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1/51 O Fluxo de Requisitos © Alexandre Vasconcelos Centro de Informática da UFPE/ Qualiti Software Processes.

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1 1/51 O Fluxo de Requisitos © Alexandre Vasconcelos Centro de Informática da UFPE/ Qualiti Software Processes

2 2/51 Objetivos: n Entender os conceitos básicos do fluxo de Requisitos e como eles afetam a Análise e Projeto n Entender como ler e interpretar os artefatos gerados por este fluxo

3 3/51 Finalidade do fluxo de requisitos A finalidade deste fluxo é: Chegar a um acordo com o cliente e o usuário sobre o que o sistema deve fazer. Oferecer ao desenvolvedor um melhor entendimento dos requisitos do sistema. Delimitar o escopo sistema. Prover uma base para o planejamento do conteúdo das iterações. Definir uma interface do sistema com o usuário.

4 4/51 Principais Artefatos do fluxo de requisitos n Glossário n Documento de requisitos (funcionais e não- funcionais) n Modelo de casos de uso (Diagrama de Casos de Uso + Especificação dos Casos de Uso) n Matriz de rastreabilidade n Termo de Homologação de Requisitos n Protótipo da interface com o usuário (opcional)

5 5/51 Glossário n Define termos importantes usados no projeto n É importante para garantir que os conceitos envolvidos são interpretados da mesma forma por todos os membros da equipe

6 6/51 Glossário: estrutura n Introdução u Objetivos do documento u Público ao qual se destina n Definições u Termos, definições e sinônimos n Referências

7 7/51 Documento de requisitos n Mostra a descrição geral do problema a ser resolvido com o sistema. Apresenta os requisitos funcionais e não-funcionais.

8 8/51 Documento de requisitos: estrutura n Introdução u Objetivos do documento u Público ao qual se destina n Problema Identificado n Visão geral do sistema u Abrangência e sistemas relacionados u Descrição dos usuários n Referências n Requisitos Funcionais u Atores u Diagramas de caso de uso + especificação n Requisitos Não-Funcionais n Descrição do Protótipo de Interface com o Usuário

9 9/51 Modelo de casos de uso Diagrama de casos de uso Atores Casos de Uso Especificações de Casos de Uso

10 10/51 Modelo de casos de uso Use Cases direcionam o trabalho desde os requisitos até os testes Verificado por Implementado por Realizado por

11 11/51 Exemplo de Diagrama de casos de uso Transferir entre contas Cliente Realizar depósito Sacar dinheiro Consultar saldo Solicitar extrato Alterar senha

12 12/51 Especificação de caso de uso Breve descriçãoBreve descrição AtorAtor PrioridadePrioridade Interfaces GráficasInterfaces Gráficas Associadas (opcional) Entradas e Pré-condiçõesEntradas e Pré-condições Saídas e Pós-condiçõesSaídas e Pós-condições Fluxo de eventos principalFluxo de eventos principal Fluxos secundários:Fluxos secundários: alternativos e de exceção (opcional) Modelo de caso de uso Atores Casos de Uso Especificações de Use Case...

13 13/51 Requisitos não-funcionais n Descrevem requisitos de: u Confiabilidade u Desempenho (performance) u Segurança u Distribuição u Adequação a Padrões u Restrições de Hardware e u Software u etc.

14 14/51 Requisitos não-funcionais n Devem ser testáveis, para isso devem ser mensuráveis! n Precisam estar definidos em números e nomes u O sistema precisa ser rápido. Quão rápido? u O sistema deve ser implementado numa plataforma robusta. Que plataforma?

15 15/51 Requisitos não funcionais x casos de uso n Associados a um caso de uso específico n Associados a todo o sistema n Para serem atendidos podem gerar novos casos de uso

16 16/51 Matriz de rastreabilidade n Apresenta o relacionamento entre requisitos. É usada para a análise de impacto das mudanças nos requisitos.

17 17/51 Uma Matriz de rastreabilidade

18 18/51 Termo de Homologação de requisitos: estrutura n Introdução u Objetivos do documento u Organização do documento n Casos de uso homologados u Para cada caso de uso F Identificador F Resultado da homologação Homologado, não homologado, homologado com restrições F Comentários

19 19/51 Responsáveis e artefatos Documento de requisitos Revisor Protótipo da GUI Analista de sistemas Diagrama de casos de uso Projetista de interface Glossário Termo de homologação de requisitos Usuário Matriz de rastreabilidade

20 20/51 O Fluxo de Atividades Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Gerenciar Dependências

21 21/51 Atividade: Levantar Requisitos do Sistema Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Gerenciar Dependências

22 22/51 Atividade: Levantar Requisitos do Sistema n Nesta atividade, o Analista de Sistemas deve entender o que os stakeholders esperam do sistema, através da coleta de informações e necessidades que o sistema deve cumprir. A execução da atividade tem como artefatos resultantes o documento de requisitos, o glossário de termos e o modelo de casos de uso (diagrama e especificação), brevemente esboçados.

23 23/51 Agrupamento de casos de uso n Dividir os casos de uso em pacotes u Ator u Funcionalidades correlatas u Processos

24 24/51 Prioridades de Casos de Uso n Essencial para gerenciar os requisitos e para montar as iterações n Deve-se definir as prioridades de todos os casos de uso, as quais podem ser: u Essencial u Importante u Desejável

25 25/51 Atividade: Detalhar Especificação de Casos de Uso Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

26 26/51 Atividade: Detalhar Especificação de Casos de Uso n Nesta atividade, o Analista de Sistemas descreve os fluxos de eventos dos casos de uso em detalhes de forma que o cliente e os usuários possam entender.

27 27/51 Quando e por que detalhar os casos de uso? n Quando? u após fazer levantamento dos principais casos de uso do sistema n Por que? u descrever detalhes do caso de uso u descrever fluxo de eventos e outras propriedades u uniformizar entendimento entre clientes, usuários e equipe de desenvolvimento

28 28/51 Fluxo de eventos básico n Série de passos que compõem um caso de uso n Sugestões: u Concentre-se inicialmente na funcionalidade básica/central do caso de uso u Pense nos fluxos secundários depois!

29 29/51 Fluxos secundários n Só devem ser analisados e descritos após a descrição dos fluxos básicos. n Fluxos alternativos u situações especiais (saque além do limite para um cliente especial) n Fluxos de erro u situações de erro

30 30/51 Atividade: Estruturar o Modelo de Casos de Uso Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

31 31/51 Atividade: Estruturar o Modelo de Casos de Uso n Nesta Atividade, o Analista de Sistemas extrai o comportamento dos casos de uso que necessitam ser considerados como abstratos e encontra novos atores abstratos que definem papéis que são compartilhados por vários outros atores. A execução desta atividade produz um refinamento do Modelo de Casos de Uso.

32 32/51 Por que estruturar o modelo? n Extrair descrições de funcionalidades genéricas e compartilhadas que podem ser usadas por mais de um caso de uso. n Extrair descrições de funcionalidades adicionais que possam estender descrições específicas n Facilitar o entendimento do modelo

33 33/51 Relacionamentos entre casos de uso n Inclusão n Extensão n Generalização

34 34/51 Relacionamento entre atores: generalização n Quando um ator A realiza todos os casos de uso que o ator B, dizemos que A estende B. Vendedor Realizar venda Estabelecer crédito Supervisor

35 35/51 Atividade: Gerenciar Dependências Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

36 36/51 Atividade: Gerenciar Dependências n Nesta atividade, o Analista de Sistemas executa as seguintes tarefas: u Gerencia mudanças nos requisitos que foram concordados u Gerencia o relacionamento entre requisitos u Gerencia as dependências entre os documentos de requisitos e outros documentos produzidos no processo de engenharia de sistemas u Analisa impactos e custos relacionados aos requisitos que mudaram

37 37/51 Atividade: Prototipar Interface Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

38 38/51 Atividade: Prototipar Interface n Nesta atividade, o Projetista da Interface projeta e constrói um modelo de interface com o usuário que suporta o melhoramento da usabilidade.

39 39/51 Protótipo de interface com o usuário n Ferramenta para compreensão do caso de uso u o nível de detalhes deve ser adequado ao usuário n Facilidade para a descrição de críticas básicas u tamanho e tipo dos campos u máscaras de edição

40 40/51 Atividade: Revisar os Requisitos Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

41 41/51 Atividade: Revisar os Requisitos n Nesta atividade, o Revisor de Requisitos formalmente verifica os resultados do fluxo de requisitos conforme a visão do cliente do sistema. A execução da atividade deve apresentar como resultado uma versão aprovada ou rejeitada com as respectivas alterações dos artefatos de requisitos.

42 42/51 Checklists: Modelo de Casos de Uso n O modelo de caso de usos está fácil de se entender? n Estudando o modelo de caso de usos, você pode ter uma idéia clara das funções do sistema e como elas estão relacionadas? n Todos os requisitos foram levantados? n O modelo de caso de usos contém algum comportamento supérfluo? n A divisão em pacotes do modelo de caso de usos está apropriada?

43 43/51 Checklists: Atores n Todos os atores foram identificados? n Cada ator está envolvido com pelo menos um caso de uso? n Cada ator desempenha um papél? Algum deveria ser fundido com outro ou ser dividido em dois? n Existem dois ou mais atores desempenhando o mesmo papél em relação a um caso de uso? n Os atores têm nomes intuitivos e descritivos? Tanto os usuários como os patrocinadores do software têm um entendimento comum?

44 44/51 Checklists: Casos de Uso n Cada caso de uso está envolvido com pelo menos um ator? n Os caso de usos são independentes uns dos outros? n Algum dos caso de usos tem comportamento ou fluxo de eventos muito similares? n Os caso de usos têm nomes únicos, intuitivos e explicativos de modo que não podem ser confundidos em um estágio posterior? n Os patrocinadores e usuários entendem os nomes e descrições dos caso de uso?

45 45/51 Checklists: Especificação de Caso de Uso n Está claro quem deseja executar um caso de uso? n A finalidade de cada caso de uso está clara? n A descrição breve dá uma idéia clara do significado do caso de uso? n Está claro como e quando os fluxos de eventos de cada caso de uso começam e terminam? n A seqüência de comunicação entre um ator e um caso de uso está de acordo com as expectativas do usuário? n As interações e trocas de informação entre os atores e o sistema estão claras? n Existe algum caso de uso demasiadamente complexo? n Os fluxos de eventos (básicos e alternativos) estão modelados de forma clara?

46 46/51 Checklists: Glossário n Os termos têm uma definição clara e concisa? n Cada termo do glossário foi incluído em algum lugar nas descrições dos caso de usos? n Os termos são usados consistentemente nas descrições dos atores e dos caso de usos?

47 47/51 Atividade: Homologar Requisitos Levantar Requisitos do Sistema Prototipar Interface Revisar Requisitos Detalhar Especificação De Caso de Uso Projetista da Interface Analista de Sistema Revisor de Requisitos Estruturar Modelo de Casos de Uso Homologar Requisitos Usuário Levantar Atores Levantar Casos de Uso Desc: Pré: Pós: Fluxo: Fl. Sec: RNF Usab. Conf. Perfor. Seg. Gerenciar Dependências

48 48/51 Atividade: Homologar Requisitos n Nesta atividade, o usuário faz a homologação dos requisitos a serem tratados na iteração. O termo de homologação é preenchido nesta atividade.

49 49/51 Projeto em Equipe n Dados os seguintes artefatos do QIB: u Descrição Geral u Glossário n Levantar os atores e casos de uso n Construir o diagrama de casos de uso n Levantar os requisitos não-funcionais

50 50/51 Referências n Applying Use Cases: A Practical Guide, Geri Schneider e Jason P. Winters, Addison-Wesley, n UML Distilled, Martin Fowler, Addison-Wesley, n The Unified Software Development Process, Ivar Jacobson, Grady Booch e James Rumbaugh, Addison- Wesley, n The Unified Modeling Language: The User Guide, Ivar Jacobson, Grady Booch e James Rumbaugh, Addison- Wesley, 1999.

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