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Aula semana 13 Trabalho e Sociedade – A sociologia de Durkheim Profa. MSc. Daniela Ferreira Suarez.

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1 Aula semana 13 Trabalho e Sociedade – A sociologia de Durkheim Profa. MSc. Daniela Ferreira Suarez

2 Proporcionar ao aluno o conhecimento de alguns conceitos básicos da sociologia. Proporcionar ao aluno o conhecimento de alguns conceitos básicos da sociologia de Durkheim, mostrando a importância desses conceitos para a compreensão das organizações.

3 Émile Durkheim nasceu na cidade de Épinal (região de Lorena, França) no dia 15 de abril de Faleceu em Paris, em 15 de novembro de É considerado, junto com Max Weber, um dos fundadores da sociologia moderna. Para Émile Durkheim, a sociedade prevalece sobre o indivíduo. Ela é um conjunto de normas de ação, pensamento e sentimento que não existem apenas na consciência dos indivíduos, mas que são construídas exteriormente, isto é, fora das consciências individuais.

4 Em sua obra Da divisão do trabalho social, Durkheim defende a ideia que a sociedade deveria ser vista como um sistema organizado, ordenado e interdependente de várias instâncias que juntas transformar-se-iam em uma unidade. Para Durkheim a sociedade é considerada como um corpo humano que depende do perfeito funcionamento dos seus órgãos (instâncias sociais) para sobreviver. Para Durkheim quando um setor produtivo da sociedade ou um órgão não consegue desenvolver seu papel em plenitude com as outras instancias sociais o denominado corpo (sociedade) adoece criando assim um estado de anomia social. A única maneira de combater a anomia social é através da solidariedade social, conceito este formulado acerca de observações feitas pelo autor à sociedade, a solidariedade social é dividida em solidariedade mecânica e solidariedade orgânica. A solidariedade mecânica se da através da interação e identificação social que os indivíduos têm entre si e são expostas através da religião, dos costumes, da cultura etc. Já a solidariedade orgânica da se através da relação de interdependência causada pelo trabalho, ou seja, cada área é completada pela outra e assim sucessivamente.

5 Para Durkheim a sociedade e as suas relações sociais formam a personalidade e a forma de agir dos indivíduos, ou seja, o indivíduo é formado de uma forma externa (sociedade), já para Marx a consciência individual é formada dialeticamente, ou através de como a pessoa lida com a influencia externa e transforma o que lhe é passado ou muitas vezes exposto. Na visão de Durkheim o indivíduo é um fantoche social dado que este depende apenas da influência social para formar seu caráter, seu jeito de pensar, tornando- se assim algo de previsível, já o conceito de homem marxista, o transformador da natureza tem o discernimento de não aceitar tudo que lhe é imposto, por isto que no decorrer de sua teoria Marx vislumbra a possibilidade real de uma revolução onde os meios de produção seriam destituídos da iniciativa privada e passados para o estado.

6 Aula semana 14 Trabalho e Sociedade – Abordagem Contemporânea do Trabalho Profa. MSc. Daniela Ferreira Suarez

7 Proporcionar a análise e compreensão sobre a importância desse movimento para o desenvolvimento da sociologia discutindo temas de grande atualidade por sua forte preocupação empírica.

8 Abordagens Contemporâneas: Escola de Chicago A Escola Sociológica de Chicago, ou Escola de Chicago, surgiu nos Estados Unidos, na década de 1910, por iniciativa de sociólogos americanos que integravam o corpo docente do Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago, fundado pelo historiador e sociólogo Albion W. Small. Tanto o Departamento de Sociologia como a Universidade de Chicago receberam inestimável ajuda financeira do empresário norte-americano John Davison Rockefeller. Entre 1915 e 1940, a Escola de Chicago produziu um vasto e variado conjunto de pesquisas sociais, direcionado à investigação dos fenômenos sociais que ocorriam especificamente no meio urbano da grande metrópole norte-americana.

9 A primeira geração de sociólogos da Escola de Chicago foi composta por Albion W. Small; Robert Ezra Park ( ); Ernest Watson Burgess ( ); Roderick Duncan McKenzie ( ) e William Thomas ( ). Foram eles que elaboraram o primeiro programa de estudos de sociologia urbana. Nas décadas seguintes, outros colaboradores se destacaram: Frederic Thrasher ( ), Louis Wirth ( ) e Everett Hughes ( ). O surgimento da Escola de Chicago está diretamente ligado ao processo de expansão urbana e crescimento demográfico da cidade de Chicago no início do século XX, resultado do acelerado desenvolvimento industrial das metrópoles do Meio-Oeste norte-americano.

10 Robert Ezra Park, considerado o grande ícone e precursor dos estudos urbanos, Ernest Watson Burgess e Roderick Duncan McKenzie elaboraram o conceito de ecologia humana, a fim de sustentar teoricamente os estudos de sociologia urbana. O conceito de ecologia humana serviu de base para o estudo do comportamento humano, tendo como referência a posição dos indivíduos no meio social urbano. A abordagem ecológica questiona se o habitat social (ou seja, o espaço físico e as relações sociais) determina ou influencia o modo e o estilo de vida dos indivíduos. Considerando, então, a cidade como um amplo e complexo laboratório social, as pesquisas sociológicas foram marcadas pelo uso sistemático dos métodos empíricos (para coleta de dados e informações sobre as condições e os modos de vida urbanos).

11 O contexto – 1892: Universidade de Chicago e as mudanças sociais na cidade De aldeia em 1830 (350 habitantes) a 3 milhões em 50 anos Transformações em meados do século XIX - industrialização, caminho de ferro, rápida urbanização, migrações internas e internacionais, Desenraizamentos, heterogeneidade, desestabilização e reorganização das actividades, dos estatutos sociais e das mentalidades + delinquência e crime organizadoade Chicago como laboratório social

12 William Isaac Thomas ( ) 1864 – Universidade de Chicago Investigação qualitativa – a visão dos participantes na definição das situações projecto sobre migrantes da Europa Oriental nos EUA – os polacos – trabalho de campo nos EUA e na Polónia Uso de documentos pessoais – diários, cartas, autobiografias, relatórios de psiquiatras, assistentes sociais e outros cientistas sociais – Ex: The Polish Peasant in Europe and America (1918 e 1920) com Florian Znaniecki O conceito de desorganização social.

13 Robert Ezra Park ( ) Uni. de Chicago em 1911 Jornalista de investigação / estudos na Alemanha e Influência de Georg Simmel (A metrópole e a vida do espírito e o Estrangeiro) Programa de investigação – The City: Suggestions for the Investigation of Human Behaviour in the urban environment (1915) – Duas preocupações centrais: (i) as minorias e (ii) o urbanismo A forma de as estudar - pesquisas de natureza qualitativa

14 Principais figuras – Ernest Burgess ( ) Geração mais jovem, recrutada por Park Univ. de Chicago, 1916 – onde se tinha licenciado Responsável pela ecologia humana

15 Principais temas – (i) Trajectórias espaciais e sociais dos imigrantes, (ii) as mobilidades quotidianas, (iii) os movimentos das multidões, (iv) as relações de vizinhança, (v) a vida associativa e as formas de controlo social dos bairros, (vi) a segregação espacial das minorias, (vii) a delinquência juvenil, (viii) os gangs, os (ix) sem abrigo e a (x) prostituição Objectivo: uma visão coerente da grande cidade

16 Principais temas (cont.) – Revelar os efeitos do urbanismo através De bairros urbanos (de imigrantes) e as suas diferentes características Da divisão do trabalho Das Instituições e as suas transformações Da ordem moral

17 Ideias e conceitos chave – A cidade como ordem moral - a organização cultural da cidade e as noção de regiões morais ou mundos sociais A existência de um mosaico de pequenos mundos que se tocam mas que não se interpenetram.

18 Ideias e conceitos chave – A cidade como ordem espacial ou a ecologia humana A luta pela sobrevivência na cidade e a inspiração no darwinismo social – competição como forma básica de co-existência – uma sociologia do espaço Ecologia das plantas para os estudos urbanos – conceitos como competição, sucessão e simbiose

19 Métodos – Observação dos fenómenos sociais no seu ambiente natural – Entrevistas informais, inquéritos, documentos pessoais, histórias de vida; – Etnografias eminentemente qualitativas

20 Escola de Chicago Contributos e impacto na literatura – A etnografia como método de pesquisar a/na cidade – Etnografias em colaboração – A cidade como complexo cultural – Atenção ao tempo e ao ciclos de desenvolvimento da vida social – Pioneiros em temas futuramente abordados pela antropologia urbana (enclaves étnicos, desvio, comportamento e entretenimento público, bairros heterogéneos)

21 Contributos e impacto na literatura (cont.) – Debate que marcará as décadas seguintes: o continuum entre o rural (o folk) e o urbano

22 Contributos e impacto na literatura (cont.) – Inspira pesquisas e etnografias até à contemporaneidade 1938, Wirth, Louis, Urbanism as a way of life; 1943, Whyte, William, Street Corner Society; 1947, Redfield, Robert, The Folk Culture of Yucatan e 1934 Culture Change; 1951, Lewis, Oscar, Life in a Mexican Village; 1962, Gans, Herbert, Urban Villagers; 1967, Liebow, Elliot, Tally´s Corner; 1969, Hannerz, Ulf, Soulside; 1970, Spradley, James, You Owe Yourself a Drunk; 1996, Bourgois, Philippe, In Search of Respect; 2004, Wacquant, Loic, Body and Soul

23 Guetos = individuos não adaptados Gangue = indivíduos desintegrados

24 Críticas à Escola de Chicago Tópicos baseados nas características das cidades norte-americanas das décadas de 20 e 30 e não podem ser generalizadas nem para outras cidades do capitalismo industrial, muito menos para cidades pré-capitalistas A cidade não se explica por si só, mas nas relações com a sociedade mais ampla de que faz parte, relações com o campo, com o Estado, enfim, com a civilização em geral


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