A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

A referência do Ensino Finlandês 2013020300007.html.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "A referência do Ensino Finlandês 2013020300007.html."— Transcrição da apresentação:

1 A referência do Ensino Finlandês html

2 A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos Extratos de Diário da Finlândia – dia IV Tähtiniityin koulut, escola das Estrelas Hoje em Espoo, segunda cidade da Finlândia, visitámos uma escola primária, a escola das Estrelas (Tähtiniityin), - não estamos a falar de rankings! Nesta escola identificámos 3 linhas de orientação: o sucesso para todos os alunos, a integração de crianças e jovens com NEE e um projeto de ensino bilingue. Com 280 alunos do ensino regular e cerca de 45 alunos do ensino especial respira-se um ambiente de tranquilidade e bem-estar.

3 Uma aposta na integração e no reforço das aprendizagens Esta escola procura resolver os problemas, fazendo jus ao facto de a Finlândia obter, atualmente, os melhores resultados nos testes internacionais. Quando interrogamos os professores sobre o «segredo» do seu sucesso atribuem-no à formação inicial dos professores que consideram de grande qualidade. O ambiente é de grande exigência relativamente às aprendizagens. Todos os professores têm um mestrado e foi-nos dito que têm uma grande capacidade de adaptar o ensino a cada aluno. Acreditamos que esta formação tenha uma grande importância mas não somos indiferentes à rede de apoios – internos e externos - de que os alunos em dificuldade beneficiam: identificado o problema são assegurados os recursos e estratégias pedagógicos necessários à sua solução. Como? 1.Formação inicial dos professores que consideram de grande qualidade. 2.Rede de apoios – internos e externos A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

4 Existe, assim, um forte investimento na integração e no sucesso dos alunos. Para além dos 30 professores – muitos deles de educação especial - a escola tem 25 assistentes e cinco auxiliares, a enfermeira, a assistente social, a psicóloga e uma relação permanente com os pais. Se, mesmo assim, o problema não ficar resolvido, existem ainda os recursos do Município, nomeadamente no campo da saúde e serviço social. Mais uma vez há uma aposta clara no apoio a todas as crianças que encontram dificuldades, e que são fortemente enquadrados pela escola e pela família desde o início do ano. Os alunos com NEE são integrados, preferencialmente, nas turmas regulares, mas sempre acompanhados por um professor de educação especial ou um assistente. Existe, ainda, uma secção de educação especial constituída por cerca de 45 crianças e jovens, dos 6 aos 18 anos, com deficiência mental, distribuídos por 6 classes, cada uma com um professor de educação especial e dois a três assistentes. A avaliação não serve para chumbar, conceito que não está presente nas práticas dos professores; serve, sim, para identificar necessidades e procurar respostas para as solucionar. - Forte investimento na integração e no sucesso dos alunos. - Aposta clara no apoio a todas as crianças que encontram dificuldades, e que são fortemente enquadrados pela escola e pela família desde o início do ano. - A avaliação serve para identificar necessidades e procurar respostas para as solucionar. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

5 As práticas de bilinguismo Em cada ano de escolaridade, desde o 1º ano, há uma turma bilingue – finlandês/inglês - na qual os alunos aprendem uma parte das matérias em inglês. Também aqui pudemos observar a importância dada à aprendizagem das línguas. Talvez esta esteja relacionada com o facto de o finlandês ter um número reduzido de falantes. Certo é que as crianças com quem conversámos manifestam, já, uma notável proficiência na Língua Inglesa. O espaço e o tempo As crianças, em meias – os sapatos estão colocados junto dos bengaleiros – estão sorridentes. Sente-se que a sua vida segue um ritmo tranquilo e seguro na escola. Cumprimentam-nos, fazem perguntas – tudo isto sem sobressaltos. As salas de aula são agradáveis, algumas com piano, bancadas de carpintaria ajustadas ao seu tamanho, máquinas de costura, agulhas de croché. E computadores e quadros eletrónicos. Toda esta mescla nos permite concluir que todas as dimensões estão presentes. Os professores, sentados em sofás, mesas de trabalho – alguns com jornais abertos – participam, durante um intervalo, na reunião semanal de 20 minutos dirigida pela Diretora – em pé - e que tem como objetivo resolver os pequenos problemas ocorridos durante esse período. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

6 Diário da Finlândia - dia V Na Finlândia nem tudo são rosas. Hoje a nossa interlocutora principal aqui na Finlândia transmitiu-nos algumas preocupações que se sentem na sociedade em geral e nas escolas finlandesas em particular depois do mais recente tiroteio numa escola. Já anteriormente tínhamos constatado que de um modo geral os professores debateram com os alunos esta questão. Hoje conhecemos um diretor de uma escola primária - do 1º ao 6º ano de escolaridade – que no seu blog pessoal deu sugestões aos pais sobre o modo de falarem com os filhos sobre este assunto. Visitámos, ainda, uma outra escola que viveu momentos difíceis, na sequência de uma ameaça. Estas situações foram sucedendo por todo o país. Parece haver uma interrogação muito generalizada sobre razões possíveis para este fenómeno. Para além da resposta mais avançada na altura, a da abundância de armas neste país (porém a nossa interlocutora, antiga professora, diretora de uma escola e política, afirmou-nos não conhecer ninguém que possua uma arma, admitindo também que talvez quem as tem não fale do assunto….) foram-nos referidas outras, tais como o facto de na sociedade existirem muitas situações que humilham as pessoas (como por exemplo os concursos televisivos em que as pessoas vão sendo sucessivamente expulsas), ou o entusiasmo desenvolvido em torno dos ídolos da televisão, ou ainda o individualismo exacerbado em detrimento de uma cultura de solidariedade. O clima difícil, a falta de luz e de sol poderão, também, ter influência neste tipo de comportamento. Esta preocupação contrasta, no entanto, com o ambiente distendido que temos encontrado nas escolas. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

7 Uma escola primária na floresta Em Espoo, fomos recebidos pelo diretor e por dois alunos, um rapaz e uma rapariga de 12 anos, que pertencem ao Parlamento da Escola, e que nos acompanharam ao longo de grande parte da nossa visita. Neste órgão da escola, onde têm assento, por eleição dos seus pares, 2 alunos por turma (sempre um rapaz e uma rapariga), são tomadas decisões sobre algumas matérias que interessam os alunos, designadamente como utilizar um pequeno orçamento, a escolha da ementa uma vez por mês, ou o modo como gostariam de aprender. Uma das questões levantadas pelos representantes dos alunos neste Parlamento foi o seu desagrado em relação aos «gritos» de alguns professores. O perfil desta escola Em comum com as outras escolas anteriormente visitadas, tem um número reduzido de alunos (em Espoo são 320, distribuídos por 15 turmas), a capacidade de promoção do sucesso para todos, utilizando estratégias e recursos diferenciados, a busca de soluções adequadas a cada um dos alunos. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses)

8 Em Espoo, são várias as estratégias de integração na perspetiva de não deixar nenhuma criança para trás: existe uma classe de integração de crianças com problemas psicológicos, outra destinada à integração das crianças com NEE. Mas, esta escola, a par destas soluções presentes nas outras visitadas, procura respostas mais inovadoras. A sala mais popular que visitámos – e onde tivemos oportunidade de assistir a um pequeno concerto rock improvisado, dado por uma classe de alunos com problemas psicológicos – é espaço de prática das 20 bandas existentes, e também das aulas de educação musical. Os projetos de teatro, onde todos os alunos são incentivados a participar, constituem um acontecimento anual na comunidade. A preocupação com as novas tecnologias, incentivando todos os alunos a terem um e a colocarem as suas produções na internet são outra forma de inclusão. - não deixar nenhuma criança para trás A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses)

9 Mas aqui desenvolve-se, também, um projeto de escola a tempo inteiro que procura cumprir dois objetivos: A guarda das crianças, durante o tempo de ausência das famílias, também na Finlândia com horários de trabalho que dificultam o indispensável acompanhamento das crianças. A valorização dos interesses e capacidades individuais, promovendo a ideia de que cada criança deve ter o seu »hobby». Assim, existem nesta escola, fora do tempo letivo, 20 clubes em que as crianças são incentivadas a inscrever-se. As provas de aferição cumprem um objetivo essencial: permitem ao Município identificar as escolas com piores resultados e que necessitam de mais apoio. O bem-estar dos professores, a sua motivação, é, também, um aspeto fundamental para o sucesso dos alunos, na opinião do diretor desta escola que nos disse: Um dos aspetos mais importantes numa escola do século XXI é um professor não ter vergonha de não saber o que fazer com cada criança. Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares, Maria Emília Brederode Santos - Um dos aspetos mais importantes numa escola do século XXI é um professor não ter vergonha de não saber o que fazer com cada criança. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses)

10 Diário da Finlândia - dia VI Após uma descida ao rés-do-chão, provocada por um falso alarme no hotel, o nosso último diário da Finlândia. Ao longo destes dias olhámos para esta realidade que tantas interrogações nos coloca. É o momento de arrumarmos ideias e fazermos um primeiro balanço. Uma cultura de valorização da Educação Ao longo das muitas conversas que mantivemos com vários interlocutores tornou-se evidente que a Educação é uma prioridade nacional. Dizia-nos, ainda hoje, uma professora, que, para a generalidade dos pais é impensável que os seus filhos não tenham bons resultados escolares. Esta prioridade atravessa os diferentes serviços, a começar no Ministério da Educação, Municípios, Escolas, Saúde, Serviços Sociais. Todos eles se constituem numa malha apertada e convergente que torna praticamente impossível que os alunos não aprendam. Reflexo deste trabalho é um grande orgulho nacional no progresso da educação e nos resultados dos alunos. - a Educação é uma prioridade nacional - Esta prioridade atravessa os diferentes serviços, a começar no Ministério da Educação, Municípios, Escolas, Saúde, Serviços Sociais. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses)

11 Condições de partida favoráveis à Aprendizagem É visível a aposta na Escola primária de 6 anos, a funcionar em regime normal (um único turno) e com um número de alunos entre os 220 e pouco mais de 300. Os espaços são amplos, diversificados e sempre preparados para o trabalho que os alunos devem realizar. O número de adultos (professores e assistentes) permanentemente presentes em sala de aula assegura condições de aprendizagem para todos os alunos. A autonomia ao serviço das Aprendizagens Esta autonomia exerce-se, principalmente, em 3 domínios: Contratação de professores; Organização da escola; Gestão do orçamento Os professores são contratados pela escola. Talvez neste facto, associado a uma formação inicial que os professores reputam de qualidade, resida a grande confiança manifestada pelos nossos interlocutores na sua preparação para de forma competente e empenhada realizarem o seu trabalho. As escolas são organizadas em função das necessidades dos alunos. As opções são variadas: - maior número de alunos por sala tendo o professor a apoiá-lo um professor de educação especial e um ou mais assistentes; - um menor número de alunos por sala de aula; a constituição de 3 grupos de trabalho a partir de 2 turmas, nalgumas áreas disciplinares, a opção por grupos de menor dimensão; - a integração de crianças com NEE permanentemente apoiadas na sala de aula ou trabalhando separadamente nalgumas áreas (Finlandês, Língua Estrangeira, Matemática…) e no grande grupo turma noutras disciplinas. - Organização de Planos de Recuperação para alunos que encontram dificuldades. Não existe um fato pronto a usar. Parece sempre feito à medida… Há a garantia do apoio aos alunos que encontram dificuldades. A intervenção dos pais é extremamente relevante. Contactos presenciais, através do telefone ou servem para os informar acerca de dificuldades identificadas e concertação de esforços em busca de soluções. - Os professores são contratados pela escola. - As opções são variadas; - Não existe um fato pronto a usar. Parece sempre feito à medida… A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

12 A transparência do orçamento pareceu-nos ser o instrumento por excelência de autonomia. Existem regras claras para o financiamento atribuído pelas autarquias às escolas em que existe o bolo para pagamento dos professores e o orçamento para o seu funcionamento: material didático, manuais, material de desgaste, atividades culturais… Este orçamento varia em função do nº de alunos, do nº de alunos imigrantes e com NEE. A autonomia obriga à implementação de sistemas de auto avaliação das escolas. Aqui não se pode fugir a aprender! A aprendizagem é inevitável! Longe de preconceitos, Educação para a igualdade A relevância dos computadores, presentes em todas as escolas e em quase todas as salas de aula. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

13 E outras aprendizagens significativas para a vida: as madeiras, o tricot, a costura, a cozinha. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

14 Numa classe de adaptação, os alunos de várias nacionalidades aprendem o finlandês, para poderem vir a integrar uma classe regular. São muito apoiados e respeitados nas suas diferenças culturais, mas a exigência relativamente ao domínio da língua finlandesa é grande. Na sala há duas professoras. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

15 Trabalho autónomo numa aula de matemática Os alunos trabalham ao seu ritmo, levantam-se de vez em quando para conferir os resultados e a professora tem tempo para ir apoiando todos os alunos, designadamente aqueles que encontram dificuldades, que assim vão superando os problemas que encontram. Segundo a OCDE- PISA, os alunos finlandeses têm os melhores resultados do mundo a matemática, Os Finlandeses são tão orgulhosos dos resultados escolares e da sua escola! A organização adotada faz com que cada aluno trabalhe muito e aprenda muito. E que nenhum aluno fique para trás. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

16 Cantinas de escolas primárias A serenidade e a calma sentiam-se também nas cantinas. As preocupações educativas não têm intervalo durante o almoço. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

17 Em várias cantinas visitadas por nós, existia um controlador de som. Quando passava a encarnado os alunos baixavam o ruído. Os alunos eram, com frequência, acompanhados por um professor, que por esse facto tinha direito a refeição gratuita. Desde há sessenta anos que os alunos finlandeses têm direito a uma refeição quente, gratuita. O almoço dura cerca de 30 minutos e a cantina nunca é frequentada por muitos alunos ao mesmo tempo. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

18 Escola-Casa Cortinas Marimekko, a estilista finlandesa muito presente nas escolas. As aulas são espaços de estudo, confortáveis, informais, em que se trabalha muito. A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

19 Em meias… A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

20 Informalidade Trabalho autónomo A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos

21 Apoios É frequente existir mais do que um adulto por sala, sobretudo quando há crianças a necessitar de maior atenção.

22 A referência do Ensino Finlandês (aos olhos de alguns professores portugueses) Ana Maria Bettencourt; Maria Armandina Soares; Maria Emília Brederode Santos Almoço na cantina com a organizadora da nossa estadia na Finlândia, Liisa Tommila, o diretor e dois alunos, membros do Parlamento da Escola que nos acompanharam em grande parte da visita.


Carregar ppt "A referência do Ensino Finlandês 2013020300007.html."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google