A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Mais um pouco de... Literatura de.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Mais um pouco de... Literatura de."— Transcrição da apresentação:

1 Mais um pouco de... Literatura de

2 Resumindo o que já vimos até aqui...
A literatura de cordel foi introduzida no Brasil pelos portugueses, século XVIII. É poesia popular impressa e divulgada em folhetos ilustrados em xilogravuras. Tem este nome porque em Portugal os folhetos eram expostos em cordões, chamados cordéis.  A publicação gráfica de um folheto de cordel transparece de maneira plena, a sua oralidade. Ele pertence ao universo sem escrita dos cantadores, cujo acervo do saber é a memória, ritmar o universo.  A literatura oral não se restringe à mera tarefa de substituir a produção literária impressa nos ouvidos e nas bocas dos que não costumam ler. A literatura oral é mais velha que a escrita. Uma cultura elitizada tende a classificar o cordel, as expressões e sabedoria do povo como uma literatura ingênua, pitoresca, folclórica.

3 A literatura de cordel é obra popular transformada em arte
 A literatura de cordel é obra popular transformada em arte. Junto com as migrações, o cordel foi introduzido nas metrópoles do Brasil, sua abordagem não é só regional, são constantes os temas atuais, urbanos, adivinhas, parlendas, estórias, travalínguas, romances e anedotas.  Voz e ritmo que provêm de um ambiente socialmente pobre, o cordel é capaz de atingir a todas as camadas sociais, utilizando a imaginação e criatividade popular.

4 Principais Autores...  Leandro Gomes de Barros: Foi o mais importante autor da literatura de cordel, ainda é o escritor mais lido entre os escritores populares. Publicou aproximadamente mil folhetos e tirou deles mais de dez mil edições, nascido no município de Pombal, Paraíba no ano de 1865 viveu exclusivamente de escrever seus versos populares. Fazia críticas sobre a política, história, religiosos. Denunciava os abusos dos coronéis.  "Leitores peço desculpas  Se a obra não for de agrado,  Sou um poeta sem força  O tempo tem me estragado,  Escrevo há 18 anos  Tenho razão de estar cansado"                                                (A mulher roubada)

5 João Martins de Athayde: Nasceu na Paraíba e criado em Pernambuco
 João Martins de Athayde: Nasceu na Paraíba e criado em Pernambuco. Não frequentou a escola, aprendeu a ler e escrever sozinho, começou a admirar a poesia popular porque ouvia os cantadores da região, sua primeira rima foi composta aos 12 anos. Comprou os direitos autorais de Leandro Gomes de Barros e editou também os poemas deste grande cordelista. João Grilo foi um cristão que nasceu antes do dia criou-se sem formosura mas tinha sabedoria e morreu depois da hora  pelas artes que fazia.                                      ( As Proezas de João Grilo

6   Cuíca de Santo Amaro: Baiano, gostava de retratar o cotidiano de sua terra natal, era um tipo de cronista e repórter, qualquer fato interessante, Cuíca não deixava "escapar". Gostava de fazer denúncias contra corruptos e poderosos de sua época e era grande amigo de Jorge Amado. "Era imenso o galinheiro  Estava mesmo lotado  Tudo de camisa verde  Era um quadro gozado  Porém só tinha um galo  E era o Plínio Salgado

7   Patativa do Assaré: "Eu, Antônio Gonçalves da Silva, filho de Pedro Gonçalves da Silva, e de Maria Pereira da Silva, nasci aqui a 5 de março de 1909, no Sítio denominado Serra de Santana, que dista três léguas da cidade de Assaré. Com a idade de doze anos, freqüentei uma escola muito atrasada, na qual passei quatro meses, porém sem interromper muito o trabalho de agricultor. “Mesmo sem eu ter estudo sem ter do colégio o bafejo, Juazeiro, eu te saúdo com o meu verso sertanejo Cidade de grande sorte, de Juazeiro do Norte tens a denominação, mas teu nome verdadeiro será sempre Juazeiro do Padre Cícero Romão.” Saudação ao Juazeiro do Norte

8 Zé da Luz: Severino de Andrade Silva, nasceu em Itabaiana, PB, em 29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965. O trabalho de Zé da Luz é conhecido pela linguagem matuta presente em seus cordéis. O qui é Brasí Caboco?  É um Brasi diferente  do Brasí das capitá.  É um Brasi brasilêro,  sem mistura de instrangero,  um Brasi nacional Brasi Caboco

9 Ai Se sêsse... Se um dia nós se gostasse; Se um dia nós se queresse; Se nós dos se impariásse, Se juntinho nós dois vivesse! Se juntinho nós dois morasse Se juntinho nós dois drumisse; Se juntinho nós dois morresse! Se pro céu nós assubisse? Mas porém, se acontecesse qui São Pêdo não abrisse as portas do céu e fosse, te dizê quarqué toulíce? E se eu me arriminasse e tu cum insistisse, prá qui eu me arrezorvesse e a minha faca puxasse, e o buxo do céu furasse?... Tarvez qui nós dois ficasse tarvez qui nós dois caísse e o céu furado arriasse e as virge tôdas fugisse!!! Poeta: Zé da Luz

10


Carregar ppt "Mais um pouco de... Literatura de."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google