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Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Renovação conceitual de avaliação ALVES, M. P. C. In: Currículo e avaliação: uma perspectiva integrada. Porto:

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1 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Renovação conceitual de avaliação ALVES, M. P. C. In: Currículo e avaliação: uma perspectiva integrada. Porto: Porto Editora, p

2 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação educacional: panorama global Cada sociedade exige, num dado momento histórico, um determinado sistema de avaliação. Mudanças ideológicas no campo educacional e repercussões na avaliação. Quatro períodos (Broadfoot, 1991): -Ciência social com bases matemáticas: mentalidade aritmética e contabilística. -Centrado na eficiência: tecnologia da testagem para mensurar a produtividade das escolas e professores. -Compreensão e melhoria da prática educativa. -Investigação nas escolas, vistas como organizações sociais educativas, com procedimentos de natureza qualitativa.

3 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação educacional: panorama global Abordagens de avaliação: -Da consciencialização (séc. XIX). -Da psicometria ( ) – influência até hoje, como a valorização da avaliação formal (separada das demais atividades). -Da congruência ( ) – avaliação como comparação entre os resultados previstos e os obtidos (Tyler). Avaliação deixa de limitar-se aos instrumentos de medida, para ser entendida como inerente ao processo de ensino-aprendizagem (não só desempenho do aluno, mas processo de ensino). Perspectiva tecnicista: currículo aplicado, variabilidade individual (ritmo e estilo de aprendizagem).

4 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação educacional: panorama global Abordagens de avaliação: -Da expansão ( ) – época do desenvolvimento dos centros de estudo e das associações especializadas em avaliação do sistema escolar. Dicotomia avaliação somativa / formativa. -Da profissionalização (a partir de 1972) – avaliação com caráter sistemático. Etapas: -Avaliação de contexto (identifica a situação). -Avaliação de entrada (prever recursos e limitações, custos e benefícios). -Avaliação do processo (acompanhamento do desenvolvimento). -Avaliação do produto (em que medida cumpriu as finalidades?).

5 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Paradigmas e perspectivas atuais de avaliação Três paradigmas (Rodrigues, 1998): -Objetivista – avaliação como técnica (Tyler, 1949). -Subjetivista – avaliação como prática (Kaufman, 1973; MacDonald, 1983). -Dialético (ou interacionista) – avaliação como práxis (Ferry, 1983; Zeichner, 1983, dentre outros).

6 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Paradigmas e perspectivas atuais de avaliação Paradigma objetivista: -Influência behaviorista, currículo positivista (fins a atingir, desempenhos a observar, ao final da aprendizagem). -Processos educativos como técnicas. -Contextos e características dos formandos em segundo plano.

7 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Paradigmas e perspectivas atuais de avaliação -Teoria curricular técnico-racional – ensino responde às necessidades de desenvolvimento econômico e tecnológico da sociedade. Avaliação e controle externo. -Caráter instrumental – ação social como técnica.

8 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Paradigmas e perspectivas atuais de avaliação Paradigma subjetivista: -Perspectiva prática de avaliação. -Aluno como fonte do referencial de avaliação. -Conhecimento integrado a elementos subjetivos. -Avaliação com função de regulação, acompanhamento e auto-controle.

9 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Paradigmas e perspectivas atuais de avaliação Paradigma crítico: -Perspectiva dialética de avaliação. -Postura emancipadora de avaliação (relação entre comportamentos e ações, pessoas, intenções e concepções). -Superação do dualismo sujeito – objeto. -Avaliação como construção e reconstrução, na interação do processo de desenvolvimento da avaliação.

10 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Questões para discussão 1.Caracterize os três paradigmas de avaliação? 2.Qual a relação entre as concepções de conhecimento e os paradigmas de avaliação?

11 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Concepções de ensino e de avaliação Concepções pessoais influenciam as práticas de ensino e de avaliação e permitem, em certa medida, compreendê-las e explicá-las. Relações de continuidade, ainda que problemática, entre concepções e práticas. Elementos a analisar na construção das concepções do professor: - impacto do discurso oficial. - formação inicial. - imagem do bom aluno. - plano do professor (o previsto e o implementado). - escolhas (conteúdos refletem a pessoa que se deseja formar).

12 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Concepções de ensino e de avaliação Elementos a analisar na construção das concepções do professor: - teorias curriculares – as concepções implicam uma tomada de posição do professor sobre: -as finalidades do ensino, -a natureza dos saberes a ensinar, -o modo de aprendizagem do aluno, -as situações de aprendizagem propostas. Vide figura 1, à p. 49.

13 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Concepções de ensino e de avaliação Avaliação – atividade de comparação entre a produção observada e o modelo de referência do avaliador (produto desejado, produto normal, escala de medida – vide figura 2, à p. 50). Processo de ensino-avaliação e concepções dos professores são indissociáveis.

14 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Concepções de ensino e de avaliação Referencial da avaliação certificativa: Norma de excelência: -Interna à escola – fixada em função de um número mais reduzido de competências a atingir e leva em conta as características e as aprendizagens realizadas pelos alunos. -Externa à escola – considera os parâmetros definidos em nível nacional.

15 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Concepções de ensino e de avaliação Articulação concepções-práticas. Processo de avaliação é orientado pelas concepções do professor: no nível diagnóstico, das atividades e regulação das aprendizagens, da certificação das aquisições. As informações teóricas combinam-se na tomada de decisão curricular com as opções que são fruto da reflexão pessoal e da teorização da experiência. Para responder às situações imprevistas, o professor faz uso do seu habitus (figura 4, p. 55).

16 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Questões para discussão 1.Que elementos são importantes para se analisar as concepções dos professores? 2.Qual a diferença entre a norma de excelência interna à escola e externa à escola?

17 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação formativa Opõe-se à avaliação somativa. Ensino diferenciado, procedimentos de acompanhamento, reguladora. Objetivos: -adequação entre o diagnóstico e o tratamento didático, -dupla retroação: aluno – etapas vencidas e dificuldades a superar; professor – adequação do programa pedagógico e obstáculos a enfrentar. Regulação: do dispositivo pedagógico, da atividade do aluno.

18 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação formativa Etapas de operacionalização: -Coleta de informações -Interpretação das informações -Diagnóstico das dificuldades de aprendizagem -Adaptação das atividades de ensino, em função da interpretação. Caráter formativo e positivo desta estratégia de avaliação.

19 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação formativa Concepções de avaliação formativa: -Behaviorista – ligada à pedagogia por objetivos. -Cognitivista – interessada nos processos mentais que intervêm entre a questão e a resposta. -Diagnóstica – seleção de informações relativas às dificuldades de aprendizagem papel motor do aluno na gestão da avaliação).

20 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação formadora A avaliação formativa clássica não se volta suficientemente para as estratégias de aprendizagem do aluno (BONNIOL, 1986). Avaliação formadora participa o aluno na regulação das próprias atividades. Fases: -Concepção: compreender o que se espera dele -Antecipação: sobre o que será efetuado para atingir o objetivo -Planificação: escolha de estratégia e procedimentos -Execução: realização -Avaliação: constitutiva da ação avaliativa.

21 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Avaliação formadora Aluno faz balanços intermediários (análise das razões dos avanços e das dificuldades), para readequações de percurso. Auto-avaliação como elemento central. Da regulação do professor (avaliação formativa), para a auto- regulação do aluno (avaliação formadora).

22 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Escola e competências Alerta sobre entusiasmos excessivos para com a abordagem pedagógica baseada em projetos – uma só abordagem pode pôr em risco as demais (debate científico e filosófico, trabalho individual, aulas expositivas...), que são igualmente importantes para a aprendizagem do aluno. Currículo por competências: -Centrar-se nos alunos mais do que nos programas -Cultura dialógica -Avaliar a partir de questionamento e observação -Aula como reflexo das vivências dos alunos -Saberes na ação (identificar e resolver problemas, tomar decisões) -Transferir e mobilizar as capacidades desenvolvidas para situações reais

23 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Escola e competências Objetivo de uma situação-problema – suscitar conflitos cognitivos. Desenvolver competências em situações de aprendizagem significativas para o aluno. Trabalhar por problemas e por projetos – postura reflexiva. Auto-avaliação – olhar crítico sobre si, apoiado em critérios de avaliação, negociados e apropriados, conduzindo a uma tomada de decisão pertinente e eficiente na base de um referencial interiorizado.

24 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Escola e competências Auto-avaliação: -processo metacognitivo -desenvolvimento da autonomia do aluno -afirmação da identidade, sem ocultar a alteridade -Regulações dinâmicas e interativas de formação

25 Lucila Pesce/OAPI II/Conceitos avaliação Questões para discussão 1.Por que a avaliação formativa opõe-se à somativa? 2.Quais as diferenças entre avaliação formativa e formadora? 3.Qual a importância da auto-avaliação ao desenvolvimento da autonomia do aluno? 4.Qual a pertinência do desenvolvimento do trabalho avaliativo para os cursos de EaD?


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