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Professor Mário Dantas A NÁLISE O RIENTADA A O BJETOS Fev/2011.

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Apresentação em tema: "Professor Mário Dantas A NÁLISE O RIENTADA A O BJETOS Fev/2011."— Transcrição da apresentação:

1 Professor Mário Dantas A NÁLISE O RIENTADA A O BJETOS Fev/2011

2 Aula 04 - Agenda  Fase de Concepção  Engenharia de Requisitos

3 Fase de Concepção  A fase de concepção é uma etapa na qual o analista vai buscar as primeiras informações sobre o sistema a ser desenvolvido. Nesta etapa, assume- se pouco conhecimento do analista sobre o sistema e uma grande interação com o usuário e o cliente (WAZLAWICK, 2004).

4 Fase de Concepção  Os artefatos dessa fase são ainda desestruturados, isto é, não são necessariamente completos e organizados. O objetivo é descobrir se vale a pena fazer a análise, mas sem fazer a análise propriamente dita (WAZLAWICK, 2004).

5 Passo inicial curto, no qual se explora as seguintes questões:  Qual é a visão e o caso de negócio para o projeto?  Ele é viável?  Devemos construir ou comprar?  Estimativa de custo aproximada: qual a ordem de grandeza?  Devemos continuar ou parar?

6 Fase de Concepção  A concepção, em uma frase:  Conceber o escopo do produto, a visão e o caso de negócio.  O problema principal a ser resolvido, em duas frases:  Os interessados no projeto do sistema têm um consenso básico sobre a visão do projeto?  Vale a pena investir em uma investigação séria?

7 Fase de Concepção  De acordo com Waslawick (2004), a fase de concepção pode ser dividida em três partes:  Levantamento de requisitos;  Organização dos requisitos;  Planejamento do desenvolvimento.

8 Fase de Concepção  Documentos gerados durante o levantamento de requisitos:  Visão geral do sistema ou sumário executivo;  Requisitos funcionais, não funcionais e de domínio;

9 Fase de Concepção  Os documentos acima são fundamentais para o entendimento da fase de concepção, ainda existem outros artefatos que podem ser produzidos nessa fase, tais como:  O glossário;  Análise de riscos e seu controle;  Protótipos;

10 Fase de Concepção  Visão geral do sistema  A visão geral do sistema é um documento de texto em formato livre, na qual deve escrever aquilo que se conseguiu descobrir de relevante sobre o sistema após as conversas com os clientes e usuários.

11 Sistema de Vídeo locadora  Visão Geral do Sistema É proposto o desenvolvimento de um sistema de controle de videolocadora, que vai informatizar as funções de empréstimo, devolução e reserva de filmes. O objetivo do sistema é agilizar o processo de empréstimo e garantir maior segurança, ao mesmo tempo possibilitar um melhor controle das informações por parte da gerência. Deverão ser gerados relatórios de empréstimos por cliente, empréstimos por cliente, empréstimos por filme e empréstimos por mês. O sistema deverá calcular automaticamente o valor dos pagamentos a serem efetuados em cada empréstimos, inclusive multas e descontos devidos. A cada devolução de filmes corresponderá um pagamento, não sendo possível trabalhar com sistema de créditos. A impossibilidade de efetuar um pagamento deve deixar o cliente suspenso, ou seja, impossibilitado de tomar emprestados novos filmes até saldar a dívida.

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13 Definições  Pfleeger (2004), um requisito é uma característica do sistema ou a descrição de algo que o sistema é capaz de realizar para atingir os seus objetivos.  Sommerville (2007), as descrições das funções e restrições são os requisitos do sistema.  SWEBOK (2004), um requisito é descrito como uma propriedade que o software deve exibir para resolver algum problema no mundo real.

14 Definições  Uma condição ou capacidade necessária para um usuário resolver um problema ou alcançar um objetivo.  Uma condição ou uma capacidade que deve ser alcançada ou estar presente em um sistema para satisfazer um contrato, padrão, especificação ou outro documento formalmente imposto.

15 Importância dos Requisitos  Resultados de um estudo feito pelo Standish Group em 350 companhias e 8000 projetos de software (Pfleeger, 2004):  31% dos projetos cancelados antes de estarem completos  Em pequenas companhias, somente 16% dos projetos foram entregues no prazo e no orçamento inicialmente estabelecido  Em grandes companhias, apenas 9% estão de acordo com esses critérios

16 Importância dos Requisitos  O Standish Group classificou os projetos em 3 categorias:  Sucesso (16,2%) : Cobre todas as funcionalidades, em tempo e dentro do custo previsto (cronograma e orçamento)  Problemático (52,7%) : Não cobre todas as funcionalidades exigidas, custo aumentado e/ou com entregas em atraso.  Fracasso (31,1%): Cancelado durante o desenvolvimento

17 Desafios  Compreensão do domínio do problema.  Comunicação efetiva com reais usuários e clientes do sistema.  Evolução contínua dos requisitos do sistema.

18 Domínio  O termo, no contexto da engenharia de software, é utilizado para denotar ou agrupar um conjunto de sistemas ou de áreas funcionais, que exibem características similares.  É definido por um conjunto de características que descrevem uma família de problemas para os quais uma determinada aplicação pretende dar solução.

19 Especificação de Requisitos  Estabelece uma base de concordância entre o cliente e o fornecedor sobre o que o software fará.  Fornece uma referência para a validação do produto final (uma especificação de requisitos de alta qualidade é pré-requisito para um software de alta qualidade).  Reduz o custo do software.

20 Por que precisamos de requisitos? Para entender o que o cliente quer Para documentar o que o cliente quer Para assegurar a qualidade e a satisfação do cliente Para entender o problema do negócio Para documentar o escopo do projeto e definir suas restrições Para definir critérios de aceitação e gerenciar as expectativas do cliente

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22 Definição  Sommerville (2003), Engenharia de Requisitos é o processo de descobrir, analisar, documentar e verificar as funções e restrições do sistema.

23 Engenharia de Requisitos  Descreve as atividades relacionadas à investigação e definição de escopo de um sistema de software.  Processo sistemático de produção de requisitos por meio de atividades cooperativas de análise em que os resultados são documentados em uma variedade de formatos e a precisão das observações é constantemente verificada.

24 Questionamentos Típicos  Como seguir um processo pré-estabelecido se tantos fatores são desconhecidos no início do desenvolvimento do software?  Os fatores desconhecidos serão melhor elucidados e os riscos serão minimizados com um processo sistemático, iterativo e incremental.

25 Questionamentos Típicos  Quantas iterações são necessárias para verificar a correção e a precisão das observações?  A quantidade de iterações ideal será aquela suficiente para que cliente e fornecedor sintam-se seguros e concordem com o que está definido, mesmo com o que surgir de novo e for aceito para o escopo do projeto.

26 Questionamentos Típicos  Quais representações e notações devem ser usadas na captura e documentação dos requisitos?  As representações e notações devem estar previstas no processo de software e no método adotado por esse processo. Tipicamente, são usados casos de uso e suas especificações.

27 Questionamentos Típicos  Qual o nível de precisão e formalidade dos requisitos?  Dependerá de quão crítico é o sistema e das características do cliente.

28 Questionamentos Típicos  Como sabemos que chegamos ao final do processo?  Similarmente à quantidade de iterações, até que haja uma base sólida de concordância entre o desenvolvedor e o cliente

29 Visão Geral Produção de Requisitos LevantamentoRegistro Obtenção de Comprometimento Verificação Gerência de Requisitos Controle de Mudança Gerência de Configuração Rastreabilidade Gerência de Qualidade de Requisitos Engenharia de Requisitos

30 Síntese dos Objetivos  Estabelecer uma visão comum entre o cliente e a equipe de projeto sobre os requisitos que serão atendidos;  Registrar e acompanhar requisitos ao longo de todo o desenvolvimento;  Documentar e controlar os requisitos para estabelecer uma base para uso gerencial e da equipe de desenvolvimento;  Manter planos, artefatos e atividades de software coerentes com os requisitos alocados.

31 Uma Última Questão  O que acontece se:  O usuário mudar de idéia em relação a uma funcionalidade?  O ambiente mudar?  O usuário perceber novas possibilidades na automação?  O engenheiro de requisitos (ou analista) não ter entendido corretamente a necessidade do usuário?

32 Gerência de Mudança  É preciso gerenciar as mudanças!  Mudanças em requisitos ao longo do processo fazem parte do desenvolvimento de software.  Alterações em requisitos podem implicar mudanças em artefatos de projeto, de código, casos de testes, etc.

33 Identificação dos Requisitos  Trata-se da identificação dos requisitos em si para formação da idéia inicial do sistema e compreensão do domínio do problema.  “Trabalhe com os usuários e não contra eles” (AMBLER).  “Temos que aceitar a instabilidade dos requisitos como um fato da vida, e não condená-la como o resultado de um raciocínio mal conduzido” (COAD).

34 Ações com Foco no Usuário  Identificar Objetivos de Negócio (Por que desenvolver algo?)  Identificar Stakeholders (Quem está envolvido?)  Obter diferentes Pontos de Vista (Com que os stakeholders estão preocupados? Existem conflitos?)  Resolver Conflitos  Identificar Cenários (Quais resultados as pessoas desejam? Sob que circunstâncias?)

35 Problemas Comuns  Escopo: O limite do sistema é mal definido, ou detalhes técnicos desnecessários confundem os objetivos globais  Entendimento: Os clientes e usuários não estão completamente certos do que é necessário, não tem pleno entendimento do domínio do problema, têm dificuldade de comunicar as necessidades, têm pouca compreensão das capacidades  Volatilidade: Os requisitos mudam com o tempo

36 Desafios a Suplantar  Falta de conhecimento do usuário das suas reais necessidades e do que um produto de software pode oferecer  Falta de conhecimento do desenvolvedor sobre o domínio do problema

37 Habilidades do Desenvolvedor  Dominar o processo de produção de requisitos e suas técnicas  Ouvir o que os usuários têm a dizer sem induzi-los a aceitar visões e interpretações já vivenciadas pela equipe  Comunicar adequadamente aos usuários e clientes a evolução do trabalho e suas limitações A produção de requisitos é um processo social

38 Classificação de Requisitos  Classificação Comum:  Requisitos Funcionais  Requisitos Não Funcionais  Requisitos de Domínio

39 Outras Classificações para Requisitos  Requisito do usuário: declarações sobre as funções que o sistema deve oferecer  Requisito do sistema: detalhamento das funções e das restrições (contrato entre cliente e desenvolvedor)  Requisito do projeto: define como o projeto deve ser conduzido e que artefatos devem ser produzidos (escopo do projeto).

40 Requisitos Funcionais  Requisitos diretamente ligados ao comportamento do software  Descrevem as funções que o software deve executar  Descrevem as interações entre o sistema e seu ambiente “O software deve permitir que o atendente consulte o relatório com os resultados dos testes clínicos de um paciente”.

41 Exemplos  [RF01] O software deve permitir que o atendente efetue cadastro de clientes.  [RF02] O software deve permitir que o caixa efetue o registro de itens vendidos.  [RF03] O software deve permitir que o administrador gere o um relatório de vendas por mês.

42 Exercícios  Escreva três requisitos funcionais para sistemas a serem desenvolvidos para os seguintes domínios:  Vídeo Locadora  Apoio Inteligente à Análise de Risco para Bolsa de Valores  Sistema de Caixa de Auto-atendimento de um Sistema Bancário.

43 Uma Solução Possível  Vídeo Locadora:  O software deve permitir que o administrador efetue o cadastro de clientes  O software deve permitir que o administrador efetue o cadastro de DVDs  O software deve permitir que o atendente efetue o registro de DVDs alocados  Auto-atendimento Bancário:  O software deve permitir que o cliente consulte seu extrato  O software deve permitir que o cliente efetue saque;  O software deve permitir que o cliente efetue o pagamento da fatura do cartão de crédito.

44 Soluções Possíveis  Apoio Inteligente à Análise de Risco para Bolsa de Valores  O domínio da aplicação pode dificultar – e muito – o trabalho de produção dos requisitos!

45 Requisitos Não Funcionais  São requisitos que expressam condições que o software deve atender ou qualidades específicas que o software deve ter.  Em vez de informar o que o sistema fará, os requisitos não funcionais impõem restrições ao sistema.  Podem ser mais críticos que requisitos funcionais, chegando a tornar um sistema impossível ou inútil.

46 Exemplos  “As consultas ao sistema devem ser respondidas rapidamente”  “As consultas ao sistema devem ser respondidas em menos de três segundos” Requisitos Não Funcionais devem ser mensuráveis e estar associados a uma forma de medida ou referência

47 Medidas para Requisitos Não Funcionais PropriedadeMedida VelocidadeTransações processadas por segundo Tempo de resposta do usuário/evento TamanhoKbytes Num. De chips de RAM FacilidadeTempo de treinamento Num. Quadros de ajuda ConfiabilidadeTempo médio de falhas Probabilidade de indisponibilidade Taxa de ocorrência de falhas RobustezTempo de reinício após a falha Percentual de eventos causando falha PortabilidadeNum. de sistemas destino

48 Classificação dos RNF  RNF do Produto: Produto deve comportar-se de forma particular (velocidade de execução, confiabilidade, etc.)  RNF Organizacionais: Conseqüência de políticas e procedimentos organizacionais (padrões de processo usados, requisitos de implementação, etc.)  RNF Externos: Conseqüência de fatores externos ao sistema e ao processo de desenvolvimento (legislação, etc.)

49 RNF do Produto  RNF de usabilidade: usuários devem ser capazes de usar as funções do sistema após duas horas de treinamento  RNF de confiabilidade: o sistema deve estar disponível 99% das vezes  RNF de segurança: o acesso aos dados deve ser protegido, conforme RN  RNF de desempenho: o sistema deve processar n requisições por segundo  RNF de capacidade: o sistema deve suportar n usuários concorrentemente  RNF de portabilidade: o sistema deve rodar nas plataformas X e Y

50 RNF Organizacionais  São procedentes de políticas e procedimentos nas organizações do cliente e do desenvolvedor:  RNF de entrega: um relatório de progresso deve ser entregue a cada duas semanas  RNF de implementação: o sistema deve ser implementado na linguagem Java  RNF de padrões e métodos de desenvolvimento: uso de métodos orientados a objetos; desenvolvimento utilizando a ferramenta X

51 RNF Externos  Impostos tanto ao produto quanto ao processo de desenvolvimento em função do ambiente no qual o sistema é desenvolvido:  RNF de interoperabilidade: o sistema deve interagir com os sistemas X e Y  RNF de restrições éticas: o sistema não deverá revelar aos operadores nenhuma informação pessoal dos clientes  RNF de restrições legais: o sistema deverá armazenar as informações de acordo com a Lei número XXYY de ZZ

52 Classificação dos RNF

53 Requisitos de Domínio  Derivados do domínio da aplicação e descrevem características do sistema e qualidades que refletem o domínio  Podem ser gerar requisitos funcionais novos ou restrições sobre os existentes  São regras de negócio (RN)

54 Problemas  Entendimento  Requisitos são descritos na linguagem do domínio da aplicação  Não é entendido pelos engenheiros de software que vão desenvolver a aplicação  Aspectos Implícitos  Especialistas no domínio entendem a área tão bem que assumem que os requisitos estão claros para os desenvolvedores

55 Exemplos  [RN1] Os campos referentes a “Orçamento Projeto Vinculado” só estarão ativos se o tipo de projeto for Vinculado.  [RN2] O campo Valor Total Orçado para o Projeto é calculado somando-se os valores definidos para todas as rubricas incluídas no orçamento do projeto, seja ele vinculado ou não-vinculado.  [RN3] A soma dos percentuais a ser distribuído entre os fundos incluídos no plano de aplicação deve ser entre 0 e 100%

56 Exercício  Forneça alguns exemplos de requisitos de domínio (RN) para: 1. Vídeo Locadora 2. Sistema de Auto-atendimento Bancário

57 Respostas  Vídeo locadora:  [RN1] O software deve permitir que o cliente alugue no máximo 2 filmes na primeira locação.  Sistema de Auto-atendimento Bancário:  [RN1] O cliente pode sacar o valor máximo de R$ 100,00 por dia.


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