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A bertura do Setor de Astronomia - CDCC. Setor de Astronomia - CDCC Setor de Astronomia (OBSERVATÓRIO) (Centro de Divulgação da Astronomia - CDA) Centro.

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1 A bertura do Setor de Astronomia - CDCC

2 Setor de Astronomia - CDCC Setor de Astronomia (OBSERVATÓRIO) (Centro de Divulgação da Astronomia - CDA) Centro de Divulgação Científica e Cultural - CDCC Universidade de São Paulo - USP Endereço: Av. Trabalhador São-Carlense, n.400 Tel: 0-xx (Observatório) Tel: 0-xx (CDCC) Localização: Latitude: 22° 00' 39,5"S Longitude: 47° 53' 47,5"W

3 Sessão Astronomia

4 O Que é a Sessão Astronomia? As Sessões Astronomia são palestras proferidas por monitores do Setor de Astronomia todos os sábados às 21h00. Iniciadas em 1992, foram criadas com o objetivo de falar sobre Astronomia ao nosso público em uma linguagem simples e acessível a todas as faixas etárias. Estas palestras se tornaram uma opção de diversão e informação para a comunidade local e também para visitantes de nossa cidade. Os temas abordados são os mais variados possíveis. O material multimidia contido aqui consiste numa opção áudiovisual complementar que o proferssor do Sistema de Ensino pode utilizar como auxílio a suas aulas. O conteúdo das Sessões Astronomia podem ser Acessos no seguinte endereço:

5

6

7 /2 1/4 átomo

8 moléculas cm 100 milhões em 1 cm

9 cm e létrons rádio

10 Fotossíntese 1 metro

11

12 Nosso quintal

13 1609 Era pré-telescópio Galileu Era pós-telescópio

14 Antes de Galileu A. Ayiomamitis jan - dec /2002

15 Depois de Galileu Observatório Yerkes, Wisconsin, 1897 Refrator de 1 m diam. HUBBLE

16 Estações Nossavizinhança ISS

17 Lua Km de diâmetro Km da Terra Kg/m^3 - rotação síncrona - última missão: 1972 Nossavizinhança

18 Lua

19 Lua, nós já fomos lá! Nossavizinhança NASA (Image scanned by Kipp Teague ) E. Cernan, dec-72. Apolo 17, a última.

20 Nossavizinhança Terra - Lua, vistos da Galileu, a 6 milhões de Km, em 1992.

21 - dist. 1.5 UA diam. Terra - mass grav da Terra - temp: > 20 - atm: CO2, 0.01 atm - Marte J. Bell (Cornell U.), M. Wolff (SSI) et al., STScI, NASA

22 Marte memorial Sagan Sojourner

23 Marte Malin Space Science system MGS, JPL, NASA Água subterrânea aflora e evapora, deixando marcas (?)

24 Terra Júpiter Vistos de Marte, em 8/maio/2003

25 - Primeira foto da Família do Sol. Família do Sol. - Voyager 1, bilhões de Km Voyager 1 Team, NASA

26 6 horas luz 8 min luz 11 Rt

27 Soccer.mpg

28 Erupção Solar

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30 1 metro 260 Km SolTerra Alfa centauro 8 min 4 anos A luz A primeira estrela depois do Sol

31 15 anos luz 0.6 anos luz 100 milhões de anos 4 bi anos Pleiades Estrelas Jovens

32 Nebulosa de Orion - berçário - C. R. O'Dell and S. K. Wong (Rice U.), WFPC2, HST, NASA,

33 M17, Nebulosa Omega - Sagitário a.l.

34 Supernova 1987A Grande Nuvem de Magalhães al AntesDepois Antes: estrela azul, quente, 15 vezes mais massiva que o Sol e 50 vezes maior. Depois: estrela de neutrons.

35 Supernova Supernova ( NGC 7331 ) DepoisAntes

36 Nebulosa do Caranguejo - Vista em a.l. de extensão - pequeno pulsar no centro - 1 massa solar - período: 1/30 seg.

37 Mas, o que há no interior de uma estrela? A luz responde:

38 Composição química de uma estrela Prisma Hidrogênio! Gás Hidrogênio No Laboratório luz

39 Raias de Elementos Hidrogênio Hélio Oxigênio Carbono Nitrogênio Neônio

40 HidrogênioSériedeBalmer Lymann k L M H H a = 656 nm

41 Ilhas com trilhões de estrelas Onde estão as estrelas ?

42 AAndrômeda Via Láctea 3 milhões de anos luz 100 mil anos luz

43 ESO Centauro a.l. de nós a.l. extensão

44 Interação entre NGC 5194 e NGC 5195

45 Galáxia roda de carroça - Colisão de duas galáxias - anel: onda de choque criando estrelas mi a.l. de nós - anel de a.l. Kirk Borne (STScI), NASA

46 - Aglomerado de Virgem - 60 milhões de a.l. de nós galáxias - 12 milhões de a.l. de diâmetro

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48 Lentes HST, 1994.

49 Universo em larga escala - Simulação de como o Universo foi um dia: - Grandes estruturas vindas de pequenas flutuações Cox, Patterson Wesselck, Sanders Carpenter

50 WMAP

51 Radiação de Fundo: micro ondas -> mm corpo negro -> -270 C Penzias - Wilson em Terra T = C

52 Universo em evolução

53 Cosmo-abertura-r.mpg

54 - Universo em expansão : big bang + inflação - 5% matéria usual - 25% matéria escura (e estranha) - 70% energia escura (anti-gravidade)

55 No passado vivíamos nas trevas, na escuridão, por falta de conhecimento científico Hoje vivemos no lado escuro da força, por excesso de saber

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58 Visitas: sextas, sábados e domingos das 20 às 22 horas Visitas: sextas, sábados e domingos das 20 às 22 horas

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60 Física Física com a Astronomia Física, pela sua abrangência no estudo da natureza, se destaca entre todas as Ciências. O impacto de suas idéias mais fundamentais não tardam a fazer parte de nosso dia-a-dia, usualmente na forma de desenvolvimento tecnológico, mas também na forma de conhecimento básico a respeito do Universo que moramos. Nesse ponto, a união da Física com a Astronomia tem dado uma dimensão extraordinária a nossa visão do Cosmo. Física: dos átomos às galáxias escalas de tamanho Física: dos átomos às galáxias, é uma viagem que começa no mundo subatômico, evolui pelas escalas de tamanho dos objetos ao nosso redor e caminha em direção às estrelas. Temos aprendido com o tempo que a luz (radiação eletromagnética) é o elo entre o microcosmo dos átomos e o macrocosmo das galáxias. No entanto, revelações recentes questionam se a luz seria a única ponte entre nós e o Universo.

61 átomos Imaginemos um bloco de madeira dividido em partes cada vez menores. A menor parte que ainda guarda alguma semelhança com o bloco original se chama átomo (palavra grega para indivisível). Todas as substâncias que nos cercam são feitas de átomos, sejam animais, vegetais ou inanimadas. Até mesmo nós seres humanos não só somos feitos de átomos, mas os utilizamos para viver e para interagir com o meio ao nosso redor. Entre as primeiras concepções sobre como deveria ser o átomo, está a desenhada no slide. Elétrons girariam em torno de um núcleo muito pequeno, constituído de prótons e neutrons. A concepção atual é bem mais sofisticada; no lugar das órbitas circulares temos regiões com determinadas probabilidades de o elétron ser encontrado: são os orbitais atômicos, tão importantes em química. No entanto, para temos uma imagem em mente, o desenho que se parece com um sistema planetário é adequado e serve como símbolo do átomo.

62 100 milhões deles enfileirados para perfazer apenas um centímetro Um átomo é muito pequeno. Precisamos de cerca de 100 milhões deles enfileirados para perfazer apenas um centímetro. Sua propriedade mais marcante é a de se unirem formando as moléculas, que em número muito grande formam as substâncias. Por exemplo, a molécula de água (a mais importantes para a vida) é formada por um átomo de oxigênio e dois de hidrogênio (o átomo mais importante do Universo). Com centenas de diferentes átomos na natureza, estruturas complexas podem se formar, ou serem formadas com o uso de técnicas de manipulação atômica bastante recentes. Consegue-se hoje em dia depositar átomos de forma controlada em superfícies, formando estruturas com dimensão da ordem de dezenas de angstron. Um angstron corresponde a cm!

63 átomos interagem muito com a luz a luz serve como uma ponte Podemos ver os átomos em detalhe? Não, eles são muito pequenos, milhares de vezes menores que o comprimento de onda da luz visível. No entanto, podemos ver a luz que emana deles quando seus elétrons saltam de uma órbita para outra. Também podemos forçar seus elétrons a saltarem de uma órbita para outra incidindo luz no átomo. Ou seja, átomos interagem muito com a luz, não somente a visível, mas também a infravermelha, ultravioleta, (também chamadas de luz), etc. Sendo assim, a luz serve como uma ponte entre nós, que vivemos num mundo macroscópico, e os átomos, que são microscópicos. Dependemos dela para conhecer nosso ambiente, e até a utilizamos como código (num semáfaro, por exemplo) em nossa sociedade. Praticamente todo reino animal e vegetal depende da interação com a luz para a sua existência. Nosso bem estar pode ser melhorado conforme aprendemos a dominar o uso da luz (como onda de rádio), como por exemplo numa máquina de ressonância magnética capaz de fazer imagens de órgãos internos.

64 nosso planeta, com diâmetro de cerca de Km O mundo ao nosso redor, de objetos com tamanhos de metros ou kilômetros, está intimamente relacionado ao mundo microscópico dos átomos. Em todo nosso planeta, com diâmetro de cerca de Km, a luz está presente e atuante em todos os processos vitais. E mais além, como é que temos noção do próprio Universo, morando aqui num pequenino planeta? É através da luz que chega das regiões mais distantes. Um fato histórico notável aconteceu em 1609, quando Galileu Galilei utilizou um telescópio para observação astronômica sistemática. Ele começou a era pós telescópio na ciência. Antes dele, fazia-se observações direta do céu, como por exemplo a trajetória anual do Sol por entre as estrelas que perfaz uma figura parecida com o número 8. Depois de Galileu, grandes telescópios foram construídos, como por exemplo o do Observatório de Yerkes com um metro de diâmetro (observe o tamanho de uma pessoa ao lado desse instrumento).

65 Km de altura para serem geo-estacionários Hoje telescópios espaciais orbitam a Terra, como o famoso Hubble lançado em Inúmeros satélites de comunicação e sensoriamente foram colocados ao redor da Terra, alguns a cerca de Km de altura para serem geo-estacionários (que rodam junto com a Terra). Estações espaciais, como a MIR soviética, já desativada, ou a ISS, Americana, ainda em desenvolvimento, completam um cenário rico de instrumentos importantes colocados na vizinhança da Terra que permitem que exploremos o Cosmos aqui de casa. Lua, em média km de nós, e com cerca de 3500 Km de diâmetro Um pouco mais além da nossa vizinhança está a Lua, em média km de nós, e com cerca de 3500 Km de diâmetro. Ela não possui atmosfera e por isso qualquer meteoro que a alcance deixa marcas em sua superfície na forma de crateras (muitas crateras Lunares são de origem vulcânica e não de impacto). É o corpo celeste mais bem conhecido pelos humanos, uma vez que até já estivemos lá.

66 em 1992 a cerca de 6 milhões de Km da Terra fotografou pela primeira vez a Terra e a Lua Para ir além daqui de casa, enviamos sondas espaciais, como a Galileu, que em 1992 a cerca de 6 milhões de Km da Terra fotografou pela primeira vez a Terra e a Lua juntos na mesma foto. É um fato notável, tecnologicamente falando. Marte 70 a 400 milhões de Km Sondas podem ir muito mais longe que naves tripuladas e por isso hoje conhecemos tanto sobre o planeta Marte. Sua distância até nós pode variar de cerca de 70 a 400 milhões de Km, devio ao movimento dele e da Terra ao redor do Sol. Seu tamanho e massa são praticamente 50 % dos da Terra e sua atmosfera, muito rarefeita, é constituída basicamente de gás carbônico. As missões Sojourner, Spirit e Opportunity fizeram grandes revelações, basicamente sobre a possibilidade de existência de água no planeta. Em 2003 a Terra e Júpiter foram fotografatos de Marte, por uma das sondas, outro fato notável para a tecnologia espacial.

67 Júpiter, a 700 milhões de Km, Saturno, a 1.4 bilhões de Km, e lá no fim do sistema solar, Plutão, 40 vezes mais distântes do Sol que nós ou cerca de 6 bilhões de Km daqui Voyager 1 12 bilhões de Km da Terra Além do planeta Marte, ainda temos, não muito longe da Terra, por exemplo Júpiter, a 700 milhões de Km, Saturno, a 1.4 bilhões de Km, e lá no fim do sistema solar, Plutão, 40 vezes mais distântes do Sol que nós ou cerca de 6 bilhões de Km daqui. Esses corpos, juntamente com cometas e asteróides, constituem a família do Sol: corpos que giram ao redor do Sol presos pela sua gravidade. A nave Voyager 1, em 1999, fotografou pela primeira vez o Sistema Solar, quando já estava a cerca de 12 bilhões de Km da Terra. Este sim representa um grande fato tecnologicamente falando, e também uma oportunidade única de vermos o Sistema Solar por cima e apreciar seu heliocentrismo. tamanho do Sistema Solar a luz demora para vir do Sol até nós, oito minutos ela demora para ir do Sol até Plutão, 6 horas! Nesse slide você pode comparar os planetas em diâmetro e ter uma idéia do tamanho do Sistema Solar, se comparar o tempo que a luz demora para vir do Sol até nós, oito minutos, com o tempo que ela demora para ir do Sol até Plutão, 6 horas! O Sistema Solar é enorme quando comparado com a nossa vizinhança, mas é um grande vazio, como ilustra o slide.

68 Sol110 vezes o da Terra (ou Km).2 milhão de vezes o volume da Terra Quão grande é o nosso Sol? Em diâmetro é cerca de 110 vezes o da Terra (ou Km), o que corresponde a mais de 1.2 milhão de vezes o volume da Terra. No slide podemos ver que uma erupção solar chega a ser bem maior que o nosso planeta. em uma maquete em que a Terra estaria a um metro do Sol, a próxima estrela estaria a 260 Km de distância! o Sistema Solar é muito pequeno perante o Cosmo. Será mesmo que o Sistema Solar é tão grande? Bem, para responder precisamos compará-lo com outras estruturas do Universo. O que há além do Sistema Solar? Uma simples observação do céu revela as inúmeras estrelas, sóis como nosso Sol. Mas, onde estaria a estrela mais próxima da Terra, depois do Sol? Muito longe! Para se ter uma idéia, em uma maquete em que a Terra estaria a um metro do Sol, a próxima estrela estaria a 260 Km de distância! Essa estrela, um pouco mais brilhante que o Sol, chama-se Alfa Centauro e é facilmente visível aqui ho hemisfério Sul. Sua luz demora pouco mais de 4 anos para nos alcançar e lembrando que a luz do Sol demora apenas 8 minutos para chegar até nós e apenas 6 horas para chegar a Plutão, concluimos que o Sistema Solar é muito pequeno perante o Cosmo.

69 Pleiades 100 milhões de anos Mas, o que são estrelas? Posso responder a essa pergunta mesmo sem poder ir até uma delas? Sim, analisando a luz que vem delas. Hoje sabemos que as estrelas são constituídas de gás ionizado e é de grandes nuvens de gás que elas nascem. Exatamente, estrelas nascem! Nascem, vivem e morrem. Um exemplo de berçário de estrelas é a nebulosa de Órion; o nosso Sol é um exemplo de estrela já na meia idade. As Pleiades são exemplos de estrelas jovens, 100 milhões de anos. A nebulosa planetária do anel é uma entre muitos exemplos de estrelas que morreram. Quando morrem as estrelas em geral espulsão as camadas exteriores de gás e daí a envoltória esférica (e não circular como aparenta) da nebulosa do anel. Órion, por exemplo, tem cerca de 15 a 25 anos-luz (o Sistema Solar tem 6 horas-luz) e dista 1500 anos-luz de nós (o Sol dista 8 minutos-luz de nós). As nuvens que dão origem às estrelas são imensas. Órion, por exemplo, tem cerca de 15 a 25 anos-luz (o Sistema Solar tem 6 horas-luz) e dista 1500 anos-luz de nós (o Sol dista 8 minutos-luz de nós). É da compressão dessas nuvens que em determinados pontos surgem as estrelas, como pode ser apreciado no slide.

70 Outro exemplo de berçário estelar é a nebulosas M17 na constelação de Sagitário, a cerca de 5000 anos-luz de nós, e com extensão ao redor de 100 anos-luz. (a distância entre a Terra e a Nebulosa é de anos- luz). Estrelas normalmente vivem centenas de milhões de anos ou até alguns bilhões de anos, mas acabam consumindo seu próprio gás ao brilharem tanto. Uma estrela de grande massa (mais massiva que o nosso Sol) durante os últimos estágios de vida brilha por milhares de sóis em intervalos curtos de meses. Muitas vezes uma estrela não visível passa a ser visível durante essa explosão mortal, daí o nome de supernova para o evento. Foi o caso da supernova de Shelton, uma estrela da Nuvem de Magalhães, não visível da Terra, mas que em 1987 recebemos a luz de sua explosão, que havia acontecido cerca de anos antes (a distância entre a Terra e a Nebulosa é de anos- luz). Outro exemplo de supernova é NGC-7331, cujo brilho se comparou a da própria galáxia. Os chineses reportaram, em 1054, que a supernova do Caranguejo brilhava tanto que era visível durante o dia.

71 espectro Como essas cores (ou linhas) são geradas? Pela transição dos elétrons entre as camadas atômicas. Veja como o microcosmo está intimamente ligado ao macrocosmo que conhecemos! Mas, o que há no interior das estrelas? A luz responde: tudo o que sabemos de qualquer estrela foi descoberto pela análise da luz que vem dela, ou do seu espectro, que é o conjunto de todas as radiações eletromagnéticas que a estrela emite (por exemplo, ondas de rádio, infravermelho, luz visível, ultravioleta, etc). A luz visível vinda de um corpo aquecido ao atravessar um prisma se decompor em cores, e de forma diferente para cada elemento químico: é uma impressão digital desse elemento. Assim, sabemos que no interior das estrelas reina o gás hidrogênio (cerca de 75%), o segundo mais abundante é o gás hélio (20%), e cada elemento tem um conjunto de cores (ou linha espectral) particular. Como essas cores (ou linhas) são geradas? Pela transição dos elétrons entre as camadas atômicas. Veja como o microcosmo está intimamente ligado ao macrocosmo que conhecemos! Para esses gases brilharem eles precisam estar aquecidos. O que os aquece são reações termonucleares, essencialmente choques de núcleos de átomos de hidrogênio (ou prótons).

72 O nosso Sol é apenas uma estrela entre cerca de 1 trilhão delas, galáxia Observando o céu percebemos facilmente que as estrelas não estão igualmente espalhadas por todo o firmamento. Há uma faixa cobrindo todo o céu onde há uma concentração maior de estrelas: é a Via Lactea. O nosso Sol é apenas uma estrela entre cerca de 1 trilhão delas, que formam um grande aglomerado estelar, denominado de galáxia. Entre as galáxias há um grande vazio, mas cada uma em geral tem centenas de milhões ou até trilhões de estrelas. Galáxias são como ilhas de estrelas espalhadas pelo Universo. A luz demora cerca de 100 mil anos para ir de um extremo ao outro de nossa Galáxia, ou seja, sua extensão é de anos-luz.A galáxia de Andrômeda, a espiral mais próxima, dista de nós mais de 2 milhões de anos-luz; nós a vemos como ela era há mais de 2 milhões de anos! Qual o tamanho da nossa Galáxia? Quão longe está a próxima galáxia? A luz demora cerca de 100 mil anos para ir de um extremo ao outro de nossa Galáxia, ou seja, sua extensão é de anos-luz. A galáxia de Andrômeda, a espiral mais próxima, dista de nós mais de 2 milhões de anos-luz; nós a vemos como ela era há mais de 2 milhões de anos! Centauro é outro exemplo de uma bela galáxia. Existem até exemplos de colisão entre galáxias.

73 Sendo tão grandes pensaríamos que não hovessem muitas galáxias. Ao contrário, existem milhões delas. Elas também não se espalham ao acaso, mas tal qual as estrelas, também se juntam em aglomerados com centenas ou milhares de galáxias. Virgem dista cerca de 60 milhões de anos-luz daqui; tem a extensão gigantesca de 12 milhões de anos-luz! Sendo tão grandes pensaríamos que não hovessem muitas galáxias. Ao contrário, existem milhões delas. Elas também não se espalham ao acaso, mas tal qual as estrelas, também se juntam em aglomerados com centenas ou milhares de galáxias. Por exempo, o algomerado de Virgem com cerca de 2500 galáxias é o mais próximo de nós e dista cerca de 60 milhões de anos-luz daqui; tem a extensão gigantesca de 12 milhões de anos-luz! Em 1996 o telescópio espacial Hubble analisando a débil luz que vinha de uma região muito distante revelou que o Universo era ainda mais populoso em galáxias do que se pensava. Note que no slide cada pequeno objeto é uma galáxia! Aglomerados de galáxias muito densos provocam um efeito extraordinário, a lente gravitacional: a enorme massa desses aglomerados encurva a luz vinda de objetos ainda mais distantes e que estão atrás do aglomerado, produzindo um efeito análogo ao de uma lente de vidro. Observe as quatro imagens produzidas pela lente gravitacional; são imagens do mesmo objeto.

74 como se formaram esses aglomerados? A existência de aglomerados de galáxias, com dezenas ou centenas delas, e de superaglomerados (aglomerados feitos de outros aglomerados) contendo milhares de galáxias tem suscitado a pergunta: como se formaram esses aglomerados? Será que uma gigantesca massa inicial foi se partindo dando origem aos aglomerados, ou pequenas regiões foram se aglutinando e com o tempo ficaram tão grandes como os aglomerados? Não há uma resposta definitiva a essa pergunta e pode ser até que no início dos tempos não havia distinção entre esses dois cenários. Simulações em computadores mostram que pequenas perturbações numa massa gigantesca podem levar, com o passar de longo tempo, à estruturas gigantescas. precisamos estudar o Universo como ele era em seu início WMAP Para dar uma luz a essa questão, precisamos estudar o Universo como ele era em seu início e perguntar se ele era homogêneo (igual em todas as partes), isotrópico (igual em todas as direções) ou havia perturbações e de que forma elas eram. Nessa hora Ciência e Tecnologia se unem e um satélite fez recentemente revelações muito importantes: o WMAP.

75 Arno Penzias e Robert Wilsonradiação de micro- ondas que vinha de todas as direções do céu 3 graus kelvin radiação remanescente do nascimento do Universo Big Bang A história começou em 1965 com dois engenheiros, Arno Penzias e Robert Wilson, ao detectarem uma radiação de micro- ondas que vinha de todas as direções do céu: era bem homogênea e como se um corpo aquecido a cerca de 3 graus kelvin estivesse emitindo-a. Rapidamente inferiu-se que era uma radiação remanescente do nascimento do Universo, ou seja, de uma grande explosão acontecida há muito tempo, conhecida como Big Bang. Essa explosão não aconteceu num ponto específico do Universo, mas sim nele todo que naquela época era muito pequeno, praticamente um ponto. Assim, a explosão se deu no Universo inteiro, daí a radiação remanescente hoje chegar de todas as direções. Mas como, então, poderia ele ter evoluido para um estado tão inomogênio como é hoje? Os instrumentos de Penzias e Wilson não eram capazes de discernir pequenas flutuações na temperatura dessa radiação, daí a ilustração correspondente no slide ser de uma única cor. Parecia, então, que o Universo era homogênio e isotrópico em seu nascimento. Mas como, então, poderia ele ter evoluido para um estado tão inomogênio como é hoje?

76 COBE radiação não era isotrópica, mas tinha pequenas variações com a posição no céu. essas pequenas variações, então, deram origem às grandes variações que observamos hoje. Já o satélite COBE, de Cosmic Background Explorer, em 1972 com instrumentos mais refinados conseguiu medir que a radiação não era isotrópica, mas tinha pequenas variações com a posição no céu. Foi uma descoberta muito importante, pois, variações de temperatura significavam variações na concentração de matéria: essas pequenas variações, então, deram origem às grandes variações que observamos hoje. WMAP idade do Universo: 14.7 bilhões de anos! Em 2003 o satélite WMAP, de Wilkinson Microwave Anisotropy Probe, consegue mapear o céu com ainda maior resolução e medir variações de temperatura da ordem de Kelvin entre dois pontos da esfera celeste. Sua equipe faz uma comparação entre seus dados e aqueles do COBE: é como se fôssemos comparar as fotos no slide, enquanto na do COBE não temos noção da imagem, na do WMAP identificamos que é um bebê, tamanha é a resolução desse último satélite. E mais ainda, os dados são tão bons que se pode determinar com precisão quando a radiação medida foi emitida e daí saber a idade do Universo: 14.7 bilhões de anos!

77 ele surgiu de uma grande explosão, o Big Bang, a cerca de 14.7 bilhões de anos inflação) Ao alcançar cerca de anos de idade ele havia se esfriado suficiente para elétrons e prótons se juntarem, formarem os átomos e permitir que a radiação eletromagnética não fosse toda ela absorvida por essa matéria. É justamente essa radiação que hoje nos alcança na forma de micro-onda. Então o cenário que se tem hoje do Universo é o seguinte: ele surgiu de uma grande explosão, o Big Bang, a cerca de 14.7 bilhões de anos. Após uma rapidíssima e enorme expansão de suas fronteiras (era da inflação) o Universo era opaco à radiação, ou seja, nenhuma onda eletromagnética (luz, etc) era capaz de viajar sem logo ser absorvida pela matéria (essencialmente prótons e elétrons). Ao alcançar cerca de anos de idade ele havia se esfriado suficiente para elétrons e prótons se juntarem, formarem os átomos e permitir que a radiação eletromagnética não fosse toda ela absorvida por essa matéria. É justamente essa radiação que hoje nos alcança na forma de micro-onda. As pequenas flutuações de temperatura, ou flutuações de matéria, teriam evoluído até as presentes estruturas, como os aglomerados de galáxias e/ou superaglomerados.

78 5% de matéria tal qual a conhecemos25% seria feita de matéria estranha, não luminosa70% seria de algo não bem definido, denominado de energia negativa Uma conseqüência estonteante desse cenário é que o Universo deva conter apenas 5% de matéria tal qual a conhecemos, ou seja, feita de átomos ou moléculas. Cerca de 25% seria feita de matéria estranha, não luminosa. E mais, uns 70% seria de algo não bem definido, denominado de energia negativa, que ao contrário da matéria usual, estaria expandindo o Universo a uma taxa crescente no tempo, uma espécie de anti-gravidade. a matéria que somos feito sequer é maioria no Universo Esse cenário, então, nos deixa sem uma luz em nossa trajetória de entender o Cosmo. Parece que estamos perdendo o elo entre o microcosmo dos átomos e o macrocosmo dos aglomerados de galáxias. No passado já perdemos a posição de centro do Sistema Solar, ou de centro da nossa Galáxia; nem nossa Galáxia é o centro de qualquer aglomerado. Hoje estamos descobrindo que a matéria que somos feito sequer é maioria no Universo. Se no passado já estivemos na idade das trevas ou da escuridão por falta de conhecimentos científicos, hoje caminhamos para um futuro sem luz por conhecer tanto sobre o Universo.

79 Astronomia: dos átomos às galáxias Física Astronomia: dos átomos às galáxias, procura mostrar as diferentes escalas de tamanho que nos cercam, desde o átomo até às galáxias. Coloca em dúvida se a luz (ou qualquer radiação eletromagnética) é a única ponte entre nós, o microcosmo e o macrocosmo. Essa luz que tanto nos tem orientado no caminho de conhecer nossa vizinhança, e também o espaço mais distante, dará lugar a algo ainda por se definir e que permitirá que novas fronteiras do conhecimento sejam alcançadas? A curiosidade, a criatividade e o nosso empenho em desvendar o Cosmo é que irá responder, juntamente com fundamentos sólidos de nossas Ciências, em particular a Física.


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