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1 Emergencias e Reemergencias das doenças infecciosas Estudos Regionais.

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Apresentação em tema: "1 Emergencias e Reemergencias das doenças infecciosas Estudos Regionais."— Transcrição da apresentação:

1 1 Emergencias e Reemergencias das doenças infecciosas Estudos Regionais

2 2 Conceito Doenças infecciosas emergentes são doenças que surgiram, ou foram identificadas, em período recente, ou aquelas que assumiram novas condições de transmissão, seja devido a modificações das características do agente infeccioso, seja passando de doenças raras e restritas para constituirem problemas de saúde pública. As reemergentes por sua vez, são aquelas que ressurgiram como problema de saúde pública, após terem sido controladas no passado.

3 Doenças Entre as doenças emergentes encontra-se a Aids, desde 1980 a junho de 2007 foram notificados casos de aids no Brasil. A cólera, introduzida no país em 1991, apresentou pico epidêmico em 1993, com casos. Entre as doenças reemergentes temos a dengue, que foi reintroduzida no Brasil em

4 4 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores Demográficos: a população mundial cresce, a um rítmo de aproximadamente 70 milhões ao ano. A maior parte deste crescimento se dá hoje nos países subdesenvolvidos: aglomeração intensa; saneamento inadequado; habitação precária; falta de infraestrutura urbana e agressão ao meio ambiente.

5 5 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores sociais e políticos: as guerras levam a grandes deslocamentos populacionais de massa, levando à criação de condições adequadas à emergência e reemergência de doenças. A desigualdade socioeconômico também constitui um fator de estímulo às migrações internas e internacionais, também gerando pressão para a disseminação de doenças. As mudanças comportamentais, decorrentes da urbanização, da incorporação das mulheres ao mercado de trabalhos, do surgimento de métodos contraceptivos de maior eficiência, a maior liberdade sexual, e ainda a disseminação do uso de substâncias psicoativas, muitas vezes por via injetável, contribuíram para a reemergência e a disseminação de varias doenças sexualmente transmissíveis. EX; HIV, Gonorréia;

6 6 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores econômicos: O comércio foi um importante contribuinte para a emergência e disseminação de doenças. Temos como exemplo o comércio entre a Ásia e a Europa, pela rota da seda, trouxe os ratos e a peste bulbônica. O comércio de escravos trouxe para as Américas a dengue, febre amarela e seus vetores. A comercialização e a produção de alimentos também estão associadas à emergência de doenças. Ex: laticínios contaminados com Salmonella, higiene e práticas inadequadas em açougues e indústrias de carne têm levado a um aumento da ocorrência de infecções por Escherichia coli ( bactéria intestinal);

7 7 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores ambientais: Grandes projetos de engenharias, como represas, rodovias, têm sido frequentemente associados à emergência e reemergência de doenças. As grandes mudanças climáticas que vêm ocorrendo, com o aquecimento global, parecem ter influência importante na emergência e reemergência de doenças, em especial das doenças transmitidas por vetores. Secas e inundações, também parte do mesmo fenômeno, contribuem para a emergência e disseminação de doenças como cólera e leptospirose.

8 8 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores relacionados ao setor saúde: falhas no controle do sangue e hemoderivados contribuíram para a disseminação do HIV e outros agentes em vários países do mundo; da mesma forma, prática de esterilização precária contribuíram para a disseminação do HIV na Europa Oriental, falhas do programas de vacinação levaram à reemergência da poliomielite no Continente Americano;

9 9 Fatores envolvidos na determinação de emergências e reemergência de doenças infecciosas Fatores relacionados à mudança e à adaptação dos microorganismos: O uso indiscriminado de antibiótico favorece a mutação e o aumento da resistência das bactérias.

10 10 Conceitos Endemia: é a prevalência usual de determinada doença em relação à área. Normalmente considera-se como endêmica a doença cuja incidência permanece constante por vários anos. Epidemia: aumento importante do nível de prevalência de uma determinada doença na população. Doença transmissível que acomete ao mesmo tempo e no mesmo lugar um grande número de pessoas.

11 11 Conceitos Pandemia: são as epidemias que ocorrem ao mesmo tempo em vários países- epidemia em nível mundial. Hospedeiro: é um organismo que dá abrigo ao parasita; Hospedeiro definitivo: é o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. Hospedeiro intermediário: é aquele que apresenta o parasito em fase de larva. Incidência: é a freqüência com que uma doença ou fato ocorre num período de tempo definido e com relação à população (casos novos, apenas)

12 12 Conceitos Letalidade: expressa o número de óbitos em relação à determinada doença ou fato e com relação à população. Morbidade: expressa o número de pessoas doentes em relação à população. Mortalidade: determina o número geral de óbitos em determinado períodos de tempo e com relação à população.

13 13 Conceitos Prevalência: tempo geral utilizado para caracterizar o número total de casos de uma ou qualquer outra ocorrência numa população e tempo definidos (casos antigos somados aos casos novos) Profilaxia: é o conjunto de medidas que visa à prevenção, erradicação ou controle de doenças ou fatos prejudiciais aos seres vivos. Virulência: é a severidade e rapidez com que um agente infeccioso provoca lesões no hospedeiro.

14 14 Dengue Estudos Regionais

15 15 Dengue

16 16 Dengue A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer "melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodos).

17 17 Dengue: Mosquito da Dengue O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi introduzido na América do Sul através de barcos (navios negreiros) provenientes da África, no período colonial, junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios fantasmas".

18 18 Dengue: o que é O dengue é uma doença infecciosa febril aguda,causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. O dengue clássico se inicia de maneira súbita e podem ocorrer febre alta (39 a 40 C), cefaléia, adinamia, dor retroorbitária, mialgia, artralgia. Com presença ou não de exantema e/ ou prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e diarréia podem ser observadas por 2 a 6 dias. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca (gengivorragias), na urina (hematúria) ou no nariz (Epistaxe). Raramente há complicações.

19 19 Dengue Hemorrágica Dengue hemorrágica é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.

20 20 Dengue: transmissão A dengue é transmitida pela espécie de mosquito Aëdes aegypti, que pica durante o dia e a noite, ao contrário do mosquito comum, que pica durante a noite. Eles proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.).

21 21 Dengue: transmissão A fêmea pica a pessoa infectada, mantém o vírus na saliva e o retransmite. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo inseto fêmea, transcorre na fêmea um período de incubação (8 a 12 dias). Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

22 22 Dengue: período de incubação Varia de 3 a 15 dias, mas tem como média de cinco a seis dias.

23 Período de Trasmissibilidade O homem infecta o mosquito fêmea durante o período de viremia, que começa um dia antes da febre e perdura até o sexto dia da doença. 23

24 24 Dengue: ciclo do mosquito O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.

25 25 O único modo possível de evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor. A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito Dengue

26 26 Dengue Clássica Febre alta com início súbito (39 a 40 C). Cefaléia. Dor retroorbitária. Anorexia. Exantema: Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. Náuseas e vômitos. Diarréia. Adinamia. Artralgia. Mialgia. Dengue: sintomas

27 27 Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta: Dores abdominais fortes e contínuas. Vômitos persistentes. Hipotensão postural e/ou lipotímia. Hepatomegalia dolorosa. Hemorragias importantes (melena e/ou hematêmese) Sonolência e irritabilidade. Diminuição da diurese. Hipotermia. Plaquetopenia. Desconforto respiratório. Sinais de alarme na doença

28 Sinais de Choque na Doença Hipotensão arterial. Extremidades frias, cianose. Pulso rápido e fino. Enchimento capilar lento (> 2 segundos) 28

29 29 Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal. Dengue: sintomas

30 30 Dengue: prevenção Não existem vacinas contra a dengue de tal forma que a prevenção é a única arma contra a doença.

31 31 Dengue: Combate ao mosquito e aos focos de larvas A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

32 32 Dengue: Combate ao mosquito e aos focos de larvas

33 33 Diagnóstico laboratorial Sorologia: baseia-se na detecção de anticorpos específicos para o sorotipo do vírus da dengue. Deve ser solicitada a partir do sexto dia do iníco dos sintomas.

34 Prova do Laço Desenhar um quadrado de 2,5 cm de lados no antebraço da pessoa e verificar a Pressão arterial (PA) deitada ou sentada. Calcular o valor médio: (PAS + PAD)/2. Insuflar novamente o manguito até o valor médio e manter por 5 minutos em adultos (em crianças, 3 min.) ou até o aparecimento de petéquias (pequena hemorragia do tamanho da cabeça de um alfinete). Contar o número de petéquias no quadrado. A prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças. 34

35 35 Mapa da Dengue

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37 37 Dengue: tratamento Dengue Clássico: não há tratamento especifico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos. Devem ser evitados os salicílicos(AAS), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. Febre Hemorrágica da Dengue - FHD : aos primeiros sinais de choque ( diminuição da diurese, extremidades frias, cianose, pulso rápido e fino, taquicardia, lipotímia), o paciente deve ser internado imediatamente.

38 38 Dengue Vigilância Epidemiológica: é uma doença de notificação compulsória.

39 39 Cólera Estudos Regionais

40 40 Cólera Vibrio Cholerae: causador da cólera (imagem de microscópio)

41 41 Cólera: introdução A Cólera é uma enfermidade causada pela enterotoxina do bacilo da Cólera Vibrio cholerae. Pode se apresentar de forma grave, com diarréia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e câimbras. Esse quadro se não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, colapso circulatório, com choque hipovolêmico e insuficiência renal à infecção.

42 Agente Etiológico Vibrio cholerae. Bacilo gram- negativo, produtor de endotoxina. 42

43 Reservatório O principal é o homem. 43

44 Modo de transmissão Ingestão de água ou allimentos contaminados por fezes ou vômitos de doente ou portador. 44

45 Período de Incubação De algumas horas a 5 dias. Na maioria dos casos, de 2 a 3 dias. 45

46 Período de Transmissibilidade Dura enquanto houver eliminação do V. cholerae nas fezes, o que ocorre, geralmente, até poucos dias após a cura (Padrão aceito é de 20 dias). Alguns indivíduos podem permanecer portadores sadios por meses ou até anos. 46

47 Sucetibilidade e imunidade A sucetibilidade aumenta na presença de fatores que diminuem a acidez gástrica (acloridria, gastrectomia entre outros). A infecção produz elevação de anticorpos e confere imunidade por tempo limitado, em torno de 6 meses. 47

48 Complicações São decorrentes da diarreia e vômitos. A desidratação não corrigida leva a uma deterioração progresiva da circulação, da função renal e do balanço hidroeletrolítico, produzindo dano a todos os sistemas do organismo. Em consequencia, sobrevém choque hipovolêmico, necrose tubular renal, íleo paralítico, hipocalcemia (provocando arritmias), hipoglicemia (com convulsão e coma em crianças). As complicações podem ser evitadas com a hidratação adequada. 48

49 Diagnóstico Laboratorial: o V. cholerae pode ser isolado a parir da cultura de amostras de fezes de doentes ou portadores assintomáticos. 49

50 50 Cólera Fatores de riscos para adquirir a cólera: número de casos é maior no período da seca, quando a baixa do volume de água nos reservatórios e mananciais proporciona a maior concentração de vibriões. Em algumas áreas o conjunto de condições socioeconômicas ou ambientais favorece a instalação e a rápida disseminação do Vibrio cholerae. Nessas condições figuram entre outros: deficiência do abastecimento de água tratada, destino inadequados dos dejetos, alta densidade populacional, carências de habitação, higiene, alimentação, educação.

51 51 Cólera:tratamento Formas leves e moderadas: hidratação oral com soro de reidratação oral- SRO. Formas graves- hidratação venosa + antibioticoterapia (ATB).

52 52 Cólera: medidas de prevenção - Procurar adotar medidas que melhorem as condições de higiene dentro de casa e também no ambiente de trabalho. - Não se esquecer de cuidados básicos da higiene pessoal como lavar as mãos após utilizar o banheiro. - Lavar as frutas e verduras em água corrente e deixá-las de molho em água com cloro (10 gotas para 1 litro de água). - Ingerir somente água filtrada ou fervida. -Destinar dejetos em locais adequados.

53 53 Fim


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