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A natureza, caprichosa artesã, jamais repete um alvorecer ou um pôr de sol. A cada amanhecer o céu se veste com cores e tons diferentes.

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3 A natureza, caprichosa artesã, jamais repete um alvorecer ou um pôr de sol. A cada amanhecer o céu se veste com cores e tons diferentes.

4 Há manhãs de sol e de muita luz, que nos convidam a despertar sorrindo. Há manhãs cinzentas, em que nuvens escuras e densas cobrem sem piedade os raios dourados do sol.

5 Há tardes em que o poente assume cores que nem mesmo os mais criativos pintores jamais arriscaram usar em seus trabalhos.

6 Há poentes em que a garoa fina domina a paisagem, ocultando, em meio à bruma, até mesmo as árvores mais próximas.

7 Há noites sem luar, quando as sombras invadem nosso olhar e as estrelas distantes parecem senhoras de um brilho ainda mais intenso.

8 Há dias de sol e há dias de chuva.

9 Nenhum minuto repete minutos anteriores. Nenhum dia é igual a outro que já vivemos tampouco será idêntico a algum que ainda vamos viver.

10 A vida é feita de experiências únicas que, somadas, criam o arcabouço de nossa história. Há momentos de alegria e momentos de dor.

11 Há conquistas que nos felicitam. Há perdas que nos dilaceram.

12 Tudo que vivemos e aprendemos integra nossas existências e forma o ser que somos ou que um dia seremos.

13 É evidente que nem todos os momentos são fáceis. Há dificuldades que nos parecem intransponíveis e dores infinitas.

14 Nesses momentos o desalento deita sobre nós o peso do sofrimento e da angústia. Curvamo-nos, incapazes de olhar o horizonte, e só vislumbramos as pedras do caminho.

15 Não somos capazes de perceber a luz do sol que brilha acima das nuvens. Tampouco notamos a beleza das flores que emolduram a nossa estrada.

16 Nessas ocasiões, lembremo-nos de contar as bênçãos recebidas. Enumeremos as dádivas que iluminam nossos dias. São tantas!

17 O corpo físico, instrumento bendito que nos possibilita mais essa jornada terrestre; A família, composta por amores do passado e do presente, oportunizando-nos reconciliação e crescimento conjunto;

18 Os amigos, presenças que nos fortalecem e animam nas mais variadas situações; O trabalho, fonte de recursos materiais a sustentar-nos e engrandecer-nos;

19 A mensagem do Cristo, guiando nossos passos por trilhas de luz, consolando-nos sempre.

20 A natureza exuberante, prova inequívoca da existência e da presença de Deus em nossos dias. Pense nisso!

21 Não deixe que as adversidades ocultem de seus olhos as bênçãos que a vida lhe concede.

22 Se a saúde lhe falta, se os amores se afastaram, ou se os recursos materiais se mostram escassos, não se entregue ao desespero.

23 São apenas dias de chuva a preceder manhãs de sol. São situações passageiras e necessárias para o aprendizado do espírito.

24 Valorize o que de bom você já conquistou.

25 As verdadeiras riquezas não são consumíveis pelo tempo, nem podem ser corroídas pela inveja alheia.

26 Ao contrário, elas integram e integrarão, para sempre, a essência de cada ser, completando-o.

27 Conte as bênçãos que já lhe chegaram às mãos e que hão de fazer eternamente parte da sua existência imortal.

28 Levante os olhos, seque as lágrimas e prossiga sempre.

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30 Autor:Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. Recebi do amigo Paulo Nunes Junior Formatação – Ana Lucia Chiavaioli Agosto / 2009


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