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INTERNACIONALIZAÇÃO DO ETANOL OPORTUNIDADES E DESAFIOS AO BRASIL

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Apresentação em tema: "INTERNACIONALIZAÇÃO DO ETANOL OPORTUNIDADES E DESAFIOS AO BRASIL"— Transcrição da apresentação:

1 INTERNACIONALIZAÇÃO DO ETANOL OPORTUNIDADES E DESAFIOS AO BRASIL
ENCOMEX 2009 INTERNACIONALIZAÇÃO DO ETANOL OPORTUNIDADES E DESAFIOS AO BRASIL Mariana Regina Zechin Analista econômica da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) São José do Rio Preto, 3 de dezembro de 2009 1

2 UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA DE AÇÚCAR
SOBRE A UNICA UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA DE AÇÚCAR Maior organização representativa do setor de açúcar, etanol e bioeletricidade do Brasil Mais de 110 associadas, que respondem por cerca de 60% da cana- de-açúcar produzida no Brasil Atuação nas áreas de meio-ambiente, estatística, tecnologia, comércio exterior, responsabilidade corporativa, sustentabilidade, legislação, economia e comunicação Presença internacional: Washington e Bruxelas União da Indústria de Cana-de-Açúcar, UNICA, é a maior entidade representativa do setor sucroenergético do Brasil. Atuamos, no Brasil e no mundo, representando os principais produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade, estabelecidos na região Centro-Sul. As mais de 110 usinas associadas à UNICA respondem por cerca de 60% da produção nacional de cana-de-açúcar. A UNICA é administrada por um Conselho Deliberativo formado por representantes das empresas associadas e por uma diretoria executiva. Nossa equipe é composta por técnicos e consultores especializados em áreas fundamentais para a indústria da cana, como tecnologia, comércio internacional, responsabilidade corporativa e sustentabilidade socioambiental, legislação, economia, estatística, comunicação, dentre outras. A partir de dezembro de 2007, por ocasião de um convênio firmado entre a UNICA e a APEX-Brasil voltado à promoção da imagem do etanol brasileiro no exterior, a UNICA passou a ter presença internacional com a inauguração do escritório em Washington. Em seguida, em abril de 2008, foi inaugurado o escritório em Bruxelas. A UNICA possui ainda escritórios em Brasília e em Ribeirão Preto.

3 GRANDES NÚMEROS DO SETOR SUCROENERGÉTICO
Produção de cana-de-açúcar 569 milhões de toneladas Produção de açúcar 31 milhões de toneladas Produção de etanol 27,5 bilhões de litros Estrutura produtiva Mais de 400 plantas Fornecedores de cana Empregos diretos PIB da cadeia sucroenergética US$ 28 bilhões Faturamento bruto anual US$ 23 bilhões Divisas externas US$ 7,9 bilhões (2008) Investimentos diretos mais de US$ 20 bilhões( ) Redução de emissões CO milhões toneladas desde 2003 O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. A produção do ano-safra de 2008/09 atingiu um volume recorde de 569 milhões de toneladas de cana, processada em mais de 400 usinas localizadas em todo o Brasil. Destas, cerca de 250 são usinas e destilarias que produzem tanto açúcar quanto etanol, enquanto por volta de 150 produzem apenas etanol. Especificamente em relação à produção de etanol, houve um crescimento de quase 100% em 10 anos, totalizando 27,5 bilhões de litros na safra 2008/09. Isto torna o Brasil o 2º maior produtor de etanol do mundo (superado apenas pelos EUA) e o 1º exportador mundial do produto. São mais de 70 mil fornecedores independentes de cana; 845 mil empregos diretos gerados. A receita bruta anual dos setores de açúcar e etanol gira em torno de US$ 20 bilhões. Em 2008/09, cerca de 55% deste valor foi gerado pelas vendas de etanol, 43% pela venda de açúcar, e os 2% restantes pela bioeletricidade, leveduras e comercialização de crédito de carbono. Estudo desenvolvido pelo professor Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia e Administração da USP, quantificou que o Produto Interno Bruto de toda a cadeia do setor sucroenergético é de US$ 28 bilhões, equivalente a quase 2% do PIB nacional. É importante ressaltar aqui que, diferentemente dos demais dados apresentados neste quadro, este valor refere-se à toda a cadeia, isto é, aos elos “antes” e “após” às usinas – abrange, portanto, a movimentação financeira líquida desde os segmentos produtores de insumos e maquinários até varejistas, industrias e demais consumidores de etanol, açúcar e bioeletricidade. As divisas geradas pelas exportações brasileiras de etanol e açúcar somam US$ 8 bilhões em 2008 (sobretudo de açúcar, com US$ 5,5 bilhões), o que coloca o setor sucroenergético em 9º lugar dentre os principais produtos exportados pelo Brasil no ano. Os investimentos diretos em unidades produtivas totalizam mais de US$ 20 bilhões, entre 2006 a 2009. Desde 2003, cerca de 75 milhões de toneladas de emissões de CO2 foram evitados graças ao uso de etanol pelos veículos flex. Seria necessário plantar mais de 200 milhões de árvores para obter esta mesma redução das emissões CO2 em 20 anos. O cálculo considera tanto o etanol consumido diretamente pelos veículos flex quanto os 25% de etanol contido na gasolina no caso de uso deste combustível. Como se sabe, o Brasil produz dois tipos de etanol: o hidratado, que tem um teor de água de aproximadamente 5,6% em volume; e o etanol anidro, livre de água. O etanol hidratado é utilizado como combustível nos veículos equipados com motores movidos exclusivamente a etanol ou flex , enquanto o etanol anidro é misturado à gasolina antes da venda na proporção atual de 25%, conforme estabelecido em Lei. Na safra 2008/09 mais de 60% do etanol total produzido foi hidratado. Elaboração: UNICA. Nota: dados referentes ao ano safra 2008/09

4 MATRIZ DE ENERGIA DO BRASIL EM 2008
Renováveis na matriz energética Brasil (2008): 46% Mundo (2006): 12,9% OCDE (2006): 6,7% Além da enorme mitigação das emissões de CO2 decorrentes do uso de etanol pelos carros flex, o setor sucroenergético brasileiro também contribui imensamente para o caráter “renovável” e mundialmente reconhecido da matriz energética brasileira. Com 46% de energias renováveis, o Brasil possui uma das matrizes de energia mais limpas do mundo: essa proporção contrasta significativamente com a média mundial, de 13%, e mais ainda com a média dos países que compõem a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), em sua grande maioria países desenvolvidos, de apenas 6,7%. A primeira fonte de energia renovável da matriz energética nacional é a cana-de-açúcar, utilizada para produzir etanol ao segmento de transportes e bioeletricidade. Com 17% a cana-de-açúcar situa-se à frente da hidroeletricidade e é superada apenas pelo petróleo e seus derivados. Fonte: Ministério de Minas e Energia (2008). Elaboração: UNICA. Resenha Energética Brasileira - Exercício de 2008 (Preliminar) - Abril/2009

5 PRINCIPAIS ESTÍMULOS AO CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO DE ETANOL BRASILEIRA
Crescimento da frota de veículos flex Maior interesse mundial pelo etanol Ao menos 2 aspectos principais estimularam o crescimento da produção de etanol no Brasil nos últimos anos: no âmbito do mercado interno, o crescimento da frota de veículos flex e no âmbito do mercado internacional, o interesse crescente pelos combustíveis renováveis. Este interesse mundial decorre de fatores como as contínuas pressões quanto à preservação do meio-ambiente; segurança energética e otimização da renda dos agricultores. Contudo, embora as perspectivas de expansão do mercado externo de biocombustíveis no médio e longo prazo sejam extremamente promissoras, especialmente após a promulgação do mandato de consumo pelos EUA, o mercado internacional de etanol ainda é incipiente, como mostrarei ao longo da apresentação. Assim, o que sustentou o crescimento rápido e sólido da produção brasileira de etanol foi a expansão do mercado doméstico, impulsionado sobretudo pelos veículos flex fuel. Portanto, dada sua extrema importância, farei primeiramente uma breve exposição sobre o mercado interno de etanol. Em seguida, trarei de maneira mais aprofundada uma análise sobre o mercado externo do produto, com maior enfoque para o mercado norte-americano.

6 Panorama do mercado brasileiro de etanol

7 HISTÓRICO DA PRODUÇÃO DE ETANOL NO BRASIL
Incentivos, mandatos de mistura, novas tecnologias Desregulamentação Exportações de açúcar FLEX 1975 Proálcool - 1a fase Mistura obrigatória e subsídios Crise do etanol – fim da década de 1980 Baixos preços do petróleo. Governo brasileiro inicia a desregulamentação do setor. Vendas de carros E-100 caem. Hidratado Anidro I) A possibilidade de usar álcool produzido a partir da cana-de-açúcar como combustível automotivo era conhecida há quase um século no Brasil: os primeiros registros de experimentos com veículos movidos a etanol datam da década de Mas, até os anos 70, a disponibilidade de derivados de petróleo a preços baixos desestimulavam o emprego do etanol como energia veicular. Mas este cenário mudou drasticamente em 1973 com o 1º choque do petróleo, reabrindo a possibilidade efetiva de promoção do uso do etanol como fonte alternativa de energia. II) Diante da deterioração do balanço de pagamentos e do aumento da inflação, causados pelo preço elevado do petróleo, o Brasil, que na época importava aproximadamente 80% da sua necessidade, se viu obrigado a buscar formas alternativas de combustível. Assim, em 1975, foi lançado o Programa Nacional do Álcool, conhecido como Proálcool, que em sua 1ª fase visava a produção de etanol anidro em destilarias anexas as usinas, para ser adicionado à gasolina. A produção alcooleira cresceu de 600 milhões de l/ano ( ) para 3,4 bilhões de l/ano ( ) – crescimento de mais de 400% em 5 anos. III) Com o 2º choque do petróleo em 1979, o programa foi ampliado. Nesta fase visou à produção de etanol como combustível substituto à gasolina, sendo aqui priorizada a produção de álcool hidratado, produzido em destilarias autônomas e anexas as usinas. O governo passa a estimular o consumo de etanol concedendo isenções fiscais à compra de veículos movidos exclusivamente a álcool, convertendo também sua frota para esse combustível, dentre outros estímulos. O lançamento dos primeiros veículos movidos somente a etanol datam de A frota destes veículos aumentou continuamente a partir de 1979, e, em 1985, a participação nas vendas alcançou 96% da frota comercializada. IV) Ao final da década de 1980, o Proálcool entrou em crise, diante da conjunção de diversos fatores: queda e estabilização do preço do petróleo – as cotações do barril de óleo bruto caíram de um patamar de US$ 30 a 40 para um nível de US$ 12 a 20; alta dos preços do açúcar no mercado internacional; retirada dos financiamentos e subsídios por parte do governo que enfrentava sérios problemas fiscais e financeiros. V) Durante toda a década de 1990, a produção de etanol continuou estagnada, com o governo promovendo a desregulamentação do setor sucroenergético, liberando os preços dos produtos e permitindo a livre concorrência. VI) Somente em 2003, houve o impulso fundamental à recuperação do consumo doméstico de etanol, qual seja, o lançamento dos veículos flex. Em conseqüência, a produção aumentou continuamente: crescimento de quase 100% nos últimos 10 anos. Proálcool - 2a Fase Incentivos fiscais e isenções de impostos para a produção de etanol e carros movidos a E-100. Todos os postos devem vender etanol. Preços do etanol (65% da gasolina) garantidos na bomba.. 2003 FLEX FUEL Veículos flex fuel começam a ser vendidos 1973 Crise do petróleo & baixos preços do açúcar Fonte: Datagro, Elaboração: ICONE e UNICA. Nota: dados referentes à produção de etanol

8 EXPANSÃO DA DEMANDA NACIONAL DE ETANOL NO BRASIL
Venda mensal de etanol hidratado (E-100) Vendas acumuladas de veículos flex fuel Janeiro 2003 Outubro 2009 Introduzido no mercado brasileiro em março de 2003, os veículos flex fuel são projetados para trabalhar com qualquer mistura de gasolina e etanol. Hoje, 11 montadoras oferecem quase 70 modelos flex. Praticamente todos os 33 mil postos de combustíveis do Brasil possuem pelo menos uma bomba exclusiva para etanol. As vendas dos veículos flex são crescente: em 2003, ano de seu lançamento, responderam por meros 4% (~ 48 mil veículos) do total comercializado de automóveis e veículos leves no Brasil (93% gasolina; restante álcool dedicado); já em 2006, este percentual saltou para 82%, com mais de 1 milhão de carros flex licenciados. Finalmente, em junho e agosto deste ano, a parcela de vendas de automóveis flex em relação ao total comercializado de veículos leves atingiu o recorde histórico de 94%. Portanto, hoje os carros flex respondem pela maior parte das vendas de automóveis leves do Brasil, o que deixa claro a preferência dos consumidores por estes veículos, algo que hoje nos parece irreversível. Adicionalmente, a prorrogação da redução da alíquota do IPI por mais 3 meses (até o final de março de 2010) para os veículos flex fuel, conforme anunciado no dia 24 de novembro pelo Ministro Guido Mantega, consolida ainda mais a predominância das vendas destes veículos. Esta primazia das vendas dos veículos flex exerce impacto direto sobre o consumo de etanol hidratado, o qual também é crescente, com mais de 1 bilhão de litros comercializados mensalmente em 2009. Fonte: ANP e ANFAVEA. Elaboração: UNICA

9 EVOLUÇÃO DA FROTA BRASILEIRA DE AUTOMÓVEIS E VEÍCULOS LEVES
Milhões de veículos (Ciclo Otto) Seguindo a tendência de vendas crescentes, atualmente os carros flex já representam 37% da frota brasileira de automóveis leves Ciclo-Otto, o que corresponde a aproximadamente 9 milhões de veículos. Nossas projeções indicam que este percentual deve subir para 50% em 2012 e 65% em 2015. Total Flex Fuel Nota: Ciclo Otto refere-se aos veículos movidos a gasolina e/ou a álcool (não inclui os veículos movidos a diesel). Fonte: UNICA e Copersucar.

10 CONSUMO DE ETANOL E GASOLINA NO BRASIL
Milhões de litros Gasolina Etanol Como resultado direto do crescimento da frota flex, desde março de 2008 o consumo de etanol ultrapassou o de gasolina e passou a representar mais de 50% do combustível utilizado nos veículos leves no Brasil. De fato, o sucesso do programa de etanol do Brasil é hoje impulsionado por dois principais fatores: a mistura obrigatória à gasolina e a expansão do mercado de carros flex fuel. A especificação da mistura no Brasil autoriza um teor de 20 a 25% de etanol anidro na gasolina, que é definido pela relação de oferta e demanda do mercado. Fonte: ANP e UNICA.

11 NOVOS USOS DO ETANOL Ônibus movido a etanol (E95) em São Paulo – projeto piloto Motos flex Honda 150 cc Flex Bioplásticos (PHB, polietileno, PVC) 100% etanol Biobutanol O uso de etanol não se limita aos veículos. Estuda-se a possibilidade da utilização no transporte público de São Paulo de ônibus movidos por uma mistura de 95% de etanol e 5% de um aditivo que promove a ignição (E-95) – na verdade, isto já é uma realidade em Estocolmo, por exemplo. Hoje existem 2 destes ônibus a etanol em circulação, em caráter de teste, na cidade de São Paulo, integrando um projeto piloto coordenado pelo Centro Nacional de Referência em Biomassa, Cenbio, e co-patrocinado pela UNICA. A principal atratividade da substituição do óleo diesel pelo etanol é o grande benefício para o meio-ambiente e para saúde pública. Estima-se que a troca de 1000 ônibus movidos a diesel por modelos movidos a etanol reduziria as emissões de CO2 em cerca de 96 mil toneladas por ano, equivalentes às emissões de 18 mil automóveis movidos à gasolina. Segundo outro estudo acadêmico, se toda a frota cativa de ônibus da região metropolitana de São Paulo trocasse o diesel por etanol, mais de 4 mil internações hospitalares seriam evitadas e 745 vidas seriam salvas a cada ano, além de representar uma redução dos gastos hospitalares em quase US$ 150 milhões. As motos flex já são uma realidade no Brasil, desde o lançamento em março deste ano da CG Titan Mix de 150 cilindradas pela Honda. O Brasil é o único país a ter uma motocicleta flex no mundo. Somam-se ainda, a produção de bioplásticos e o desenvolvimento de motores que utilizam etanol em substituição ao óleo diesel. Estes motores, os quais se encontram em fase de testes, poderão ser utilizados por caminhões, tratores e máquinas agrícolas. Visam justamente ao uso pela frota cativa das usinas. Há também aviões 100% a etanol utilizados para pulverizar plantações. Fabricados pela Embraer, estes aviões estão disponíveis para venda comercial no Brasil desde 2005. O biobutanol é produzido também a partir da cana-de-açúcar mas apresenta certas vantagens comparativamente ao etanol existente: pode ser transportado pelos gasodutos já disponíveis, pois é menos corrosivo e menos propenso à contaminação da água; pode ser misturado com gasolina ou utilizado isoladamente em motores; possui mais energia por litro que o etanol (esta é, na realidade, sua principal vantagem). Uso do etanol em motores de ciclo diesel 11

12 NÚMERO DE NOVAS UNIDADES PRODUTORAS NA REGIÃO CENTRO-SUL
Diante deste panorama extremamente promissor do setor sucroenergético brasileiro, observa-se uma contínua expansão do número de novas unidades produtoras. Desde 2005, somaram-se às mais de 300 unidades produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade da região Centro-Sul, outras 106 novas usinas; a maioria das quais produzem somente etanol. Fonte: UNICA. Nota: 2009/10* - dados preliminares. 12

13 NOVOS PLAYERS NO SETOR SUCROENERGÉTICO BRASILEIRO
Setor energético Rede Group Companhia de Energia Renovável Setor automobilístico Toyota Mitsubishi Corporation Outros setores TGM Turbinas Construcap Encalso Pactual Bank Grandene Concessionárias Rodovias SP Bioplásticos Dow Chemical Braskem/ ETH Bioenergia Solvay Petrolíferas Agroindústrias e trading Outro nítido resultado refere-se ao ingresso de novos agentes no setor sucroenergético brasileiro. Aqui estão retratadas exemplos de companhias, dos mais distintos segmentos produtivos, com participação direta no setor; isto é, empresas que efetivamente são proprietárias de usinas e as gerenciam. Não estão computadas, portanto, outra gama de agentes que detém participações acionárias em unidades produtivas e/ou grupos do setor sucroenergético. Bertin Bunge Cargill ADM Adecoagro Louis Dreyfus Commodities Noble Group Tereos BP Petrobrás

14 PERSPECTIVAS DE EXPANSÃO DA PRODUÇÃO
2008/09 2015/16e 2020/21e Produção cana-de-açúcar (milhões t) 569 829 1,038 Açúcar (milhões t) 31 41,3 45,0 Consumo interno e estoque 10,2 11,4 12,1 Excedente para exportação 20,8 29,9 32,9 Etanol (bilhões l) 27,5 46,9 65,3 22,8 34,6 49,6 4,7 12,3 15,7 Bioelectricidade (MW médio) 1.800 8.158 13.158 Participação na matriz elétrica brasileira (%) 3% 11% 14% Estas são nossas projeções. Dados da safra 2008/09 já estão consolidados e, como dito anterior, indicam produção recorde. Percebam que, enquanto a produção de açúcar destina-se majoritariamente ao mercado externo - na safra, mais de 65% destinou-se às exportações - na produção de etanol predomina fortemente o mercado doméstico: mais de 80% da produção foi comercializada internamente. Espera-se que na safra 2020/21 mais de 1 bilhão de toneladas de cana-de-açúcar seja moída, refletindo um forte crescimento da produção de açúcar, bioeletricidade e etanol, principalmente. Projeta-se que a produção de etanol mais do que duplicará até 2020, acompanhada por um forte crescimento das exportações do produto de mais de 200% relativamente ao nível atual. Importante ressaltar também brevemente o importante papel da bioeletricidade. Todas as usinas e destilarias brasileiras são auto-suficientes na produção de energia elétrica, por meio de co-geração ou bioeletricidade. A bioeletricidade é produzida através da queima do bagaço. Mas será possível produzir muito mais energia se o bagaço e a palha da cana – as pontas e folhas dos talos – forem queimados em caldeiras de alta eficiência. Na safra 2008/09, as usinas brasileiras apresentaram um potencial médio de geração de excedentes de energia equivalente a Megawatts Médios o que corresponde a apenas 3% das necessidades do Brasil. Com a expansão contínua da colheita mecanizada, possibilitando o aproveitamento da palha para a geração de bioeletricidade, e a implementação de caldeiras de alta eficiência, estimativas sugerem que até 2020 essa geração poderia aumentar para até MW médios, ou 14% da demanda de energia elétrica do Brasil. Nota: e = estimativa; potencial bioeletricidade: considerou-se a utilização de 75% do bagaço + 50% da palha disponíveis. Elaboração: UNICA, Copersucar e Cogen.

15 Panorama do mercado internacional de etanol

16 PERSPECTIVAS PARA O MERCADO INTERNACIONAL DE ETANOL
Promissoras, mas desafiadoras Principais indutores Preservação do meio-ambiente Segurança energética Geração e diversificação de renda aos produtores rurais Espera-se progressivo aumento da demanda mundial de etanol. Muitos países tem demonstrado firme interesse nos biocombustíveis. Alguns, como EUA, China, Índia, Tailândia, União Européia e diversos países da América Latina, têm adotado políticas destinadas a promover sua produção e utilização, a exemplo do já ocorre no Brasil. O interesse pelos biocombustíveis é impulsionado por 3 principais fatores: Necessidade de amenizar, em caráter de urgência, os efeitos do aquecimento global. De fato, como mostrarei a seguir, o etanol possuí várias propriedades benéficas ao meio-ambiente Aumentar a segurança energética, por meio da redução da dependência das regiões politicamente conturbadas produtoras de petróleo Por fim, especialmente nos países desenvolvidos, os biocombustíveis são vistos como forma de aumentar a renda dos agricultores por meio de novos canais de escoamento de produtor agrícolas.

17 PRODUÇÃO MUNDIAL DE ETANOL
Bilhões de litros O etanol é o combustível renovável mais produzido e consumido do mundo. Entre 2000 e 2008, a produção mundial mais do que dobrou: saltou de pouco menos de 30 bilhões de litros para quase 80 bilhões de litros. Espera-se que, em 2012, alcance 115 bilhões de litros, sendo os EUA e Brasil os principais produtores e também consumidores mundiais. Em 2009, a produção mundial também aumentará comparativamente ao ano anterior, estando próxima de 90 bilhões de litros. Outros UE Brasil EUA Nota: projeções para 2009/2012 baseadas na capacidade de produção e metas de consumo nos principais países. Fonte: Fapri, Acti, FO Licht, Unica e Toepfer. Elaboração: UNICA. 17

18 PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES GLOBAIS DE ETANOL NA PRODUÇÃO MUNDIAL
Contudo, apesar do interesse crescente pelos combustíveis renováveis, o comércio internacional de etanol continua restrito, com pouco mais de 6 bilhões de litros comercializados. Segundo dados de uma consultoria internacional, em 2008, a produção mundial de biocombustíveis aumentou 25% comparada a do ano anterior, atingindo 83 bilhões de litros. Mas o volume comercializado foi de apenas 8,5 bilhões de litros; volume recorde registrado até hoje mas que correspondem a meros 10% do montante produzido. Nos últimos 9 anos, as exportações mundiais de etanol responderam, em média, somente por 9% da produção global do produto. Em 2009, projeta-se que a produção mundial atinja quase 90 bilhões de litros, enquanto o total comercializado deve atingir 7 bilhões – ou seja, pequena queda em relação ao ano anterior. O comércio internacional de etanol, restrito e volátil, decorre das elevadas barreiras tarifárias e não-tarifárias impostas pelos países desenvolvidos. Fonte: LMC, 4th Quarter Elaboração: UNICA. Nota: resultados preliminares.

19 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE ETANOL POR DESTINO
EUA, CBI e UE respondem por mais de 75% das exportações nacionais de etanol 3,4 bi litros 3,5 bi litros 5,1 bi litros Exportações totais Brasil se destaca como o maior exportador mundial de etanol, graças à competitividade do produto brasileiro relativamente ao etanol produzido a partir de cereais. Em 2008, as exportações nacionais totalizaram 5,1 bilhões de litros, crescimento de 45% comparativamente ao ano anterior, e geraram um recorde de US$ 2,39 bilhões em divisas - aumento de 62% sobre a receita total de 2007. Juntos, EUA, CBI e UE respondem por mais de 75% das exportações nacionais de etanol. Ou seja, uma primeira característica que pode ser apontada às exportações brasileiras de etanol é sua limitação a poucos países importadores. Os Estados Unidos, país para o qual o Brasil reivindica a redução das tarifas ao etanol, figuram como o principal destino das exportações brasileiras dos últimos três anos. Além da exportação direta de etanol aos EUA, o setor sucroenergético nacional utiliza a estratégia da triangulação com países caribenhos para acessar o mercado norte-americano sob condições mais favoráveis. Estes países estão identificadas no gráfico pela sigla em inglês CBI, de Caribbean Basin Initiative ou, em português, Iniciativa da Bacia do Caribe. Países como Jamaica, Costa Rica, El Salvador integram o CBI. Ao longo da apresentação, darei maiores detalhes sobre esta iniciativa. Fonte: SECEX. Elaboração: UNICA

20 RANKING DOS PRINCIPAIS IMPORTADORES DE ETANOL DO BRASIL
Valores em mil litros PAÍS 2003 2004 2005 2006 2007 2008 EUA 44.509 UE CBI Japão 90.368 Coréia do Sul 55.871 Índia Nigéria 47.765 Venezuela Outros TOTAL Análise mais detalhada dos principais destinos das exportações brasileiras de etanol, classificadas segundo ranking de É nítida a primazia dos EUA, UE e do CBI. Japão e Coréia do Sul também são destinos tradicionais, adquirindo principalmente etanol para fins industriais (volume de etanol carburante exportado para estes países é muito reduzido). Fonte: Secex. Elaboração: UNICA. Nota: CBI – Caribbean Basin Initiative . Valores ordenados de acordo com ranking dos 5 principais destinos em 2008

21 IMPORTAÇÕES DE ETANOL CARBURANTE PELOS EUA PELA COTA CBI
Os integrantes da Iniciativa da Bacia do Caribe, o CBI, são autorizados a re-exportar aos EUA o etanol importado do Brasil e reprocessado nesses países, até o limite de 7% da demanda americana de etanol, com total isenção da tarifa aplicada pelos EUA sob o etanol importado. Desta forma, empresas brasileiras exportam etanol hidratado (aquele que contém água) aos países caribenhos integrantes do acordo CBI, desidratam o álcool nestes países (isto é, retiram água transformando-o em etanol anidro) e, então, exportam o produto aos EUA com isenção da tarifa de importação. Embora esta possibilidade de acesso ao mercado norte-americano sem aplicação de taxas configure excelente oportunidade ao etanol brasileiro, ainda assim há limitações. Na prática, a quota estipulada em 7% da demanda americana de etanol não é e nunca foi totalmente preenchida. Como mostra o gráfico, analisando-se o volume importado pelos EUA através dos países integrantes do CBI, nota-se que o percentual máximo em que esta quota já foi completada foi de 70%, em 2007, como quase 1 billhão de litros exportados via CBI aos EUA. Isso se deve a 2 fatores principais: a) capacidade de desidratação pelos países caribenhos é limitada; b) as exportações brasileiras de etanol aos EUA via CBI sofrem acréscimo de custos – isto é, há custo logístico extra de transporte do Brasil ao Caribe e, em seguida, do Caribe aos EUA, além dos custos incorridos no processo de desidratação. Tais custos adicionais inviabilizam a exportação do etanol brasileiro aos EUA via CBI em determinados períodos do ano, como ocorre hoje – o produto norte-americano torna-se mais barato do que o etanol importado do Caribe, mesmo sem incidência da tarifa dos EUA aplicada ao etanol importado. Fonte: USITC, US Customs and Border Protection Agency e F.O.Licht. Nota: 2008*- importações até novembro.

22 EXPORTAÇÕES MENSAIS DE ETANOL PELO BRASIL
-85% -30% Milhões de litros Como reflexo das restrições ao comércio global de etanol, as exportações brasileiras de etanol embora sejam crescentes, como dito anteriormente e mostrada pela linha de tendência em vermelho no gráfico, são ainda muito volátil e restrita a poucos países. A expansão do etanol brasileiro em nível internacional ainda sofre restrições, pois muitos países desenvolvidos, como os EUA, protegem suas indústrias do etanol com altas tarifas de importação que distorcem o comércio, além de barreiras não-tarifárias. De forma contraditória, esses mesmos países praticam o livre comércio de combustíveis fósseis, agressivos ao meio ambiente. Em 2009 observa-se um declínio do volume exportado, em decorrência de mudanças conjunturais de mercado, caracterizadas, por exemplo, pelo aumento do preço do etanol brasileiro; pelo crescimento da produção por outros países - os baixos preços dos grãos e conseqüente aumento das margens de lucros pelos produtores estrangeiros que utilizam cereais como matéria-prima estimularam a produção. Entre janeiro a outubro de 2009, as exportações de etanol aos EUA diminuíram em 85%, comparativamente ao mesmo período de (de 1,4 bilhão de litros para pouco mais de 200 mil litros em 2009). Em relação à União Européia esta queda foi menor: 30% (de 1,2 bilhão de litros entre janeiro a outubro de 2008, para 839 mil litros no mesmo período de 2009). Isto nada mais é um reflexo da instabilidade do mercado global de etanol. Apenas para mencionar, em relação as importações brasileiras de etanol, estas são incipientes, atendendo a demandas internas pontuais e esporádicas. A exemplo, em 2008 estas responderam por irrisórios 0,0024% do consumo brasileiro de álcool combustível, o qual totalizou 19,6 bilhões de litros. Janeiro 2000 Outubro 2009 Fonte: Secex. Elaboração: UNICA

23 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE ETANOL POR PORTO
Exportações para safra 2008/09 (4,7 bilhões de litros exportados) Por fim, uma última característica das exportações brasileiras de etanol, refere-se à concentração em dois locais de embarque: Santos e Paranaguá que responderam por 88% das exportações nacionais de etanol na última safra Fonte: Secex. Elaboração: UNICA

24 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA BIOCOMBUSTÍVEIS
MANDATOS DE MISTURA 25% E-10 em 10 províncias 3 % - não obrigatório 10% em 70% do território nacional E-10 RFS E-5 em 2010 E-5 em Queensland em 2010 Diretiva européia E-5 E-5 em 2011 E-5 em fev/2009 e E-10 em 2011 Sudan – E-5 blending obligation, which came into force in Ethiopia – introduced E-5 mandate last year. Zambia: Philippines - the use of alternative fuels is mandated under the Biofuels Act of Under this, the introduction of E-5 blend will have to begin in February 2009; this will require mln litres of alcohol in year one. By 2011, an E-10 blend will become mandatory India - while the nationwide introduction of E-10 blends was missed in October 2008 the government set a 20% biofuels consumption target for 2017 Fonte: JOLLY, Lindsay - Future Trends in World Food Security; WSRO Annual Meeting 2008; F.O.Licht e LMC International. Nota: *segundo dados de 2008 24

25 PRINCIPAIS MERCADOS GLOBAIS AO ETANOL BRASILEIRO
Estados Unidos União Européia Dimensão do mercado Maior produtor e consumidor do mundo Segundo maior mercado potencial do mundo Tarifa atual 2,5% + US$ 0,143 /l € 19,2 c/l Principais assuntos em debate Renewable Fuels Standard (RFS) Mistura E-10 Tarifa Diretiva de Energias Renováveis Como retratado no panorama anterior, os EUA e EU são os principais importadores do etanol brasileiro. Por isso, serão explorados em maiores detalhes. 25

26 Cenário atual do mercado de etanol nos Estados Unidos

27 PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE
Mandato de consumo de biocombustíveis (RFS) & respectivos níveis de redução de emissões de GEE por categoria de biocombustíveis PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE Elevação do atual nível de mistura de etanol à gasolina (E-10) Redução da atual tarifa incidente sobre o etanol importado

28 METAS DE CONSUMO DE ETANOL NOS EUA
Mandato de 2015 é de +77 bilhões de litros, do qual 27% deve ir para o biocombustível avançado MENOR GEE Mandato de 2010 é de +49 bilhões de litros, do qual 7% deve ir para o biocombustível avançado Ao reconhecer a forte dependência dos EUA ao petróleo (70% das necessidades do país provêm de importação), além do peso crescente da gasolina no orçamento dos consumidores, o Congresso dos EUA aprovou em 2007 uma legislação que lança as bases para uma alternativa à gasolina. Talvez nenhuma outra mudança recente, com a provável exceção da introdução dos modelos flex no Brasil, tenha o potencial de mudar o mercado para o etanol de cana-de-açúcar de forma tão contundente nos próximos anos. O programa de combustíveis renováveis dos Estados Unidos chama-se Renewable Fuel Standard, conhecido pela sigla em inglês (RFS). Foi adotado em dezembro de 2007 como parte da lei de energia americana (Energy Bill). Institui um aumento do consumo de biocombustível no país, passando de 34 bilhões de litros em 2008 para 136 bilhões em Nos próximos anos, o programa prevê rápida expansão do consumo de biocombustível dito “convencional”, que é o etanol produzido a partir de milho: crescimento de 150% até 2010, seguido de um crescimento de menor magnitude até 2015, quando deverá atingir o limite de 56 bilhões de litros. Os 80 bilhões de litros restantes, previstos como meta de consumo até 2022, deverão ser supridos com etanol celulósico, biodiesel e o chamado, “biocombustível avançado”. Essa categoria agrega os combustíveis renováveis capazes de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em mais de 50%. O etanol de cana-de-açúcar se insere nessa classe, configurando excelentes oportunidades comerciais para o Brasil. Por exemplo, em 2010, o mandato é de mais de 49 bilhões de litros, dos quais somente 7% refere-se ao biocombustível avançado, pois a maior parcela cabe ao biocombustível convencional (isto é, ao etanol de milho). Esse fato já gera incertezas ante a viabilidade da produção norte-americana em suprir o consumo doméstico de etanol – enquanto o mandato prevê o consumo de 46 bilhões de litros de etanol convencional, a produção atual dos EUA não supera os 41 bilhões de litros. Fonte: Legislação RFS. Elaboração: UNICA

29 NÍVEL MÍNIMO DE REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GEE
Categoria de biocombustível Nível de redução das emissões de GEE Volume a ser consumido em 2022 Biocombustível convencional* 20% 56 Biocombustível avançado **50% 15 Diesel de biomassa 50% 5 Biocombustível de celulose 60% 60 Etanol de cana brasileiro apresenta redução de GEE de 44%, segundo EPA 80 bilhões Fonte: EPA - “EPA proposes new regulations for the national renewable fuel standard program for 2010 and beyond”. Nota: *O critério geral de 20% aplica-se ao biocombustível produzido em novas instalações, cuja construção iniciou-se após 19 de dezembro de 2007.**EPA se propõe a efetuar ajuste de 10%, conforme previsto no EISA, para os biocombustíveis avançados, de modo que apresentem nível mínimo de emissão de 40%. Percentual de redução das emissões tendo como ano base 2005 Agência de Proteção Ambiental dos EUA, conhecida pela sigla em inglês EPA, determinou, com base na análise do ciclo de vida dos biocombustíveis, níveis de redução das emissões de GEE, visando qualificar os renováveis para as 4 categorias diferentes de combustíveis previstas pelo RFS. Este percentual de redução, que tem como ano base 2005, é de 20% para biocombustível convencional; de 60% para o biocombustível de celulose; 50% para diesel de biomassa; e de 50% para os biocombustíveis avançados. Pelos cálculos da Agência, o etanol brasileiro de cana reduz a emissão de GEE em 44% comparado com a gasolina, o que o classifica, portanto, como um biocombustível avançado. Qualquer combustível renovável pode preencher a demanda do bicombustível convencional caso tenha redução de GEE de 20%. O mandato prevê um consumo de quase 80 bilhões de litros para os biocombustíveis não convencionais em 2022, dos quais 60 bilhões referem-se ao biocombustível celulósico (que, como dito, devem gerar uma redução de GEE de 60%), quase 5 bilhões para diesel de biomassa (-50%) e 15 bilhões para outros avançado (-50%). Naturalmente a produção de etanol celulósico no montante de 60 bilhões de litros pode não se concretizar. Argumentação da UNICA, bem como de vários outros grupos, é que caso o etanol celulósico não venha a ser produzido na escala necessária para atender as necessidades americanas, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA não pode reverter a demanda para gasolina. Outros biocombustíveis que tenham redução de GEE acima de 60% devem receber prioridade. Esta crítica, dentre outras considerações, encontram-se em uma carta preparada pela UNICA e entregue diretamente à Agência de Proteção Ambiental dos EUA.

30 REDUÇÃO DAS EMISSÕES DE GASES EFEITO ESTUFA
Redução das emissões de GEE quando o etanol é utilizado em substituição à gasolina Também, diversos estudos internacionais apontam que a produção e o uso do etanol em substituição à gasolina reduzem as emissões de GEE em até 90%, com base na análise de todo o ciclo de vida do produto, desde o plantio até o veículo abastecido. Isto valor é muito superior aos 44% projetados pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA. A cana-de-açúcar é uma matéria-prima renovável, que cresce rapidamente, com safras anuais e alta capacidade de absorção de C02 da atmosfera. O CO2 é o GEE que mais contribui para o aquecimento global. Como a cana-de-açúcar pode ser colhida anualmente durante pelo menos 5 anos antes de precisar ser replantada, necessita de menos fertilizantes e agrotóxicos, produtos cuja fabricação utiliza combustíveis fósseis e pode lanças mais GEE à atmosfera. Neste contexto, a UNICA tem estabelecido um intenso diálogo com formuladores da regulamentação do RFS para que o mandato reconheça que o etanol de cana brasileiro é o único a cumprir hoje a meta de redução de emissões de 50%, como obriga a lei americana. Atualmente a Agência de Proteção Ambiental dos EUA está reavaliando suas projeções quanto às emissões de GEE. Fonte: IEA & UNEP para OECD (2008) baseado em diversos estudos. Nota: redução das emissões de GEE calculada com base no ciclo de vida.

31 PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE
Mandato de consumo de biocombustíveis (RFS) & respectivos níveis de redução de emissões de GEE por categoria de biocombustíveis PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE Elevação do atual nível de mistura de etanol à gasolina (E-10) Redução da atual tarifa incidente sobre o etanol importado

32 CONSUMO DE GASOLINA X ETANOL NOS EUA
O consumo de gasolina atingiu pico em 539 bilhões de litros em 2007 mas vem caindo desde então. Já a demanda de etanol aumenta continuamente, devendo atingir 40 bilhões de litros em Isso é resultado de 3 fatores, principais: Proibição de uso de MTBE nos EUA - esta sigla significa éter metil-terciário butílico; é um aditivo oxigenante acrescentado à gasolina. Contudo, por ser cancerígeno e misturar-se facilmente com água, o que implicaria em fácil contaminação dos lençóis freáticos diante de um eventual vazamento, seu uso foi banido nos EUA desde A substância que melhor substitui o MTBE na gasolina é o etanol anidro. No Brasil, o MTBE foi banido em 1991 e, desde então, toda gasolina deve conter de 20 a 25% de etanol anidro por força de lei federal. Obrigatoriedade de consumo estabelecido pelo RFS Preços do petróleo. Neste caso, os distribuidores de gasolina nos EUA têm um incentivo econômico, além do crédito fiscal de US$ 0,45 por galão que recebem do governo por misturar etanol à gasolina, para adicionar até 10% de etanol à gasolina. O nível máximo de mistura de etanol à gasolina autorizado pela legislação norte-americana é de 10%, e está em vigor no País desde 1978.  Fonte: U.S. Energy Information Agency (EIA), Renewable Fuels Association (RFA), UNICA.

33 SATURAÇÃO DO USO DA MISTURA E-10
A partir de projeções de consumo de gasolina para os EUA, publicados pela EIA (Agência Internacional de Energia), aplicamos o percentual de 10% sobre estes valores projetados e, assim, estimamos o volume de etanol a ser demandado anualmente, até 2022, pela mistura E-10, isto é, pela adição de 10% de etanol à gasolina. Esta estimativa está identificada em vermelho no gráfico. Observa-se que a mistura está atingindo o seu pico máximo de saturação já em 2012, restando ainda volume a ser consumido a partir de 2013, visando ao cumprimento do mandato de consumo de biocombustíveis, o RFS, discutido anteriormente. Esse volume remanescente de etanol a ser demandado para cumprir as metas de consumo do RFS, poderá ser gerado caso haja aumento da mistura E-10 ou expansão da frota flex fuel no país. Esta frota flex fuel consome E-85, uma mistura de 85% de etanol e 15% de gasolina – esta mistura seria o equivalente ao etanol hidratado no Brasil, pois, por questões climáticas, seu consumo é dificultado nos EUA. Fonte: EIA (2008), Environmental Protection Agency (EPA).

34 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO PARA E-85
Há somente postos com bombas para E-85 em todo o país Zero Até 10 11 a 20 21 a 50 51 a 100 101 a 200 301 a 400 Contudo, apesar da existência de frota de veículos flex nos EUA, esta ainda é pouco significativa. Há também problemas relacionados à infra-estrutura de abastecimento por E-85 nos EUA. Em 2009, somente cerca de postos de combustíveis dos EUA possuem bombas para E-85 (mistura que contém 85% de etanol e 15% de gasolina). Nos EUA há cerca de postos. Ou seja, cerca de 1% dos postos de combustíveis dos EUA possuem bombas dedicadas a E-85. Fonte: RFA. Nota: dado referente à 30 de julho de 2009

35 OBSTÁCULOS AO AUMENTO DO CONSUMO DE ETANOL PARA CUMPRIR RFS
Logística de distribuição deficitária para E-85 Resistência de diversos segmentos produtivos nacionais Indústria automobilística: argumentam que o uso de E-15 danificaria veículos e, principalmente, motores de menor porte Ração animal: aumento de custos produtivos (+ Indústria do milho) Exemplo de motores de menor porte: cortadores de grama, de barco – uso muito difundido nos EUA

36 PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE
Mandato de consumo de biocombustíveis (RFS) & respectivos níveis de redução de emissões de GEE por categoria de biocombustíveis PRINCIPAIS TEMAS EM DEBATE Elevação do atual nível de mistura de etanol à gasolina (E-10) Redução da atual tarifa incidente sobre o etanol importado

37 DIFICULDADES DE ACESSIBILIDADE PELO BRASIL
Barreiras tarifárias e não-tarifárias: 2,5% + US$ 0, 143 /litro Acesso privilegiado a determinados países: Fluxos maiores de exportação brasileira DIRETA ao país dependente de janelas de oportunidades conjunturais A tarifação consiste no pagamento de uma tarifa secundária de US$ 0,54 por galão de etanol importado ou 14,3 US$ c/litro, mais uma tarifa ad valorem de 2,5%. Paralelamente a essa taxa, há o benefício fiscal concedido aos blenders (agentes responsáveis em adicionar etanol à gasolina), de US$ 0,45 por galão. Para se ter uma do impacto desta tarifa sobre a competitividade do etanol brasileiro, podemos tomar o preço médio FOB de exportação do etanol nacional no último mês de outubro que foi de 395 US$ /m³ e aplicar estes impostos. Efetuando-se as devidas conversões de unidade, temos que a tarifa equivale a ~40% do preço médio FOB de exportação do etanol brasileiro. Ainda, paralelamente a essa taxa, há o benefício fiscal concedido aos blenders (agentes responsáveis em adicionar etanol à gasolina), de US$ 0,45 por galão Na realidade, o principal objetivo da implantação da tarifa secundária de 0,14 US$/litro, aplicada ao etanol importado pelos EUA, era evitar que o produto importado usufruísse deste mesmo benefício fiscal concedido aos blenders norte-americanos. Desde sua criação, ela é periodicamente renovada há 30 anos! Conforme prevê a legislação dos Estados Unidos, terá de ser renovada pelo Congresso novamente até dezembro de 2010; caso contrário, será automaticamente extinta em 1º de janeiro de Esta conjuntura configurará um momento único ao Brasil quanto à oportuna mobilização pela eliminação ou redução desta tarifa. Sabemos que, além do Brasil, diversos grupos estarão se mobilizando em favor da não renovação da tarifa americana em 2010, como as indústrias de rações e alimentos que querem reduzir a volatilidade no preço do milho nos EUA, além de grupos ambientalistas, acadêmicos e outros atores. Diferentemente e logicamente, a indústria do milho norte-americana, a qual possuí fortíssimo lobby no Congresso do país, posiciona-se veemente contra a extinção ou redução da tarifa. Este cenário nos mostra que será uma difícil batalha.

38 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE ETANOL AOS EUA
1,7 bilhão litros 854 milhões litros 1,5 bilhão litros 202 milhões litros Banimento MTBE Enchentes no Meio-Oeste Fonte Secex. Elaboração: UNICA

39 Cenário atual do mercado de etanol na União Européia

40 PRODUÇÃO E IMPORTAÇÃO DE ETANOL NA UNIÃO EUROPÉIA
Segundo dados de uma consultoria internacional, a produção européia de etanol, compreendendo etanol para fins industriais e carburante, aumentou em mais de 100% entre 2003 a Já as importações totais extra-bloco (isto é, importações advindas de países não integrantes da UE) aumentaram em mais de 500% no mesmo período. O crescimento da produção doméstica e da demanda interna, retratada no gráfico pelo aumento das importações, é impulsionado principalmente pelos mandatos de mistura em implementação nos Estados Membros da UE: países como Alemanha, França, Suécia, Inglaterra... já possuem mandatos de adição de etanol à gasolina. Fonte: LMC. Nota: 2009 – resultados preliminares.

41 EXPORTAÇÕES DE ETANOL DO BRASIL PARA UNIÃO EUROPÉIA
Milhões litros 46% 73% Brasil responde, em média, por 45% das importações mensais de etanol pelo bloco. Esse percentual inclui etanol para fins industriais. Fonte: Secex. Elaboração: UNICA. Nota: 2009* - dados até outubro.

42 POTENCIAL DE CONSUMO DE ETANOL NA UNIÃO EUROPÉIA
A partir de projeções de consumo de gasolina para a UE, publicados por uma instituição internacional, aplicamos o percentual de mistura de etanol à gasolina em vigência nos Estados-Membros do bloco. Assim, estimamos o volume de etanol a ser demandado anualmente, até 2020, pela UE. Segundo este exercício estatístico, o potencial de consumo anual de etanol pela UE poderá atingir até 14 bilhões de litros. Notadamente este volume é muito inferior ao mandato de consumo dos EUA, o RFS que vimos anteriormente: são 14 bilhões de litros contra 136 bilhões de litros previstos pela meta de consumo norte-americana em Somente o consumo de etanol avançado previsto pelo mandato dos EUA é de 15 bilhões, ou seja, equivale à toda demanda potencial de etanol pela UE. Isso mostra que o mercado norte-americano é muito maior comparativamente ao europeu em termos de potencial de consumo de etanol. Mas, ainda assim, o mercado da UE é extremamente importante ao Brasil; afinal, os 14 bilhões de litros projetados como consumo europeu equivale a praticamente metade da produção brasileira de etanol na safra 2008/09 de 27,5 bilhões de litros. Fonte: Eurostat e CERA. Elaboração: UNICA. Nota: dados a partir de 2008 são projeções. Demanda potencial de etanol calculada sob o consumo de gasolina informado pelo Eurostat e projetado pelo CERA, considerando percentual de adição de etanol à gasolina de 4%, em volume.

43 DIRETIVA EUROPÉIA PELA PROMOÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS
Meta obrigatória de uso de 10% de energias renováveis (em conteúdo energético) no setor de transporte até 2020 sem metas específicas para determinadas fontes de energia renováveis e sem metas intermediárias Critérios de sustentabilidade: Exigências para a diminuição de emissões de CO2 Proibição do cultivo de lavouras destinadas à produção de biocombustíveis em áreas com grande biodiversidade ou alto estoque de carbono Critérios sociais e ambientais (uso de água, fertilizantes...) serão de caráter declaratório A Diretiva sobre Fontes Renováveis de Energia, aprovada em 2008 pela União Européia, impõe aos Estados Membros da UE a utilização, a partir de 2020, de 20% de energias renováveis em sua matriz energética, dos quais 10% deverão ser empregados no setor de transportes. Importante ressaltar que a Diretiva prevê o uso de “energias renováveis”, o que abrange uma gama de produtos e não somente o etanol de cana. Isto é, podem ser utilizados carros híbridos, por exemplo, na medida em que são uma fonte renovável de energia. Contudo, espera-se que parcela majoritária desses 10% estabelecidos como meta para o segmento de transporte seja cumprida pelo uso de biocombustíveis. A Diretiva condiciona tais metas de consumo ao cumprimento obrigatório de critérios de sustentabilidade. Isto é, para serem considerados na meta de 10% de uso de energias renováveis pelo setor de transportes e para recebimento de incentivos fiscais outorgados por certos países europeus ao uso de energias limpas, todos os biocombustíveis, independentes da origem, devem demonstrar adequação aos padrões de produção sustentáveis estabelecidos pela Diretiva. Na proposta original da Diretiva, estes padrões são: promover a redução das emissões de GEE; é proibido o cultivo de matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis em áreas com altos estoques de carbono (como florestas e pantanais) em áreas de elevada biodiversidade. Será necessário também reportar medidas tomadas pela unidade produtiva para preservação da água, solo e ar. Para garantir o cumprimento dos critérios de sustentabilidade, a Comissão Européia poderá realizar acordos bilaterais e/ou multilaterais bem como reconhecer sistemas de certificação já existentes, sejam voluntários ou não, desde que estejam em conformidade com os padrões e procedimentos de verificação determinados pela Diretiva. Estes deverão ser aceitos em todos os países integrantes da Comunidade Européia, visando evitar custos administrativos e financeiros desproporcionais, bem como promover sua compatibilidade com as regras da OMC. CERTIFICAÇÃO

44 Como resultado destas indefinições da Diretiva, ocorre a disseminação de inúmeras iniciativas de certificações para diferentes tipos de biocombustíveis. Isso é totalmente contraproducente e acaba por desestimular investimentos. Ainda, é preocupante a possibilidade de que muitas dessas certificações fomentem a imposição de barreiras não-tarifárias, especialmente contra nações em desenvolvimento como o Brasil. A UNICA participa ativamente de iniciativas de certificação para evitar justamente que se transformem em barreiras técnicas ao comércio internacional.

45 COMITÊ DE DIREÇÃO DO BSI - BETTER SUGARCANE INITIATIVE
O BSI já agrega importantes investidores, traders, produtores, indústrias e organizações não governamentais (ONGs), o que confere enorme credibilidade à iniciativa. Está em fase de consulta pública e realização de projetos piloto, para posterior finalização de seus critérios e indicadores. A intenção da UNICA é que a Diretiva européia aceite o processo de certificação desenvolvido pelo BSI, não sendo então necessário a adaptação do setor sucroenergético brasileiro a diferentes sistemas de certificação para acessar o mercado europeu. Fonte: BSI, Better Sugarcane Initiative.

46 OUTROS OBSTÁCULOS AO DESENVOLVIMENTO DO MERCADO DE ETANOL NA UNIÃO EUROPÉIA
Aplicação da tarifa de € 19,2 c/l Alto custo da matéria-prima utilizada para produção doméstica (trigo, principalmente), além de suscitar constantes debate sobre competição alimentos X biocombustíveis Forte lobby das indústrias petrolíferas Ao contrário do Brasil, onde o segmento produtor de combustíveis fósseis é controlado por empresa estatal, no bloco há companhias privadas e com forte poder político-econômico Maior frota a diesel comparativamente à gasolina, inviabilizando maior escala de consumo de etanol Preferência ao uso de biodiesel A tarifa aplicada pela UE é de 0,192 euros/litro. Dado o preço médio FOB do etanol exportado pelo Brasil em outubro de 395 US$/m³ e aplicando-se a taxa de câmbio de 1,5, temos que a tarifa corresponde a ~30% deste preço. Contudo, as discussões sobre a aplicação da tarifa européia estão paralisadas, pois o foco atual do debate é a Diretiva sobre uso de energias renováveis. Isso tem uma lógica: primeiramente é preciso que o mercado europeu de biocombustíveis se consolide, para que após se conteste a incidência de tarifas.

47 Ações de comunicação da UNICA no exterior

48 Campanha UE Campanha EUA
Campanha de comunicação da UNICA nos EUA foi realizada no feriado de 4 de julho, tendo como público-alvo consumidores e formadores de opinião. O foco da campanha era a redução da tarifa aplicada pelos EUA ao etanol importado. A campanha com este tema foi vinculada ao longo dia 4 de julho em jornais e rádios. Foi também elaborado um site com informações específicas sobre o tema. Campanha de comunicação da UE foi realizada nos meses de junho a novembro de 2008, tendo como foco Membros do Parlamento Europeu, formadores de opinião. Assim, a campanha foi vinculada em anúncios em jornais como The Economist, L’ Express e jornal European Voice que circula no Parlamento europeu. O foco da campanha era o apoio à mistura de 10% de renováveis aos fósseis em discussão no período pela Diretiva européia. As veiculações destacavam aspectos ambientais do etanol de cana-de-açúcar. Campanha premiada com Bulldog Reporter Award (principal premiação na área de relações com a mídia dos EUA) 48

49 Folhetos institucionais

50 LOCALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR NO BRASIL
Com pouco mais de 4 milhões de hectares (1,5% das terras aráveis), produzimos álcool suficiente para abastecer 50% do consumo de álcool/gasolina do Brasil. A área ocupada com cana-de-açúcar na safra 2008/09 era de pouco mais de 8 milhões de hectares, concentradas nas regiões Centro-Sul e Norte-Nordeste do Brasil, ambas a mais de km da Floresta Amazônica. Desde total, cerca de metade da área de cana é dedicada a produção de etanol (~ 4,5 milhões de hectares), ou seja, apenas ~ 1,5% da área total arável do Brasil. 87% da produção de cana-de-açúcar Fonte: NIPE-Unicamp, IBGE e CTC. 50

51 FOCOS ESTRATÉGICOS DO PROJETO APEX & UNICA
Influenciar a construção da imagem do etanol brasileiro como fonte alternativa de energia limpa e renovável, junto aos principais formadores de opinião mundial – governos, meios de comunicação, tradings, investidores, importadores, ONGs e consumidores Preparar a base exportadora para trabalhar com os principais formadores de opinião mundial, importadores e investidores. Favorecer o aumento da geração de negócios de exportação, combatendo barreiras tarifárias e não-tarifárias que limitam as oportunidades de exportação.

52 CONSIDERAÇÕES FINAIS Demanda mundial por biocombustíveis continuará a se expandir Apesar da implantação de ambiciosos programas pró combustíveis renovavéis pelos EUA e UE, o mercado internacional de etanol permanece restrito e volátil Principal desafio: tornar o etanol uma commodity global Eliminação de tarifas e demais barreiras Adoção de norma internacional para a especificação do etanol Cooperação técnica com países potencialmente produtores Elaboração de um amplo trabalho de caráter informativo, visando refutar mitos falaciosos relativos aos alegados efeitos sociais e ambientais negativos resultantes do uso de biocombustíveis Para conquistarmos a internacionalização do etanol é necessário: Harmonizar especificações mundiais do etanol combustível (por exemplo, UE e USA apresentam especificações distintas, isto é, diferentes compradores requerem produtos com diferentes qualidades técnicas) Estimular a produção em maior número possível de países, transferindo tecnologia e know-how. (3) Não só trabalhos de caráter político e técnico são necessários à internacionalização do etanol, mas também um intenso e amplo trabalho de comunicação, diante da dissipação de inúmeras notícias negativas vinculadas à produção e ao uso de biocombustíveis

53 MAPA MUNDIAL DE PRODUÇÃO DE CANA-DE-AÇÚCAR
O setor sucroenergético brasileiro não tem a intenção em suprir etanol a todo o mundo; isto simplesmente deslocaria a dependência energética de países produtores de petróleo ao Brasil. O setor sucroenergético nacional é parte da solução; não a solução. A produção sustentável de etanol representa uma oportunidade positiva para mais de 100 nações em desenvolvimento, que podem se tornar potenciais fornecedores de etanol. Mais de 100 países poderiam produzir biocombustíveis para 200 nações. Hoje apenas 20 produtores de petróleo fornecem combustíveis fósseis para o resto do mundo. Fonte: FAO. Elaboração: UNICA.

54 Obrigada 54


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