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Etapas de elaboração de um projeto de pesquisa Cintia Curioni TCC/ FASE – 2010/2.

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1 Etapas de elaboração de um projeto de pesquisa Cintia Curioni TCC/ FASE – 2010/2

2 Monografia Consiste numa dissertação de caráter científico sobre um tema, elaborada sistematicamente por meio de uma pesquisa individual com um professor - orientador Não se trata de uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado, não precisa ser uma elaboração original mas apresentar temática e domínio da linguagem científica da Nutrição.

3  A Monografia inicia-se por uma dúvida sobre um assunto  O aluno cria respostas provisórias HIPÓTESES  Iniciando umaPESQUISA  Planejando-a primeiramente PROJETO  Levanta a seguir dados  Sistematiza-os PROBLEMA  E chega a uma CONCLUSÃO COLETA DE DADOS ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

4 O projeto de pesquisa é o primeiro passo a ser executado pelo pesquisador.

5 Projeto “O termo projeto vem do latim projectu, particípio passado de verbo projicere, que significa lançar para diante. Plano, intenção”... (Ferreira, 1975)

6 Projeto de Pesquisa •“É um texto que define e mostra, com detalhes, o planejamento do caminho a ser seguido na construção de um trabalho científico de pesquisa.”

7 Ao construirmos projetos planejamos o que temos intenção de realizar. Com base no que temos, buscamos o possível. Passado ← Presente → Futuro

8 Perguntas às quais um projeto de pesquisa deve responder: 1) QUEM?  Dados de identificação; 2) O QUE?  Tema; problema e hipóteses; embasamento teórico; referências; 3) POR QUÊ?  Justificativa 4) PARA QUE?  Objetivos 5) COMO E ONDE?  Materias e Métodos 6) QUANDO?  Cronograma 7) QUANTO?  Orçamento

9 Identificação •Entidade, Título, Autor, Local e data.

10 1. TÍTULO DO PROJETO • O título parte do tema e é o “cartão de apresentação” do projeto de pesquisa. Ele expressa a delimitação e a abrangência temporal e espacial do que se pretende pesquisar.

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13 •Dicas para a escolha do título / tema: • Preferências e interesse pessoal; • Algo que já se tenha embasamento teórico prévio; • Planos de atuação profissional direcionada na área; •Fontes de idéias: •anais de congressos, encontros, seminários, etc; •livros, teses, dissertações, periódicos especializados; •documentos - jornais, catálogos, leis, etc; •internet; •participação em congressos, encontros, seminários, etc; •conversas com colegas, professores, profissionais, experts, etc; •observação/reflexão; •Observar: •Viabilidade - acessibilidade aos dados; - prazos e custos; - potencialidade do pesquisador; •Importância – para a comunidade científica; •Originalidade – resultados causarão surpresa?;

14 Definir o tema A escolha do tema pode ter conexão com temas estudados (anteriormente ou posteriormente)  Oportunidade de aprendizagem  Relevância... Interesse...

15 2. Problema •Sem problema não há pesquisa. •O desconhecimento, a desinformação, a dúvida do pesquisador em relação a um assunto e/ou tema não constitui um problema de pesquisa  Essas lacunas podem ser resolvidas com uma leitura seletiva e aprofundada, dispensando, portanto, um projeto de pesquisa. •Não confundir tema com problema: –O tema é o assunto geral que é abordado na pesquisa e tem caráter amplo. –O problema focaliza o que vai ser investigado dentro do tema da pesquisa.

16 •O problema não surge do nada, mas é fruto de leitura e/ou observação do que se deseja pesquisar. •O aluno deve fazer leituras de obras que tratem do tema no qual está situada a pesquisa, bem como observar – direta ou indiretamente – o fenômeno (fato, sujeitos) que se pretende pesquisar para, posteriormente, formular questões significativas sobre o problema. •A formulação mais freqüente de um problema na literatura ocorre, de maneira geral, em forma de uma questão ou interrogação.

17 Exemplo de Problema •O trabalho em turno provoca efeitos negativos no comportamento alimentar dos trabalhadores?

18 3. Formulação de Hipóteses •Hipótese é uma proposição que se faz na tentativa de verificar a validade da resposta existente para um problema. •É uma suposição que antecede a constatação dos fatos. •Função: propor explicações e orientar a busca de informações.

19 3. Formulação de Hipóteses •Tal como o problema, a formulação de hipóteses prioriza a clareza e a distinção.

20 Exemplo de Hipótese •O trabalho em turnos gera mudanças no comportamento alimentar dos trabalhadores.

21 4. Introdução •A introdução de um trabalho acadêmico é como um cartão de visita, que dever ser claro, objetivo, limpo, direcionado à temática eleita.

22 4. Introdução •Não deve ser exaustivo, pois o aprofundamento será realizado no referencial teórico. •Deve pincelar o que será abordado posteriormente.

23 5. Justificativa •Serve para o pesquisador relatar o motivo que o levou a redigir tal pesquisa e o redirecionamento dos resultados obtidos, a fim de que o seu trabalho venha a contribuir com a ciência. •Deve ser elaborada com suas próprias palavras, não deve conter referências bibliográficas

24 5. Justificativa •Apresenta-se em forma de um texto, com argumentos que demonstrem a relevância do tema e da problemática. •Apresentam-se as razões pelas quais a pesquisa merece ser desenvolvida. •Por quais razões escolhi o tema? deve-se responder com argumentos racionais, fundados em evidências e não em sentimentos pessoais. •Qual a importância do fenômeno a ser pesquisado? •Que grupos ou pessoas se beneficiarão com os seus resultados?

25 5. Justificativa •Constitui uma parte fundamental do projeto de pesquisa. •É nessa etapa que você convence o leitor (professor, examinador e demais interessados no assunto) de que seu projeto deve ser feito.

26 6. Objetivos •Nessa parte o aluno formula as suas pretensões com a pesquisa. •Ele define, esclarece e revela os focos de interesse da pesquisa. •Os objetivos dividem-se em geral e específicos.

27 6. Objetivos •Objetivo Geral •Relaciona-se diretamente ao problema. •Esclarece e direciona o foco central da pesquisa de maneira ampla. •Normalmente é redigido em uma frase, utilizando o verbo no infinitivo. •Objetivos Específicos •Definem os diferentes pontos a serem abordados, visando confirmar as hipóteses e concretizar o objetivo geral. •Assim como o objetivo geral, os verbos devem ser utilizados no infinitivo.

28 •Alguns dos verbos utilizados na redação dos objetivos costumam ser:

29 7. Materiais e métodos •Metodologia é o conjunto de métodos e técnicas utilizados para a realização de uma pesquisa. •Existem duas abordagens de pesquisa, a qualitativa e a quantitativa. •A primeira aborda o objeto de pesquisa sem a preocupação de medir ou qualificar os dados coletados, o que ocorre essencialmente na quantitativa. •É possível abordar o problema da pesquisa utilizando as duas formas. •Método pode ser compreendido como o caminho a ser seguido na pesquisa.

30 7. Materiais e métodos •Os métodos de pesquisa e sua definição dependem do objeto e do tipo da pesquisa. •Os tipos de pesquisa são: –exploratórias; –descritivas; –explicativas.

31 7. Materiais e métodos •Devem estar descritas as técnicas de pesquisa, que são os instrumentos específicos que ajudam no alcance dos objetivos almejados. •As técnicas mais comuns são: –questionários (instrumento de coleta de dados que dispensa a presença do pesquisador); –formulários (instrumento de coleta de dados com a presença do pesquisador); –entrevistas (estruturada ou não estruturada);

32 7. Materiais e métodos •Nessa parte, além do que já foi dito, também devem ser indicados as amostragens (população a ser pesquisada), o local, os elementos relevantes, o planejamento, os materiais a serem utilizados, a análise dos dados, enfim, tudo aquilo que detalhe o caminho que você trilhará para concretizar a pesquisa.

33 Aspectos Éticos da Pesquisa •No Brasil, os aspectos éticos envolvidos em atividades de pesquisa que envolvam seres humanos estão regulados pelas Diretrizes e Normas de Pesquisa em Seres Humanos, através da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde

34 Destaques da Resolução 196/96: •- Incorporação dos Princípios da Bioética (Autonomia, Beneficência,Justiça e Não- maleficência); - Abrangência da pesquisa para todas as áreas do conhecimento; - Conceituação de risco; - Necessidade de Consentimento Livre e Esclarecido;

35 Destaques da Resolução 196/96: - Análise de riscos e benefícios da pesquisa; - A exigência de apresentação do projeto de pesquisa, por parte do pesquisador responsável ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP);

36 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Deve ser dado livremente, conscientemente, sem práticas de coação física, psíquica, moral ou enganosas impeditivas de livre manifestação da vontade pessoal. Ex. Esclarecer que o paciente receberá atendimento independente da participação no estudo.

37 •Linguagem acessível; •Descrição objetivos/procedimentos/instrumentos; •Descrição possíveis benefícios, riscos e desconfortos; •Garantia de esclarecimento; •Voluntariedade/Liberdade; •Aprovado por um CEP. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

38 8. Cronograma •É a distribuição das atividades da pesquisa no tempo disponível para sua execução. •Deve-se levar em consideração os limites e possibilidades pessoais e institucionais vigentes. •Usualmente é expresso através de uma tabela.

39 ATIVIDADES ANO: 2007 MÊS DE EXECUÇÃO JFMAMJJASOND Levantamento bibliográficoxxxxxx Encaminhamento do projeto para o Comitê de Ética x Coleta de dadosx Organização dos dadosxx Análise dos resultadosxx Discussão / Conclusãoxx Finalizaçãox APENAS UM EXEMPLO…

40 9. Orçamento •Relação de Recursos Necessários: –Materiais Permanentes –Materiais de Consumo –Serviços de Terceiros –Recursos Humanos: •Remuneração •Bolsas GERALMENTE, NAS MONOGRAFIAS SÓ PRECISAM SER MENCIONADOS QUE OS CUSTOS SERÃO DE RESPONSABILIDADE DO AUTOR

41 10. Referências Bibliográficas •Referem-se às obras que foram explicitamente citadas no trabalho, ao longo dos próprios textos •Bibliografia - Diz respeito às obras que foram lidas e consultadas, porém não citadas, mencionadas no trabalho. •NORMA ABNT - NBR 6023/02.

42 11. ANEXOS -Todo material complementar:  questionário; entrevista; formulário;  gráficos, quadros, tabelas de referência..  TCLE

43 Estrutura de um projeto de pesquisa 1. TÍTULO DO PROJETO 2. PROBLEMA 3. FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES 4. INTRODUÇÃO 5. JUSTIFICATIVA 6. OBJETIVOS 6.1. Gerais 6.2. Específicos 7. MATERIAS E MÉTODOS 8. CRONOGRAMA 9. ORÇAMENTO 10. REFERÊNCIAS 11. ANEXOS

44 Estilo do Texto de Projeto de Pesquisa: •1) Impessoalidade –Redigido na terceira pessoa. Evitar “meu projeto”, preferir “este projeto”. •2) Objetividade –Linguagem direta, evitar considerações irrelevantes. A argumentação deve se basear em dados e não em considerações pessoais •3) Clareza –Idéias sem ambigüidade com vocabulário adequado evitando repetições.

45 Estilo do Texto de Projeto de Pesquisa: •4) Precisão –Cada expressão deve traduzir com exatidão o que se quer transmitir. Devem-se evitar adjetivos que não indiquem claramente a proporção dos objetos: pequeno, médio, grande, quase todos, uma boa parte. E também advérbios que não indiquem exatamente o tempo, o modo e o lugar: recentemente, antigamente, lentamente, provavelmente. Deve-se preferir o uso de termos passíveis de quantificação.

46 Estilo do Texto de Projeto de Pesquisa: •5) Coerência –As idéias devem ser apresentadas numa seqüência lógica e ordenadas. Poderão ser utilizados quantos títulos forem necessários para as partes dos capítulos. –Cada parágrafo deve referir-se a um único assunto. Deve-se evitar a criação de um texto nos quais os parágrafos sucedem-se uns aos outros sem nenhuma fluência entre si. •6) Concisão –Evitar períodos longos que dificultam a compreensão e tornam pesada a leitura. •7) Simplicidade –Devem ser utilizadas apenas as palavras necessárias. O uso de sinônimo pelo simples prazer de variedade deve ser evitado. Também deve ser evitado o abuso dos jargões técnicos que tornam a prosa pomposa, mas aborrecem o leitor.

47 Referencial Teórico •Nessa etapa, analisam-se as mais recentes obras científicas disponíveis que tratem do assunto ou que dêem embasamento teórico e metodológico para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. •Também chamada de “estado da arte”, demonstra que o pesquisador está atualizado nas últimas discussões no campo de conhecimento em investigação. •Além de artigos em periódicos nacionais e internacionais e livros já publicados, as monografias, dissertações e teses constituem excelentes fontes de consulta.

48 Referencial Teórico •Não se trata de uma relação de referências bibliográficas (CORTE E COLA) •Tenta dar início à construção da moldura conceitual sobre o tema que será pesquisado, mostrando ligações entre a bibliografia a ser pesquisada e a situação problema que se pretende solucionar.

49 Exemplo de um Projeto de Pesquisa: AÇÕES EDUCATIVAS EM NUTRIÇÃO PARA PREVENÇÃO DE OBESIDADE EM ESCOLARES DE FLORIANÓPOLIS-SC

50 Introdução A obesidade é a doença crônica não transmissível de maior prevalência nas sociedades industrializadas, a ponto de ser descrita como a “nova síndrome mundial” (WHO, 2000; NAMMI et al., 2004). Quando presente na infância e na adolescência, é considerada um importante fator predisponente de sua permanência na vida adulta, podendo acarretar um aumento dos riscos à saúde e das taxas de morbi-mortalidade. (CARVALHO et al., 2001; FORNÉS et al., 2002; NÚÑEZ-RIVAS et al., 2003; STORY & FRENCH, 2004)

51 Devido à dificuldade na obtenção de sucesso no tratamento da obesidade em adultos, torna-se necessário à implementação de medidas de prevenção e tratamento deste distúrbio nutricional ainda na infância (NOVAES et at., 2003). Nesta fase, além de tratar a obesidade, deve-se buscar a incorporação de um estilo de vida saudável de maneira gradual e duradoura, com ênfase à formação de hábitos alimentares adequados e ao estímulo à prática de atividades físicas. (KAIN et al., 2001; LAMAS & LORENZO, 2003; VALVERDE & PATIN, 2003)

52 Dentre as possíveis medidas de intervenção, destaca-se a educação nutricional como um componente decisivo na promoção de saúde (BRIGGS et al., 2003). As intervenções nutricionais direcionadas à obesidade desenvolvem-se, com maior freqüência, na prática clínica, todavia, sabe-se que as escolas também propiciam uma oportunidade valiosa para prevenir e tratar este distúrbio (SAHOTA et al., 2001). Neste sentido, diversas instituições internacionais têm ressaltado a importância da escola de ensino fundamental desenvolver estratégias de intervenção visando à formação de hábitos de vida saudáveis, propiciando aos escolares um ambiente com opções de lanches nutricionalmente equilibrados, exercícios físicos regulares e programas de educação nutricional. (BRIGGS et al., 2003)

53 Segundo Kain et al. (2001), programas educativos direcionados a escolares constituem uma das estratégias mais importantes para enfrentar a obesidade na população infantil, uma vez que a cobertura no ensino fundamental é de praticamente 100%. Países com altas prevalências de obesidade têm obtido sucesso com a implementação de programas de educação nutricional, visando reduzir os fatores predisponentes a este distúrbio em escolares (WECHSLER et al., 2000; MANIOS et al., 2002). Todavia, podem ser necessárias intervenções mais específicas, englobando os diversos fatores comportamentais relacionados à alimentação e ao exercício físico. (SAHOTA et al., 2001)

54 É importante registrar que nas escolas públicas e filantrópicas de ensino fundamental do país, desenvolve-se, desde meados de 1950, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o qual, de acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas “tem características de assistência nutricional, desde que ofereça alimentos adequados em quantidade e qualidade, para satisfazer às necessidades do escolar, no período do dia em que permanece na escola. Mas também, por ser servida na escola, adquire características de ferramenta educativa, que pode e deve ser utilizada para os fins maiores da educação, habilitando o aluno a intervir na própria realidade” (CONSELHO FEDERAL..., 1995).

55 O contexto desafiador da educação nutricional exige o desenvolvimento de abordagens educativas que permitam abraçar os problemas alimentares de modo mais amplo, por intermédio de estratégias que superem a mera transmissão de informações (BOOG et al., 2003). Técnicas e estratégias facilitadoras do aprendizado devem ser priorizadas sempre, principalmente ao se tratar de crianças e adolescentes (VALVERDE & PATIN, 2003). Dentre os métodos de educação nutricional que podem ser aplicados, incluem-se teatros de fantoches, jogos, vídeos, exposição de gravuras, cartazes, histórias e músicas. (BONATO & PARRA, 2001)

56 Justificativa Em Florianópolis, pesquisas realizadas com escolares de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental atentaram para a necessidade da implementação de medidas de intervenção nutricional, uma vez que práticas alimentares inadequadas foram observadas no lanche escolar, juntamente com prevalências de sobrepeso e obesidade de 26,0% e 9,2%, respectivamente, diagnosticadas através dos percentis de Índice de Massa Corporal (IMC).

57 Objetivos •Geral: implantar um programa de prevenção da obesidade, baseado no desenvolvimento de ações de educação nutricional

58 Objetivos •Específicos: –Avaliar o estado nutricional dos participantes –Avaliar o consumo alimentar dos participantes –Avaliar a evolução do hábito alimentar

59 Materias e Métodos Amostra: •A intervenção nutricional terá como público alvo cerca de 300 escolares matriculados entre as 1ª e 4ª séries de uma instituição pública (Escola Estadual Básica José Boiteux) e outra privada (Colégio Nossa Senhora de Fátima), localizadas na região do continente do município de Florianópolis.

60 Materiais e Métodos •O planejamento das atividades educativas baseou-se em contínua revisão bibliográfica. •Contou-se com a assessoria de distintos profissionais, particularmente, da nutricionista e pedagoga da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, vinculada ao projeto. •Dentre os métodos lúdico-educativos serão aplicados: teatros de fantoches, exposição de gravuras, cartazes, jogos, painéis e brincadeiras. •Pretende-se priorizar a interação e a participação dos escolares, a fim de se realizar um processo educacional interativo, dinâmico e bilateral. •É importante ressaltar que os temas e as metodologias serão adaptadas didático-pedagogicamente à série dos escolares e poderão ser integrados a outros conteúdos vistos pelo escolar, enriquecendo seu aprendizado. - Programa de educação nutricional

61 Materiais e Métodos •Será um programa de curta duração (7 horas-aula), distribuídos em 7 encontros semanais: •O 1º relacionando-se à integração dos participantes, e diagnosticando suas preferências alimentares; •O 2º abordando o Guia da Pirâmide Alimentar; •O 3º dando ênfase a nutrientes específicos de alguns alimentos e suas funções no organismo; •No 4º serão compararadas as calorias de alimentos pouco e muito nutritivos; •No 5º será desenvolvido um jogo visando avaliar os conhecimentos adquiridos pelos escolares; •O 6º será trabalhado a separação e a reciclagem do lixo, a partir de embalagens jogadas pelos próprios escolares; •E o último, englobando todos os conteúdos, abordará a montagem das 6 refeições diárias. - Programa de educação nutricional

62 Materias e Métodos Coleta dos dados •Para avaliação do impacto do programa de educação nutricional sobre o estado nutricional e os hábitos alimentares serão coletados dados de peso, estatura, sexo e idade e aplicado um questionário para avaliação do consumo alimentar dos escolares. Tais medidas serão obtidas em dois momentos: antes e um mês após o desenvolvimento do programa de intervenção.

63 Materias e Métodos •As medidas de peso serão obtidas em quilogramas, através de balança digital, marca Marte®, com definição de 100 gramas. A medida será obtida nas crianças descalças, com roupas leves e posicionadas no centro da plataforma da balança.

64 Materias e Métodos •Para medição da estatura será utilizada fita métrica milimetrada, fixada à parede, e esquadro de madeira. Para tanto, as crianças deverão estarv em posição ortostática, com a massa corporal distribuída nas duas pernas, braços ao longo do corpo, pés unidos, joelhos esticados e a cabeça orientada no plano horizontal de Frankfurt. A medida será obtida em apnéia após uma inspiração profunda.

65 Materias e Métodos •Os dados de consumo alimentar serão obtidos mediante a utilização de um questionário de consumo alimentar. Tal questionário será composto por questões abertas e fechadas contidas em duas partes distintas. •A primeira, específica para os alunos da escola pública, será estruturada por questões relativas ao consumo habitual da chamada “merenda escolar” enquanto a segunda, destinada a todos os escolares, refere-se às práticas de trazer lanche de casa e comprar alimentos durante o recreio na cantina escolar ou em outro local.

66 Materias e Métodos Tabulação e análise dos dados •Os dados serão processados e analisados em planilhas do Microsoft Excel. A análise será feita a partir de medidas de dispersão e tendência central (média, mediana, desvio padrão), sendo descritos, principalmente, por distribuição de freqüência. •Com os dados de peso e estatura será calculado o IMC, em Kg/m2, de cada escolar investigado e determinado o perfil nutricional da população através do critério recomendado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC/NCHS, 2002).

67 Materias e Métodos •Será utilizado o teste estatístico Qui- quadrado (χ2) para as variáveis categóricas, considerado significativo quando o valor de p for menor que 0,05. Através deste será possível avaliar a relação entre faixas etárias, sexo, tipo de escola, estado nutricional e consumo alimentar, antes e após a intervenção.

68 Materias e Métodos Critérios éticos •Os dados só serão colhidos após a aprovação do Comitê de Ética da Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina/CCS, de acordo com as normas estabelecidas pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. •Os estudantes participarão voluntariamente e deverão ter autorização prévia dos pais (através do termo de conssentimento livre e esclarecido), assegurando-se o caráter confidencial das informações e apresentação dos resultados às escolas participantes e demais interessados.

69 Exemplo de TCLE TERMO DE CONSENTIMENTO ESCLARECIDO Título do projeto: ____________________________________ Responsável pelo projeto: _____________________________ Eu, ______________________________, abaixo assinado, declaro ter pleno conhecimento do que se segue: 1) Fui informado, de forma clara e objetiva, que a pesquisa institulada “ ______ “ irá analisar (...); 2) Sei que nesta pesquisa serão realizadas (descrever a metodologia a qual o sujeito de pesquisa será submetido: observações, entrevista, exame, testes, etc) (...); 3) Estou ciente que não é obrigatória a minha participação nesta pesquisa, caso me sinta constrangido(a) antes e durante a realização da mesma (explique neste item que isto não implicará prejuízos para com o estado dela); 4) Poderei saber através desta pesquisa (...); 5) Sei que os materiais utilizados para coleta de dados serão destruídos após o registro dos dados; 6) Sei que o pesquisador manterá em caráter confidencial todas as respostas que comprometam a minha privacidade; 7) Receberei informações atualizadas durante o estudo, ainda que isto possa afetar a minha vontade em continuar dele participando; 8) Estas informações poderão ser obtidas através de (indicar o nome do pesquisador responsável e telefone de contato); 9) Foi-me esclarecimento que o resultado da pesquisa somente será divulgado com o objetivo científico, mantendo-se a minha identidade em sigilo; 10) Quaisquer outras informações adicionais que julgar importantes para compreensão do desenvolvimento da pesquisa e de minha participação poderão ser obtidas com o Pesquisador Responsavel (nome, tel, e- mail) ou no Comitê de Ética e Pesquisa da FASE. Declaro, ainda, que recebi cópia do presente Termo de Consentimento. (Cidade), _____de ______________de 200_. Pesquisador: _____________________________ (nome e CPF) Sujeito da Pesquisa/Representante legal: _______________________ (nome e CPF)


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