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A OPÇÃO DOS PAIS. Esta é a história da Carolina Sofia Neves Pinto. Trata-se de uma criança que ouvia e com o passar do tempo foi perdendo a audição sem.

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1 A OPÇÃO DOS PAIS

2 Esta é a história da Carolina Sofia Neves Pinto. Trata-se de uma criança que ouvia e com o passar do tempo foi perdendo a audição sem se saber porquê e eu nunca detectei esse pormenor. Inconscientemente habituei-me a falar com o tom de voz mais alto e sem aperceber-me fui comunicando com ela através de sinais que fizessem com que Carolina percebe-se o que lhe era transmitido.

3 Nesta altura, nós vivíamos em Londres. Uma vez que ela era acompanhada pelo médico e este estava a par desse pormenor, a resposta era: Não se preocupe com isso até ela completar os dois anos. Entretanto viemos de vez para a Madeira, Carolina completava os dois anos de idade. Honestamente nunca pensei que com aquela energia toda, muito inteligente e dizendo várias palavras tais como: mamã, papá, água, pão, pápa, se tratava de uma perda auditiva.

4 Na altura já comecei a ficar preocupada, com medo de que alguma coisa não estivesse bem com a minha filha. Logo, ela foi ao pediatra. Como resposta ouvi: Com a sua filha não se passa nada de errado, apenas nem todas as crianças falam cedo. Não muito satisfeita com a resposta que me foi dada, decidi levá-la a outro pediatra. Desta vez, foi diferente, a médica pediu-me para voltar daí a quatro meses.

5 Dois dias depois por mera coincidência, a Carolina tinha uma consulta de enfermagem no centro de saúde de Boaventura, para fazer um teste de avaliação do desenvolvimento das crianças. O chamado The Schedule of Growing Skills 1, é um teste para avaliar as Crianças. Este teste foi efectuado pelas enfermeiras: Srª Laura Santos e Srª Helena Encarnação. A certa altura, uma das enfermeiras perguntou-me se eu achava que a Carolina ouvia bem!? Eu fiquei em estado de choque e assustada, fiquei sem palavras, talvez por não estar preparada para tal situação, ou porque lá bem no fundo não queria acreditar!

6 Logo a Srª enfermeira perguntou se me importava que a minha filha fosse ao Centro De Desenvolvimento Da Criança!? Eu não hesitei em dizer que sim. A minha filha foi atendida pela enfermeira Sara, após alguns testes a Senhora muito atenciosamente, explicou-me que de certeza a Carolina tinha problemas de audição. Só DEUS sabe a tristeza que senti ao pensar, no futuro da minha filhinha com apenas 2 anos e meio. Entretanto, foi consultada pelo Sr. Dr. Miguel Furtado, depois de fazer vários Testes Audiométricos,

7 O dito médico enviou a Carolina, onde foi atendida pelo Dr. Felisberto Mericato. Foi estudada Audiometricamente, fez Potenciais Evocados Auditivos, Audiometria Tonal Simples, TAC e Ressonância Magnética. Concluindo-se que a Carolina era portadora Hipoacusia Neurosensorial Severa à direita e Profunda à esquerda e acrescentou que deveria ser reabilitada por próteses auditivas bilaterais, terapia da fala e apoio do ensino especial. Era urgente ainda a entrada da criança na escola. Na altura respondi que o assunto da escola estava resolvido, uma vez que a Carolina

8 já frequentava a pré-escola do Pomar, a pedido do médico de família Drª Isabel Chipper e Dr. Miguel Furtado. Quando voltei de Coimbra na semana seguinte a minha filha foi expulsa da escola porque tinha crianças com idades superiores à da Carolina, não se tendo dado prioridade pelo facto de ser uma criança Surda. Desesperadamente fui falar com o Sr. Secretário De Educação Francisco Fernandes, que se encontrava em Boaventura, numa das comitivas que fazia com várias entidades da RAM.

9 Expus o caso da Carolina e o Sr. Secretário de Educação pediu-me que colocasse por escrito a situação da minha filha e que a enviasse! Na mesma altura saiu uma criança da turma da referida pré. Nem outra criança (com idade superior) ocupou o seu lugar, nem a Carolina foi chamada. Ao saber desta situação, marquei uma audiência com a Drª Ana Policarpo garantiu-me que, uma vez que havia uma vaga disponível o caso da Carolina estava resolvido.

10 Após as férias do Carnaval, a Carolina deu entrada na escola do Pomar - Boaventura, isto depois de receber uma carta da Secretaria Regional de Educação ( Srª. Drª. Policarpo ). Foi me dito pela Educadora da escola que não estavam satisfeitos pelo regresso da Carolina na escola. Eu tornei respeitosamente, como resposta, que não tivera culpa por terem expulso a Carolina da escola e que qualquer mãe na minha situação faria o mesmo. Entretanto foi-me prometido através do Centro Psicopedagógico de São. Vicente

11 que a Carolina teria as condições necessárias e compatíveis com a sua deficiência auditiva. Chegando ao final do 3º período ainda não falava e pouco comunicava, isto porque ela tinha 4 horas semanais de ensino especial juntamente com os colegas de turma o que não era suficiente para o seu caso. Ainda para mais nunca tinha tido terapia da fala e o apoio pedagógico na deficiência auditiva que ela necessitava, nunca aconteceu.

12 Uma vez que a minha filha não tinha um desenvolvimento satisfatório, com todo o meu empenho e esforço consegui que a Carolina fosse transferida para o INSTITUTO DE SURDOS DO FUNCHAL, tendo a Directora Regional da Educação Especial e Reabilitação, Drª. Cecília Berta com muita insistência e luta minha, compreendido a minha Situação. Eu disse-lhe: No dia em que o Centro Psicopedagógico de São.Vicente tivesse as condições necessárias para crianças com deficiência auditiva,

13 eu seria a primeira a concordar com o regresso ao CAP de São Vicente. Felizmente já comecei a colher os frutos que plantei. Isto querendo dizer que nos primeiros três meses da sua entrada no Instituto De Surdos do Funchal, acompanhada por pessoas especializadas em deficiência auditiva, terapia da fala, língua gestual e sendo ainda integrada na escola de ensino regular, a minha filha começou milagrosamente a dizer as primeiras frases.

14 Oito meses depois, Carolina, com a grande equipa de pessoas especializadas na deficiência auditiva tem tido um progresso espantoso! Esta aprendera Língua Gestual Portuguesa, a sua língua materna, com a única formadora de LGP da Madeira, e que mesmo assim não lhe é reconhecida a grande importância que ela representa para os surdos e para nós os Pais. Se não fosse pela formadora Fernanda, eu hoje não teria a oportunidade de comunicar com a minha filha, na sua língua materna.

15 Eu como mãe de uma criança vítima de uma surdez inexplicável e que agora sei o quanto é importante a LGP para ela, pelo facto de conviver com crianças, com jovens e adultos surdos, da sua Língua, da sua cultura e do seu modo diferente de ver o Mundo. Tendo apenas uma hora por semana de LGP com objectivo de aumentar a comunicação com a minha filha, experiência que tem sido muito gratificante, agora sinto que consigo falar através da sua língua materna.

16 O que mais me tem motivado nesta aprendizagem, é o facto de ver e sentir a sua felicidade ao comunicar com ela, usando a LGP. Estando muito agradecida à grande equipa da instituição em especial à Educadora especializada em deficiência auditiva ( Isabel Pinto Correia) que se tem esmerado no grande desenvolvimento da minha filha.

17 E quero agradecer também à Drª Filomena Vieira do Instituto de Surdos do Funchal que por não concordar com a Direcção Regional de Educação Especial e Reabilitação se demitiu de um cargo que quanto a mim, exercia bem. Gostaria muito sinceramente que a Drª Filomena voltasse a desempenhar o seu papel como directora do Instituto de Surdos do Funchal.

18 Muito satisfeita com progresso da Carolina Sofia não pretendo retirá-la da instituição devido ao facto de ter uma grande equipa de profissionais especializados na deficiência auditiva. Contudo, agradeço a vossa atenção e peço a todos os pais que lutem pelos seus filhos sem medo de enfrentar quem quer que seja e não se deixem intimidar por NINGUÉM e acreditem no futuro dos vossos filhos.

19 FIM... Jaqueline Pinto.


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