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Fernando César Lima Leite Universidade de Brasília Comunicação científica, Acesso Aberto à Informação e Repositórios Institucionais.

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1 Fernando César Lima Leite Universidade de Brasília Comunicação científica, Acesso Aberto à Informação e Repositórios Institucionais

2 A comunicação situa-se no próprio coração da ciência. É para ela tão vital quanto a própria pesquisa, pois a esta não cabe reivindicar com legitimidade este nome enquanto não houver sido analisada e aceita pelos pares. Isso exige, necessariamente, que seja comunicada. Ademais, o apoio às atividades científicas é dispendioso, e os recursos financeiros que lhes são alocados serão desperdiçados a menos que os resultados das pesquisas sejam mostrados aos públicos pertinentes. Qualquer que seja o ângulo pelo qual examinemos, a comunicação eficiente e eficaz constitui parte essencial do processo de investigação científica Meadows (1999)

3 Comunicação científica: o que é? Conjunto de todas as atividades que englobam a produção, disseminação e uso da informação desde o início do processo de criação científica, o seu princípio, em que as idéias da pesquisa são geradas, até o momento da aceitação dos resultados como parte do corpo de conhecimento científico (GARVEY, 1979). ProduçãoUso

4 Portanto... A produção do conhecimento ocorre sempre a partir de resultados anteriores. Se eu vi mais longe do que outros, foi por estar sobre os ombros de gigantes Isaac Newton (1676) A produção do conhecimento é viabilizada mediante processos de comunicação científica!

5 Portanto... Pesquisadores consomem e comunicam informação do princípio ao fim da pesquisa; Informação constitui input e output da produção do conhecimento.

6 A ciência depende da ampla difusão daquilo que é produzido! A ciência depende de processos de comunicação!

7 O Sistema de Comunicação Científica Foi estruturado ao longo do tempo; Processos de comunicação foram criados de modo que a ciência pudesse ser viabilizada.

8 O Sistema de Comunicação Científica Nesse contexto o periódico científico se tornou um dos principais meios de comunicação entre pesquisadores. Artigo de periódico científico é o principal veículo de comunicação de resultados de pesquisas para todas as áreas do conhecimento?

9 O Sistema de Comunicação Científica Elementos do sistema de comunicação científica, suas funções e processos mudam em função do tempo e dos avanços tecnológicos.

10 Funções da Comunicação Científica

11 4 ARQUIVAMENTO Preservar a pesquisa para o uso futuro 3 CIRCULAÇÃO Assegurar a acessibilidade à pesquisa 2 CERTIFICAÇÃO Certificação da Validade/qualidade da pesquisa 1 REGISTRO Estabelecimento da propriedade intelectual Funções da Comunicação Científica (Roosendaal & Geurts)

12 Funções da Comunicação Científica (Menzel, 1966; Kaplan & Storer, 1968)

13 Prover ao cientista as melhores respostas a questões específicas Contribuir para que o cientista esteja ciente de novos desenvolvimentos em seu campo de atuação

14 Estimular cientistas a buscarem novos conhecimentos além de suas áreas de interesses Divulgar principais tendências de áreas emergentes, fornecendo aos cientistas idéia da relevância de seu trabalho

15 Testar a confiabilidade de novos conhecimentos, diante da possibilidade de testemunhos e verificações Redirecionar ou ampliar o rol de interesse dos cientistas

16 Fornecer feedback para o aperfeiçoamento da produção do pesquisador

17 As coisas já não são bem assim... Há algum tempo a comunicação científica não anda tão bem!

18 Recursos públicos financiam amplamente pesquisas PESQUISA Editores comerciais atribuem preços excessivos PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS DE PRESTÍGIO Devido às barreiras impostas não têm acesso às publicações INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PESQUISA Lógica do modelo tradicional de publicação começa a ser questionado!

19 Quais as principais motivações para pesquisadores publicarem seus trabalhos???? Fonte: Swan (2006) Principais motivos para pesquisadores publicarem seus trabalhos não são a prioridade dos grandes editores! Caso contrário o acesso seria ABERTO!!!

20 Situação problema Pesquisadores em todo o mundo não têm acesso a toda a informação científica que necessitam para permitir o progresso da ciência de modo eficiente e eficaz tal como seria possível.

21 O sistema de comunicação limita, mais do que expande, a disponibilidade e legibilidade de maior parte da pesquisa científica (JOHNSON, 2003) Com isso...

22 INSATISFAÇÃO EM TODOS OS NÍVEIS! (exceto dos grandes editores…) Resultado

23 Insatisfação em todos os níveis Autores (pesquisadores) Baixa visibilidade dos resultados de pesquisa = baixas taxas de citação = baixo reconhecimento desejado (prestígio = moeda de troca); a cessão exclusiva de direitos em troca da publicação impede que o autor tenha poderes sobre seu trabalho (Ex.: não pode distribuir); (PROSSER, 2004)

24 Situação: insatisfação em todos os níveis Leitores (outros pesquisadores) Não têm acesso à toda a literatura científica de que necessitam, tornando-se menos produtivos; Bibliotecas Não podem satisfazer as necessidades de informação de seus usuários; Agências de fomento/Institutos de pesquisa/Universidades Não possuem controle da produção científica que financiam; Não têm condições de manter assinaturas de periódicos científicos. (PROSSER, 2004)

25 25 O que fazer com tanta insatisfação????

26 Reação: Acesso Aberto à Informação Científica

27 Uma reação da comunidade científica Uma velha tradição e uma nova tecnologia convergiram para tornar possível o aparecimento de um bem público sem precedentes. VELHA TRADIÇÃO Boa vontade de pesquisadores publicarem seus resultados sem qualquer remuneração, em prol da ciência e difusão do conhecimento BEM PÚBLICO SEM PRECEDENTES Distribuição eletrônica da literatura científica com revisão pelos pares em escala global, de forma gratuita, sem restrições de acesso a quem possa interessar NOVA TECNOLOGIA Internet Budapest Open Access Initiative

28 O que é? É disponibilização livre, gratuita e irrestrita da informação científica na internet de modo que qualquer usuário possa ler, fazer download, distribuir ou referenciar o texto completo. (PROSSER, 2004)

29 Como? Acesso aberto na própria publicação do periódico científico eletrônico Sinal verde dos editores para que autores depositem seus trabalhos em repositório digital

30 títulos registrados - 4 títulos adicionados por dia repositórios registrados - 1 adicionados por dia - 26 milhões adicionados por dia políticas inst. registradas - 1/semana ou 5/mês

31 Qual é o ponto central do acesso aberto?

32 Stevan Harnad

33 Esquema funcional do Acesso Aberto Interoperabilidade: capacidade que as máquinas tem de conversarem entre si a partir da utilização de padrões e tecnologias comuns. Tecnologia de arquivos abertos: OAI-PMH (Protocol for Metadata Harvesting) e padrões de metadados (Dublin Core).

34 Esquema funcional do Acesso Aberto: atores Provedores de dados: mantenedores de conteúdos. Expõem metadados para que sejam coletados. Ex: RI, RT, periódicos científicos, bibliotecas digitais, ETDs, etc. Provedores de serviços: mecanismos de buscas. Coletam metadados expostos por provedores de conteúdos.

35 Coleta via OAI-PMH Provedores de serviços Provedores de dados

36 Via Verde

37 ALGUNS CONCEITOS!

38 O que são repositórios digitais de acesso aberto? Provedores de dados que são destinados ao gerenciamento de informação científica, constituindo-se, necessariamente, em vias alternativas de comunicação científica; O tipo de repositório digital é determinado pela aplicação e pelos objetivos aos quais se destina.

39 Estabelecendo um entendimento comum! O termo REPOSITÓRIO não é novo e é usado por outras áreas; Novos são os conceitos sobre os quais se desenvolvem e as funções que devem exercer no sistema de comunicação científica; Estamos tratando exclusivamente da informação e comunicação científica!

40 Repositórios Temáticos ou Disciplinares

41 Repositórios de Teses e Dissertações

42 Repositórios Institucionais

43 Repositórios institucionais de acesso aberto

44 É um serviço de informação científica digital em ambiente interoperável e aberto, dedicado ao gerenciamento da informação científica de uma instituição de ensino e/ou pesquisa com vistas à maximização de seu acesso, uso e impacto. O que é um RI?

45 Contribuir para a reformulação e melhoria do sistema de comunicação científica por meio de processos de gestão da informação, promovendo, em última análise o aumento da visibilidade dos resultados de pesquisa, do pesquisador e da instituição. O que um RI pretende?

46 Atributos de um Repositório Institucional (RI) Institucionalmente definido; Científico ou academicamente orientado; Cumulativo e perpétuo; Livre e interoperável (aberto); Não efêmero (conteúdos digitais); Foco na comunidade. Crow (2002)

47 47 Repositórios institucionais: para que servem? Gerenciar informação científica proveniente das atividades de P&D, e oferecer suporte a elas; Melhorar a comunicação científica interna e externa à instituição; Maximizar o uso, a visibilidade e o impacto da produção científica da instituição por meio da maximização do acesso.

48 48 Repositórios institucionais: para que servem? Preservar o acesso e o conteúdo; Contribuir para o aumento do prestígio da instituição e do pesquisador; Oferecer insumo para a avaliação e monitoramento da produção científica.

49 49 Eliminando mal entendidos e derrubando mitos...

50 RI não concorrem com periódicos, apenas complementam/potencializam algumas de suas funções; Avaliação por pares é uma função dos periódicos e não do RI; RI NÃO PUBLICAM, apenas tornam os conteúdos públicos e acessíveis.

51 ARQUIVAMENTO Preservar a pesquisa para o uso futuro CIRCULAÇÃO Assegurar a acessibilidade à pesquisa CERTIFICAÇÃO Certificação da Validade/qualidade da pesquisa REGISTRO Estabelecimento da propriedade intelectual 4 funções básicas de um periódico científico Prosser (2004)

52 RI não são catálogos ou sistemas de gestão de bibliotecas, mas é desejável que trabalhem de modo integrado.

53 Aspectos relacionados com a proteção do conhecimento residem em estágio anterior ao RI.

54 RI reforçam o registro da autoria e, consequentemente, facilitam a descoberta de plágios.

55 RI lidam exclusivamente com a informação científica ou academicamente orientada. RI não é panacéia!

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57 Um RI deve ser criado tendo em mente a comunidade científica global e não apenas a instituição.

58 A instalação e configuração de software não é suficiente para a criação de um RI.

59 59 Benefícios: para o pesquisador Ampla disseminação – Artigos mais visíveis – Artigos mais citados Rápida disseminação Facilidade de acesso; Buscas cruzadas (multidisciplinares) Serviços de valor agregado – Dados de acessos e downloads dos artigos – Listas personalizadas de publicações – Análises de citação Diminuição de barreiras de impacto Diminuição de barreiras de acesso Pinfield (2007)

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65 Coleta via OAI-PMH Provedores de serviços Provedores de dados


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