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UMA VISÃO JUNGUIANA DO PARADOXO: PERSONA E SOMBRA. Nilton Kamigauti - www.nilton.psc.br.

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1 UMA VISÃO JUNGUIANA DO PARADOXO: PERSONA E SOMBRA. Nilton Kamigauti -

2 1 - Formando uma base teórica. Nilton Kamigauti -

3 2 - Consciente, Inconsciente, Complexos e Arquétipos. A consciência se refere ao fenômeno de se experimentar o conhecimento imediato de alguns conteúdos psíquicos em relação ou em contato com o ego que pertence ao centro da consciência. É tudo aquilo de que se está ciente, se sabe, se está inteirado. Antagônico ao consciente está o inconsciente que representa todo o conteúdo psíquico do qual não se tem consciência. É tudo aquilo, conteúdo ou processo que se desconhece em si mesmo. O inconsciente representa a maior parte do indivíduo. [o inconsciente] É um conceito-limite psicológico que abrange todos os conteúdos ou processos psíquicos que não são conscientes, isto é, que não estão relacionados com o eu de modo perceptível. (JUNG, 1991a, §847, p. 424) Nilton Kamigauti -

4 Inconsciente Pessoal O inconsciente é dividido didaticamente em Inconsciente Pessoal e Inconsciente Coletivo. O inconsciente pessoal se refere à parte do inconsciente que pertence exclusivamente ao indivíduo, é constituído das experiências vividas por um indivíduo e não pertencem a sua consciência. Tais conteúdos se aglutinam em torno dos complexos, assim, podemos dizer que o inconsciente pessoal é constituído por incontáveis complexos, mais ou menos estruturados, com mais ou menos energia. Outra definição é a equiparação do inconsciente pessoal com a sombra. Nilton Kamigauti -

5 Sombra A sombra representa por um lado tudo aquilo que não gostaríamos de ser e por outro lado, é na sombra que também guardamos ricos potenciais, pois ao nos identificarmos e vivermos um lado, o trazemos à luz da consciência, reprimimos pelo menos um outro lado na sombra. A cada escolha, o ego deixa de viver muitas outras possibilidades que também se incorporam à sombra. Desta forma, a sombra guarda muitos potenciais que podem ser conscientizados nos fornecendo novos recursos. Nilton Kamigauti -

6 Inconsciente Coletivo - Arquétipos Da mesma maneira como os instintos impelem o homem a adotar um forma de existência especificamente humana, assim também os arquétipos forçam a percepção e a intuição a assumirem determinados padrões especificamente humanos. Os instintos e os arquétipos formam conjuntamente o inconsciente coletivo. (JUNG, 1986c, §270, p. 69) Os arquétipos representam os padrões de estruturas compostos pelas experiências básicas universais. Assim, os arquétipos são as formas da espécie de ver o mundo e vivê-lo. Os arquétipos estão por definição muito próximos aos instintos que são os padrões inatos comuns a todos da mesma espécie. instinto: instinctus: impulso ou inclinação. Nilton Kamigauti -

7 Complexos Os complexos são formações psíquicas que se constituem como nós de energia. Idéias, imagens, associações que se conglomeram em torno de um núcleo afetivo derivado de um ou mais arquétipos Nilton Kamigauti - O núcleo afetivo dos complexos tem a capacidade de atrair conteúdos psíquicos correspondentes ao mesmo. o conteúdo afetivamente acentuado [...] é constituído de um elemento central e de um grande número de associações secundariamente consteladas. (JUNG, 1985b, § 18, p.10) Os complexos gozam de uma certa autonomia, influenciando o indivíduo como um todo, psique e corpo. Não há diferença de princípio algum entre uma personalidade fragmentária e um complexo [...] são aspectos parciais da psique dissociados. (JUNG, 1986c, § 202, p. 31) e [...] esses conteúdos encontram-se, de uma forma ou outra, ligados com reações fisiológicas (JUNG, 1987a, § 148, p. 66).

8 3 – Ego – características e funções. O ego discrimina, filtra e organiza agindo como centro da consciência. Tem importante papel no desenvolvimento da personalidade. Uma importante função do ego é a capacidade de resistir às tensões dos opostos e permitir a resolução dos mesmos, ampliando, assim, a consciência. O papel do ego é discriminar os opostos, resistir a suas tensões, permitir que se resolvam e, finalmente, proteger aquilo que emerge, que expandirá e intensificará o que antes eram os limites do ego (SAMUELS, 1986, p. 66) Nilton Kamigauti - O ego é também um complexo que desempenha o importante papel de intermediar os conteúdos do mundo externo e interno, consciente e inconsciente.

9 4 - Persona – desenvolvimento, funções, o sadio e o patológico. Nilton Kamigauti -

10 A persona se refere às máscaras que utilizamos nas adaptações sociais. Para nos expressarmos utilizamos certos conjuntos de comportamentos socialmente esperados, ou padronizados. Assim, a persona tem um caráter coletivo e pessoal ao mesmo tempo. A persona se refere às máscaras que utilizamos nas adaptações sociais. Para nos expressarmos utilizamos certos conjuntos de comportamentos socialmente esperados, ou padronizados. Assim, a persona tem um caráter coletivo e pessoal ao mesmo tempo. Como seu nome revela, ela é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma individualidade, quando, na realidade, não passa de um papel, no qual fala a psique coletiva. (Jung, O Eu e o Inconsciente, p. 245) Como seu nome revela, ela é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma individualidade, quando, na realidade, não passa de um papel, no qual fala a psique coletiva. (Jung, O Eu e o Inconsciente, p. 245) Nilton Kamigauti -

11 [...]ela [a Persona] é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e si mesma que é individual, quando na realidade não passa de um papel ou desempenho através do qual fala psique coletiva. (JUNG, 1988, p ) [...]ela [a Persona] é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e si mesma que é individual, quando na realidade não passa de um papel ou desempenho através do qual fala psique coletiva. (JUNG, 1988, p ) Trata-se de um complexo funcional que surgiu por razões de adaptação ou de necessária comodidade, mas que não é idêntico à individualidade. O complexo funcional da persona diz respeito exclusivamente à relação com os objetos. (Tipos Psicológicos, p.755) Trata-se de um complexo funcional que surgiu por razões de adaptação ou de necessária comodidade, mas que não é idêntico à individualidade. O complexo funcional da persona diz respeito exclusivamente à relação com os objetos. (Tipos Psicológicos, p.755) Nilton Kamigauti -

12 Tipicamente, no mundo ocidental, pensamos em nós mesmos em termos do que fazemos e do que somos na relações com os outros. Nossa cultura extrovertida é focada na atividade, produção, realizações, papéis sociais (RIOS, AMG) Tipicamente, no mundo ocidental, pensamos em nós mesmos em termos do que fazemos e do que somos na relações com os outros. Nossa cultura extrovertida é focada na atividade, produção, realizações, papéis sociais (RIOS, AMG) Representação do arquétipo da adaptação. Representação do arquétipo da adaptação. Impulso arquetípico para a adaptação à realidade exterior e coletiva (Whitmont) Impulso arquetípico para a adaptação à realidade exterior e coletiva (Whitmont) Nilton Kamigauti -

13 Assim, por exemplo, não se vai tomar um banho de mar de terno e gravata, da mesma forma que não se vai à igreja de sunga. Mas, usamos roupas adequadas quando estamos em público, da mesma forma que nos comportamos de maneira previamente esperada em determinadas situações. E quando não conhecemos as normas sociais esperadas costuma ser constrangedor. Quem por exemplo, não soube qual talher usar em um jantar, e observou os outros para descobrir o comportamento adequado? Assim, por exemplo, não se vai tomar um banho de mar de terno e gravata, da mesma forma que não se vai à igreja de sunga. Mas, usamos roupas adequadas quando estamos em público, da mesma forma que nos comportamos de maneira previamente esperada em determinadas situações. E quando não conhecemos as normas sociais esperadas costuma ser constrangedor. Quem por exemplo, não soube qual talher usar em um jantar, e observou os outros para descobrir o comportamento adequado? Nilton Kamigauti - Assim, por exemplo, não se vai tomar um banho de mar de terno e gravata, da mesma forma que não se vai à igreja de sunga. Mas, usamos roupas adequadas quando estamos em público, da mesma forma que nos comportamos de maneira previamente esperada em determinadas situações. E quando não conhecemos as normas sociais esperadas costuma ser constrangedor. Quem por exemplo, não soube qual talher usar em um jantar, e observou os outros para descobrir o comportamento adequado? Assim, por exemplo, não se vai tomar um banho de mar de terno e gravata, da mesma forma que não se vai à igreja de sunga. Mas, usamos roupas adequadas quando estamos em público, da mesma forma que nos comportamos de maneira previamente esperada em determinadas situações. E quando não conhecemos as normas sociais esperadas costuma ser constrangedor. Quem por exemplo, não soube qual talher usar em um jantar, e observou os outros para descobrir o comportamento adequado?

14 Não há quem não saiba o que significa assumir um ar oficial, ou desempenhar seu papel na sociedade. Através da persona o homem quer parecer isto ou aquilo, ou então se esconder atrás de uma máscara, ou até mesmo constrói uma persona definida, modo de muralha protetora. (JUNG, 1988, § 269, p. 50) Não há quem não saiba o que significa assumir um ar oficial, ou desempenhar seu papel na sociedade. Através da persona o homem quer parecer isto ou aquilo, ou então se esconder atrás de uma máscara, ou até mesmo constrói uma persona definida, modo de muralha protetora. (JUNG, 1988, § 269, p. 50) Nilton Kamigauti - No fundo a persona nada tem de real. Ela é um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, função e isto ou aquilo. De certo modo, tais dados são reais; mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, apenas uma imagem de compromisso na qual os outros podem ter um quota maior do que a do indivíduo em questão. (JUNG, 1988, p. 134)

15 A Persona é o lugar na personalidade onde o público e o privado se encontram, onde aquilo que somos colide com o que foi-nos dito que deveríamos ser. (RIOS, AMG) A Persona é o lugar na personalidade onde o público e o privado se encontram, onde aquilo que somos colide com o que foi-nos dito que deveríamos ser. (RIOS, AMG) O bom desempenho da persona gera prestígio a formação do prestígio é sempre um produto do compromisso coletivo [...] obter prestígio é uma realização positiva, não só para o indivíduo favorecido como também para o clã. (JUNG, 1988, § , p. 25) O bom desempenho da persona gera prestígio a formação do prestígio é sempre um produto do compromisso coletivo [...] obter prestígio é uma realização positiva, não só para o indivíduo favorecido como também para o clã. (JUNG, 1988, § , p. 25) Nilton Kamigauti -

16 Hierarquia, clã e status: Nilton Kamigauti -

17 O perigo da persona reside no fato da pessoa se identificar com a mesma. Enrijecendo a persona e inflando o ego que se identifica com o arquétipo. Esta inflação não significa fortalecimento do ego, pelo contrário, ele se torna uma aparência externa e vazio de conteúdo. O perigo da persona reside no fato da pessoa se identificar com a mesma. Enrijecendo a persona e inflando o ego que se identifica com o arquétipo. Esta inflação não significa fortalecimento do ego, pelo contrário, ele se torna uma aparência externa e vazio de conteúdo. Acredita-se ser o que se finge ser. Acredita-se ser o que se finge ser. Nilton Kamigauti -

18 A identificação com a persona na busca de poder e de prestígio social nos empobrece podendo nos levar à perda da alma, devido a negligência com o compromisso interno consigo mesmo. E intensifica a sombra, já que a sombra representa muitas vezes quase que seu oposto, aquilo que não gostaríamos de ser. A identificação com a persona na busca de poder e de prestígio social nos empobrece podendo nos levar à perda da alma, devido a negligência com o compromisso interno consigo mesmo. E intensifica a sombra, já que a sombra representa muitas vezes quase que seu oposto, aquilo que não gostaríamos de ser. Nilton Kamigauti -

19 No entanto não é tarefa fácil não cair nas sedutoras armadilhas nocivas que a persona socialmente adequada nos oferece. A rápida e prazerosa sensação de aceitação, adequação, orgulho, de ser admirado, enfim de poder e prestígio que a persona nos traz, é difícil recusar assumindo uma postura de humildade mesmo tendo carências internas e sabendo que tal sucesso é aparente e passageiro. Como uma droga podemos nos embriagar e perder a noção real da importância da persona como recurso a favor do ego e não ao contrário, o ego em detrimento da persona. No entanto não é tarefa fácil não cair nas sedutoras armadilhas nocivas que a persona socialmente adequada nos oferece. A rápida e prazerosa sensação de aceitação, adequação, orgulho, de ser admirado, enfim de poder e prestígio que a persona nos traz, é difícil recusar assumindo uma postura de humildade mesmo tendo carências internas e sabendo que tal sucesso é aparente e passageiro. Como uma droga podemos nos embriagar e perder a noção real da importância da persona como recurso a favor do ego e não ao contrário, o ego em detrimento da persona. Nilton Kamigauti -

20 A formação da sombra pessoal relaciona-se com o desenvolvimento do ego, que resulta do confronto do Self com a realidade externa: a criança se identifica com aquilo que a coletividade aprova (persona) e tende a reprimir o que for discrepante. (SEIXAS, L) Quando o ego toma uma posição unilateral, polariza um lado, em que se discrimina e se identifica, guardando no mínimo o lado oposto que também se polariza na sombra seguindo o princípio da compensação*. [...] como a maioria das pessoas se identifica mais com as características que as tornam socialmente aceitáveis, a sombra em geral é desajeitada, inferior e às vezes um tanto maléfica ou socialmente desadaptada. (VON FRANZ, 1992, p. 90) O inconsciente geralmente se comporta de maneira compensatória à consciência. Entretanto, quando esta assume uma postura unilateral, o movimento do inconsciente deixa de ser compensatório e passa a ser de oposição, o que pode levar a distúrbios como neuroses ou psicoses. (SEIXAS, L) *Compensação: função auto-reguladora da psique que visa o equilíbrio. Nilton Kamigauti Sombra – conteúdo, características, interações criativas e destrutivas.

21 Quanto mais a pessoa se julga sempre correta, não vivendo nunca seu lado sombrio, mais ela o projetará e encarará os outros como malfeitores. O correto vive num estado de permanente indignação, derrotando a própria sombra sob a forma de uma pessoa exterior. Os clérigos, por exemplo, têm uma natureza muito problemática, pois a congregação espera que sejam sempre prestativos, afáveis, cordiais e virtuosos. Mas os pobres coitados também têm uma sombra, que não podem viver. Se o fizessem, a congregação inteira reprovaria. De forma que eles vivenciam sua relação com o mal precedendo-o nos outros e fazendo sermões. (VON FRANZ, 1992, p. 92) A sombra representa as partes de nós que não aceitamos, a pessoa que preferiríamos não ser. Nilton Kamigauti -

22 A sombra representa o outro em nós, alguém para culpar a fim de se obter absolvição (à medida que tenho que ser correto e bom, o outro é sempre o responsável por meus problemas) (SEIXAS, L.) Nilton Kamigauti -

23 Há pessoas que reprimem (por motivos vários) o seu lado positivo, e vivem o pior lado de suas naturezas. Para estas pessoas, a sombra vai aparecer nos sonhos como figuras positivas. (SEIXAS, L) Nos sonhos a sombra geralmente aparece, quando personificada, em uma figura do mesmo sexo que o sonhador, de ladrões, de pessoas que nos perseguem ou desejam invadir nossa casa. Também pode aparecer na forma de animais (CF. VON FRANZ, 1997, PÁG. 92 E SS.). Nilton Kamigauti -

24 Aquilo que é reprimido não deixa de existir, e, ficando sem freios e supervisão, permanece em um estado primitivo e negativo. (SEIXAS, L) A sombra, porém, não é apenas negativa: isto só acontece quando ela é desdenhada. (SEIXAS, L) Quando projetada no corpo, a sombra cria tensões, bloqueios e defesas (as couraças de Reich). Nilton Kamigauti -

25 Diante da luz da consciência se forma a sombra, e quando o ego não se posiciona de forma extremada, ou unilateralmente, a sombra representa potenciais, nos fornecendo substância e humanidade. É nela que guardamos nossos potenciais, talentos, energia, recursos para nosso desenvolvimento. A criatividade o novo, está diretamente relacionado com o bom relacionamento do Ego com a Sombra. Nilton Kamigauti -

26 6 - O Ego entre a Persona e a Sombra. Em relação ao mundo externo: uma é a imagem aceita, a outra a reprimida. Uma persona muito brilhante corresponde, compensatoriamente, a um comportamento privado sombrio. RIOS, AMG. Quem não conhece aquele que é simpático fora de casa e dentro é ranzinza? Ou vice-versa? Nilton Kamigauti -

27 O Ego tem um papel fundamental na psique. Está diretamente relacionado a patologia ou ao saudável. Ego como complexo especial pertencente ao centro da consciência, cuida tanto das adaptações exigidas pelo mundo externo quanto pelo mundo interno.

28 Nilton Kamigauti - A Persona tem sua raiz arquetípica (coletivo, universal, estrutural) é adequada e saudável quando vivenciada como recursos do Ego (pessoal). Mas, quando o Ego se identifica com a Persona perde sua força em detrimento ao personagem que interpreta e compensatoriamente fomenta a polarização da Sombra, que acumula energia nos complexos formando uma tensão proporcional.

29 Nilton Kamigauti - A psique tende ao equilíbrio (princípio da homeostase) e gera sintomas como forma de expressão do desequilíbrio e tentativa de remediar as tensões internas/externas. O Ego se enfraquece, perde energia, não dar conta dos acontecimentos e das polarizações que vive entre Persona e Sombra. O Ego se esconde e se anula atrás da Persona e projeta a Sombra sendo possuído pelos complexos ao invés de elaborá-los. O que é a vida quando é vivida através da alma e não de um papel? RIOS, AMG. Whitmont coloca que a estereotipia da identificação com a persona pode interromper o desenvolvimento, causando uma atrofia do ego.

30 Cenas de Um Casamento Nilton Kamigauti -

31 O confronto com a sombra gera muitas dificuldades éticas. SEIXAS, L. Bem e mal não são relativos, mas paradoxais: às vezes algo que é mau para meu paciente pode representar um bem para ele mesmo. (CF. JUNG, C.G., 2003, PÁG 112 E SS.)

32 Whitmont (1995) aponta quatro modos de enfrentar a sombra, e suas conseqüências: Nilton Kamigauti - 1) Podemos nos recusar a encará-la. A conseqüência disto leva ao isolamento porque a sombra acaba sempre projetada em um mundo mau. O ego infla, porque o indivíduo acredita ser o único bom, ou então será sempre a vítima (se isto não fosse assim ou assado, se os outros tivessem boa vontade, etc). Depois de algum tempo, o mundo passa a ter má vontade em relação a ele de verdade.

33 Nilton Kamigauti - 2) Podemos tentar eliminá-la ou corrigí-la. Reprimir a sombra às vezes parece mais fácil do que aguentar as frustrações pelas inevitáveis derrotas. A repressão é menos dolorosa que a disciplina, mas também é mais perigosa. A disciplina repousa na capacidade de agir contrariamente aos nossos sentimentos quando necessário.

34 Nilton Kamigauti - 3) Podemos liberar a sombra e deixa-la seguir seu caminho livremente. Desnecessário fazer qualquer comentário sobre as implicações desta escolha...

35 Nilton Kamigauti - 4) Podemos sofrer a sombra. Isto significa aguentar a convivência com a sombra o tempo suficiente para conhecê-la e respeitá-la. Só assim podemos aprender quando e como podemos dar vazão às necessidades dela de maneira construtiva.

36 7 - O Paradoxo necessário: Persona e Sombra. Nilton Kamigauti -

37 Tudo que se manifesta tem uma forma, aparência se reveste de uma Persona, que serve como uma pele. Para se adaptar e se expressar Necessitamos da Persona. Quanto mais consciência mais Sombra criamos. Tudo que tem substância tem Sombra (V Franz). Tudo provém do inconsciente, do irracional, da natureza. Inclusive a consciência nasce do inconsciente. Que é fonte de tudo que há neste universo. É inevitável e necessário a existência da Persona e da Sombra. Nilton Kamigauti -

38 8 - CRESCENDO COM A PERSONA FLEXÍVEL E A SOMBRA CRIATIVA. NILTON KAMIGAUTI - O Ego tenta equilibrar as expectativas sociais, o bonzinho e os impulsos internos. Vive muitas vezes entre a cruz e a espada, tendo que reprimir impulsos que julga inadequados para seu bem e/ou da coletividade, ou satisfazer esses impulsos de forma adequada. Quando os complexos são ativados, constelados, o Ego perde sua energia em detrimento dos complexos e muitas vezes sucumbi ou se submete a eles, da mesma forma quando se identifica com a Persona.

39 NILTON KAMIGAUTI - Nem bonzinho nem sombrio. O equilíbrio está em um Ego forte, forjado entre o martelo e a bigorna, nas frustrações e desilusões com a realidade. Um Ego capaz de lidar com os infindáveis conteúdos e impulsos provindos do inconsciente (Sombra) criando um eixo interno de comunicação onde as necessidades do Self (totalidade) são operacionalizados pelo Ego que intermedia os mundos interno e externo e um Ego que utiliza adequadamente as diversas máscaras (Persona) para se expressar e se relacionar sem se confundir com os personagens que representa. Um Ego forte sabe quem realmente é e tem humildade para saber que está sempre diante da sua própria ignorância e aprendizagem. Dialeticamente fortalecendo sua identidade e reconhecendo o outro.

40 NILTON KAMIGAUTI - O Ego fortalecido (identidade) pode utilizar a Persona adequadamente como um recurso de expressão e adaptação para o desenvolvimento da personalidade como um todo. Da mesma forma o Ego fortalecido é capaz de lidar com os conteúdos do inconsciente, complexos, e tê-los também como auxiliares e recursos saudáveis ao desenvolvimento. Não se confundir com os papeis, e saber quem é por trás das máscaras é importante para não perde o Ego de vista e suas reais dificuldades que o leva a enfrentar seus receios inconsciente. E criar assim uma ponte para o Ego lidar com seus conteúdos inconscientes e obter do inconsciente um aspecto mais criativo.

41 NILTON KAMIGAUTI - Jung nota que, no curso da análise [psicoterapia], enquanto os conteúdos do inconsciente vão sendo conscientizados, isto geralmente resulta na flexibilização da persona e na revitalização do ego. A análise faz com que percebamos que não somos o que parecemos ser, nem o que gostaríamos de ser: visa a realização do ser essencial.

42 NILTON KAMIGAUTI - Segundo Jung: Ego Forte + Inconsciente = Criatividade. Ego Fraco + Inconsciente = Psicose.

43 NILTON KAMIGAUTI - [...] Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem eu sou! Já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir... (Clarisse Lispector)

44 NILTON KAMIGAUTI - Cenas de Um Casamento

45 NILTON KAMIGAUTI - Ciranda da Bailarina Chico Buarque Procurando bem Todo mundo tem pereba Marca de bexiga ou vacina E tem piriri, tem lombriga, tem ameba Só a bailarina que não tem E não tem coceira Verruga nem frieira Nem falta de maneira Ela não tem Futucando bem Todo mundo tem piolho Ou tem cheiro de creolina Todo mundo tem um irmão meio zarolho Só a bailarina que não tem Nem unha encardida Nem dente com comida Nem casca de ferida Ela não tem Não livra ninguém Todo mundo tem remela Quando acorda às seis da matina Teve escarlatina Ou tem febre amarela Só a bailarina que não tem Medo de subir, gente Medo de cair, gente Medo de vertigem Quem não tem Confessando bem Todo mundo faz pecado Logo assim que a missa termina Todo mundo tem um primeiro namorado Só a bailarina que não tem Sujo atrás da orelha Bigode de groselha Calcinha um pouco velha Ela não tem O padre também Pode até ficar vermelho Se o vento levanta a batina Reparando bem, todo mundo tem pentelho* Só a bailarina que não tem Sala sem mobília Goteira na vasilha Problema na família Quem não tem Procurando bem Todo mundo tem...

46 NILTON KAMIGAUTI - Filmes. O Retrato de Dorian Grey. Oliver Parker Filmes. O Médico e o Monstro. Dr. Jekyll and Mr. Hyde. Victor Fleming Filmes. Cenas de Um Casamento. Ingmar Bergman Música. Olanda, Chico Buarque. A Ciranda da Bailarina. RIOS, Ana Maria Galrã. Aulas ministradas no curso de lato-sensu da Unisaopaulo e São Marco em JUNG, C.G. Definições in: Tipos Psicológicos. OC VI. Petrópolis, ed. Vozes, JUNG, C.G. O Eu e o Inconsciente. OC VII/2. Petrópolis, ed. Vozes, 1979 JUNG, Obras completas. HOPCKE, R. Persona. Where Sacred Meets Profane. Boston: ed. Shambala, 1995 HUDSON, W. Persona and Defence Mechanisms. New York SEIXAS, Leda. Aulas ministradas no curso de lato-sensu da Unisaopaulo e São Marco em SAMUELS, Andrew e outros. Dicionário Crítico de Análise Junguiana. Rio de Janeiro: Imago, VON FRANZ, Marie-Louise. O Caminho dos Sonhos. São Paulo: Cultrix, 1992 WHITMONT, Edward C. A busca do símbolo. Conceitos básicos de psicologia analítica, São Paulo, Ed. Cultrix, 1995 REFERÊNCIAS:


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