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A TEORIA QUE TRANSFORMA A PRÁTICA Componentes: Sibele Helena Heinemann Diovana Ferreira de Souza Raquel Leão F. da Motta.

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1 A TEORIA QUE TRANSFORMA A PRÁTICA Componentes: Sibele Helena Heinemann Diovana Ferreira de Souza Raquel Leão F. da Motta

2 Pesquisas divulgadas demonstraram que crianças entre 4 e 5 anos, eram capazes de ler e de escrever de forma espontânea e que houve uma espécie de conflito entre a novidade teórica e a prática pedagógica vigente. Pesquisas divulgadas demonstraram que crianças entre 4 e 5 anos, eram capazes de ler e de escrever de forma espontânea e que houve uma espécie de conflito entre a novidade teórica e a prática pedagógica vigente.

3 VYGOTSKY revelou que a história da leitura/escrita na criança começava muito antes de de um professor colocar um lápis na sua mão e de lhe ensinar o desenho das letras. (1988) VYGOTSKY revelou que a história da leitura/escrita na criança começava muito antes de de um professor colocar um lápis na sua mão e de lhe ensinar o desenho das letras. (1988) A interação das crianças com o ambiente e com outras pessoas estimula o desenvolvimento da inteligência e, consequentemente,do pensamento e da linguagem. A interação das crianças com o ambiente e com outras pessoas estimula o desenvolvimento da inteligência e, consequentemente,do pensamento e da linguagem.

4 Construção de um sistema simbólico na própria ação de viver e conviver. Construção de um sistema simbólico na própria ação de viver e conviver. AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM Poder de transformar e/ ou intermediar a compreensão que temos a respeito do mundo, construindo o próprio mundo.

5 Não dá para entender o ensino da língua materna como algo que depende apenas de métodos e técnicas de alfabetização. Não dá para entender o ensino da língua materna como algo que depende apenas de métodos e técnicas de alfabetização. Compreender com mais clareza as diferenças individuais de níveis de conhecimento, uma vez que cada indivíduo constrói e reconstrói um sistema simbólico de representação do mundo(linguagem) a partir de sua vivência. Compreender com mais clareza as diferenças individuais de níveis de conhecimento, uma vez que cada indivíduo constrói e reconstrói um sistema simbólico de representação do mundo(linguagem) a partir de sua vivência.

6 A contribuição de Piaget Apresenta o conhecimento como algo a ser construído pela ação do sujeito sobre o objeto que deseja conhecer. Apresenta o conhecimento como algo a ser construído pela ação do sujeito sobre o objeto que deseja conhecer. Fala que o professor é o mediador entre os alunos e o conteúdo que vai ensinar. Fala que o professor é o mediador entre os alunos e o conteúdo que vai ensinar. Descreve os processos mentais da cognição que passam os seres humanos no seu desenvolvimento. Descreve os processos mentais da cognição que passam os seres humanos no seu desenvolvimento.

7 Todo ser humano passa por desenvolvimento cognitivo e operatório desde seu nascimento. Todo ser humano passa por desenvolvimento cognitivo e operatório desde seu nascimento. Sequência de estágios mentais Sequência de estágios mentais Assimilação Acomodação Assimilação Acomodação

8 Períodos de desenvolvimento de Piaget 0 a 2 anos: Período Sensório – motor Bebês expressam sensações chorando ou sorrindo, depois balbuciando sons e por último falando( evolução da percepção primitiva e sem palavras para percepção orientada e com fala). Bebês expressam sensações chorando ou sorrindo, depois balbuciando sons e por último falando( evolução da percepção primitiva e sem palavras para percepção orientada e com fala). O que atrai a criança nesta fase são os sons, cores e formatos, levar objetos à boca, movimentação de braços, pernas cabeça... até andar. O que atrai a criança nesta fase são os sons, cores e formatos, levar objetos à boca, movimentação de braços, pernas cabeça... até andar. Neste estágio inicia-se a fala. A partir do que ela ouve inventa a linguagem oral.Ex.:qué dá papá mamã Neste estágio inicia-se a fala. A partir do que ela ouve inventa a linguagem oral.Ex.:qué dá papá mamã

9 De 2 a 7 anos: Período Pré – operacional Nesta fase desenvolve-se a percepção, memória e atenção; Nesta fase desenvolve-se a percepção, memória e atenção; Comunica-se de forma coloquial, brinca de faz- de-conta,desenha coisas que a cerca; Comunica-se de forma coloquial, brinca de faz- de-conta,desenha coisas que a cerca; Tem percepção auto-reflexiva(mostra o que se pede mas não tem consciência do que sabem). Tem percepção auto-reflexiva(mostra o que se pede mas não tem consciência do que sabem).

10 De 7 a 13 anos: Período Operacional concreto A criança toma conta de seus processos mentais. A criança toma conta de seus processos mentais. Opera sobre o concreto (tem conhecimento mais autônomo, diante de situações concretas que ajuda a pensar e agir). Opera sobre o concreto (tem conhecimento mais autônomo, diante de situações concretas que ajuda a pensar e agir). Abandona o egocentrismo para aceitar as regras sociais. Abandona o egocentrismo para aceitar as regras sociais. É nesta fase que a criança passa a ser apta a frequentar o 1° ano (6 – 7 anos) É nesta fase que a criança passa a ser apta a frequentar o 1° ano (6 – 7 anos)

11 De 13 anos em diante: Período de Operações formais Desenvolve pensamento hipotético-dedutivo, iniciando-se por volta dos 13 anos e estendendo-se pela vida da pessoa. Desenvolve pensamento hipotético-dedutivo, iniciando-se por volta dos 13 anos e estendendo-se pela vida da pessoa. Segundo Piaget e Vygotsky, a interação entre o indivíduo e o meio ambiente são determinantes no desenvolvimento do pensamento e da linguagem e responsável pelas diferenças individuais que caracterizam os seres humanos. Segundo Piaget e Vygotsky, a interação entre o indivíduo e o meio ambiente são determinantes no desenvolvimento do pensamento e da linguagem e responsável pelas diferenças individuais que caracterizam os seres humanos.

12 AS PESQUISAS SUL-AMERICANAS A partir da pertinência da psicologia genética de Piaget, a argentina Emilia Ferreiro e a espanhola Ana Teberosky dedicaram-se a pesquisar as formas iniciais do conhecimento da língua escrita e os processos de conceituação construídos por crianças a partir de 3 – 4 anos de idade, no confronto de suas próprias ideias com a realidade que o meio lhes propõe. A partir da pertinência da psicologia genética de Piaget, a argentina Emilia Ferreiro e a espanhola Ana Teberosky dedicaram-se a pesquisar as formas iniciais do conhecimento da língua escrita e os processos de conceituação construídos por crianças a partir de 3 – 4 anos de idade, no confronto de suas próprias ideias com a realidade que o meio lhes propõe. A pesquisa envolveu 180 crianças entre 4-7 anos, da classe média(CM) e classe baixa(CB). A pesquisa envolveu 180 crianças entre 4-7 anos, da classe média(CM) e classe baixa(CB). A importância desses estudos se deve a uma nova maneira de interpretar a aquisição da leitura e da escrita, do ponto de vista da criança. A importância desses estudos se deve a uma nova maneira de interpretar a aquisição da leitura e da escrita, do ponto de vista da criança.

13 A DISTINÇÃO ENTRE O DESENHO E A ESCRITA. Apesar da já reconhecer a diferença entre o texto e imagem,a criança não apreende a escrita como uma representação da linguagem,e, por isso, para ela: Apesar da já reconhecer a diferença entre o texto e imagem,a criança não apreende a escrita como uma representação da linguagem,e, por isso, para ela: * a escrita conserva propriedades do objeto que representa; * a escrita conserva propriedades do objeto que representa; * a palavra aparece como a etiqueta de uma ilustração; * a palavra aparece como a etiqueta de uma ilustração; * a escrita representa apenas o nome do objeto, sendo que as demais palavras de uma frase são apagadas ou não precisam ser escritas. * a escrita representa apenas o nome do objeto, sendo que as demais palavras de uma frase são apagadas ou não precisam ser escritas.

14 ETAPAS DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Nível 1 ou pré-operatório: crianças de 4-5 anos de CM ou CB. Nível 1 ou pré-operatório: crianças de 4-5 anos de CM ou CB. * Primeira exigência conceitual: é preciso uma quantidade mínima de caracteres escritos(três –quatro) sejam eles denominados de letras, números, palavras ou coisas, para que se possa ler. * Primeira exigência conceitual: é preciso uma quantidade mínima de caracteres escritos(três –quatro) sejam eles denominados de letras, números, palavras ou coisas, para que se possa ler. *Segunda exigência conceitual: é preciso uma variedade de caracteres para que uma coisa esteja escrita e permita uma leitura ou expresse uma mudança de significado. *Segunda exigência conceitual: é preciso uma variedade de caracteres para que uma coisa esteja escrita e permita uma leitura ou expresse uma mudança de significado.

15 Nível 2: crianças de 4,5 e 6 anos Nível 2: crianças de 4,5 e 6 anos Começam a se desligar da leitura global e a tentar uma correspondência entre as partes que constituem cada palavra (suas sílabas). Começam a se desligar da leitura global e a tentar uma correspondência entre as partes que constituem cada palavra (suas sílabas). Ex.: a criança escreve repetindo as letras que conhecem, apenas invertendo alguns caracteres. Ex.: a criança escreve repetindo as letras que conhecem, apenas invertendo alguns caracteres. Aron = sapo Aorn = pato IAon = casa Aron = sapo Aorn = pato IAon = casa Nesse nível, nem tudo que dizemos, quando lemos,está escrito, existindo até uma progressão de conhecimento, ou seja, primeiro os substantivos, depois os substantivos e os verbos e por último os artigos. Nesse nível, nem tudo que dizemos, quando lemos,está escrito, existindo até uma progressão de conhecimento, ou seja, primeiro os substantivos, depois os substantivos e os verbos e por último os artigos.

16 Nível 3: a criança consegue dar um salto qualitativo no seu processo de conceituação. Concebe a escrita como a representação gráfica de sons da fala e constrói uma hipótese linguística para abordar a escrita, ou seja, para cada sílaba falada corresponde a escrita de uma letra. Nível 3: a criança consegue dar um salto qualitativo no seu processo de conceituação. Concebe a escrita como a representação gráfica de sons da fala e constrói uma hipótese linguística para abordar a escrita, ou seja, para cada sílaba falada corresponde a escrita de uma letra. Nível 4: a criança começa fazer uma análise para além da sílaba, despertada pelo conflito que se estabelece entre sua hipótese silábica e as formas gráficas alfabéticas que o meio lhe propõe. É nessa fase que a criança comete os chamados erros construtivos. Nível 4: a criança começa fazer uma análise para além da sílaba, despertada pelo conflito que se estabelece entre sua hipótese silábica e as formas gráficas alfabéticas que o meio lhe propõe. É nessa fase que a criança comete os chamados erros construtivos. Omissão pato = pao Omissão pato = pao Inversão papai = paipo Inversão papai = paipo Substituição pato = pap Substituição pato = pap

17 Nessas reflexões, o erro, tão estigmatizado pela Nessas reflexões, o erro, tão estigmatizado pela escola,é mostrado como o produto de um profundo trabalho intelectual, em que a criança oscila entre a escrita de uma letra ou de mais letras para cada emissão sonora, na tentativa de reproduzir os sons alfabéticos da sílaba. escola,é mostrado como o produto de um profundo trabalho intelectual, em que a criança oscila entre a escrita de uma letra ou de mais letras para cada emissão sonora, na tentativa de reproduzir os sons alfabéticos da sílaba. Nível 5: as crianças conseguem ler e escrever alfabeticamente, considerando todos os valores sonoros da linguagem. Nível 5: as crianças conseguem ler e escrever alfabeticamente, considerando todos os valores sonoros da linguagem.

18 O QUE PODEMOS CONCLUIR Para o professor alfabetizador, o conhecimento das pesquisas de Ferreiro e Teberosky é importante, pois oferece uma nova interpretação das primeiras formas escritas pelas crianças e de seus erros mais comuns. Para o professor alfabetizador, o conhecimento das pesquisas de Ferreiro e Teberosky é importante, pois oferece uma nova interpretação das primeiras formas escritas pelas crianças e de seus erros mais comuns. O docente poderá rever seu posicionamento O docente poderá rever seu posicionamento metodológico quanto à alfabetização após as seguintes constatações: - todos os sujeitos pesquisados progrediram conforme os cinco níveis descritos, não se observando saltos bruscos na aprendizagem;

19 - enquanto o professor segue uma mesma metodologia e um mesmo ritmo para todas as crianças, nem todas avançam do mesmo modo; -crianças de classe baixa, sem pré-escola,demoram mais para evoluir em sua conceituação; -as crianças que chegaram a aprender a escrever durante um ano escolar foram aquelas que partiram de níveis mais avançados de conceituação; -entre as crianças pesquisadas, não houve nenhuma que pulasse uma etapa ou nível.


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