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Linguagem: Formas e Usos – Língua Portuguesa II Prof. Me. Douglas Teixeira Cardelli 5º período – 2014.1.

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2 Linguagem: Formas e Usos – Língua Portuguesa II Prof. Me. Douglas Teixeira Cardelli 5º período –

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4 Variações Linguísticas

5 A língua é ou faz parte do aparelho ideológico, comunicativo e estético da sociedade que a própria língua define e individualiza." Leonor Buescu

6 Variações linguísticas As línguas têm formas variáveis porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam uma região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou de outra classe social e assim por diante.

7 Variantes linguísticas As variações linguísticas são consequência lógica e natural da evolução da língua. No século XIX, os escritores escreviam de acordo com regras que acabaram sendo impostas como modelos, como um ideal de língua que nem todos conseguem atingir.

8 Preconceito linguístico Todas as variedades constituem sistemas linguísticos perfeitamente adequados para a expressão comunicativa e cognitiva dos falantes. O preconceito linguístico é uma forma de discriminação que deve ser enfaticamente combatida.

9 Então... Por que estudar Português? Por que aprender o padrão formal?

10 Para ter acesso à cidadania, para podermos ter acesso à informação – que hoje é elitizada – para termos liberdade de escolha. A sociedade cobra dos indivíduos a língua culta.

11 Mais importante que usar sempre o português dito correto, é saber escolher a variedade linguística adequada para cada situação.

12 A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil Ao passo que nós O que fazemos É macaquear A sintaxe lusíada. (Evocação do Recife. Manuel Bandeira)

13 Língua Escrita e Língua Falada

14 Variações Linguísticas da escrita da fala Literária Oratória Formal Formal Informal Coloquial

15 Variações da fala Variação coloquial * Não há tanta preocupação com a norma padrão. * Frases curtas, de estrutura sintática simples. * Uso de gírias e expressões populares. * Simplicidade vocabular – repertório pequeno. * Redução e simplificação fonológica de vocábulos. * Presença rara de nexos subordinativos. * Uso de gestos, expressão corporal e facial.

16 Exemplos de variação coloquial Onde é que tu vai, moço? Não te falei que é melhor tu esperá aqui? Ela vai voltar, se aguenta aí.... Essa juventude de hoje é tudo apressado, quer tudo na hora. Espera que a moça já vem.

17 Você sabe que eu te amo. Ele tá mais pra lá do que pra cá.

18 Uso de r pelo l em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de lh e i: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe.

19 Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: Chegou duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos ele na hora.

20 Assimilação do ndo em no( falano/falando) ou do mb em m (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do e ou o átonos: ovu/ovo; bebi/bebe.

21 Redução do r do infinitivo ou de substantivos em or: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.

22 Variações da fala Característica da variação formal oral Frases mais extensas, de estruturação sintática mais complexa em comparação com o coloquial. Ausência de gírias e de expressões populares. Seleção vocabular mais apurada – o repertório utilizado é mais vasto que no discurso coloquial. Não são frequentes a redução e a simplicação fonológica de vocábulos.

23 – Caros senhores, estamos reunidos aqui para uma discussão muito importante. Na semana passada, fomos surpreendidos pela decisão do conselho de demitir três funcionários deste setor. Diante das causas apresentadas, não podemos aceitar tal determinação.

24 Variações da fala Característica da variação oratória oral Frases de estruturação sintática rebuscada. Seleção vocabular ainda mais acurada - o repertório utilizado é mais vasto que no discurso formal.

25 Variações da escrita Característica da variação informal escrita Preocupação maior com a mensagem e menor com a gramática normativa. Construções sintáticas simples. seleção vocabular simplificada. pouco uso de nexos coesivos. Permissão de uso de expressões coloquiais. Pontuação aleatória, uso principalmente do ponto.

26 Exemplo de escrita informal Mamãe, Não venho dormir hoje em casa. Deixei comida pronta na geladeira. O papai ligou, deve chegar mais tarde hoje. Beijos.

27 Exemplo de escrita informal Flamengo bota pra quebrar e detona Vasco na semi-final.

28 Variações da escrita Características da variação formal escrita Preocupação tanto com a mensagem quanto com a gramática normativa. Construções sintáticas mais rebuscadas que no informal. Ampla seleção vocabular. Preocupação com nexos coesivos. Pouco uso de expressões coloquiais. Pontuação a favor da compreensão do texto – uso do ponto, da vírgula, dos travessões etc.

29 Variações da escrita Características da variação literária escrita Escrita segundo a gramática normativa. Construções sintáticas ainda mais rebuscadas que no formal. Ampla seleção vocabular. Nexos coesivos usados em abundância. Ausência de expressões coloquiais.

30 Variedade Linguística do nosso português 1. Variação e norma. 2.Variedades do Português: 2.1 variedades geográficas; 2.2 variedades socioculturais; 2.3 variedades situacionais/ estilísticas. 3. Empréstimos linguísticos.

31 1. Variação e Norma As línguas naturais são sistemas dinâmicos e extremamente sensíveis a fatores como (entre outros) a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos falantes e o grau de formalidade do contexto.

32 2.Variedades do Português

33 - Precisamos estar atentos aos conceitos de certo e errado no que se refere à língua. - O preconceito linguístico é uma forma de discriminação que deve ser enfaticamente combatida.preconceito

34 2.1 Variedades Geográficas Variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada Falares regionais / dialetos:

35 2.1.2 Linguagem urbana/ rural.(o falar caipira)

36 2.2 Variedades Socioculturais Variedades devidas ao falante/ grupos culturais. O jargão. A gíria.

37 O jargão Linguagem técnica utilizada por profissionais de uma especialidade em comum. Logo, é empregada por um grupo restrito e, muitas vezes, inacessível a outros falantes da língua. Exemplo 1: Sutura, traqueostomia, cefaleia, prescrição, profilaxia = jargão dos médicos. Exemplo 2: variações diafásicas, análises diacrônica e sincrônica, metafonia = jargão dos professores de Português.

38 Linguagem técnica utilizada, predominantemente, por jovens. Também funciona como um meio de exclusão dos indivíduos externos a esse grupo.

39 2.3 Variedades Situacionais A linguagem varia de acordo com a situação em que ela é empregada.

40 Em Situações formais: Uma palestra feita para uma plateia sobre matéria científica. Uma solenidade de formatura. Uma carta endereçada a uma autoridade.

41 Em Situações informais: Em uma reunião familiar. Em conversa com colegas e amigos. Em um bate-papo informal.

42 2.4 Variedades Temporais Quando Boorz partiu da abadia, uma voz lhe disse que fosse ao amr, ca Percival o atendia i. El se pertiu ende, assi como o conto já há devisado.E quando chegou aa riba do mar, a fremosa nave, coberta de um eixamente branco aportou, e Boorz desceu e encomendou-se a Nostro Senhor,e entriu e leixou seu cavalo fora. E tanto que entrou, viu que a nave se partiu tam toste de riba, como se voasse. E catou pela nave e nom viu rem, que a noite era mui escura; e acostou-se ao bordo e rogou a Nostro Senhor que a guaaiasse tal lugar u sua alma podesse salber. (Trecho da Demanda do santo Graal, traduzido para o português do séc. XIII)

43 3. Empréstimos Linguísticos INFLUÊNCIAEXEMPLOS DE ESTRANGEIRISMOS AlemãoGás, níquel. ÁrabeAlgodão(al-qu Tun); Dialetos africanosAcarajé, dendê, fubá, quilombo, moleque, caçula... EspanholBolero, castanhola... FrancêsPaletó, boné, matinê, abat-jour (abajur), bâton (batom), cabaret (cabaré), maiô... InglêsShow, software, hamburger, deletar... ItalianoMacarrão, piano, soneto, bandido, ária, camarim, partitura, lasanha... TupiNomes de animais e plantas: tatu, arara, jibóia, caju, maracujá... Nomes de lugares: Ipanema, Copacabana... Nomes de pessoas: Ubirajara, Iracema..

44 É importante relembrar...

45 O Brasil é um país grande e diversificado, com Estados ricos e pobres, grandes e pequenos, com gente vivendo em povoados, no litoral, na floresta, nas grandes cidades,é natural que a língua portuguesa sofra variações.

46 Essas variações é o que chamamos de VARIEDADES LINGUÍSITCAS São as variações que uma língua apresenta em razão das condições SOCIAIS, CULTURAIS E REGIONAIS nas quais é utilizada.

47 As variedades Variedade Padrão – É a norma culta, é a variedade de maior prestígio social.

48 As variedades Variedade Não Padrão – É o conjunto de variedades linguísticas diferentes da língua padrão.

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53 Falar bem é falar ADEQUADAMENTE O gramático Evanildo Bechara ensina que é preciso ser poliglota de nossa própria língua. Poliglota é a pessoa que fala várias línguas. No caso, ser poliglota do português significa ter domínio do maior número possível de variedades linguísticas e saber utilizá- las nas mais diferentes situações.

54 Que importa que uns falem mole Descansado Que os cariocas arranhem os erres na garganta Que os capixabas escancarem As vogais? Que tem quinhentos réis meridional Vira tostões do Rio pro Norte? Juntos formamos este assombroso De misérias e grandezas, Brasil, nome de vegetal... Mário de Andrade


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