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Aplicação do Espiritismo Encontro 1 Em que se fundamenta a Reforma Intima?

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Apresentação em tema: "Aplicação do Espiritismo Encontro 1 Em que se fundamenta a Reforma Intima?"— Transcrição da apresentação:

1 Aplicação do Espiritismo Encontro 1 Em que se fundamenta a Reforma Intima?

2 Allan Kardec estabelece as bases A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, ou seja, fazer o bem e não fazer o mal. O homem encontra nesse principio a regra universal de conduta, mesmo para as maiores ações. (Allan Kardec: O Livro dos Espíritos. Introdução VI. Resumo da Doutrina dos Espíritos)

3 Naquela introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, resumindo as suas bases fundamentais, o codificador, no final do item VI, expõe que os Espíritos nos ensinam que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos aa matéria; que o homem que, desde este mundo, se liberta da matéria, pelo desprezo para com as futilidades mundanas e o cultivo do amor ao próximo, se aproxima da natureza espiritual. E que cada um de nos deve tornar-se útil, segundo as faculdades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o Forte e o Poderoso devem apoio e proteção ao Fraco,

4 porque aquele que abusa da sua força e do seu poder, para oprimir o seu semelhante, viola a lei de Deus. Eles ensinam, enfim, que no mundo dos Espíritos, nada podendo estar escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas torpezas reveladas; que a presença inevitável e em todos os instantes daqueles que prejudicamos é um dos castigos a nos reservados; que aos estados de inferioridade e de superioridade dos Espíritos correspondem penas e alegrias que nos são desconhecidas na terra.

5 Mas eles nos ensinam também que não há faltas irremissíveis que não possam ser apagadas pela expiação. O homem encontra o meio necessário, nas diferentes existências, que lhe permite avançar, segundo o seu desejo e os seus esforços, na via do progresso, em direção aa perfeição, que é o seu objetivo final.

6 O que depreendemos dessa importante síntese constitui precisamente o roteiro deste opúsculo. De inicio procuramos evidenciar, trazendo aos níveis do consciente, as manifestações características da nossa natureza animal: os vícios e os defeitos que denotam a predominância corpórea. Depois, o conhecimento das virtudes que nos libertam, pelo seu cultivo, das futilidades mundanas, e nos predispõem a exercer o amor ao próximo, desenvolvendo, assim, a nossa natureza espiritual. Os meios práticos para exercitarmos as nossa faculdades, nos esforços que nos permitam progredir em direção aa perfeição, é o que indicamos. A necessidade imperiosa de nos tornarmos úteis em todos os sentidos, levando a nossa contribuição ao próximo, cultivando o verdadeiro espírito da caridade desinteressada, esta igualmente inserida.

7 São exatamente os meios necessários que desejamos colocar à disposição dos amigos interessados em realizar o seu desenvolvimento moral, entendendo que o mundo em que vivemos, longe da perfeição, esta muito mais envolvido em erros. Erros que são importantes, pois nos levam a distinguir a verdade, nas lições da experiência humana, e que nos permitem fazer as nossas escolhas, propiciando-nos o adiantamento progressiva no senda do espírito. Errar menos, ou ainda, evitar a repetição de erros anteriores, é uma preocupação que pode conduzir-nos a recuperar muito tempo já perdido.

8 Esse também é um enfoque prioritário a objetivar, pois encontramo-nos todos na condição de ajustar nossos débitos, somando méritos, no avanço que carecemos. Na realidade, não é grande o esforço que precisamos desenvolver. Ate com pouco trabalho poderemos vencer as nossas mas tendências, mas o que nos falta é a vontade. Porem, essa vontade também podemos cultivar. E um dos métodos para isso é o da auto sugestão, como veremos adiante.

9 As bases da Transformação Intima estão com Kardec, que eleva e dá cumprimento à moral de Jesus no fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem. Regra universal de conduta, ate mesmo para as menores ações, que nos deve pautar em nosso relacionamento. Os questionários de avaliação individual nos levam a refletir, trazendo à consciência os defeitos mais evidentes a serem corrigidos. A maioria destes defeitos é comum, e quase sempre acham-se ocultos sob a forma de torpezas inconscientemente sepultadas.

10 A auto avaliação progressiva nos faz ver, periodicamente, o amadurecimento conquistado pelo próprio esforço em melhorar, proporcionando-nos o estimulo em continuar na remodelação de nos mesmos. Vencidas as primeiras dificuldades, a misericórdia do nosso Divino Criador já nos faz colher os primeiros frutos do nosso trabalho, nas manifestações das alegrias reconfortadoras do espírito.

11 Quem vem a se interessar pelo Espiritismo como curiosidade, e fica na constatação do intercambio e das manifestações dos espíritos, flutua na sua superfície; e quem se sente atraído pelas suas interpelações e busca no estudo informações sobre sua contribuição ao conhecimento da origem, natureza e destinação dos nossos espíritos, penetra nas camadas de suas bases; no entanto, aqueles, pelo que já sofreram e na ansiedade de preencher o espírito ávido de perfeição, sentindo em profundidade os seus ensinamentos, oferecem terreno sólido para a edificação progressiva da Doutrina dos Espíritos dentro de si mesmos, porque neles as transformações intimas serão realizadas e neles o Espiritismo cumpre o seu verdadeiro papel de redentor da humanidade.

12 Portanto, se ainda não nos sentimos tocados em profundidade, e se nas nossas inquietações não estamos trazendo o conhecimento espírita para o terreno das mudanças no nosso comportamento, não estaremos aplicando a Doutrina em beneficio da nossa própria evolução, e não poderemos a rigor, ser reconhecidos como espíritas. Poderemos ser profundos conhecedores da sua filosofia ou meticulosos pesquisadores da sua ciência, o que nos conferira apenas a condição de teóricos. Vivencia, aplicação, exemplificação, transformação, eis as características do espírita autentico; eis a base estabelecida por Allan Kardec.

13 Reforma Intima em seis perguntas 1. O que é a Reforma Intima? 2. Por que a Reforma Intima? 3. Para que a Reforma Intima? 4. Onde fazer a Reforma Intima? 5. Quando fazer a Reforma Intima? 6. Como fazer a Reforma Intima?

14 1. O que é a Reforma Intima? A Reforma Intima é um processo continuo de autoconhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivencia evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e for a de si.

15 2. Por que a Reforma Intima? Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nos, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

16 3. Para que a Reforma Intima? Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivencias evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

17 4. Onde fazer a Reforma Intima? Primeiramente dentro de nos mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

18 5. Quando fazer a Reforma Intima? O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso intimo.

19 6. Como fazer a Reforma Intima? Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nos mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso numa Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tao nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Dai em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma Intima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus


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