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A fé é um conhecimento para o qual é preciso despertar, é Deus conhecendo-se a Si mesmo em nós. Jean-Yves Leloup.

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Apresentação em tema: "A fé é um conhecimento para o qual é preciso despertar, é Deus conhecendo-se a Si mesmo em nós. Jean-Yves Leloup."— Transcrição da apresentação:

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2 A fé é um conhecimento para o qual é preciso despertar, é Deus conhecendo-se a Si mesmo em nós. Jean-Yves Leloup

3 A lufada de vento arranca folhas das plantas. Entrego-me à causa que é esperança.

4 Uma saudade. Funda, farta, forte, fértil. Seis anos, Quatro meses, Nove dias.

5 À noite segue o dia. Não há tribulação sem consolação.

6 O reencontro.

7 O abraço e o riso, a comemoração.

8 O abraço e o riso, a comemoração. Lágrimas de alegria, um toque, uma palavra, um olhar.

9 A mãe, e a filha.

10 O tão esperado beijo, após a mais longa e penosa espera.

11 Seis anos, quatro meses, e nove dias.

12 Esses filhos são minha luz, minha lua, minhas estrelas.

13 Por eles encontrei coragem para enfrentar a selva, para voltar a vê-los.

14

15 As lágrimas. Feitos de barro e sopro, somos um feixe de surpreendentes emoções.

16 O amor dos filhos. E o amor dos pais.

17 Ingrid Betancourt nasceu no dia de Natal, em dezembro de Como todos os pais, sua mãe e seu pai desejam à filha recém-nascida todo o bem do mundo.

18 Que encontre na felicidade uma constante companheira, filha amada. Saiba que se te machucares, Nós também iremos nos ferir...

19 cabe aos pais conduzir os passos dos filhos pelo melhor dos caminhos. Diante do oceano de possibilidades da vida,

20 E Ingrid teve nos seus pais um vivo exemplo de generosidade, de integridade, e de amoroso serviço ao próximo necessitado.

21 A mãe de Ingrid, dona Yolanda Pulecio, sempre esteve envolvida em causas sociais. Ainda no ano de 1958, criou o Albergue Infantil de Bogotá, instituição destinada a acolher menores carentes em situação de risco social.

22 Yolanda Pulecio, em 1958.

23 Ao longo de mais de cinco décadas de existência, aproximadamente crianças encontraram abrigo na instituição.

24 Hoje, ao caminhar pela capital colombiana, dona Yolanda não raramente se depara com algum ex-aluno da instituição, já adulto, que a abraça e agradece todo o carinho e cuidado recebidos, tratando-a carinhosamente por Máma Yolanda.

25 E, no exemplo da sua querida mãe, encontrou Ingrid a lição da importância do cuidado e da compaixão.

26 O olhar da mãe e o olhar da filha. Missão, dever, destino. O que é que torna plena uma vida?

27 A Caridade, a Compaixão e a Justiça. Os movimentos da alma. A leveza proporcionada pela conscientização do dever a ser cumprido, – a promoção da dignidade humana.

28 A vida, para ser bela, deve estar cercada de verdade, de bondade, de liberdade. Essas são as coisas pelas quais vale a pena morrer. Rubem Alves

29 O pai de Ingrid, Gabriel Betancourt, dedicou a sua vida a outra causa igualmente nobre, – a promoção da educação e da cultura.

30 Atuou, inicialmente, como ministro da Educação, na Colômbia, sendo posteriormente designado embaixador colombiano na Unesco, o que motivou a mudança da família para a França, quando Ingrid ainda era pequena.

31 A residência da família era um local de encontro para renomados pensadores e artistas latino-americanos, como Pablo Neruda, Fernando Botero e Gabriel García Márquez.

32 Dentre as recordações de Ingrid desta época figuram as tardes que ela, adolescente, passava lendo poesia ao lado de Pablo Neruda.

33 Certa vez, perguntaram ao poeta qual a coisa mais importante do mundo, ao que ele respondeu: Tratar de que o mundo seja digno para todas as vidas humanas, não só para algumas.

34 E Ingrid cresce ouvindo os conselhos de seu pai: Foi graças à Colômbia que você conheceu a Europa, frequentou as melhores escolas e viveu um esplendor cultural que colombiano algum dificilmente conhecerá...

35 Todas essas possibilidades de que você se beneficia fazem com que hoje você tenha uma dívida com o país. Não se esqueça disso.

36 E com tais palavras em mente, Ingrid se forma em Ciências Sociais, pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris. Em 1983, casa-se com o diplomata francês Fabrice Delloye, com quem tem dois filhos, Mélanie, nascida em 1985, e Lorenzo, nascido em 1988.

37 Aos 29 anos de idade, depois de conhecer as vantagens de uma vida confortável e privilegiada na capital francesa, Ingrid Betancourt resolve fazer o inimaginável.

38 Lança-se de corpo e alma, disposta a contribuir na plena medida de suas forças para o resgate de seu país de origem, a Colômbia.

39 Um país mergulhado num cenário explosivo, caracterizado pelo poder dos narcotraficantes, a corrupção de autoridades, e o terror dos paramilitares de extrema direita.

40 Uma jovem mulher, com os seus sonhos e as suas esperanças. O que seria de nós, se não sonhássemos?...

41 Em 1994, aos 33 anos, é eleita Deputada, com a maior votação registrada no país. Incansável militante, torna-se uma árdua promotora da justiça social e da educação, elegendo-se posteriormente Senadora, outra vez com a maior votação já registrada para o cargo no país.

42 Uma vez que a causa que abraça – o combate à corja de políticos corruptos e ao narcotráfico – defronta muitos interesses escusos, não tarda até que comece a receber seguidas ameaças de morte.

43 Tais ameaças, no entanto, apenas reforçam a sua convicção da necessidade de seus esforços e da validade da causa pela qual luta. Ingrid mantém a sua agenda, sendo que a única mudança na sua rotina é o colete à prova de balas, que passa a usar constantemente.

44 Uma jovem mulher, com a sua fé e a sua coragem.

45 Coragem significa arriscar o conhecido em nome do desconhecido, o familiar pelo não familiar, o que é confortável pela peregrinação desconfortável e árdua rumo a outro destino.

46 Não é possível saber se conseguiremos fazer a travessia ou não. É uma aposta. Mas apenas os que apostam sabem o que é a vida.

47 E em 2002, aos 40 anos de idade, Ingrid Betancourt resolve se candidatar à presidência da Colômbia.

48 23 de fevereiro de 2002 Foto tirada minutos antes de seu sequestro.

49 Em plena campanha presidencial, vestindo uma camiseta que leva o slogan da sua campanha – Colombia Nueva.

50 Durante o deslocamento para o vilarejo de San Vicente, a emboscada, o sequestro, a violência.

51 Ingrid é arrancada do veículo, e levada prisioneira para o desconhecido. Uma guerrilha tão sangrenta, quanto imprevisível. O cruel cativeiro nas densas florestas colombianas.

52 A fragilidade feminina diante do cruel encarceramento. A sua fragilidade, e a sua força...

53 Um cativeiro localizado em meio à densa vegetação, sob várias camadas de sombras formadas pela copa das árvores, tornando praticamente impossível a sua localização por aeronaves que porventura sobrevoassem a área.

54 Sombras sobre sombras, fazendo com que por vezes os reféns fiquem vários dias sem ver a luz do sol.

55 E apenas um mês após o sequestro, o pai de Ingrid, em meio ao desespero, vem a falecer em decorrência de problemas cardio-respiratórios.

56 A família lança um apelo humanitário, para que Ingrid seja liberta, de modo a poder participar do enterro do pai. O pedido é ignorado.

57 As durezas da rotina nos acampamentos, as longas marchas mata adentro, todas as privações, humilhações, torturas. Os constantes deslocamentos, visando dificultar possíveis operações de localização e resgate.

58 Num vídeo gravado como prova de vida, Ingrid afirma: Estou bem, estou viva. Só peço a Deus que me ajude a colocar um pé na frente do outro para poder andar dia após dia.

59 Numa entrevista concedida após a sua libertação, Ingrid recorda: Nós (os sequestrados) levávamos a dor do mundo em todas as suas dimensões. Em todas as suas expressões.

60 A floresta é um lugar hostil. Tudo dói nela. A pele não é um espaço de proteção, mas de dor. Comer dói, ir ao banheiro dói, tomar banho dói, viver dói, respirar dói. Não ver o céu dói. Não ver as pessoas que a gente ama dói.

61 Os incessantes sons macabros dos animais, e, à noite, o som dos gemidos dos companheiros que choravam dormindo e gritavam seus pesadelos. Um deserto de afeição, de solidariedade, de afeto.

62 Como reféns, passávamos por uma humilhação constante. Éramos vítimas de total arbitrariedade. Você passa a conhecer o pior que pode existir numa alma humana.

63 O que me permitiu passar por tamanho sofrimento foi o sentimento de que Deus estava ao nosso lado. Não fosse por este sentimento, dificilmente conseguiria suportar as penas impostas no cativeiro.

64 Desce a tarde. No céu, luz sutilíssima, quase invisível, está o primeiro sinal da lua.

65 E por cinco vezes, Ingrid tenta fugir do cruel cativeiro. Em uma das ocasiões, passa três dias perdida na selva antes de ser recapturada.

66 Ela conta que durante os dias que passou perdida na selva, era motivo de alívio e tranquilidade sentir-se livre, a salvo dos olhares vigilantes dos guardas, das armas e das correntes. apesar de todos os riscos e das incertezas a que estava exposta,

67 Acrescenta que tarde da noite buscava uma clareira em meio à densa vegetação, e ao se deitar contemplava, em liberdade, a lua e as estrelas antes de dormir.

68 E, em meio ao desconhecido, não sabia para que lado ir, se encontraria algo com que pudesse se alimentar, ou mesmo se sairia viva daquela situação. Sabia, porém, que estava livre, e isto lhe bastava.

69 Durante os anos de cativeiro, descobri que a liberdade é tão vital quanto o oxigênio. Ingrid Betancourt Ela é a principal chave para a dignidade humana.

70 Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, Cecília Meireles que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda...

71 O alvorecer de mais um dia, recebido na frágil liberdade que a fuga concedera.

72 O incessante caminhar, até o fim das forças ao cair da noite.

73 A serena beleza do horizonte só encontra sentido quando se está livre. O côncavo do céu, e a interrogação das estrelas.

74 E após cada captura, o castigo redobrado. A fragilidade de um corpo, diante das garras do agressor. As correntes cada vez mais pesadas, as privações e humilhações cada vez mais severas.

75 Não raro, os carcereiros executam os fugitivos que são recapturados, de modo a servir de lição, e desencorajar os demais reféns. Ingrid Betancourt, no entanto, é considerada uma moeda de troca de alto valor, o que faz com que sua vida seja poupada.

76 Embora lhe poupem a vida, não lhe aliviam os castigos, cada vez mais severos após cada tentativa de fuga.

77 Numa ocasião, ela é acorrentada pelo pescoço a uma árvore. Por três dias é forçada a permanecer em pé, sob o jugo do cruel castigo, até que resolvam lhe abrandar a pena.

78 Em outra ocasião, Ingrid tem as botas confiscadas.

79 Outra punição para os fugitivos capturados é atormentá-los durante o sono com tarântulas e cobras. Lembrando-lhes que a selva que os cerca está infestada destes e outros perigos.

80 A fragilidade de uma mulher e a sua fortaleza. A sua fé, e o seu calvário...

81 Certa vez, determinaram que Ingrid deveria reparar e costurar os uniformes gastos e rasgados. Além da pilha de uniformes velhos, entregaram-lhe também material de costura.

82 Foi nessa ocasião que ela confeccionou, com linhas, botões e alguns gravetos, o rosário que viria a acompanhá-la durante as duras penas do cativeiro.

83 Um símbolo de fé. Um símbolo de resistência.

84 Um símbolo de fé. Um símbolo de resistência.

85 Na selva eu perdi a infância de meus filhos... e ganhei Deus, ganhei humildade e muito amor pelo mundo.

86 Tribulações podem ser joias para a alma, uma ocasião para a elevação do espírito.

87 Quantas lágrimas não regaram o solo do cativeiro em meio à selva fechada?

88 A ilimitada resignação necessária quando a fé é testada até o extremo.

89 Na nossa caminhada pela vida terrena, há momentos em que somos obrigados a peregrinar por terras candentes e áridas.

90 Há momentos em que constatamos que, salvo a nossa fé e a nossa esperança, tudo mais nos foi roubado, tudo mais perdemos.

91 E é neste instante que descobrimos que tudo ainda possuímos...

92 Salvo a Fé, o Amor e a Esperança, tudo mais perece.

93 São os sonhos dos homens que sustentam o mundo em sua órbita. Que seria de nós, se não sonhássemos?...

94 Um antigo ditado ensina: Quanto mais intenso o inverno, mais bela a primavera floresce...

95 Um antigo ditado ensina: Quanto mais intenso o inverno, mais bela a primavera floresce de julho, O milagre do resgate.

96 02 de julho, O milagre do resgate.

97 O tão aguardado abraço.

98 Quem algum dia sondará o que se passou no coração desta mãe, e no coração da sua filha?...

99 Quem algum dia sondará o que se passou no coração desta mãe, e no coração da sua filha?...

100 Feitos de barro e sopro, somos um feixe de surpreendentes emoções.

101 Não há tribulação sem consolação, já diziam os povos antigos.

102 A supressão do tempo na dilatação amorosa do espírito. Há momentos em que o Amor derrama-se abundante, gratuito, fundo e forte.

103 E nos dias de cativeiro, a constante lembrança dos filhos – Mélanie e Lorenzo, de quem fora apartada ainda pequenos.

104 Mélanie contava, então, com dezesseis anos de idade, e Lorenzo, com apenas treze.

105 O tempo que corre sem cessar. E que transforma crianças e adolescentes em jovens adultos.

106 Lacunas a serem preenchidas.

107 Lembranças e histórias a serem compartilhadas...

108 Diante da pergunta se o dia mais feliz da sua vida foi o dia da sua libertação, Ingrid, sem hesitar por um segundo, responde...

109 ...que não, acrescentando que os dias mais felizes da sua vida foram as datas em que seus filhos tão amados nasceram.

110 Esses filhos são minha luz, minha lua, minhas estrelas. Por eles encontrei coragem para enfrentar a selva, para voltar a vê-los.

111 E ao ser questionada sobre a carreira política interrompida, ela responde que a sua experiência político-partidária a fez perder as esperanças de que as mudanças necessárias possam advir da arena política.

112 Acrescenta que abandona a política partidária, mas não a Política. A Política com p maiúsculo, que move, que mobiliza, que impulsiona rumo ao Amor, à Justiça, e à Solidariedade.

113 A Política do Amor. A Política da Compaixão. A Política da Fraternidade.

114 E apenas poucas semanas após a sua libertação, Ingrid inicia uma série de visitas a presidentes e autoridades, com o intuito de agradecer o apoio que resultou na sua soltura,...

115 ...e, principalmente, de mobilizar as lideranças para a urgente necessidade de se buscar saídas para o impasse dos tantos que ainda se encontram sequestrados e mantidos cativos nas selvas colombianas.

116 A incansável caminhada – agendas, encontros, reuniões. A utopia de um outro mundo possível.

117 Brasil

118 Chile Bolívia

119 Equador Venezuela

120 Espanha México

121 Argentina

122 Peru Colômbia

123 França

124 Título de Cidadã de Honra, conferido pela Prefeitura de Paris.

125 Ontem chorava lágrimas de tristeza, hoje, lágrimas de alegria...

126 Na Sede da Organização das Nações Unidas (ONU) Nova York, EUA

127 Troféu Pellegrino di Pace (Peregrino da Paz) Roma, Itália

128 Na cerimônia de encerramento da conferência A Civilização da Paz: Diálogo entre Culturas e Religiões, Ingrid dirigiu-se aos participantes:

129 É preciso acreditar num mundo melhor, que o bem sempre vence o mal, e que nos próximos dias haveremos de testemunhar o início do tempo do espírito, tão esperado por nós.

130 Os valores da nossa civilização devem mudar, com a sede de poder e a ganância dando lugar ao serviço e à doação.

131 A verdadeira mudança deve começar em cada um de nós. É a partir do somatório das mudanças individuais que poderemos construir um mundo melhor.

132 Nós somos os construtores de um tempo novo, aqueles que inauguram um tempo novo do espírito, um tempo oportuno para que os sonhos se tornem realidade.

133 Com a fé tudo é possível.

134 Evento promovido pela comissão organizadora do Prêmio Nobel da Paz.

135 Ao lado de Bono Vox, ativista com trabalhos humanitários na África.

136 O emocionante reencontro com o policial colombiano Pinchao, ex-companheiro de cativeiro.

137 Depois de oito anos no cativeiro, Pinchao conseguiu fugir, em 2007, do acampamento onde era mantido refém, deixando-se levar, durante uma tempestade, para a liberdade pela correnteza de um rio, seguido de dezoito dias de caminhada pela selva.

138 Recordando os tempos difíceis de cativeiro, e o apoio recebido em tais horas, ele afirma: Ingrid foi minha luz, meu caminho, meu guia nos momentos em que estava na escuridão.

139 Prêmio Mulher do Ano 2008 Viena, Áustria

140 Encontro Como construir um mundo melhor

141 Ao lado de Luis Eladio Pérez, ex-congressista colombiano, que aborda em seu livro, intitulado Inferno Verde, os sete anos em que permaneceu confinado no cárcere das Farc.

142 Durante o lançamento do livro de seu ex- colega de cativeiro, Ingrid, com a voz embargada e chorando em alguns momentos, lembrou os reféns que ainda permanecem cativos na selva, à espera de resgate:

143 Sou muito feliz... mas meu coração ainda está preso nas árvores da floresta...

144 Sou muito feliz... mas meu coração ainda está preso nas árvores da floresta...

145 A importância dos vínculos afetivos.

146 Minha terapia é o amor de minha família, com eles eu volto a ser feliz,...

147 ...afirma Ingrid, cercada dos filhos, da mãe, da irmã, Astrid, e do sobrinho.

148 Uma família feliz nada mais é que o paraíso antecipado.

149 Entrega do Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia Cidade de Oviedo, Espanha.

150 Um reconhecimento da dignidade e da coragem de Ingrid diante do cativeiro.

151 Segundo o júri, ela personifica todos aqueles no mundo que estão privados de liberdade devido à defesa dos direitos humanos e luta contra a violência, a corrupção e o narcotráfico.

152 Ingrid, após afirmar que não merece semelhante distinção, aceita receber o prêmio, com imensa emoção, muito respeito e humildade em nome de seus antigos colegas de cativeiro, vivos e mortos.

153 Dedica o prêmio à sua amada Pátria, a Colômbia, sedenta de concórdia e paz. E, agradecendo a Deus, pede para que Ele a guie para poder responder com altura e sabedoria às oportunidades que se abrem para servir aos que sofrem, e ser a voz dos que não podem se expressar.

154 Atrevo-me a receber o prêmio em nome de meus companheiros sequestrados, aqueles que estão esperando sua vez para a liberdade, e, com muito amor, em nome dos meus companheiros que não voltarão, aqueles que morreram na selva.

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156 Cerimônia de entrega da medalha da Legião da Honra, a mais alta condecoração da França.

157 O mundo, e as voltas que ele dá.

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159 A fragilidade e a força, a fé e a coragem de uma mulher. A fragilidade e a força, a fé e a coragem de todas as mulheres.

160 A fragilidade e a força, a fé e a coragem de todas as mulheres. Tema musical: La Vie Continue (Andre Rieu) Formatação:

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