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Aula 2 – Liberdades individuais e coerção social.

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Apresentação em tema: "Aula 2 – Liberdades individuais e coerção social."— Transcrição da apresentação:

1 Aula 2 – Liberdades individuais e coerção social

2 Introdução Na última aula discutimos os conceitos de indivíduo e coletivo e como estes se encontram entrelaçados ao observarmos uma sociedade. Podemos pensar este entrelaçamento como sendo fruto do processo de socialização, ou seja, a formação da sociedade pelos indivíduos e sua formação dentro desta sociedade. Nós constituímos nossas vidas, valores, crenças, modos de pensar e agir dentro dos coletivos dos quais fazemos parte, que são compostos de diversos indivíduos, que interagem e se comunicam entre si. De modo geral, este conjunto de indivíduos integrados que socializam entre si unidos por algum propósito comum (seja um culto religioso, trocas comerciais ou mesmo o mero propósito da comunicação – como na internet) forma o que podemos chamar de redes sociais.

3 Pense por exemplo a cidade em que você nasceu. Agora considere o(s) local(is) em que já morou e a(s) escola(s) em que estudou. Esses locais compõe redes onde você socializa, estruturas que incluem você em alguns setores e aspectos da sociedade e excluem de outros.

4 Émile Durkheim – a busca por fatos sociais. Um sujeito interessante que pode nos ajudar a perceber como nos inserimos na sociedade e como esta determina nossos comportamentos é o velho Émile Durkheim, nascido em 1858 e morto em (ah, o nome dele se lê mais ou menos como Durcáim) Durkheim foi um dos pensadores que na trilha de Auguste Comte buscou definir o que a ciência da sociologia deveria ser. Para ele A Sociologia deve ser um discurso que vá para além do senso comum, pautado por um método científico racionalista de modo que a sociedade também possa ser explicada por relações de causa e efeito. Para se compreender os fenômenos sociais, deve-se levar em conta o todo, ou seja, a sociedade onde se inserem os indivíduos. Deste modo, para Durkheim, a sociologia só pode compreender os indivíduos enquanto parte de um coletivo. Além disso, o sociólogo é aquele que deve assumir uma perspectiva exterior sobre a sociedade que estuda, visando conhecê-la objetivamente, ou seja, descrevê-la como ela de fato é.

5 Vamos dar uma olhada breve nas palavras do próprio Durkheim quando ele adverte a seus leitores o que o estudo da sociologia exige. É isto que pedimos ao leitor para não perder de vista. Para ter sempre em mente que os modos de pensar a que está melhor afeito são mais contrários do que favoráveis ao estudo científico dos fenômenos sociais e, por conseguinte, que deve acautelar-se com as suas primeiras impressões. Se a elas se abandonar sem resistência arrisca-se a julgar-nos sem nos ter compreendido. DURKHEIM, E. As Regras do Método Sociológico. In: Col. Os Pensadores, vol. XXXIII. São Paulo: Abril Cultural, P Lembra um pouco as palavras de David Foster Wallace da aula passada, não?

6 Mas acima de tudo, o objeto de estudo da sociologia, aquilo que esta ciência deve se ocupar em procurar descrever e compreender no mundo, são os fatos sociais. Como diria o próprio Durkheim: É um fato social toda a maneira de ser, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior; ou ainda, que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais. DURKHEIM, E. As Regras do Método Sociológico. In: Col. Os Pensadores, vol. XXXIII. São Paulo: Abril Cultural, p. 394 e 395. Compreendendo com mais vagar, a sociedade é regida por fatos sociais e cabe ao sociólogo identificá-los. Estes fatos sociais não são toda e qualquer coisa que aconteça, mas sim as formar de ser existentes de forma generalizada em uma sociedade e que exerçam coerção sobre os indivíduos. Estes modos de ser, são anteriores aos indivíduos, pois estes nascem quando os fatos sociais já estão operantes. Tampouco é necessário violência para a existência de uma fato social. A coerção neste caso não é algo que é imposto pela força contra a vontade de alguém, mas um tipo de comportamento ao qual nos adaptamos.

7 Esta coerção social pode se dar de diversas maneiras, sem que haja uma pessoa que venha nos obrigar a fazer algo. São regras diluídas no conjunto social que vivemos. Uma sociedade em que podemos notar a coerção social exercida de modo curioso é a norte coreana, onde vigora uma das mais fechadas ditaduras do mundo. No final de 2011 a morte do querido líder, o ditador Kim Jong-Il, levou milhares de norte coreanos às ruas para expressar publicamente seus sentimentos. Veja:

8 Educação como coerção Um exemplo privilegiado de coerção social é a própria educação. As formas de educar vigentes em cada época refletem o tipo de comportamento esperado pelo indivíduo de uma sociedade. A escola é parte deste processo de adaptação do indivíduo à sociedade em que vive. Podemos até mesmo dizer que ela reflete de certo modo a relação de uma sociedade com o conhecimento e com sua utilização. Essa pequena reflexão do filósofo Linus van Pelt pode ilustrar o que queremos dizer: Vejamos novamente a letra de Durkheim: [...] cada sociedade, considerada num momento determinado do seu desenvolvimento, tem um sistema de educação que se impõe aos indivíduos como uma força geralmente irresistível. É inútil pensarmos que podemos criar os nossos filhos como queremos. Há costumes com os quais temos que nos conformar; se os infringimos, eles vingam-se em nossos filhos. Estes, uma vez adultos, não se encontrarão em condições de viver no meio dos seus contemporâneos, com os quais não estão em harmonia. Quer tenham sido criados com ideias muito arcaicas ou muito prematuras, não importa; tanto num caso como noutro, não são do seu tempo e, por conseguinte, não estão em condições de vida normal. Há pois, em cada momento do seu tempo, um tipo regulador de educação de que não podemos desligar sem chocar com as vivas resistências que reprimem as veleidades das dissidências. DURKHEIM, E. Educação e Sociologia. Lisboa: edições 70, 2001, p. 47. In: TOMAZI, N. Sociologia para o Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 25 e 26.


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