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ATENÇÃO À SAÚDE DO IDOSO Elina Lika Kikuchi Vice-Presidente Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo

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Apresentação em tema: "ATENÇÃO À SAÚDE DO IDOSO Elina Lika Kikuchi Vice-Presidente Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo"— Transcrição da apresentação:

1 ATENÇÃO À SAÚDE DO IDOSO Elina Lika Kikuchi Vice-Presidente Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo

2 Envelhecimento Incapacidade de manter a homeostase em condições de sobrecarga funcional Confort 1979

3 ALTERAÇÕES RELACIONADAS AO ENVELHECIMENTO MITO: tudo declina com envelhecimento? DIMINUIÇÃO DA RESERVA FUNCIONAL X DOENÇA HETEROGENEIDADE

4 Como ocorre o envelhecimento ? O efeito do TEMPO = SENESCÊNCIA + O efeito das DOENÇAS = SENILIDADE

5 Capacidade Funcional durante a vida C B A A - B = Senescência A - C = Senilidade B - C = Fragilidade

6 ENVELHECIMENTO E SAÚDE A questão que se coloca hoje não é meramente conseguir adiar envelhecimento e aumentar o tempo de vida humana, mas sim, prolongar a duração da vida com qualidade.

7 ENVELHECIMENTO E SAÚDE No caso da saúde, busca- se qualidade de vida por meio da promoção da saúde e da prevenção de doenças de maior ocorrência nesta faixa etária.

8 DEFINIÇÃO DE SAÚDE Inexistência de doenças X Estado de bem-estar físico, psíquico e social OMS 1947 X

9 PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO 1.Aumentar a reserva funcional 2.Adaptar sobrecargas 3.Evitar ou postergar a manifestação clínica das doenças 4.Controlar as doenças existentes 5.Compensar as limitações 6.Prevenir traumas e acidentes 7.Mudança de hábitos 8.Atitudes em prol da cidadania 9.Inserção social

10 1. Aumentar a reserva funcional Perdas locomotoras pelo sedentarismo – Atividade física Alteração cognitiva – Atividade física – Engajamento social – Estímulo intelectual Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

11 2. Adaptar sobrecargas Atividade física Modelo pedagógico Formas de lazer Intervenções medicamentosas, físicas ou psíquicas – Maior risco de evento adverso Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

12 3. Evitar a manifestação clínica das doenças Vacinas Rastreamento / Detecção precoce

13 Vacinação 1. Gripe (influenza)- uma vez ao ano 2. Pneumocócica- dose única após 65 anos. Reforço após 5 anos em pacientes de alto risco (Se 1ª. dose antes dos 65 anos, repetir nessa idade) 3. Dupla do adulto (Tétano e difteria) 3 doses : 1-2 meses 3ª dose 2-6 meses e reforço a cada 10 anos Spalding MC, Sebesta SC. Am Fam Physician 2008;78(2):

14 Rastreamento de neoplasias * Controverso USPSTF

15 Aneurisma de Aorta Abdominal Cirurgia eletiva de aneurismas > 5.5cm reduz a mortalidade por ruptura 9000 mortes anuais por ruptura nos EUA (homens entre anos e com antecedente de tabagismo) Recomendações – Rastreamento de AAA com USG abdominal uma vez para homens entre anos com antecedente de tabagismo atual ou pregresso (USPSTF)

16 Osteoporose Indicado para todas as mulheres > 65 anos e homens com história de fraturas ou fatores de risco (hipogonadismo, uso de glicocorticóides, alcoolismo e uso de anticonvulsivantes) Periodicidade de rastreamento controversa Ingestão adequada de cálcio e vitamina D ( mg Ca elementar e UI vitaminaD) USPSTF. Ann Intern Med. 2011;154:

17 Perda Auditiva Prevalência aumenta com a idade > 80% em maiores 85 anos Motivo de frustração e isolamento social Rastreio Rastreio: – The Hearing Handcap Inventory for the Elderly- Screening (HHIE-S) – que consiste de 10 questões sobre prejuízos sociais e emocionais da perda auditiva. – Pergunta única. Ex: Você diria que tem dificuldade para ouvir? SIM ou NÃO – Testes físicos: teste do sussurro, diapasão, esfregar os dedos. – Audioscopia – Audiometria tonal limiar Valete-Rosalino CM, Rozenfeld S. Braz J Otorhinolaryngol Mar-Apr;71(2): Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

18 Perda Visual Presbiopia, catarata, degeneração macular, glaucoma e retinopatia diabética. Questionamento/Teste de Snellen Avaliação oftalmológica Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

19 Saúde Bucal Inspecionar a cavidade oral, questionar sobre dificuldades à mastigação e deglutição, questionar sobre o ajuste das próteses, orientar medidas de higiene e recomendar a todo idoso que vá ao dentista ao menos duas vezes por ano Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

20 4. Controlar as doenças existentes Prevenção das complicações da doença base – Fatores de risco cardiovascular Hipertensão arterial Diabetes Dislipidemia – alterações do colesterol Obesidade Controle dos sintomas

21 Hipertensão Arterial Sistêmica Um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares. Benefício indiscutível de controle na população geral Controle cauteloso nos muito idosos (aumento de mortalidade?) Alvo Alvo: < 140X90 e <130X80 nos diabéticos e indivíduos com Doença Renal Crônica. Rastreamento de HAS (USPSTF) – Anual PAS entre e PAD entre – Bianual PA < 120X80 Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure 2003

22 Diabetes mellitus Prevalência aumenta com a idade 8,9-20% Rastreamento – USPSTF somente em pessoas com PA 135X80 – ADA todos com 45 anos ou mais; ou antes para aqueles com IMC 25kg/m2 e um ou mais fatores de risco adicionais para DM – Alvo: Idosos em geral: HbA1C < 7.0 (benefício semelhante ao da população geral Idosos frágeis: HbA1C < 8.0

23 Dislipidemia Rastreamento: periodicidade não definida Análise de subgrupos idosos (60-80 anos) mostrou redução de eventos coronarianos fatais e não fatais com terapia hipolipemiante (redução de 20-30%) Boa tolerabilidade em idosos AHA. Circulation. 2005;112: )

24 Obesidade Prevalência de 14% em indivíduos entre anos Associação com diabetes, doença coronariana, dislipidemia, AVE e osteoartrite Mudanças no metabolismo e composição corpórea; IMC ideal em idosos Benefícios: redução da PA, problemas ortopédicos, perfil lipêmico e melhora da autoestima Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

25 Doença Cardiovascular Principal causa de morte nos EUA; Risco cardiovascular > 20% em 10 anos controle mais agressivo de fatores de risco Ações que reduzem risco (pacientes de moderado a alto risco) – Controle de PA – Estatinas – Aspirina Ações que beneficiam todos – Modificações do Estilo de Vida Spalding MC, Sebesta SC. Am Fam Physician 2008;78(2):

26 Doença Cerebrovascular Controle de fatores de risco idem cardiovascular Pacientes > 75 anos com Fibrilação Atrial Crônica risco anual de 4-8% de AVCI Recomendações – Anticoagulação com warfarina redução de risco 60% – Cautela: maior risco de hemorragia fatal; – Aspirina é opção nos casos de contraindicação: IRC; Insuficiência hepática; hemorragias recentes; má aderência; risco de TCE – Alvo: INR entre McNamara RL, Bass, EB, Miller MR, et al. AHRQ Publication Number 01-E026. Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality. January 2001.

27 Depressão Prevalência semelhante a de jovens Subdiagnosticada e subtratada em idosos Particularidades: anedonia, falta de energia, queixa de memória e sintomas somáticos X tristeza Piora qualidade de vida e associação com doenças cardiovasculares e mortalidade Rastreamento recomendado: two-question; GDS 30 e GDS 15 USPSTF 2009

28 5. Compensar as limitações Déficit motor – Fisioterapia Acidente vascular encefálico Fratura de fêmur Déficit visual – Cirurgia para catarata – Óculos Déficit auditivo – Prótese auditiva

29 6. Prevenir traumas e acidentes Quedas – Fratura de fêmur – Hematoma subdural Queimaduras Acidentes automobilísticos

30 >30% da população da comunidade 65 anos cai anualmente Metade apresenta quedas múltiplas Rastreamento: – Questionar presença de duas ou mais quedas/ano – Avaliar equilíbrio e marcha Fatores de risco intrínsecos e extrínsecos QUEDAS Tinetti ME. NEJM 2003

31 Consequências das quedas l Trauma direto – Fratura de colo de fêmur: 1% – Fratura de outros ossos: 5% – Lesão de tecido mole: 5% l Imobilidade pós-queda l Danos psicológicos e sociais Tinetti ME. NEJM 2003

32 7. Mudanças de hábitos Hábitos alimentares Moderação uso de bebidas alcoólicas Cessação do tabagismo Atividade física regular Controle do uso indiscriminado de medicamentos e suplementos vitamínicos

33 Cessação do tabagismo 70% das mortes relacionadas ao cigarro ocorrem em indivíduos com mais de 60 anos Benefícios da cessação após os 60 anos: – Redução de risco de AVE e IAM no primeiro ano; – Ganho de sobrevida: 1,4 a 2,0 anos para homens e 2,7 a 3,7 anos para mulheres – Maior tempo de vida livre de incapacidades Orientar sobre seus riscos, ganhos da cessação e dar suporte àqueles motivados a parar. Spalding MC, Sebesta SC. Am Fam Physician 2008;78(2):

34 Atividade Física Sedentarismo fator de risco cardiovascular mais prevalente (até 73.4% em idosos) Benefícios (presentes em qualquer idade): – Redução de mortalidade – Melhora da sensibilidade a insulina, levando a um melhor controle glicêmico – Melhorar a massa óssea, diminuindo o risco de fraturas – Aumento na capacidade física, elasticidade e equilíbrio, diminuindo o risco de quedas Exercício Resistido (musculação) – Grande benefício em idosos: ganho de força muscular – 8-10 exercícios de grandes grupos musculares, repetições, 2-3x por semana não consecutivos Exercício Aeróbico – Intensidade moderada, 30 minutos/dia, pelo menos 5x por semana Nakasato YR, Carnes BA. Geriatrics (4):27-31

35 Controle do uso indiscriminado de medicamentos e suplementos vitamínicos POLIFARMÁCIA Uso de 5 ou mais medicamentos (idosos vivendo na comunidade empregam em média 2,7 a 4,2 medicamentos) Uso de mais medicamentos que clinicamente indicado Spinewine A, Schmader KE, Barber N. Lancet 2007; 370:173-84

36 Principais consequências da polifarmácia Reações adversas a medicamentos Interações medicamentosas Piora funcional Piora cognitiva Aumento de custos Spinewine A, Schmader KE, Barber N. Lancet 2007; 370: Jyrka J, Enlund H. Pharmacoepidemiol Drug Saf 2011; 20:

37 8. Atitudes em prol da cidadania Voto Estatuto do Idoso

38 9. Inserção social Incentivo a atividades coletivas Volta a vida profissional ativa Relacionamento sexual e afetivo

39 ENVELHECIMENTO BEM SUCEDIDO Definição: envelhecimento com o mínimo de prejuízo (físico e cognitivo) – Menor probabilidade de doenças – Alta capacidade funcional física e cognitiva – Engajamento social ativo com a vida

40 Geriatria Detectar e tratar problemas e/ou doenças remediáveis e maximizar o estado funcional do indivíduo QUALIDADE DE VIDA


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