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HISTÓRIA DA GATA BORRALHEIRA de Sophia de Mello Breyner

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Apresentação em tema: "HISTÓRIA DA GATA BORRALHEIRA de Sophia de Mello Breyner"— Transcrição da apresentação:

1 HISTÓRIA DA GATA BORRALHEIRA de Sophia de Mello Breyner

2 EXPLICAÇÃO DO TÍTULO O título desta história sugere, de imediato, o conto tradicional que faz parte do mundo imaginário das crianças, “A Cinderela”… De facto, é evidente a analogia desta personagem – Lúcia – com o imaginário infantil – a Cinderela… A grande diferença é que, para a Cinderela, o sapato simboliza o início da sua felicidade(uma recompensa) e para Lúcia esse objecto representa o seu fim (um castigo).

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5 SIMBOLOGIA PERSONAGENS Lúcia assume uma dupla função: antes do 1º baile e depois desse momento. Processa-se uma mudança à medida que o tempo evolui: a ambição atinge o seu auge, simbolicamente, com os sapatos de brilhantes, por oposição ao anterior sapato roto e com manchas de bolor.

6 SIMBOLOGIA A Tia de Lúcia é o símbolo da fada madrinha (pois possibilita que ela vá ao baile), mas, ao mesmo tempo, é o símbolo da fada da tentação (representa a riqueza e, consequentemente, o caminho que Lúcia irá escolher , mas que a irá conduzir a um fim trágico)

7 SIMBOLOGIA O Rapaz surge como símbolo de uma criatura diabólica, com quem Lúcia, sem saber, faz um pacto e que, no final, vem pedir-lhe o pagamento de um favor concedido.

8 SIMBOLOGIA A Rapariga do vestido rosa representa, simbolicamente, a fada boa que adverte Lúcia para ela não olhar os espelhos nem lhes dar importância, representa, por isso, o caminho do Bem (mas Lúcia opta pelo caminho do Mal de modo a atingir os seus objectivos…)

9 SIMBOLOGIA VESTIDO… 1º Baile 2º Baile . Antiquado, o que . Deslumbrante condicionou a sua o que simboliza o vida futura seu triunfo e a sua . É o elo com o seu riqueza passado simples, do qual nunca se livrou

10 SIMBOLOGIA SAPATOS… 1º Baile 2º Baile . Simbolizam a sua . Simbolizam
pobreza, a sua miséria o seu triunfo, riqueza

11 SIMBOLOGIA ESPELHO (é referenciado 29 vezes…) . Indício do terror que o conhecimento de nós mesmos provoca . Mostra a Lúcia a sua verdadeira identidade .Representa dois mundos(duas opções de vida): o mundo de cá (que se conhece, real, natural) e o mundo de lá (deslumbrante, sedutor, artificial, poderoso e, aparentemente, inofensivo…)

12 TEMPO Tempo cronológico (é um tempo linear, que não permite regressar ao passado nem avançar para o futuro, corresponde ao desenrolar dos acontecimentos tal e qual ocorreram na realidade, referências concretas e objectivas) Tempo da Narração ( é deixado ao critério e vontade do narrador, visto que este pode controlar o tempo, fazendo regressos e avanços temporais ou omitir períodos de tempo se assim o entender)

13 TEMPO – exemplos no conto
Tempo cronológico “1ª noite de Junho”, “agora ali”, “a partir do dia da escolha”, “nesse 20º ano, em certa manhã de Maio”, “no 1º dia de Junho, à noite, depois do jantar, antes do baile”, “ao clarear do dia” Tempo da Narração “oito dias antes do baile”, “Naquele ano, no dia em que fizera dezoito anos”, “daí a dias”, “assim passaram vinte anos”, “daí a tempos”

14 Relativamente ao tempo da narração, temos duas situações distintas:
Uma tem a ver com o recuo no tempo, que serve para explicar elementos necessários à compreensão do momento presente, ANALEPSE - Outra diz respeito à omissão de períodos mais ou menos longos da narrativa, ou seja, o narrador não nos dá nenhum tipo de informações pormenorizadas acerca do que se passou durante um determinado período de tempo, ELIPSE

15 Será também de salientar que a passagem do tempo é um elemento importante no conto, pois Lúcia sente fluir o tempo a seu favor: fica mais rica, mais bela, mais ambiciosa… Para além das duas analepses já mencionadas (nos exemplos) há mais duas analepses importantes no conto: o tempo vivido com o pai e irmãos, repudiado por Lúcia e o tempo de preparação para o baile, em que a personagem encontra a expectativa (o convite para o baile), mas também a impossibilidade(não poder escolher os sapatos, o vestido é-lhe imposto).

16 Como conclusão, poder-se-á dizer que essa impossibilidade de escolher o que queria/ gostaria de levar à festa vai ser marcante na construção do seu percurso, o determinismo cego irá levá-la a enveredar por um destino que, à partida, não era o seu…

17 ESPAÇO Espaço físico (onde decorre a acção) :
- casa do pai: 1ª casa de Lúcia - sótão - jardim/ varanda (espaço aberto, exterior, calmo e livre) - casa cor-de-rosa: entrada - primeira sala - sala do baile - quarto de vestir - sala dos espelhos (espaço fechado, na generalidade, símbolo de desprezo, humilhação e solidão) - casa da tia (quarto dos armários - segunda casa de Lúcia)

18 - na casa do pai 18 anos vida pobre, simples mas feliz
Espaço Social ( meio social a que a personagem pertence ou gostava de pertencer e onde se desloca, comporta os ambientes onde actua a personagem) - na casa do pai anos vida pobre, simples mas feliz - na sala do 1º baile anos vida pobre e humilhada - na casa da tia anos vida rica, ambiciosa, de poder e triunfo - na sala do 2º baile anos riquíssima, (felicidade aparente), humilhada e morta

19 Espaço Psicológico ( espaço vivenciado pela personagem de acordo com o seu estado de espírito, é constituído pela consciência da personagem e manifesta-se em determinados momentos) Com efeito, este conceito de espaço aplica-se neste conto, visto que Lúcia é influenciada negativamente pelo espaço que a rodeia, nomeadamente, a casa luxuosa e a grande sala do 1º baile, espaço esse que habitará para sempre na sua mente, na sua memória…

20 QUAL A ESCOLHA DE LÚCIA …
Lúcia tem um dilema para resolver: permanecer do lado de cá ou passar para o lado de lá e pagar por essa passagem um preço elevado …

21 A ESCOLHA DE LÚCIA… Apesar de todos os indícios, Lúcia decide entrar no mundo do brilho e do poder… Através do vestido e dos sapatos cheios de brilhantes, procura vingar-se da humilhação sofrida há 20 anos atrás… É devido à sua ambição e vaidade desmedidas que Lúcia vai morrer…

22 MENSAGEM / MORAL DO CONTO
Mundo natural Mundo do poder (liberdade) (prisão) puro, espontâneo falso, artificial, ilusório Mundo do Bem Mundo do Mal (vida simples com o pai (vida luxuosa com a madrinha) e irmãos) (= perdição) Escolha de Lúcia: a ganância e o desejo do poder cegam-na e fazem com que ela corra atrás da ambição a morte no final funciona como um castigo

23 SÍNTESE FINAL … O conto relata a história de Lúcia, a rapariga que deseja mudar de estatuto social, mas, na realidade, esta personagem representa a condição humana e os caminhos que se entrecruzam na vida de todos os homens que, ao longo das suas vidas, têm que tomar decisões e seguir o caminho que acham mais conveniente de acordo com a sua consciência… Neste conto, a agonia da pobreza, o facto de ser motivo de troça da sociedade e de sentir a diferença dos outros, levam Lúcia à escolha da morte da sua alma. Abandona a família para ficar com a madrinha que lhe oferece o outro lado do espelho: a riqueza mas, ao mesmo tempo, a estranheza de si própria…


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