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Maria, Mulher Fiel e Corajosa A força da mãe que acompanhou Jesus no Calvário; a fidelidade a Deus com o seu sim.

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Apresentação em tema: "Maria, Mulher Fiel e Corajosa A força da mãe que acompanhou Jesus no Calvário; a fidelidade a Deus com o seu sim."— Transcrição da apresentação:

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2 Maria, Mulher Fiel e Corajosa A força da mãe que acompanhou Jesus no Calvário; a fidelidade a Deus com o seu sim.

3 A fortaleza é a virtude que brilhou em grau eminente naquela que se manteve fiel e corajosa ao lado do Filho, acompanhando-o até ao Calvário e permanecendo em pé ao lado da cruz. A fortaleza é a virtude cardeal que supera os obstáculos, mantendo o espírito firme nos sacrifícios e nas provações. É importantíssima na vida espiritual de cada alma, já que a vida de perfeição e de santidade é uma luta constante contra inúmeros inimigos, internos e externos.

4 A fortaleza cristã é força no sacrifício, coragem na luta e fidelidade na perseverança. Com a fortaleza, o cristão domina o medo, refreia a ira, reprime os ressentimentos, se enche de confiança e de paciência na adversidade, mantém-se firme contra a opressão da dor e da morte. A fortaleza demarca o caminho reto do dever sem temeridade e sem desânimo, domando o medo com a audácia, pronta para resistir e para agir, para suportar o ataque inimigo e partir para a ofensiva.

5 No perigo, quando a vida é posta em risco, ela brilha com todo o seu esplendor e, por isso, é a glória dos mártires. Também desta virtude, como de todas, encontramos em Maria um exemplo e modelo perfeito, que todos devemos admirar e imitar com empenho. Ela é a Virgem poderosa, aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como lemos no Gênesis (3,15) e no Apocalipse (12,9.)

6 Já no Antigo Testamento encontramos prefigurada a fortaleza de Maria, como na figura de Judite, que, ousada e brava na luta contra o inimigo Holofernes, salva um povo prestes à desesperada rendição. Ao cortar corajosamente a cabeça de Holofernes, comandante do exército inimigo, ela prefigura Maria esmagando a cabeça da serpente infernal, salvando com o Filho a raça humana, como co-redentora ao lado do Redentor.

7 Ao lermos na fortaleza de Judite a fortaleza de Maria, vemos escrito que Maria era uma mulher forte, especialmente no Calvário, a ponto de que a história da salvação a apresenta como co-redentora com seu Filho para a salvação de todos os homens. A fortaleza e a pureza, a beleza e a coragem brilharam radiantes em Judite, e, em todas essas virtudes, ela prefigura a "bendita entre as mulheres" (Lc 1,42), a mulher forte por excelência, a imaculada, a guerreira invencível que esmaga a cabeça do inimigo com seu pé virginal.

8 Ao pensarmos na vida de Maria, como não supormos a grandeza da sua força quando, menina de três anos, consagrou-se para servir a Deus no templo, subindo as escadas com intrepidez admirável? Como foi grande a sua coragem ao fazer um voto de virgindade a Deus, indo contra as leis do mundo judaico!

9 Ao aceitar tornar-se mãe do Redentor, conhecendo os sacrifícios cruéis e heróicos que acompanhariam essa missão! Ao permanecer, intrépida e forte, ao pé da cruz do seu Filho e seu Deus, tornando-se co-redentora da humanidade com ele! A beleza da fortaleza, o exemplo da Virgem Mãe, nos inspiram a santa ambição de tornar-nos mais fortes também, e de dar à virtude infusa da fortaleza a facilidade de um hábito adquirido.

10 Todos podemos e devemos tornar-nos fortes para ir para o céu, lembrando as palavras de Jesus: "O reino dos céus é conquistado pela força, e só os violentos o conquistam" (Mt 11, 12). Mas quais são os meios para conseguir esta virtude? O primeiro é a oração, intensa e contínua. O segundo é a consideração diligente da paixão de Cristo e da dor de Maria.

11 O terceiro é a educação da vontade, treinando-a para fazer o que nos custa, para perseverar mesmo nas pequenas coisas. Que valor não têm diante de Deus os pequenos sacrifícios de cada dia, a rejeição espontânea de certas satisfações? O quarto e último meio é a vitória sobre as dificuldades atuais. Todos nos encontramos em alguma dificuldade: interna, externa, moral, física...

12 São Boaventura o explica bem, dizendo que "nos acostumamos a suportar pequenos aborrecimentos, porque quem se deixa afetar por males pequenos nunca será capaz de tolerar os maiores". Se nos rendermos, acabamos recuando e abrindo a porta para novas derrotas. Mas se estamos determinados a vencer, a vitória é certa e nos abre o caminho para novos triunfos. Vamos começar a trabalhar, portanto, sem demora e sem vacilações.

13 Em vez de dobrar a cabeça, levantemos a testa e peçamos a Nossa Senhora que nos encha de confiança em Deus, certos de que Ele nos dará todas as graças necessárias para combatermos o mal, vencermos as barreiras e conseguirmos a santidade que ele próprio quer de nós.

14 Texto – Papa Bento XVI – Música – Ave Maria M. Reger – Imagens – Google Formatação – Altair Castro 03/06/2012


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