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GNE109 Agrometeorologia Prof. Luiz Gonsaga de Carvalho.

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1 GNE109 Agrometeorologia Prof. Luiz Gonsaga de Carvalho

2 Armazenamento = 100 mm Precipitação pluvial (chuva) Evapotranspiração potencial Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955) Veja explicação no próximo slide

3 Conforme esquema anterior, o BHC é a contabilização das entradas e saídas de água do sistema solo-planta, sendo que a sua interpretação fornece informações sobre o ganho, perda e armazenamento de água no solo. Como elementos para o cálculo, considera-se precipitação pluvial (P) como fornecimento de água e a demanda de água por esse sistema pela evapotranspiração potencial (ETp). Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

4 Sendo o solo o reservatório de água para as plantas deve-se levar em consideração a sua capacidade de armazenamento o que depende de suas propriedades físico-hídricas. Para estudos climáticos, sem a associação de uma cultura agrícola específica, normalmente adota-se o valor de 100 mm para o armazenamento de água no solo. Ainda, caso sejam conhecidos alguns parâmetros físico-hídricos do solo da região (ou do solo predominante) a CAD (mm) pode ser obtida pela seguinte equação: em que, cc – umidade na capacidade de campo (%); pmp – umidade no ponto de murcha permanente (%); ρ s – densidade do solo (g cm -3 ); p e – profundidade efetiva do sistema radicular (mm). Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

5 Tipo de soloProfundidade das raízes (m) Capacidade de água disponível (mm) Culturas de raízes superficiais (feijão, batata, ervilha) Areia fina0,5050 Franco arenoso fino0,5075 Franco limoso0,62125 Franco argiloso0,40100 Argiloso0,2575 Culturas de raízes de média profundidade (cereais) Areia fina0,7575 Franco arenoso fino1,00150 Franco limoso1,00200 Franco argiloso0,80200 Argiloso0,5050 Cultura de raízes profundas (alfafa, algodão, pastagens, etc.) Areia fina1,00100 Franco arenoso fino1,00150 Franco limoso1,25250 Franco argiloso1,00250 Argiloso0,67200 Árvores frutíferas Areia fina1,50150 Franco arenoso fino1,67250 Franco limoso1,50300 Franco argiloso1,00250 Argiloso0,67200 Floresta adulta Areia fina2,50250 Franco arenoso fino2,00300 Franco limoso2,00400 Franco argiloso1,60400 Argiloso1,17350 Profundidade efetiva do sistema radicular e orientação para determinação da capacidade de armazenamento de água no solo para o cálculo do balanço hídrico de Thornthwaite e Mather (1955), adaptado de Mota, 1983

6 Armazenamento = 100 mm Precipitação pluvial (chuva) Excesso hídrico Evapotranspiração potencial Caso chova mais que evapotranspira, poderá ocorrer excesso hídrico. Contudo isto será efetivamente confirmado após o complemento do BHC ( esquema a seguir). Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

7 Armazenamento = 100 mm Precipitação pluvial (chuva) Evapotranspiração potencial Deficiência hídrica E se, ao contrário, a chuva for inferior à evapotranspiração poderá ocorrer deficiência hídrica, (esquema seguinte). O que também será efetivamente confirmada após o complemento do BHC. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

8 Para os cálculos do BHC, além da necessidade de informar geograficamente o local por meio de suas coordenadas geográficas, são também necessários, para todos os meses do ano, dados de uma série longa dos elementos climáticos sendo, muito comum, utilizarem dados normais, ou seja, dados publicados nas Normais Climatológicas. Assim, para o desenvolvimento do BHC e posterior zoneamento climático, o ideal é que se tenha a disposição as normais climatológicas de diversas localidades para que em seguida se efetua a espacialização da informação conforme se observa para o estado de Minas Gerais (Figura a seguir). Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

9 Rede estadual de Minas Gerais de estações climatológicas pertencentes ao Instituto Nacional de Meteorologia - INMET Estação Climatológica Principal de Lavras – MG Convênio UFLA/INMET

10 Assim os dados normais necessários são os valores mensais de precipitação pluvial e demais elementos climáticos para a estimativa da evapotranspiração potencial (ETp). Ressalta-se que para ETp não existem valores observados por estações climatológicas, devendo essa ser estimada por algum método. Existem diversos métodos para estimativa da ETp, sendo aqui destacado o método de Thornthwaite, sendo originalmente proposto por Thornthwaite e Mather (1955) para o BHC. Esse método necessita apenas das temperaturas médias mensais normais. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

11 Se, para determinado local, a série for insuficiente para o cálculo da Normal Climatológica, pode-se efetuar o cálculo do balanço hídrico, porém, esse fato deverá ser destacado, tanto no cálculo como na representação gráfica, de forma bastante clara. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

12 Segue–se portanto, os cálculos do BHC tomando, por exemplo, o de Lavras-MG. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

13 Inicialmente extrai-se das Normais Climatológicas (Tabela a seguir) os valores mensais de precipitação pluvial e temperatura do ar (Veja slide seguinte). Normais Climatológicas ( ) - Exemplo: LAVRAS - MG

14 MesesETpPP-ETpN. Ac.ARMALTETrDEFEXC Jan Fev Mar Abr.7267 Maio5541 Jun.4528 Jul.4423 Ago.5825 Set.6873 Out Nov Dez Ano Conforme mencionado a ETp foi estimada pelo método de THORNTHWAITE. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

15 A coluna (P-ETp) representa as diferenças mensais entre ETp e P. Os valores positivos indicam que a disponibilidade de água no mês (precipitação) é superior à demanda (evapotranspiração potencial) podendo ocorrer excesso hídrico e os valores negativos poderá indicar deficiência hídrica. Contudo essas informações só serão evidenciadas ao completar o BHC. MesesETpPP-ETpN. Ac.ARMALTETrDEFEXC Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

16 MesesETpPP-ETpN. Ac.ARMALTETrDEFEXC Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano A coluna seguinte representa o acúmulo de negativas de P-ETp (N. Ac.). Para dar início ao seu preenchimento repete-se a primeira P-ETp negativa após uma sequência de valores positivos e, com a fórmula abaixo calcula-se o armazenamento do mês preenchendo a coluna seguinte (ARM). Para facilidade, pode-se também utilizar tabelas, como exemplificada a seguir. Essas duas colunas são preenchidas simultaneamente. A CAD (capacidade de água disponível no solo) adotada é de 100 mm, a qual representa o armazenamento máximo de água que o solo consegue reter. No caso, a primeira negativa é - 5 e o respectivo armazenamento calculado, ou tabelado, é 95. Nos meses subsequentes acumula-se as negativas, mês a mês, calculando os respectivos armazenamentos até quando não se tem mais negativa para acumular, finalizando em agosto para o presente exemplo. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

17 Neg. Acum Água retida após ocorridos diferentes valores de evapotranspiração, para solos com capacidade de retenção de água de 100 mm Exemplificando o uso da tabela de capacidade de retenção de água: Tem-se que, para o mês de junho, a negativa acumulada (Neg. Ac.) é -36 mm, portanto, entrando com o valor 30 na coluna de dezenas e, com o valor 6 na linha de unidades, tem-se o respectivo armazenamento (69). Efetuando o processo contrário, ou seja, entrando com o armazenamento do mês, ter-se-á como saída, a negativa acumulada, pela união dos respectivos valores obtidos na coluna das dezenas e linha de unidades.

18 MesesETpPP-ETpN. Ac.ARMALTETrDEFEXC Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano A coluna seguinte representa o acúmulo de negativas de P-ETp (N. Ac.). Para dar início ao seu preenchimento repete-se a primeira P-ETp negativa após uma sequência de valores positivos e, com a fórmula abaixo calcula-se o armazenamento do mês preenchendo a coluna seguinte (ARM). Para facilidade, pode-se também utilizar tabelas, como exemplificada a seguir. Essas duas colunas são preenchidas simultaneamente. A CAD (capacidade de água disponível no solo) adotada é de 100 mm, a qual representa o armazenamento máximo de água que o solo consegue reter. No caso, a primeira negativa é - 5 e o respectivo armazenamento calculado, ou tabelado, é 95. Nos meses subsequentes acumula-se as negativas, mês a mês, calculando os respectivos armazenamentos até quando não se tem mais negativa para acumular, finalizando em agosto para o presente exemplo. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

19 MesesETpPP-ETpN. Ac.ARMALTETrDEFEXC Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano Então a partir do mês de setembro (não tendo mais negativa a acumular) segue-se da seguinte forma: Veja que o saldo P-ETp equivale a 5 mm, o que em princípio poderia ser considerado excesso hídrico, porém o armazenamento (ARM) do mês anterior está bastante reduzido (40 mm); então soma-se o saldo positivo de P-ETp ao ARM do mês anterior, obtendo- se o do mês em questão, ou seja, em setembro o ARM passa a ser de 45 mm. Vê-se assim, que no início do período chuvoso começa a reposição de água ao solo. No mês seguinte o saldo P-ETp continua positivo (40 mm), da mesma forma, soma-se este saldo ao ARM do mês anterior, elevando o ARM do mês de outubro para 85 mm. No mês subsequente, novembro, o saldo P-Etp é de 122 mm, daí ao somar esse ao ARM do mês anterior (85 mm), o resultado supera o ARM máximo que o solo consegue reter (100 mm) permanecendo portanto igual a 100 mm. Nesses casos as respectivas negativas acumuladas são encontradas de forma inversa ao processo anterior, ou seja, calculando-a a partir do ARM conforme a equação abaixo, ou com o uso da tabela, veja a seguir. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

20 Neg. Acum Água retida após ocorridos diferentes valores de evapotranspiração, para solos com capacidade de retenção de água de 100 mm Exemplificando o uso da tabela de capacidade de retenção de água: Efetuando o processo contrário, ou seja, entrando com o armazenamento do mês, ter-se-á como saída, a negativa acumulada, pela união dos respectivos valores obtidos na coluna das dezenas e linha de unidades.

21 A próxima coluna a ser preenchida é da Alteração (ALT), sendo a variação de armazenamento do mês (i) relativa ao mês anterior (i – 1). Os valores negativos indicam a retirada de água em que a grama (cultura de referência) procura atender no todo ou em parte a sua demanda de evapotranspiração (ETp). Os valores positivos representam a reposição de água ao solo, ocorrendo nos meses em que as chuvas superam a demanda de evapotranspiração (ETp). Portanto, o somatório dessa coluna é necessariamente 0, pois no equilíbrio climático a retirada de água do solo é igual à sua reposição. Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

22 A evapotranspiração real (ETr), é calculada conforme os seguintes critérios: ETr será igual a ETp sempre que P > ETp, ou seja, não ocorre restrição de água para a cultura se a precipitação é maior que a demanda de evapotranspiração. Se P ETp ETr = ETp Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

23 Nos outros casos, ETr será igual a P somada ao valor absoluto da alteração; nesse caso, como P é inferior à ETp, tudo que chove é utilizado na ETr e ainda a cultura retira água do solo em relação ao armazenamento do mês anterior. Se P < ETp ETr = P + I Alt I Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

24 A deficiência hídrica, (DEF), representa a deficiência de evapotranspiração, ou seja, o quanto faltou de água para que ETr tivesse sido igual ao valor da ETp. Portanto, calcula-se pela diferença entre ETp e ETr. DEF = ETp - ETr Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

25 A última coluna, de excesso hídrico, é calculada conforme os seguintes critérios: a)Sempre que P - ETp for negativo, o excesso será igual a 0 (zero) ou, havendo deficiência, não haverá excesso hídrico; Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

26 b)Para os demais meses, o excesso será igual ao valor de P - ETp subtraindo o valor da alteração. EXC = (P-ETp) - ALT Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

27 Balanço hídrico climatológico de Thornthwaite e Mather (1955)

28 FIM


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