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Uma história que nos esquecemos de contar por muito tempo....

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Apresentação em tema: "Uma história que nos esquecemos de contar por muito tempo...."— Transcrição da apresentação:

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2 Uma história que nos esquecemos de contar por muito tempo....

3 a África antes da chegada dos europeus

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5 Por que associamos África à escravidão, guerras civis e subdesenvolvimento? As imagens que carregamos da África em nossa memória são resultantes dos temas que nos acostumamos a estudar sobre esse continente resultado de processos históricos específicos, como por exemplo: - Século XV colonialismo escravidão - Século XIX neocolonialismo exploração

6 Uma história que não começou nos navios negreiros... - Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 11 milhões de africanos foram trazidos para a América. - Sendo que, 4 milhões vieram para o Brasil na condição de escravos. Em comparação com o Censo realizado em 2000, o percentual de pardos cresceu de 38,5% para 43,1% (82 milhões de pessoas) em A proporção de negros também subiu de 6,2% para 7,6% (15 milhões) no mesmo período. Esse resultado também aponta que a população que se autodeclara branca caiu de 53,7% para 47,7% (91 milhões de brasileiros). A população do Brasil é de pessoas. Dados do Censo 2010

7 Duas perguntas importantes: Por que estudar a História da África? Por que não estudamos a História da África antes?

8 1º) O conhecimento é a única forma de combater todas as formas de desigualdades, conforme estabelecido na declaração universal dos direitos humanos (1948),especialmente no sentido de contribuir para a prevenção e eliminação de todas as formas de manifestação de discriminação étnica e racial, conforme estabelecido na convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial de º) Para o Brasil, que vem fortalecendo as relações diplomáticas, a cooperação econômica e o intercâmbio cultural com a África, essa iniciativa é mais um passo importante para a consolidação da nova agenda política. A crescente aproximação com os países da África se reflete internamente na crescente valorização do papel do negro na sociedade brasileira e na denúncia das diversas formas de racismo. O enfrentamento da desigualdade entre brancos e negros no país e a educação para as relações étnicas e raciais ganhou maior relevância com a Constituição de O reconhecimento da prática do racismo como crime é uma das expressões da decisão da sociedade brasileira de superar a herança persistente da escravidão. Recentemente, o sistema educacional recebeu a responsabilidade de promover a valorização da contribuição africana quando, por meio da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e com a aprovação da Lei de 2003, tornou-se obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira no currículo da educação básica.

9 Breve resgate da História Antiga da África A África não é uma parte histórica do mundo Hegel, filósofo alemão Será???

10 Escrevia George Friedrich Hegel ( ), importante filosofo alemão do século XIX, em sua obra Filosofia da História Universal, que a historicidade da África, decorre, em particular, de duas razoes independentes: A primeira, pelo fato de a história ser própria de um Velho Mundo que excluía a África subsaariana e a segunda por conceber o africano como sem autonomia para construir a sua própria história.

11 Contudo, esta África genérica e a-histórica, é divida por Hegel, em sua referida obra, em partes distintas: a setentrional, banhada pelo mar mediterrâneo a qual pode dizer-ser que esta parte não pertence propriamente à África, senão à Espanha com a qual forma uma concha e a África propriamente dita, que fica ao sul do Saara. Sobre esta ultima, diz o filosofo: A África propriamente dita é a parte característica deste continente. Começamos pela consideração deste continente, porque em seguida podemos deixá-lo de lado, por assim dizer. Não tem interesse histórico próprio, senão o de que os homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização. Por mais que retrocedamos na história, acharemos que a África está sempre fechada no contanto com o resto do mundo, é um Eldorado recolhido em si mesmo, é o país criança, envolvido na escuridão da noite, aquém da luz da história consciente. [...] Nesta parte principal da África, não pode haver história %20Bruno%20Rafael%20V%C3%A9ras%20de%20Morais%20e%20Silva%20TC.PDF %20Bruno%20Rafael%20V%C3%A9ras%20de%20Morais%20e%20Silva%20TC.PDF

12 África: berço da humanidade Adaptado de Duby, George. Grand Atlas historique. Paris: Larrouse, p.2-4

13 E assim ficamos!

14 IMPORTANTE! O aparecimento do deserto do Saara, ocorrido em época relativamente recente ( a.C.) e que coincidiu com o fim do último período glacial, dividiu o continente em duas zonas, do ponto de vista cultural: enquanto a faixa norte continuou a relacionar-se com o Oriente Médio, berço de civilizações, a África subsaariana transformou-se numa área isolada, sobre a qual as culturas históricas do Mediterrâneo e da Mesopotâmia quase não exerceram influência. Foi o trabalho dos berberes, povos seminômades, que garantiu a ligação entre o norte e os restante do continente, incluindo o deserto.

15 Os berberes [...] Deixava o Saara de ser uma espécie de terra de ninguém, para ver-se apossado pelas tribos nômades que conheciam os seus caminhos – marcados pela existência de poços dágua e oásis – e deles cuidavam [...]. O deserto tronava-se, assim, um mar interior, um mar de aridez que, graças ao dromedário, podia ser percorrido pelo homem. A partir de então, [o deserto] ligaria também o mundo mediterrâneo ao país dos negros, em vez de separá-los. É verdade que os berberes continuaram a morar em tendas e a levar de estepe em estepe seus rebanhos. Mas passaram a ter na pilhagem, na proteção das caravanas e no comércio novos meios de aquisição de riqueza. [...] Alberto da Costa e Silva. A enxada e a lança: a África antes dos portugueses. 2. ed. Ver. E ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.p. 249

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17 Há milênios, os mercados dessas especiarias são abastecidos pelos berberes.

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19 A pré-história africana Organização em pequenos bandos. Surgimento das primeiras sociedades. Pintura rupestre com cerca de anos, do sítio arqueológico de Tassili, na Argélia, norte da África.

20 RBnnuuM

21 Valores da antiga África há milênios: família, casa, agricultura, comércio... À medida em que tais bases se solidificavam, alguns povos dominavam técnicas mais precisas, resultando em grandes reinos.

22 Antes da chegada dos Europeus, a África negra encontrava-se organizada em impérios, reinos e cheferias. Os impérios africanos praticavam o comércio de longa distância, onde possuíam ministros e embaixadores em várias partes do mundo.

23 Reinos africanos pré-coloniais

24 Para saber mais! Foram os reinos formados na bacia do Congo, ao sul da África, onde vivem os bantos, que mais influenciaram a sociedade brasileira, já que dessa região vieram o maior número de africanos para o Brasil. Vieram também para o Brasil, muitos representantes da cultura dos sudaneses, povos oriundos da região ocidental da África, onde se desenvolveram importantes reinos, como o de Gana e Daomé.

25 No reino do Congo, os bantos A cultura banto compreende hoje cerca de 400 povos que formam um grupo linguístico. Corresponde a cerca de 300 milhões de africanos! Em sua história de origem, esses grupos atravessaram as florestas do centro da África, o que demorou séculos! Durante essa travessia, misturaram-se a outros povos e foram adquirindo uma organização mais refinada e uma cultura múltipla. Candomblé Fruto da palmeira de dendê Umbanda

26 Congo - um reino próspero Século XIV – fundação do reino Política – centralizada. O rei era chamado de manicongo e governava auxiliado por um conselho real. Sociedade – os povos da cidade dominavam os povos do campo. Economia – Rica produção agrícola (banana, coco, dendê, milhete, sorgo, feijão) e pecuária (cabras, porcos e galinhas). Artesanato variado (tecidos de ráfia e palmeiras; ferro para a produção de armas e joias). Comércio ativo onde a unidade monetária era o zimbo – concha da ilha de Luanda. Religião - católica, devido ao contato com os portugueses.

27 O Rei do Loango, final do século 17. Estilos de roupas do Reino de Loango, s é culo 17. Descri ç ão de l Afrique (Amsterdam, 1686) João I do Kongo, nome adoptado por Nzinga-a- Nkuwu ou Nkuwu Nzinga, primeiro manicongo a converter-se ao cristianismo c.1509, gravura de Pierre Duflos ( )

28 No entanto, alguns comerciantes se corromperam, fazendo da escravidão um negócio de grande lucro para portugueses e congoleses. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVIII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola. O contato dos portugueses com o governo do reino intensificou a escravidão, já conhecida e praticada, desde que, para com prisioneiros de guerra.

29 Importante: quem são os sudaneses? Povos da África Ocidental ( Nigéria e Benin atuais), convertidos ao islamismo no século XI. Viviam da agricultura, da pecuária, da tecelagem, do comércio e da metalurgia, especialmente do bronze e do ouro. Os europeus ficaram fascinados com a arte da metalurgia nessa região praticada. Era incrível a habilidade desses povos na transformação dos metais, em espadas, facas, joias etc.

30 Caiu no vestibular! FUVEST 2011 – História 58 - África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros. Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p.11, A frase acima se justifica porque a) os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente. b) os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana. c) a colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva associação do continente à escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente. d) os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas. e) a maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.

31 Gabarito Resposta E – Mia Couto faz uma afirmação que remete ao contexto imperialista do século XIX, quando as potências europeias organizaram a partilha da África entre si, não respeitando os milenares grupos linguísticos do continente.

32 Caiu no ENEM ENEM 2010 Negro, filho de escrava e fidalgo português, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido livre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do direito o seu ofício e transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História. Ano 1, no 3. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan (adaptado). A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a A) impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado. B) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade. C) rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social. D) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português. E) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo.

33 Gabarito Resposta: B A vida do abolicionista Luiz Gama indica possibilidade, embora muito limitada, de ascensão social do negro no Brasil imperial e, ao mesmo tempo, revela a importância do Direito e de alguns advogados na luta pelo fim da escravidão no país.

34 Breve histórico da África Antiga

35 Clique e confira! Tele aula sobre o Extremo Oriente: Parte 1 – 0WHMpUmo-w Parte 2 – re=player_embedded&v=ckhdNlBqp7 s


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