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Insucesso Académico no IST

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Apresentação em tema: "Insucesso Académico no IST"— Transcrição da apresentação:

1 Insucesso Académico no IST
IST, 26 de Março de 2003 Tânia Correia (GEP) Coordenação: Dra. Marta Pile (GEP) e Dra. Isabel Gonçalves (NAP) Colaboradores: Dr. Hans Welling, Dra. Susana Vasconcelos, Dra. Belina Duarte (NAP); João Patrício, Joana Guilherme (GEP) GEP - Gabinete de Estudos e Planeamento NAP - Núcleo de Aconselhamento Psicológico O presente trabalho resulta de uma cooperação entre o GEP e o Núcleo de Aconselhamento Psicológico, o NAP, e tem como objectivo analisar o impacto de algumas medidas de combate ao insucesso escolar implementadas no IST, tomando como ponto de partida o estudante. Assim, pretendeu-se reunir os esforços de pesquisa destes dois gabinetes, uma vez que: » O GEP tem vindo a realizar macro-estudos orientados para a totalidade da população do IST e » O NAP tem vindo a realizar intervenções clínicas e micro-estudos orientados para a população de estudantes que apresentam problemas de foro psicológico, frequentemente com impacto no seu rendimento académico. A ideia subjacente foi, pois, conseguir uma visão mais completa do insucesso académico no IST, integrando dados mais quantitativos de pesquisa com dados de natureza mais qualitativa.

2 1 - Definição de Insucesso/sucesso académico
Etapas do Estudo 1 - Definição de Insucesso/sucesso académico 2 - Caracterização do Insucesso no IST 3 - Medidas/acções desenvolvidas 4 - Fórum de discussão Este estudo resulta da necessidade do IST identificar as situações de insucesso de forma a permitir a tomada de um conjunto de medidas que actuem sobretudo de modo preventivo, evitando, na medida do possível, o insucesso. LEI O estudo dividiu-se, então, pelas seguintes etapas: Numa 1ª etapa, começou por se discutir e definir o conceito de insucesso/sucesso académico; De seguida, procedeu-se à caracterização do insucesso aplicado ao caso concreto do IST, recorrendo a estudos realizados sobre esta temática, numa tentativa de identificação das principais causas de insucesso e definição de indicadores do mesmo; A 3ª etapa visou a inventariação das medidas de combate ao insucesso desenvolvidas, ao longo dos anos, no IST; E, por último, a 4ª etapa, diz respeito à promoção deste fórum de discussão.

3 1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico
Insucesso Escolar » fenómeno social » verificado em todos os níveis de ensino e instituições escolares » atinge percentagens muito elevadas » apresenta um carácter precoce » socialmente selectivo » cumulativo Podemos considerar, o insucesso escolar como um impedimento ao prosseguimento dos estudos. Inicialmente era perspectivado como um problema isolado, de um aluno que não consegue transitar de ano mas passou a ser visto como um fenómeno social, estando nele implicados não só os alunos como todos os outros intervenientes no processo educativo. O insucesso é um fenómeno verificado em todos os níveis de ensino e instituições escolares, que atinge percentagens muito elevadas. Apresenta um carácter precoce, pois tende a aparecer de uma forma mais intensa nos primeiros anos de escolaridade e é socialmente selectivo, pois o seu grau de incidência varia consoante os meios de origem dos pais dos alunos. É visto, também, como um fenómeno cumulativo, ou seja, um aluno que reprove tem uma maior probabilidade de reprovar novamente, não sendo, por isso, encarado como um “acontecimento isolado na vida do aluno”.

4 1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico
» Qualificações escolares » Variáveis pessoais » Variáveis interpessoais » Variáveis institucionais Sucesso “razão entre o que se pretende atingir (objectivos) e o que se efectivamente se conseguiu (resultados)”. Mas, o termo insucesso/sucesso escolar tem vindo a ser substituído pelo termo insucesso/sucesso académico. Este abarca não só as qualificações académicas como também uma multiplicidade de aspectos que envolvem variáveis pessoais, variáveis interpessoais e variáveis institucionais. Estas afectam o processo de transição e adaptação à universidade, bem como a realização académica do estudante no ensino superior. Na verdade, as dimensões psico-pedagógicas e afectivo-relacionais constituem componentes influentes e responsáveis pelos níveis de êxito e sucesso nos desempenhos escolares e académicos dos estudantes universitários. A transição do ensino secundário para o ensino superior pode ser concebida como potenciadora de crises e vulnerabilidades, bem como fonte de desafios desenvolvimentais. O sucesso académico depende de uma boa adaptação ao ensino superior o que, por sua vez, resulta da interacção entre factores pessoais e variáveis associadas ao campus universitário. Há a ter em conta a subjectividade do insucesso, pois um mesmo desempenho poderá ser visto de forma diferente, consoante os objectivos do estudante. Ou seja, uma situação de sucesso/insucesso escolar, definida por uma instituição universitária, pode divergir da percepção de um estudante que tenha objectivos diferentes dos institucionalmente considerados como correctos. Assim, o sucesso seria considerado como a “razão entre o que se pretende atingir (objectivos) e o que efectivamente se conseguiu (os resultados)”. O insucesso será portanto o reverso desta situação, isto é, aquilo que não se conseguiu por contraposição aos objectivos iniciais.

5 1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico
1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico Dimensões Individual Pedagógica/Didáctica Institucional Ambiental Externa Interacção Professor-Aluno Equipamentos e Serviços Transição - novo espaço de vida (culturais) Percurso Escolar Desempenho escolar Nível de Atractividade do Curso Condições de Frequência Dados sócio-económicos Ritmos de trabalho Transição - novo espaço de vida (geográficos) Grau de Integração/ Participação Organização Curricular Contactos Pessoais Não me querendo alongar mais em questões de ordem teórica, neste estudo foram consideradas 4 dimensões que, directa ou indirectamente, poderão influenciar o percurso académico dos alunos. São elas: » A dimensão individual, intrínseca ao aluno) que abarca o percurso e o desempenho escolar dos alunos, os dados sócio-económicos, os contactos pessoais e os factores psicológicos. » A dimensão pedagógica e didáctica que diz respeito à relação entre docentes e alunos, bem como aspectos relacionados com a organização curricular, a transmissão de conhecimentos, etc.. » A dimensão institucional, relativa à universidade, neste caso ao IST, e que implica não só os equipamentos e serviços, bem como as condições de frequência e o grau de integração na universidade e participação nas várias actividades. » Por último, temos a dimensão ambiental externa, ou seja, toda a envolvente ao Técnico que implica a transição para novos espaços de vida sejam eles culturais ou geográficos. Factores Psicológicos Transmissão de Conhecimentos Adapt. de: Silva, Custódio, Mendes, Lourenço (2001) Abandono Universitário: Estudo de caso no IST, Lisboa, Gabinete de Estudos e Planeamento, Instituto Superior Técnico.

6 1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico
Estudante Orientado para o Sucesso Factores internos instáveis Factores internos estáveis e instáveis Melhoria do desempenho escolar Estudante Orientado para o Fracasso Factores internos estáveis Factores externos instáveis Baixo desempenho escolar Fracassos Sucessos Uma vez que os alunos dão diferentes interpretações aos seus sucessos e fracassos, não só é importante a situação do fracasso mas, também, o significado que o aluno atribui a esse fracasso: para alguns, o fracasso é interpretado como sendo o resultado de um esforço insuficiente e, como tal, susceptível de mudança e melhor desempenho da próxima vez; para outros, é a confirmação de uma incompetência há muito suspeitada, nada que o aumento de esforço possa resolver. Com base nesta diferenciação em termos de atribuições de significados, pode agrupar-se a maioria dos estudantes em dois tipos: o estudante orientado para o sucesso e o estudante “aceitante” do fracasso. Um estudante orientado para o sucesso tende a atribuir os seus fracassos a factores internos instáveis (como a falta de esforço), e os seus sucessos a factores internos estáveis e instáveis (uma combinação de capacidade e esforço). Assim, este estudante quer esteja numa situação de fracasso ou de sucesso, as atribuições que faz destes e os sentimentos que aqueles desencadeiam são conducentes a uma procura de melhoria do desempenho escolar. Pelo contrário, um estudante “aceitante” do fracasso (orientado para o fracasso) tende a atribuir os seus fracassos a factores internos estáveis (falta de capacidade) em detrimento de falta de esforço; quanto aos sucessos, caso estes ocorram, são atribuídos a factores externos instáveis que não se pode controlar (como a sorte e a ajuda dos outros), o que num caso ou noutro implica um baixo desempenho escolar.

7 1 - Definição de Insucesso/Sucesso Académico
Tarefas de Desenvolvimento » Alcançar competências » Gerir emoções » Tornar-se autónomo » Estabelecer identidade » Libertar as relações interpessoais » Clarificar objectivos » Desenvolver a integridade Em suma, temos o insucesso escolar, numa visão mais restrita em que apenas se consideram os resultados escolares, normalmente avaliados pela instituição à luz dos seus objectivos; e temos o insucesso académico, numa visão mais alargada, que até pode implicar um desempenho escolar positivo, mas que, ao nível de outras variáveis (competências), não satisfaz os objectivos/expectativas do aluno. Neste sentido, podemos considerar que o GEP estará mais vocacionado para o estudo e análise do insucesso escolar, na medida em que desenvolve sobretudo estudos com base em informação estatística, e confronta-a com os objectivos da instituição: % de abandonos, n.º de anos em que o aluno termina o curso, % de reprovações nas disciplinas, etc.. E o NAP, por sua vez, longe de se centrar no desempenho escolar dos alunos, intervém a um nível mais alargado, de um ponto de vista do desenvolvimento, em que o estudante é suposto cumprir satisfatoriamente, durante a sua estadia no ensino superior, um conjunto de tarefas ditas de desenvolvimento, que são elas: alcançar competências, gerir emoções, tornar-se autónomo, estabelecer identidade, libertar as relações interpessoais, clarificar objectivos e desenvolver a integridade. Apenas a primeira, alcançar competências, se centra directamente sobre a questão do sucesso escolar propriamente dito. Já a ideia de sucesso académico envolve a consideração de todas estas dimensões.

8 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Estudo de Identificação das Causas do Insucesso escolar no IST - GAPE Lacunas: » Descoordenação entre as diversas disciplinas do mesmo curso » Carências logísticas » Fraca qualidade dos elementos de estudo e/ou orientação bibliográfica de apoio Recomendações: » Promoção da figura do Coordenador de Licenciatura » Criação de salas de estudo e melhoria das condições pedagógicas das salas de aula » Promoção da publicação de manuais de apoio às aulas O insucesso escolar que se verifica no IST é certamente diferente daquele sentido noutras instituições. Isto, porque as realidades são outras, os modos de organização e funcionamento das instituições tenderão a se diferenciar e os próprios actores intervenientes serão diferentes, com desempenhos também eles diferentes. Entrando agora na 2ª fase desta comunicação, referem-se daqui para a frente vários estudos realizados no IST que permitiram caracterizar o insucesso nesta escola. De referir que os estudos foram desenvolvidos em diferentes períodos e tiveram diferentes populações alvo. Um dos primeiros estudos efectuados reporta-se a Deste estudo ressaltavam múltiplas causas para o insucesso, mas apenas irei referir 3 grandes lacunas. » A existência de uma descoordenação entre as diversas disciplinas do mesmo curso, com consequências óbvias nos diversos momentos de avaliação; » Carências logísticas de vária ordem, desde as más condições pedagógicas das salas de aula às deficientes condições de estudo em termos de espaços adequados e seus apetrechamentos; » E, uma fraca qualidade dos elementos de estudo e/ou orientação bibliográfica de apoio, acompanhada por uma deficiente exposição das matérias nas aulas. Fonte: GAPE (Novembro 1991), Estudo de Identificação das Causas do Insucesso Escolar no IST, Lisboa, Instituto Superior Técnico.

9 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Estudo de Identificação das Causas do Insucesso escolar no IST - GAPE Lacunas: » Descoordenação entre as diversas disciplinas do mesmo curso » Carências logísticas » Fraca qualidade dos elementos de estudo e/ou orientação bibliográfica de apoio Recomendações: » Promoção da figura do Coordenador de Licenciatura » Criação de salas de estudo e melhoria das condições pedagógicas das salas de aula » Promoção da publicação de manuais de apoio às aulas De acordo com estas lacunas, o estudo propôs 3 medidas prioritárias para uma melhoria do ensino no IST e consequente redução do insucesso nos primeiros anos das licenciaturas. E, são elas: » A promoção da figura do Coordenador de Licenciatura, atribuindo-lhe poder e definindo com clareza as suas funções, a par da constituição e dinamização das respectivas Comissões de Licenciatura; » A criação de salas de estudo e melhoria das condições pedagógicas das salas de aula; » E, por último, a promoção da publicação de manuais e textos de apoio às aulas, por docentes do próprio IST, através de incentivos vários. De notar que este estudo, como já se disse, é de 91, tendo algumas destas lacunas sido ultrapassadas, nomeadamente em termos de espaços físicos e de apoio aos docentes, para além de que a figura do Coordenador de Licenciatura tem vindo a afirmar-se com o tempo (têm créditos, têm dotação orçamental específica, etc.).

10 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Relatórios de Auto-Avaliação das Licenciaturas - pontos fracos » Sobredimensionamento do trabalho » Qualificações de entrada insatisfatórias » Má coordenação entre as disciplinas do curso » Deficiências pedagógicas do corpo docente » Alguns procedimentos administrativos contrários ao bom desempenho do curso » Condições de vida no campus pouco atractivas » Assiduidade e participação inferiores ao desejável » Falta de salas de aula Por outro lado, e no âmbito das conclusões de vários relatórios de Auto-Avaliação das licenciaturas, auto-avaliação essa, desenvolvida no IST desde o ano lectivo de 1993/1994, são detectados outros tipos de razões. Assim, procedeu-se à inventariação dos pontos fracos das licenciaturas apontados nestes relatórios, que poderão contribuir para situações de insucesso académico. O diapositivo apresenta, por ordem decrescente de ocorrência, uma série de pontos fracos, contudo os mais frequentes são: » Sobredimensionamento do trabalho requerido aos alunos ao longo do curso; » Qualificações de entrada insatisfatórias » Má coordenação entre as disciplinas do curso; (e, por último) » Deficiências pedagógicas do corpo docente (i.é. um corpo docente que dedica pouco esforço à actividade pedagógica). Fonte: Relatórios de Auto-Avaliação das Licenciaturas, do ano lectivo de 1993/94 ao de 2001/02.

11 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Desempenho Escolar no IST Foi ainda desenvolvido outro estudo, em 2000, que permitiu caracterizar o desempenho médio do aluno do IST o que permite, por sua vez, conhecer o desempenho do Aluno “médio” no IST, pois será em contraponto a este que se poderão identificar os casos de insucesso escolar. Não quer com isto dizer que se considere o aluno “médio” como o caso perfeito de sucesso escolar, ou seja, que consiga terminar com aprovação todas as disciplinas em que se inscreveu num dado ano lectivo. Antes pelo contrário. A definição de aluno “médio” engloba outras variáveis para além da aprovação escolar. Assim, este aluno que não usufruiu de quaisquer condições especiais de acesso e frequência no IST, tem um desempenho, em média, perto dos 118 valores numa escala de 0 a 300, de acordo com a fórmula C desenvolvida para aferir o desempenho dos alunos dentro do IST, para efeitos de mudanças internas de curso. Esta fórmula, testada no estudo em referência, tem em consideração o n.º de disciplinas que o aluno concluiu face às que se inscreveu e a soma das classificações obtidas em cada uma delas. O valor considerado mediano é 120 (atingido por  47% dos alunos), estando a grande maioria (+ de 85%) entre os 30 e os 210 valores. Por exemplo, um aluno com valor médio de 120 poderá ter-se inscrito em 10 disciplina e ter concluído as 10 com uma média de 11 ou o mesmo valor mediano (119) poderá corresponder a um aluno que tendo-se inscrito nas 10 disciplinas apenas tenha concluído 7 mas com uma média de 13.5. Fonte: Graça, Marta (Dezembro 2000), Desempenho Escolar no IST, Lisboa, Gabinete de Estudos e Planeamento, IST.

12 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Desempenho Escolar no IST A título exemplificativo, é pertinente apresentar os cursos com melhores resultados para os Alunos Regulares: E são eles: Licenciatura em eng. Do ambiente (158,7), L. Arquitectura (153,8) e Licenciatura eng. Física e tecnológica (150,3). Para os Alunos Não Regulares são: Licenciatura Arquitectura (128,8), Licenciatura Eng. Gestão Industrial (110,0), L. Eng. Ambiente (104,8). Os cursos com piores resultados para os Alunos Regulares são: L. Eng. Minas e G. (76,4), L. Eng. Naval (79,0) e L. Eng. Materiais (97,6); e para os Alunos Não Regulares são: L. Eng. Minas e G. (57,5), L. Química (58,8) e L. Eng. Naval (59,6). Fonte: Graça, Marta (Dezembro 2000), Desempenho Escolar no IST, Lisboa, Gabinete de Estudos e Planeamento, IST.

13 2 - Caracterização do Insucesso no IST
O Abandono interno/externo - Principais causas 1,7% Problemas burocráticos e técnicos Problemas pessoais, psicológicos, saúde e outros 6,1% Dificuldades de desempenho académico / reestruturações do curso 7,8% Incompatibilidade com actividade profissional/familiar 34,8% Num outro estudo já sobre o abandono escolar, desenvolvido em 2001, identificam-se situações extremas de insucesso escolar - alunos que desistem definitivamente do curso ou de universidade. No entanto, não se pode esquecer que muitos alunos abandonam os seus cursos em detrimento de outros da sua preferência e não tanto por uma questão de mau desempenho. Apresentam-se aqui as principais causas de abandono dos alunos do IST, de acordo com um estudo desenvolvido no GEP, em que foram encontrados níveis de abandono elevados, na ordem dos 35%. Em que destes 35%, 29,1% corresponde ao abandono externo e 6,1% ao abandono interno. Assim, verificou-se que a principal causa de abandono é devido ao desinteresse, falta de vocação e baixas expectativas o que abarca quase 50% dos alunos; cerca de 35% desistiu por incompatibilidade com actividade profissional ou familiar e somente aproximadamente 8% desistiu por dificuldades de desempenho ou por reestruturações do curso. De referir que são nos 2 primeiros anos de frequência universitária que o grosso dos abandonos se regista (15,6%), sendo os restantes (84,5%) no 3º, 4º e 5º anos. 49,6% Desinteresse, falta de vocação, baixas expectativas Fonte: Silva, Custódio, Mendes, Lourenço (Janeiro 2001), Abandono Universitário: estudo de caso no IST, Lisboa, Gabinete de Estudos e Planeamento, Instituto Superior Técnico.

14 Taxa Média de Abandono Efectivo, segundo a Licenciatura
2 - Caracterização do Insucesso no IST Taxa Média de Abandono Efectivo, segundo a Licenciatura Ao analisar as licenciaturas do IST face à taxa de abandonos efectivos (abandonos internos + abandonos externos), podem verificar-se diferenças expressivas. Assim, é de destacar as menores taxas de abandono efectivo nas licenciaturas de Eng. Aeroespacial (18,2%) e Eng. Gestão Industrial (21,8%); contudo estas, aquando do estudo, eram ainda licenciaturas bastante recentes não estando contemplados as mesmas gerações. Assim, Eng. Física e Tecnológica (26,3%) é a licenciatura com um valor efectivo de abandono mais baixo, quando considerados todos as gerações analisadas. Em contrapartida, as licenciaturas que se destacam pela negativa, com valores bastante elevados de taxa de abandonos efectivos, são Eng. De Minas (72,7%), Eng. De Materiais (65,4%), Eng. Naval (53,4%) e Eng. Mecânica (42,1%). Quanto ao abandono externo, constata-se que a tendência não se altera significativamente, no que diz respeito às licenciaturas que se encontram nos extremos, em comparação com o abandono efectivo. Assim, apenas se altera a ordem das licenciaturas com valores mais elevados de abandono externo em relação às de abandono efectivo. No que diz respeito ao abandono interno, e comparando-o com o abandono efectivo, constatam-se algumas diferenças na ordenação das licenciaturas. Assim, se as licenciaturas com maior taxa de abandono efectivo mantêm a posição no abandono interno: Eng. Minas, Eng. Materiais e Eng. Naval. Com um saldo mais positivo no abandono interno, temos Eng. Civil (2,4%), Eng. Informática e Computadores (2,5%), Eng. Química (2,8%) e Eng. Electrotécnica e de Computadores (3,9%). * LET teve início em 1991 e LEA teve início em 1992 ** LEIC teve início em 1989 e LEGI teve início em 1990

15 N.º de anos, em média, para a conclusão de várias licenciaturas
2 - Caracterização do Insucesso no IST N.º de anos, em média, para a conclusão de várias licenciaturas Vimos no slide anterior quais as licenciaturas que registam maiores e menores taxas de abandono, é importante agora ver quanto tempo demora a concluir cada licenciatura. Da observação do gráfico constata-se que é a licenciatura em Engenharia Naval que apresenta um tempo médio de conclusão superior às restantes licenciaturas (7.0 anos), logo seguida da L. Eng. Mecânica (6.8 anos) e L. Eng. Materiais (6.6 anos). No que concerne aos restantes cursos, o seu tempo médio de conclusão não se afasta significativamente da média total de conclusão no IST (6.2 anos). Nenhum curso é terminado nos cinco anos previstos para a sua conclusão, apesar de haver licenciaturas como a L. Eng. Física e Tecnológica (5.5 anos), L. Eng. Informática e de Computadores (5.6 anos) e L. Eng. Gestão Industrial (5.9 anos) cujos alunos, em média, conseguem terminá-las antes de perfazerem seis anos na instituição. Quanto à L. Eng. Aeroespacial (5.5 anos) e L. Eng. Ambiente (5.6 anos), o seu tempo de conclusão é bastante baixo, mas dever-se-á ter em conta o facto destas licenciaturas serem relativamente recentes, estando contemplados apenas alguns anos. De notar que para a construção deste gráfico considerarm-se os licenciados entre 1989 e 1999, não foram considerados eventuais períodos de prescrição e interrupção, e foram excluídos os alunos cuja diferença entre o ano da última e da primeira inscrição era inferior a 5 e superior a 12 anos.

16 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Inquérito aos Alunos Objectivo Analisar e caracterizar o perfil do aluno que tem insucesso no IST. População Alvo Amostra » Alunos ingressados no IST em 2001/02 » 0 ou 1 disciplina concluída » Total de 120 alunos » n = 70 (  60% de respostas) » 0 disciplinas = 57% 1 disciplina = 43% » Cursos sem representação na amostra: LEMG, LET, LeMat Ainda numa tentativa de caracterizar o insucesso, refere-se o último estudo desenvolvido, ainda em fase de conclusão e que se reporta a um inquérito, lançado em Dezembro passado. O objectivo era o de analisar e caracterizar o perfil do aluno com um desempenho escolar bastante insatisfatório, com o objectivo de prevenir um agravamento da situação ou a sua perpetuação. Assim, a população alvo era constituída pelos alunos ingressados no IST, em 2001/02, que tiveram aprovação a uma ou nenhuma disciplina, o que perfazia um total de 120 alunos. Obtiveram-se 70 respostas, cerca de 60% aproximadamente, em que 57% dos 120 alunos não tinha concluído nenhuma disciplina e 43% apenas uma. De destacar que a inexistência de alunos nestas condições em 4 licenciaturas: eng. De minas e georrecursos, eng. Do território e eng. De materiais. Como já disse anteriormente, o tratamento dos dados recolhidos ainda não está concluído, de modo que, neste momento, apenas se podem apresentar algumas conclusões/ considerações preliminares.

17 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Inquérito aos Alunos É interessante verificar que no início do ano lectivo, os estudantes tinham percepções muito positivas quanto ao seu desempenho futuro. O nível de resultados que esperavam alcançar no primeiro ano da licenciatura mostra-se bastante optimista, uma vez que 72,3% dos alunos dizem que pretendem passar a todas as disciplinas com boa média e 9,2% passar a todas as disciplinas independentemente da média. A grande maioria dos alunos (72%) espera concluir a licenciatura nos anos previstos no currículo do curso. Parece, pois, que a frequência das aulas, ou a própria vivência académica, levaram a uma reavaliação das expectativas relativamente às licenciaturas escolhidas e ao percurso académico.

18 2 - Caracterização do Insucesso no IST
Inquérito aos Alunos Isto porque, tendo em conta os principais motivos apontados pelos alunos como causadores do seu mau desempenho escolar - “o curso não era o pretendido” (17,0%), “falta de estudo/aplicação” (16,0%), “falta de motivação” (14,2%), “problemas particulares” (13,2%) e “adaptação secundário/universidade” (10,4%) – estes entram em contradição com aquilo que era esperado no início do ano lectivo. A falta de motivação e a falta de estudo/aplicação são respostas frequentes mas que parecem não estar relacionadas com a satisfação dos alunos quanto aos aspectos pedagógicos do curso ou relativamente às instalações do Técnico, visto os alunos posicionarem-se maioritariamente como satisfeitos ou muito satisfeitos relativamente a estes itens. É quando se questiona os alunos quanto ao seu comportamento enquanto estudante que as respostas demonstram a sua desmotivação e o seu pouco interesse. Resta então saber de onde advém essa falta de motivação, já que no início do ano as aspirações quanto à frequência da licenciatura eram muito positivas.

19 Olhando, agora, para a distribuição dos motivos para o mau desempenho pelas várias licenciaturas, constata-se que o baixo número de respostas em alguns cursos apenas permite tecer algumas tendências. De referir, ainda, que nas licenciaturas com maior frequência de resposta (os cursos com mais alunos no IST) existe uma maior dispersão quanto aos motivos de mau desempenho escolar.

20 Comportamento enquanto aluno
2 - Caracterização do Insucesso no IST Comportamento enquanto aluno Relativamente ao modo como os inquiridos descreviam o seu comportamento enquanto alunos, estes maioritariamente ou não compareciam de todo nas aulas (23%) ou se compareciam, deixaram de o fazer: “não comparecia ou comparecia pouco nas aulas” com 28% e “de início comparecia e depois deixou de comparecer com 23%.

21 2 - Caracterização do Insucesso no IST
A Psicoterapia e o Insucesso Escolar Resultados do 1º estudo » Grupo “aconselhamento” - tendência para a realização de mais 1 disciplina » Grupo “terapia individual” - valor significativo, mais 2 disciplinas realizadas » Grupo “mudança de curso” - não há diferenças significativas, tendência para realizar mais 1 disciplina » Grupo “épocas especiais” - resultado não significativo, tendência para realizar menos 1 disciplina Este último estudo aqui apresentado, tem por objectivo avaliar o efeito da psicoterapia individual no insucesso académico, relacionando-se o n.º de disciplinas feitas depois da psicoterapia em relação às efectuadas no período anterior. Assim, foi realizado um 1º estudo com os dados dos alunos que iniciaram psicoterapia em 1994 ou 1995, verificando-se um efeito significativo da psicoterapia nos alunos que procuraram o serviço com queixa de insucesso académico. A comparação de sucesso académico foi feita para 5 condições diferentes: grupo de aconselhamento, no qual a tendência foi para a realização de mais uma disciplina em comparação com o ano anterior ao início do processo; grupo terapia individual, em que os alunos realizaram cerca de mais 2 disciplinas; grupo mudança de curso, no qual apesar de não haver diferenças significativas, aponta para uma tendência de mais uma disciplina no ano depois de iniciado o processo e, por último, o grupo épocas especiais, em que curiosamente a tendência é para fazerem menos uma disciplina. Com base neste estudo-piloto decidiu-se repetir o estudo para os aluno que iniciaram um acompanhamento psicológico de psicoterapia individual nos anos lectivos 1996/97 e 1997/98. Os resultados deste estudo apontam para um aumento significativo na realização de disciplinas em relação ao período anterior ao início da terapia, i. é. para um aumento de uma disciplina, sendo este número significativo. Resultados do 2º estudo » Aumento significativo no número de disciplinas realizado face ao período anterior ao início da terapia.

22 3 - Medidas de combate ao Insucesso no IST
Medidas de combate ao insucesso escolar persistente » Funcionamento bianual de algumas disciplinas » Aumento do nº de semanas lectivas » Redução da época de avaliação » Promoção da avaliação contínua » Avaliação contínua intensiva - aplicada à disciplina de Álgebra Linear na LEIC (integrado no projecto CAL2000) » Optimização do rendimento de cadeiras do Departamento de Física » Uma experiência pedagógica nos trabalhos laboratoriais » Introdução de objectivos mínimos numa cadeira de informática » Aprendizagem de conteúdos e desenvolvimento de capacidades e aptidões: uma experiência na Licenciatura em Engenharia do Ambiente Até este momento apresentou-se uma série de causas e indicadores de insucesso escolar, identificados em alguns dos estudos realizados, na última década, no IST. Dessa inventariação resultaram uma série de medidas. Estas foram agrupadas consoante os seus objectivos e foram identificados os destinatários, o período de tempo abrangido, os responsáveis pela sua implementação e os resultados da sua aplicação. De uma forma sucinta e, limitando-me a enumerá-las, temos, num 1º grupo, as medidas de combate ao insucesso escolar persistente, nas quais se incluem: o funcionamento bianual (em semestres seguidos) de algumas disciplinas (nomeadamente análises matemáticas e álgebra linear, mais tarde química orgânica e no corrente ano lectivo probabilidades e estatística), complementado com um regime de precedências, o aumento do n.º de semanas lectivas de 13 para 15; a redução da época de avaliação de 7 para 5 semanas; a promoção da avaliação contínua, entre outras.

23 Medidas de promoção do sucesso escolar
3 - Medidas de combate ao Insucesso no IST Medidas de promoção do sucesso escolar Melhoria das condições de acesso e inserção na comunidade académica: » GAPE (http://gape.ist.utl.pt) » CASIST NAP Núcleo Médico (http://ist.utl.pt/pt/viver_ist/) » Mentorado (http://gape.ist.utl.pt/gape/ mentorado.html) Melhoria do funcionamento global do sistema de ensino/aprendizagem: » Monitorização do desempenho dos alunos » Cursos de formação de docentes » Grupo de métodos de estudo » Avaliação Pedagógica dos docentes Melhoria do funcionamento dos estágios e promoção de saídas profissionais: » UNIVA (http://alumni.ist.utl.pt) » Gabinete de Estágios da AEIST (http://ge.aeist.pt/asp/) Num 2º grupo, temos medidas de promoção do sucesso escolar, divididas em 3 áreas de actuação: A 1ª que visa a melhoria das condições de acesso e inserção na comunidade académica. E, aqui temos como exemplo a criação do GAPE que pretende ser o órgão de promoção da relação escola/estudante e também apoiar acções de combate ao insucesso escolar; a criação do CASIST (Centro Apoio Social IST) que desenvolve actividades dirigidas aos alunos e funcionários, de onde se realça o funcionamento do Núcleo médico e do NAP e que tem como missão promover boas condições de vida e trabalho, de forma a proporcionar um ambiente adequado ao processo de aprendizagem e às actividades de ensino e investigação. A criação do NAP que pretende promover o bem estar psicológico da população do IST, proporcionando aos utentes um atendimento especializado e específico nas áreas de orientação e aconselhamento, em situações de crise, e de terapia, em caso de perturbações diagnosticadas. Por último, temos o projecto de mentorado que tem como objectivo facilitar a integração social e institucional dos alunos que ingressam pela 1ª vez no Técnico, em que os novos alunos recebem apoio por parte dos alunos mais velhos, que já estão integrados, minorando assim o impacto da transição secundário/superior.

24 Medidas de promoção do sucesso escolar
3 - Medidas de combate ao Insucesso no IST Medidas de promoção do sucesso escolar Melhoria das condições de acesso e inserção na comunidade académica: » GAPE » CASIST » NAP » Mentorado Melhoria do funcionamento global do sistema de ensino/aprendizagem: » Monitorização do desempenho dos alunos » Cursos de formação de docentes » Grupo de métodos de estudo » Avaliação pedagógica dos docentes Melhoria do funcionamento dos estágios e promoção de saídas profissionais: » UNIVA A 2ª área implica a melhoria do funcionamento global do sistema de ensino/aprendizagem, de onde se destacam as medidas de monitorização do desempenho dos alunos que têm como objectivo o acompanhamento do percurso escolar dos alunos por parte dos docentes da licenciatura, de modo a que possa existir uma intervenção rápida por parte dos professores quando os desempenhos são mais negativos. A promoção de cursos de formação pedagógica de docentes, dos quais se destacam os de “técnica de voz e comportamento”, “técnicas teatrais aplicadas ao professor”, “formação para a didáctica universitária” “técnicas de leitura rápida”, “técnicas de gestão de tempo e diminuição de stress”, entre outros. A avaliação pedagógica dos docentes, por forma a que estes recebam um feedback do seu trabalho, o que facilita o reajuste de conteúdos e métodos de ensino e aprendizagem, suscitando nos alunos e nos próprios docentes uma atitude mais participativa, crítica e responsabilizada. E, ainda, a criação de um grupo de métodos de estudo que procura promover a reflexão dos participantes acerca da forma como estudam, das dificuldades que sentem e das estratégias que utilizam, ajudando-os a lidar com o estudo de uma forma activa e responsável, atendendo aos seus interesses, à sua personalidade e ao contexto educativo. Por último, numa 3ª área que tem como objectivo a melhoria do funcionamento dos estágios e promoção de saídas profissionais, incluem-se a UNIVA - Unidade de Inserção na Vida Activa e o Gabinete de estágios da AEIST.

25 4 - Propostas de Trabalho
» Grelha de análise do desempenho escolar » Monitorização do desempenho dos alunos » Identificação de estudantes “de risco” » Identificação das causas/consequências das mudanças de curso internas Em resumo: temos definido um conceito mais alargado de insucesso, foi feito um levantamento de indicadores de insucesso no IST, com base em variadíssimos estudos desenvolvidos nos últimos anos e ainda uma inventariação das medidas aplicadas que, grosso modo, apontam, tanto umas como outras, para problemas que implicam uma melhoria do sistema de ensino/aprendizagem. Ao nível do ensino, lacunas como descoordenação do curso, deficiências pedagógicas, sobredimensionamento do trabalho requerido aos alunos, fraca qualidade dos elementos de estudo e/ou orientação bibliográfica são tudo problemas cuja resolução passa por um esforço institucional ao nível do corpo docente. Por sua vez, ao nível da aprendizagem, verifica-se desinteresse, falta de vocação, falta de estudo/aplicação e baixas expectativas por parte dos alunos, aliados a dificuldades de conciliação de vida profissional e familiar, problemas que remetem para atribuições internas que o aluno faz para o seu insucesso. Se olharmos às medidas de correcção da situação de insucesso, temos medidas que actuam sobre a estrutura/funcionamento dos cursos (como as enunciadas no slide sobre medidas de combate ao insucesso escolar), outras que actuam ao nível do docente (como os cursos de formação e a avaliação do desempenho pedagógico) e outras que promovem a integração/adaptação do aluno ao campus universitário (o mentorado, os grupos de métodos de estudo, o próprio GAPE e NAP).

26 Propõem-se agora medidas que envolvem ambos os actores deste processo de ensino/aprendizagem, uma vez que se propõe um maior envolvimento por parte dos docentes, na vida académica dos alunos, através de um acompanhamento mais próximo do seu percurso escolar. » Assim, propõe-se a aplicação de uma grelha de análise do desempenho, que se encontra aliás em estudo, de cada aluno que sintetize os vários graus de sucesso/insucesso escolar no IST, com base na qual se poderão avaliar futuras medidas/acções de combate e prevenção do insucesso; » O alargamento da aplicação a outras licenciaturas de um instrumento de monitorização do desempenho dos alunos que permite o acompanhamento do percurso académico destes por parte de docentes da licenciatura e novamente a identificação precoce de situações menos satisfatórias. Esta monitorização tem como base uma grelha tal como aqui se exemplifica. Nesta grelha que sintetiza o percurso escolar de alguns alunos ingressados em 1998/99, do curso de Mecânica, pode-se ver a azul escuro as disciplinas que concluíram no ano em análise (2001/02), a azul claro as disciplinas concluídas, em anos lectivos anteriores e os quadradinhos sem cor correspondem às disciplinas a que os alunos se inscreveram mas ainda não obtiveram aprovação.

27 Aluno com um percurso regular (Bom)
Exemplos Aluno com um percurso regular (Bom) Aluno com um mau percurso Aluno com um percurso mediano Mais concretamente, pode exemplificar-se 3 alunos com percursos escolares bem distintos. Assim, temos o aluno com um percurso regular (bom) que face ao ano de entrada conseguiu concluir todas as disciplinas no tempo previsto. O aluno com um mau percurso, que como se pode ver, deveria estar em 2001/02 no 4º ano mas ainda nem concluiu o 1º ano. E, o aluno com um percurso mediano que apesar de estar inscrito em algumas disciplinas do 4º ano ainda tem por concluir algumas de 3º ano.

28 4 - Propostas de Trabalho
» Grelha de análise do desempenho escolar » Monitorização do desempenho dos alunos » Identificação de estudantes “de risco” » Identificação das causas/consequências das mudanças de curso internas » Outra proposta de trabalho é a identificação de estudantes ditos “de risco”, ou seja, os estudante que, de facto, deverão ser alvo de intervenção específica do IST no futuro. Neste momento, estamos a tentar identificar esse perfil dos estudantes de risco, com base na análise da população escolar, ingressada em 2001/02 no IST e cujos resultados obtidos foram iguais ou inferiores a uma disciplina concluída; » Por último, a identificação das causas e consequências das mudanças de curso internas, com vista a um melhor conhecimento destes fluxos dentro da escola. Resta-me referir que todos os estudos mencionados nesta apresentação podem ser consultados na página Web do GEP e lembrar que este trabalho se assume predominantemente como um ponto de partida, como um instrumento que problematize mas que, também, sintetize informação recolhida acerca do insucesso no IST, de modo a que permita estabelecer metodologia de análise e reflexão consensuais a aplicar, quer propostas de medidas e/ou estudos a desenvolver futuramente com o objectivo de promover o sucesso académico. Obrigado.


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