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Análise da Interação Verbal Análise da Conversação x Análise do Discurso.

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Apresentação em tema: "Análise da Interação Verbal Análise da Conversação x Análise do Discurso."— Transcrição da apresentação:

1 Análise da Interação Verbal Análise da Conversação x Análise do Discurso

2 Introdução A análise da interação verbal teve sua origem com os trabalhos de Garfinkel no início dos anos 60, mais especificamente com a publicação do livro Studies in Ethnomethodology" em Aqui se iniciam os estudos sobre etnometodolgia, mais especificamente, falaremos da análise da conversação (AC) que teve suas origens na etnometodologia. A etnometodologia pode ser definida como o estudo das maneiras pelas quais as pessoas criam sentido em seus mundos sociais, ou seja, dos ambientes sociais em que vivem. Por conversação entendemos como toda troca espontânea de falas ou conversas entre pessoas no dia a dia aproximando-se mais do tipo de conversa informal, não submetida a ocasiões ou instituições sociais que possam determinar uma mudança nos níveis de formalidade e informalidade.

3 Razões que justificam o estudo da conversação 1. prática social mais comum do ser humano 2. desempenha um papel privilegiado na construção de identidades sociais e relações interpessoais 3. exige uma enorme coordenação de ações que exorbitam em muito a simples habilidade lingüística dos falantes (Marcuschi, 1986) 4. permite que se abordem questões envolvendo "a sistematicidade da língua presente em seu uso e a construção das teorias para enfrentar essas questões" (Marcuschi, 1986)

4 Perguntas que norteiam a Análise da Conversação Como é que as pessoas se entendem ao conversar? Como sabem que estão se entendendo? Como sabem que estão agindo coordenada e cooperativamente? Como usam seus conhecimentos lingüísticos e outros para criar condições adequadas à compreensão mútua? Como criam, desenvolvem e resolvem conflitos interacionais?

5 Aspectos organizacionais da conversação A análise da conversação possui uma linha relativamente estrutural, preocupada em definir aspectos organizacionais da conversação. Estes aspectos característicos podem ser elencados da seguinte maneira a fim de que delimite o que é conversação e sua análise:

6 Aspectos organizacionais da conversação a. interação entre pelos menos dois falantes; b. ocorrência de pelo menos uma troca de falantes; c. presença de uma seqüência de ações coordenadas; d. execução numa identidade temporal; e. envolvimento numa interação centrada. (Marcuschi, 1986)

7 Características da Conversação 1. troca de falantes recorre ou pelo menos ocorre 2. em qualquer turno, fala um de cada vez 3. ocorrências com mais de um falante por vez são comuns, mas breves 4. transições de um turno a outro sem intervalo e sem sobreposições são comuns; longas pausas e sobreposições extensas são a minoria 5. a ordem dos turnos não e fixa, mas variável 6. a tamanho dos turnos não e fixo, mas variável 7. a extensão da conversação não e fixa nem previamente especificado 8. o que cada falante dirá não e fixo nem previamente especificado 9. a distribuição dos turnos não e fixa 10. o numero de participantes e variável 11. a fala pode ser continua ou descontinua 12. são usadas técnicas de atribuição de turnos 13. são empregadas diversas unidades construidoras de turno: lexema, sintagma, sentença, etc. 14. certos mecanismos de reparação resolvem falhas ou violações nas tomadas (Marcuschi, 1986)

8 Observações Na AC, para efeitos de estudo, não é tomada nenhum tipo de atividade verbal monológica, tanto pelo fato de serem exigidos no mínimo dois falantes, quanto pela característica dialógica da linguagem. A mudança do foco da análise da conversação para estudos interacionistas se deu pela posterior necessidade de respostas que a situação da conversa somente não era capaz de abarcar. Passou-se então a verificação do contexto social e como este influenciava na conversa e nos elementos paralingüísticos.

9 Observações A mudança de foco nos estudos variacionistas se dá com Gumperz e os estudos interacionistas no âmbito da sociologia e antropologia. Gumperz considera necessário o conhecimento de todo o contexto social de uma certa comunidade para que se justifiquem os tipos de mudança na fala dos indivíduos. Seu artigo (CAP. 3 SOCIOLING. INTERAC.) é bem ilustrativo neste sentido, de verificar como se processa a interação e os traços. Como a atenção neste momento é de explicitar alguns pontos da AC, não nos deteremos a Gumperz.

10 Elementos subjacentes à AC Seguindo os tópicos de Marcuschi (1986), exporemos os elementos subjacentes à AC como se segue: 1. organização de turno a turno fala um por vez – não linear, ocorrendo com o que possui o turno quem tem a palavra e quando – 1. o falante escolhe quem deve continuar ou 2. há uma auto-escolha dos interlocutores falas simultâneas e sobreposições – segue o modelo do ponto 2 anterior pausas, silêncios e hesitações – momentos de organização do turno pelo falante reparações e correções – fator tempo influi para que se corrija o que foi dito; o falante ou o ouvinte podem faze-lo

11 Elementos subjacentes à AC 2. organização das seqüências pares conversacionais: a. perguntas e respostas; b. ordem e execução; c. convite e aceitação/recusa, etc. pré-seqüências – preparação par uma seqüência que virá; uma pergunta que se fará terá uma preparação prévia para tal seqüências inseridas – retardamento da sequencia original até que prossiga com o turno seqüencial original; uma ordem não entendida pode ser repetida até que se compreenda de fato organização da preferência – modos que os falantes realizam ações alternativas não-equivalentes: convite – recusa – insistência - aceitação

12 Elementos subjacentes à AC 3. organizadores globais abertura desenvolvimento fechamento

13 Elementos subjacentes à AC 4. marcadores conversacionais verbais – não constituem itens lexicais mas são situados no contexto (ahã, hein, etc) não-verbais – riso, olhar, inclinações corporais, etc supra-segmentais – de natureza lingüística mas não verbal (pausas, hesitações, etc)

14 Conclusão... Estes marcadores são tomados como unidades comunicativas (UC) já que substituem o conceito sintático de frase. Na AC podemos encontrar exemplos de silêncios que funcionam como um anacoluto, sem que necessariamente seja seguida a definição gramatical do termo. Um anacoluto na AC, por exemplo, pode ser indicativo de início de outro tópico conversacional sem necessariamente haver a quebra sintática organizacional da conversação.


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