A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo Abraji Associação Brasileira de Jornalismo.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo Abraji Associação Brasileira de Jornalismo."— Transcrição da apresentação:

1 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo Abraji Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo Maurício Tuffani São Paulo, 19 de maio de 2007

2 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 2 Dificuldades para investigar Enxugamento das equipes de reportagem Contenção de gastos com viagens Redução do próprio espaço editorial Mudanças das atitudes e dos valores editoriais associadas à crescente incorporação das empresas jornalísticas a conglomerados de entretenimento ou de diversas áreas à migração das receitas publicitárias para outras mídias às novas tecnologias

3 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 3 Realizado pelo Project for Excellence in Journalism, sediado em Washington, DC, mas integra a Columbia University Graduate School of Journalism, de Nova York Publica desde 2004 relatórios anuais sobre a situação do jornalismo nos Estados Unidos Dirigido por Tom Rosenstiel, vice-presidente do Committee of Concerned Journalists e co-autor, com Bill Kovach, de Os Elementos do Jornalismo Parceria com escolas de jornalismo da Michigan State University, Missouri University e Ohio University e com a Knight Foundation Patrocinado pelo Pew Charitable Trusts (Joseph N. Pew, Sun Oil Company, US$ 204 milhões em 2006) The State of the News Media

4 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 4 The State of the News Media Áreas temáticas Conteúdo Audiência/circulação Economia Propriedade Investimento em redações Atitude pública Mídias pesquisadas Jornais (de âmbito nacional e local*) Telejornais (idem)* Websites (idem) Blogs (idem) TVs a cabo (nacionais) Rádios (locais) * Inclusive em espanhol

5 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 5 The State of the News Media Jornais nacionais The New York Times Los Angeles Times USA Today Veículos pesquisados: mídia impressa Revistas nacionais New Yorker Time Economist Us News & World Report The Week Newsweek

6 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 6 The State of the News Media TV aberta ABC Today Show Good Morning America CBS Early Show NBC ABC World News Tonight CBS Evening News NBC Nightly News PBS NewsHour Veículos pesquisados: telejornais TV a cabo NewsNight with Aaron Brown (CNN) Larry King Live (CNN) Special Report with Britt Hume (FOX) The OReilly Factor (FOX) Hardball with Chris Matthews (MSNBC) Countdown with Keith Olbermann (MSNBC)

7 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 7 The State of the News Media Websites CNN.com CBSnews.com NYTimes.com Dailynews.Yahoo.co m News.google.com Blogs Daily Kos Instapundit Eschaton Talking Points Little Green Footballs Power Line Crooks and Liars as the vlog Veículos pesquisados: internet

8 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 8 The State of the News Media Conteúdos: aumenta a distribuição e diminui a produção Diminui a verificação e checagem e cresce a informação bruta Agenda noticiosa: cresce influência de governos, grupos de interesses e corporações em detrimento do poder de barganha dos jornalistas (contexto favorável à manipulação da opinião pública) Tendência crescente do padrão faster, looser, and cheaper Aumentam canais informativos, mas diminui variedade de temas Grandes temas têm abordagens similares em vários veículos: homogeneização do noticiário Interesse público perde espaço para o mundo dos negócios Major Trends (recorte-síntese)

9 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 9 Visão sobre investigação Os Elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir Autores: -Bill Kovach (Programa Nieman, Harvard University) -Tom Rosenstiel (diretor do Project for Excellence in Journalism, da Columbia University, que publica desde 2004 os relatórios anuais The State of the News Media) Lançado no Brasil em 2003 (Geração Editorial, São Paulo, 302 págs.) Publicado em 2001 nos Estados Unidos

10 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 10 Os Elementos do Jornalismo Iniciativa do CCJ (Committee of Concerned Journalists) fundado por 25 editores e ombudsmans, reunidos na Universidade Harvard em junho de 1997 em torno do tema da crise de credibilidade da mídia 21 fóruns de debates com cerca de 3 mil convidados, dos quais aproximadamente 300 jornalistas Objetivo: ajudar jornalistas a articular os valores da profissão e a ajudar cidadãos a exigir um jornalismo ligado aos princípios que criaram a imprensa livre

11 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 11 Estavam reunidos ali porque detectavam sérios problemas na profissão jornalística. Mal reconheciam o que consideram jornalismo em boa parte do trabalho de seus colegas. Seu medo maior era que, no lugar de prestar um serviço público relevante, o jornalismo na verdade estava prejudicando esse nobre propósito. Committee of Concerned Journalists Na redação não falamos mais sobre jornalismo, disse Max King, então editor do Philadelphia Inquirer. Somos absorvidos pelas pressões comerciais e os lucros e perdas no balanço anual, concordou outro editor. As notícias viraram entretenimento e informação sobre entretenimento. Mais e mais os bônus anuais ganhos pelos jornalistas dependiam da margem de lucro da empresa, não pela qualidade do seu trabalho.

12 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 12 1.A primeira obrigação do jornalismo é com a verdade. 2.Sua primeira lealdade é com os cidadãos. 3.Sua essência é a disciplina da verificação. 4.Seus praticantes devem manter independência daqueles a quem cobrem. 5.O jornalismo deve ser um monitor independente do poder. 6.O jornalismo deve abrir espaço para a crítica e o compromisso público. 7.O jornalismo deve empenhar-se para apresentar o que é significativo de forma interessante e relevante. 8.O jornalismo deve apresentar as notícias de forma compreensível e proporcional. 9.Os jornalistas devem ser livres para trabalhar de acordo com sua consciência. Os Elementos do Jornalismo

13 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 13 Monitoramento do poder Original o próprio repórter descobre, apura e documenta atividades desconhecidas pelo público Interpretativa contextualização, análise e reflexão sobre dados divulgados ou pesquisados que revela uma nova visão de fatos já conhecidos pelo público ou que até mesmo não tinham maior importância Acusatória denúncia de atividades desconhecidas pelo público e descobertas pelo repórter, mas sem apuração Acompanhamento de investigações ou averiguações feitas pela polícia, pelo Ministério Público, CPIs e outros órgãos oficiais Tipos de reportagem investigativa

14 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 14 Caso clássico: The Pentagon Papers The New York Times, junho de 1971 Daniel Elsberg, pesquisador da Rand Corporation, entregou documentos ao repórter Neil Sheehan Explicação de Elsberg não era clara Análise e síntese de Sheehan contaram com a ajuda de vários colegas repórteres e editores do NYT Reportagem revelou que o caso Golfo de Tonkin (ataque norte-vietnamita ao destróier USS Maddox em 1964) foi fabricado pelo Pentágono para induzir o Congresso a aprovar aumento do envio de tropas à Guerra do Vietnã Governo Nixon proibiu, mas Suprema Corte autorizou Caráter interpretativo

15 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 15 Desmatamento da Amazônia (1988) Folha de S. Paulo, abril de 1989 a fevereiro de 1990 Avaliação com imagens de satélites do desmatamento da Floresta Amazônica brasileira até 1988 pelo INPE Maquiagem dos dados pelo INPE e uso político deles pelo governo José Sarney ( ) Teve início a partir da comparação entre dados oficiais Entrevistas praticamente não trouxeram novos dados Pesquisadores de universidades e de outras instituições se recusaram a dar informações Coordenadores do INPE passaram a recusar entrevistas Resultado: correção da avaliação (42,6% maior) Caráter interpretativo

16 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental Tripulantes da estação orbital soviética Mir vêem a olho nu grandes incêndios florestais. Satélites espaciais registram grandes focos de queimadas. Nesse ano, instala-se a no Brasil a Assembléia Nacional Constituinte ( ) 1988 Bird critica políticas de ocupação da região 1989 Estudo do Bird estima em 12% o total de vegetação nativa devastada*. Em fevereiro, o presidente francês Mitterrand reforça as críticas ao Brasil. Reforça-se a idéia de necessidade de algum tipo de ação internacional para preservar as florestas. Surge o tema da internacionalização da Amazônia * MAHAR, D.J. Goverment Policies and Deforestation in Brazils Amazon Region, Washington DC The World Bank Foco mundial na Amazônia

17 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 17 Janeiro O presidente Sarney determina ao INPE que avalie o desmatamento da Amazônia até º de fevereiro Sarney em entrevista à revista Time: Apenas 5% da floresta [Amazônica] foram tocados 6 de abril Em cerimônia no Congresso Nacional, para a qual haviam sido convidados a imprensa nacional e correspondentes estrangeiros, Sarney anuncia: Criação do Ibama 2.Programa Nossa Natureza 3.Avaliação do INPE: apenas 5% de desmatamento desde o Descobrimento, e a esse percentual corresponde uma taxa mínima durante meu governo (iniciado em 1985)

18 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 18 5/4/1989 Cobertura declaratória

19 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 19 O Globo, 7/4/1989 Uso político dos dados

20 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 20 Jornal da Tarde, 7/4/1989 Programa de governo

21 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 21 Segundo o INPE (abril/1989) Desmatamento da Amazônia Cerrado e Floresta Só Floresta

22 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 22 Segundo o INPE (abril/1989) Desmatamento da Floresta Amazônica brasileira Área total de florestas desmatadas na Amazônia Legal 251,4 mil km 2 (aproximadamente igual à area do Estado de São Paulo ou da Inglaterra) Esse índice corresponde a 5,12% da superfície da Amazônia legal, o que desautoriza a projeção matemática de 12% a partir dos dados de 1978, apresentada pelo Banco Mundial* * MAHAR, D.J. Goverment Policies and Deforestation in Brazils Amazon Region, Washington DC The World Bank

23 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 23 Hipóteses da reportagem Incompatibilidade entre os dados do INPE e os de um trabalho realizado pelo IBDF com a mesma metodologia, que apontava desmatamentos maiores até 1987 no Pará e Maranhão (florestas teriam crescido em um ano?) O diretor de sensoriamento remoto do INPE e um de seus gerentes deram informações contraditórias sobre os métodos empregados no trabalho O presidente Sarney fez uso político dos dados do INPE Outros técnicos que participaram do trabalho do INPE estavam proibidos de dar entrevistas Pesquisadores de universidades e de outras instituições se recusaram a dar informações

24 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 24 Primeiras conclusões seguras Na semana seguinte à divulgação oficial (abril/1989), o caderno Ciência da Folha mostrou que, na dúvida, os coordenadores optaram por dados otimistas (Cientistas minimizam desmatamento para beneficiar Sarney) No mês seguinte, reportagem mostrou que os autores do estudo tinham conhecimento de dados de áreas que não foram considerados por serem de desmatamentos antigos (anteriores à política de incentivos fiscais para a Amazônia, que era o objeto da crítica do Bird) - Dado divulgado: 251 mil km 2 (5%) - Dado corrigido: 343,9 mil km 2 (7%) (mas Bird apontava 12% para florestas e cerrados)

25 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 25 7/5/1989 Primeiro resultado

26 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 26 Desdobramentos Disputas internas de poder no INPE não puderam ser aproveitadas: não havia como relacionar críticas à manipulação dos dados Em debate realizado na Folha em maio, a diretoria do INPE admitiu erro por excluir dados antigos, mas negou ter feito maquiagem dos resultados. Na platéia, técnicos do INPE se mostraram desconfortáveis com justificações do diretor do órgão no debate Justificações de nota oficial do INPE foram refutadas ponto por ponto pela Editoria de Ciência Diretoria do INPE negou-se a dar novas entrevistas e manteve proibição aos técnicos

27 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 27 Investigações seguintes Na biblioteca do INPE, repórter descobriu estudos anteriores do órgão que lançavam mais dúvidas sobre os dados divulgados Documentos distribuídos para a imprensa no evento de 6 abril foram mandados pela Sucursal de Brasília para a Editoria de Ciência, em São Paulo, somente depois da publicação da reportagem de capa de 8 maio Em reunião do IPCC na USP, no final de julho, diretor de sensoriamento remoto do INPE apresentou trabalho divulgado em abril. Repórter da Folha perguntou fez as perguntas que não haviam sido respondidas. O diretor foi irônico e evasivo. A platéia registrou a falta de resposta

28 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 28 Documento distribuído no evento Detalhe: Observação: Foram usadas no trabalho do INPE imagens de satélite de toda a Amazônia Legal, que além de toda a Região Norte abrange também Tocantins (na épocam norte de Goiás, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão)

29 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 29 Detalhe: imagens anteriores a 1988 Observação: Foram usadas no trabalho do INPE imagens de satélite de toda a Amazônia Legal, que além de toda a Região Norte abrange também Tocantins (na épocam norte de Goiás, norte de Mato Grosso e oeste do Maranhão)

30 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 30 Conclusões seguintes das 101 imagens Landsat usadas pelo INPE, 73 eram posteriores a 1987 (início da Constituinte), e não 88 como dizia o órgão. A diferença de 15 imagens correspondia a uma área de cerca de 500 mil km 2 justamente na região conhecida como Arco do Desmatamento, que vai do norte de MT ao sul do PA trabalho do INPE conflitava com estudo do próprio órgão, baseado em dados de satélites Noaa (meteorológicos), que indicavam que em 1987 a extensão das queimadas na Amazônia teria atingido no mínimo 200 mil km 2, dos quais cerca de 40% (80 mil km 2 ) em áreas de floresta Maquiagem de dados deve ter sido ainda maior:

31 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 31 Final da história: revisão dos dados

32 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 32 Final da história: revisão dos dados Desmatamento da Floresta Amazônica até dado divulgado em abril de 1989: 251 mil km 2 (5,12%) - dado corrigido em dezembro de 1989: 358,7 mil km 2 (7,43%) - Diferença de 42,6%

33 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 33 Interpretação: caso do Rio Madeira O Globo, edição de 26/04, editorial "Risco ambiental" (pág. 6): excesso de burocracia somado com a ação de "grupos ambientalistas radicais" paralisa inúmeros projetos do PAC, e ressaltou: "o Ibama já avisou que não há sequer prazo para decidir sobre a licença" Na mesma edição, Míriam Leitão ("Conflito das usinas): "Pelos próprios cálculos de vida útil das usinas do Rio Madeira, ao final de dez anos, os sedimentos seriam 10% do lago, ou seja, metade estaria assoreada. E quem disse isso não foi o Ibama, mas o estudo de impacto ambiental feito pelas empresas que querem construir as hidrelétricas. Por todas as dúvidas, o Ministério do meio Ambiente ainda não tem prazo para conceder a licença prévia das usinas"

34 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 34 Interpretação: caso do Rio Madeira No dia seguinte (27/04), Tereza Cruvinel ("Usinas: cruz e caldeirinha", pág. 3), sem fazer as contas com os números apresentados por sua colega: sem as usinas do Madeira será preciso apelar para Angra 3 e mais térmelétricas a carvão, impedindo o Brasil de honrar os compromissos de redução de emissão de gases-estufa. Na mesma edição, Míriam Leitão ("MMA x MME) lembrou caso do estudo de impacto ambiental da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, no vale do Rio Pelotas, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que começou a operar em julho de 2005: "Num país normal, os autores de um estudo tão mentiroso seriam responsabilizados criminalmente. No Brasil, valeu a lei do fato consumado. Quando se descobriu a mentira, a barragem estava pronta e a mata levou a pior: foi alagada."

35 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 35 Investigação interpretativa Não se esgota com a interpretação: exige verificação e checagem das conclusões Requer também muito rigor e ceticismo do repórter Muitas vezes é realizada com documentos sigilosos ou não divulgados, mas há casos em que basta a interpretação de dados públicos Às vezes a própria reportagem investigativa original exige esse nível de interpretação Pode trazer para o repórter os mesmos riscos que a reportagem investigativa original Exige um elevado nível de familiaridade do repórter com o tema e, às vezes, até mesmo especialização

36 A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 36 Como se especializar Cursos podem ajudar os repórteres a se especializar, mas esforço próprio de atualização e de estudo é muito mais importante Documentos oficiais, estudos de impacto ambiental de empreendimentos polêmicos e websites de órgãos ambientais devem ser consultados periodicamente É imprescindível ler regularmente colunas e blogs de especialistas e de jornalistas especializados É imprescindível a familiaridade com a legislação ambiental e o interesse por temas científicos afins Técnicas de Reportagem Assistida por Computador (CAR) são muito importantes para a interpretação


Carregar ppt "A interpretação de dados na reportagem investigativa ambiental 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Investigativo Abraji Associação Brasileira de Jornalismo."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google