de textos devem ser ensinadas em contextos reais de aprendizagem, em situações em que faça sentido aos estudantes mobilizar o que sabem para aprender com os textos; Aprender a ler de forma competente é muito mais do que decifrar mensagens, trata-se de procurar um sentido e questionar algo escrito a partir de uma realidade. Para tanto, é preciso colocar em prática estratégias de leitura que auxiliem os alunos a interpretar e compreender os textos lidos de forma mais autônoma;

4 Em uma sala de aula, há, geralmente, estudantes com conhecimentos diferentes sobre a leitura e a escrita, independentemente de manterem semelhanças quanto à idade ou ao ano escolar. Lidar com essa diversidade é uma realidade a ser enfrentada por professores de diferentes áreas, que precisam dispor de sensibilidade e instrumentos para diagnosticar a prociência leitora e escritora de seus alunos e, no processo de ensino e aprendizagem, escolher situações didáticas que conciliem os conteúdos especícos das áreas com aqueles que ampliam a formação também no campo da leitura e da escrita;

5 Possibilitar aos estudantes reconhecer e conhecer diferentes gêneros de texto é tarefa da escola, pois o simples fato dele identicar antecipadamente a estrutura do texto que vai ler – se uma peça de teatro, se um relato de experimento, se uma notícia – contribui para ativar suas hipóteses para possíveis conteúdos, em detrimento de outros, e se preparar para ativar estratégias favoráveis a uma leitura mais signicativa;

6 MAS, O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE OS ALUNOS LEIAM VERDADEIRAMENTE EM QUALQUER DISCIPLINA, COMPREENDENDO O QUE LEEM?

7 Segundo Délia Lerner é necessário: Trabalhar na escola a leitura com duplo propósito: o propósito didático e o propósito comunicativo. O primeiro propósito corresponde ensinar certos conteúdos constitutivos da prática social da leitura, com a finalidade de que o aluno possa utilizá-la no futuro, em situações não- didáticas. O segundo propósito é da perspectiva do aluno. Como trabalhar os dois propósitos? Através de projetos/atividades que aliam a aprendizagem a uma função real para os alunos, como por exemplo: Ler para definir um problema prática; Ler para se informar de um tema interessante; Ler para produzir um texto; Ler para buscar informações específicas; Ler para escolher, entre os contos, poemas ou romances.

8 ...Se as estratégias de leitura são procedimentos e os procedimentos são conteúdos, então é preciso ensinar as estratégias para a compreensão dos textos. Estas não amadurecem, nem se desenvolvem, nem emergem, nem aparecem. Ensinam-se – ou não se ensinam – e se aprendem - ou não se aprendem. Se consideramos que as estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo o metacognitivo, no ensino podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas Isabel Solé

9 HABILIDADES A SEREM EXPLORADAS ANTES DA LEITURA INTEGRAL DO TEXTO Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto; Expectativas em função do suporte; Expectativas em função dos textos da capa, quarta-capa, orelha etc. Expectativas em função da formatação do gênero (divisão em colunas, segmentação do texto...); Expectativas em função do autor ou instituição responsável pela publicação; Antecipação do tema ou idéia principal a partir dos elementos paratextuais, como título, subtítulos, epígrafes, prefácios, sumários; Antecipação do tema ou idéia principal a partir do exame de imagens ou de saliências gráficas; Explicitação das expectativas de leitura a partir da análise dos índices anteriores; Definição dos objetivos da leitura.

10 HABILIDADES A SEREM EXPLORADAS DURANTE DA LEITURA INTEGRAL DO TEXTO REALIZADA PELO ESTUDANTE INDIVIDUALMENTE, EM PEQUENOS GRUPOS OU EM SITUAÇÃO DE LEITURA COMPARTILHADA Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura; Localização ou construção do tema ou da idéia principal; Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário; Identificação de palavras-chave para a determinação dos conceitos veiculados; Busca de informações complementares em textos de apoio subordinados ao texto principal ou por meio de consulta a enciclopédias, Internet e outras fontes; Identificação das pistas lingüísticas responsáveis pela continuidade temática ou pela progressão temática;

11 Utilização das pistas lingüísticas para compreender a hierarquização das proposições, sintetizando o conteúdo do texto; Construção do sentido global do texto; Identificação das pistas lingüísticas responsáveis porm introduzir no texto a posição do autor; Identificação do leitor-virtual a partir das pistas lingüísticas; Identificar referências a outros textos, buscando informações adicionais se necessário.

12 HABILIDADES A SEREM EXPLORADAS DEPOIS DA LEITURA INTEGRAL DO TEXTO. Construção da síntese semântica do texto; Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições. Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão; Avaliação crítica do texto.

13 Aprendendo melhor... Competência Leitora e Escritora As características de cada um dos tipos de texto delimitam os procedimentos de escrita que lhe são próprios: a função, os modelos sociais que incluem o conteúdo, o formato, as características gramaticais. E, além disso, procedimentos específicos de leitura para cada um. Essas características são conteúdos de aprendizagem escolar. O professor deve conhecer essas características para poder ensiná-las a seus alunos. Não como "lição", mas pelo contato cotidiano com textos, sua leitura, sua escrita, a reflexão sobre suas características etc.

14 APRENDENDO MELHOR... COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA O ato de ler não é uma habilidade inata, portanto, precisa ser ensinado. O indivíduo pode ser conduzido para realizar essa ação a qual, quando ocorre, é, de sua inteira responsabilidade (Neves, 1999).

15 O SENTIDO DA LEITURA NA ESCOLA Na escola, a leitura é antes de mais nada um objeto de ensino. Para que também se transforme em objeto de aprendizagem, é necessário que tenha sentido do ponto de vista do aluno, o que significa – entre outra coisas – que deve cumprir uma função para a realização de um propósito que ele conhece e valoriza. Para que a leitura como objeto de ensino não se afaste demasiado da prática social que se quer comunicar, é imprescindível representar – ou reapresentar,na escola, os diversos usos que ela tem na vida social. Cada situação de leitura responderá a um duplo propósito. Um propósito didático, que é ensinar certos conteúdos constitutivos da prática social de leitura, com o objetivo de que o aluno possa reutilizá-los no futuro, em situações não-didáticas. E um propósito comunicativo relevante desde a perspectiva atual do aluno. Délia Lerner APRENDENDO MELHOR... COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA

16 O professor: um ator no papel de leitor É muito importante que o professor assuma o papel de leitor dentro da sala de aula. Com esta atitude ele estará propiciando a criança a oportunidade de participar de atos de leitura. Assumir o papel de leitor consiste em ler para os alunos sem a preocupação de interrogá-los sobre o lido, mas de conseguir com que eles vivenciem o prazer da leitura, a experiência de seguir a trama criada pelo autor exatamente para este fim, e ao terminar, que o professor comente as suas impressões a respeito do lido, abrindo espaço para o debate sobre o texto - seus personagens, suas atitudes. Assumir o papel de leitor é fator necessário, mas não suficiente, cabe ao professor ainda mais, cabe-lhe propor estratégias de leitura que aproximem cada vez mais os alunos dos textos.

17 APRENDENDO MELHOR... COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA AVALIAÇÃO Para evitar que a avaliação seja um obstáculo para a formação de leitores competentes, é preciso que o professor avalie de forma adequada, levando-se em conta os propósitos da aprendizagem.

18 APRENDENDO MELHOR... COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITOR Doug Lemov : Será que quatro a cinco horas diárias de leitura nos 200 dias do ano letivo, supondo que se pudesse garantir uma leitura razoável qualidade, seria capaz de levar uma escola a atingir melhores resultados do que muitas atingem hoje? Ler é a habilidade. Ensinar os alunos a compreender o sentido dos textos que leem é o resultado mais poderoso que um professor pode obter. Se os seus alunos puderem ler bem, eles podem fazer qualquer coisa. Se uma professora tiver certeza de que seus alunos podem ler bem, ela pode realizar atividades de leitura a qualquer momento e por qualquer período de tempo, garantindo em sua aula essa atividade de alto valor agregado – mais importante habilidade de um cidadão educado

19 São habilidades importantes e essencias que devem ser desenvolvidas em todos os alunos: DECODIFICAR – processo de decifrar um texto escrito para identificar as palavras faladas que ele representa; FLUÊNCIA – é automatização, ou seja, a habilidade da competência de ler rapidamente, incluindo a expressão, que é, por sua vez, a habilidade de agrupar palavras em frases para refletir significado e tom. VOCABULÁRIO – a base de conhecimento de palavras de um aluno: quantas palavras conhece e quão bem as conhece. COMPREENSÃO – quanto o aluno entende daquilo que lê.

20 O acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação, sobretudo à Internet, é hoje imprescindível para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Não se trata somente de mudar de caneta tinteiro para esferográfica, como aconteceu no passado, ou trocar o teclado da máquina de escrever pelo do computador. Trata-se de ter acesso a uma grande quantidade de informações e de oportunidades de comunicação, sem as quais fica difícil formar o cidadão contemporâneo. Como em outros espaços letrados, o leitor/escritor do mundo digital necessita desenvolver competências leitoras e escritoras específicas, significativas nessa forma de comunicação.

21 A leitura exploratória das imagens fotografias, ilustrações, mapas, gráficos, tabelas, fórmulas matemáticas, esquemas, além das saliências gráficas como estilo, tamanho e cor da fonte e emprego de recursos como itálico, negrito é essencial para o leitor escolher o que ler em função de seus objetivos. (Referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental – SMESP).

22 GUEDES, Paulo Coimbra; SOUZA, Jane Mari de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre, RS: Editora da UFRGS, 2011; 9. ed; LEMOV, Doug. Por que todos os professores podem (e devem) ser professores de leitura. In: ________. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência. Trad. Leda Beck. São Paulo: Da Boa Prosa/Fundação Lemann, p ; LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: ARTMED, 2002; NEVES, Conceição Bitencourt e outros (orgs.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1999; Referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental – SMESP); SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: ArtMed, 1998; MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Cortez, 2008;


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