A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Prof. Emilio Lèbre La Rovere Head, CentroClima/COPPE/UFRJ

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Prof. Emilio Lèbre La Rovere Head, CentroClima/COPPE/UFRJ"— Transcrição da apresentação:

1 ASPECTOS TÉCNICOS E ECONÔMICOS DA ADOÇÃO DE UMA TAXA DE CARBONO NO BRASIL
Prof. Emilio Lèbre La Rovere Head, CentroClima/COPPE/UFRJ Institute of Graduate Studies and Research in Engineering-COPPE Federal University of Rio de Janeiro - UFRJ Rio Climate Challenge 28-29 October, 2013

2 Da teoria à prática Segundo a teoria econômica, precificar o carbono:
Minimiza o custo geral de mitigação na economia; Fornece um sinal de longo prazo estável, que induz a mudanças tecnológicas e de comportamento dos agentes; Política deve ser elaborada em conjunto com uma reforma fiscal: Reciclagem das receitas de carbono Possibilidade de duplo dividendo (Goulder, 1995; Bovenberg & De Mooij, 1994) Na prática, potenciais dificuldades políticas: Visão de curto prazo, parcial e estática: impactos sociais adversos Tensão entre os objetivos ambientais e de desenvolvimento do país Poder de compra do consumidor seria afetado, prejudicando mais os mais pobres, aumento nos preços dos combustíveis, etc; Reduziria a competitividade dos setores produtivos Falta de confiança no governo: Receitas de carbono não serão recicladas

3 Brazilian government scenario to achieve voluntary mitigation goals
2010–2020 = Brazilian government scenario to achieve voluntary mitigation goals 2020 – 2030 = Scenario B –by CentroClima/COPPE/UFRJ for the Ministry of Environment based on 2030 Energy Plan 1990 – 2010 = historical record (MCTI, 2013)

4 Recent 2030 Low Carbon Studies
Low Carbon Pathways for Brazil (McKinsey, 2009) -> MAC sectoral curves Low Carbon Study (De Gouvello et al, 2010), World Bank -> mitigation measures at a cost < 50US$/tCO2e -> 40% emission reduction Economics of Climate Change in Brazil (Margulis et al, 2011) -> “Stern Review” study for Brazil -> carbon tax of 50US$/tCO2e -> 1.82% emission reduction and 0.13% GDP loss Comparative analysis of three 2030 GHG emissions scenarios for Brazil and a Cost Analysis (La Rovere et al, 2011) Scenario A: base line (BAU) Scenario B: voluntary pledges Scenario C: voluntary pledges plus additional mitigation actions 3 Scenarios

5 Curva de custo marginal de abatimento do Cenário B em relação ao Cenário A até 2020
1 Hidrelétricas 2 Eficiência energética 3 Uso de material reciclado (cimento) 4 Renováveis 5 Eficiência energética (eletric. geral) 6 Destruição de metano em aterros 7 Tratamento de esgotos + destruição de metano 8 Fixação biológica de nutrientes 9 Plantio direto 10 Recuperação de pastagens 11 Integração lavoura-pecuária 12 Incremento do uso de etanol 13 Redução do desmatamento na Amazônia 14 Redução do desmatamento no Cerrado 15 Incremento do uso de carvão vegetal na siderurgia 16 Expansão das florestas plantadas 17 Incremento do uso de biodiesel

6 Um modelo adequado para este tipo de análise precisa fornecer:
Plataforma de diálogo que possibilite a discussão entre os atores envolvidos : viabilidade política Contexto de equilíbrio geral no médio e longo prazo específico para o Brasil: efeitos macroeconômicos da política de mitigação Reciclagem das receitas de carbono entre os agentes institucionais e precisão no sistema fiscal: O desenho da política fiscal é crucial para alcançar resultados macroeconômicos desejados Os efeitos da taxa dependem diretamente do potencial de evitar a taxa (eficiência microeconômica): Representação das mudanças estruturais e tecnológicas induzidas, tanto na demanda final quanto nos setores produtivos Situação de referência sub-ótima + mecanismos “second best” da economia: Imperfeições dos mercados, rigidez do mercado de trabalho, etc Heterogeneidade social-> impactos da política de mitigação sobre a desigualdade Importância dos efeitos do comércio internacional: Competitividade

7 Background e Arranjo Institucional
SAR (IPCC) (Hourcade, La Rovere et al, 1996), propõe superar diferenças entre abordagens Bottom-Up e Top-Down com a criação de modelos híbridos-> representação das mudanças tecnológicas em modelos TD Motivação para criação da plataforma IMACLIM (modelos nacionais e globais), desenvolvida no CIRED. CentroClima e CIRED estreitam sua cooperação. 2010: IMACLIM BR 2011: projeto MAPS - plataformas nacionais de diálogo entre governo, cientistas e representantes setoriais, para a discussão de políticas climáticas. Rede composta por África do Sul, Brasil, Chile, Colômbia e Peru. 2012: Universidade de Cape Town e CIRED - versão do IMACLIM para a África do Sul. 2013: Projeto para a International Climate Initiative – ICI do Governo da Alemanha: Biofuels – Land Use – Water – Food Security

8 O modelo IMACLIM-S BR Equilíbrio geral: economia brasileira como uma economia aberta (boa representação das conexões com o resto do mundo) Relações econômicas detalhadas entre 4 setores institucionais: Famílias, Empresas, Governo e Resto do Mundo Distribuição primária/secundária da renda Sistema fiscal detalhado Até 19 setores produtivos (Energia:6; Indústria pesada:6, transporte de cargas, de Passageiros, Indústria leve, Agricultura, Pecuária, Construção e Serviços)

9 Estrutura detalhada do IMACLIM-S BR: SAM
VA Interests Margins HH ENT Gov ROW Other TRANSF CAPAC FINCAP Sectors Labor Capital Land Profits IC C G X I Ld Len K La Pi MC+MT+MS Ldn KH LaH PiH RKH MH RSH RGH ATH TLT2 KS LaS PiS RKS MS THS ATS TLT1+TY+TCONS KG LaG PiG RKG MG TCONS / THP + TIR TIS TCONS ATG M Lde RKM ATM GFCFH GFCFS GFCFG CAFH CAFS CAFG CAFM

10 Metodologia de Hibridização: princípios básicos
Assegurar a consistência entre preços, quantidades físicas e fluxos econômicos.

11 MIP híbrida Brasileira
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Biomass Coal Oil Gaz ET Elec Cons Load Pass Livestock Agri Pap Cem Steel NF CH Min Indus Comp C G I X 6464 203 8549 79 4309 652 159 2773 27 288 43 11631 1867 37048 CI 107 414 2917 76 28 200 3824 64923 10087 75010 1896 90 1379 1486 1983 190 192 412 181 798 100 792 104 291 9900 659 315 2631 2459 2683 28973 36046 1068 7334 688 967 633 1128 1767 1045 1534 1932 42486 11701 146048 492 32 784 644 13718 479 232 243 6847 2882 782 4679 1308 4115 1880 8562 26474 25544 31 99726 23 1233 111 84 34 3736 47 20 112 265 1120 19850 144709 946 172385 656 26 6290 568 1263 1109 573 8424 3674 106 12353 941 246 4051 276 6350 4801 17135 33004 6444 2725 111015 52 208 19 255 128 420 1208 527 22 1882 113 258 908 114 3931 19044 56613 2730 88454 438 354 20316 183 240 8031 163 30358 3426 303 118 77 8979 157194 3659 3423 10394 45343 244967 4137 74732 556904 48 53 189 140 61 2735 8039 221 2721 269 9887 7575 7295 8204 47600 403 36 6662 300 1666 59 624 103 9888 158 4945 154 199 10365 837 762 272 43069 72 22185 83064 209 195 765 175 40 2315 2208 230 127 12575 761 9373 29129 1906 1187 1034 1306 10844 3390 1479 1813 37235 4677 91 2025 2129 76864 1764 49998 34466 73013 20450 325813 74 2435 531 1258 95 7803 3105 6168 3681 3637 120 395 20596 50170 910 7837 707 1727 3127 37918 6779 2956 10637 3028 663 8407 2236 27696 3861 186093 70944 214808 180347 108000 878892 1755 24 14245 1286 5646 17627 5444 14621 6376 442 15099 1174 382 4417 1846 21447 3866 49286 344592 750957 286082 5013 30948 VA wages 2143 56 3847 347 1979 7094 41480 28893 12600 8960 69631 4055 473 4135 1841 19866 2618 79229 515918 805165 CS1 514 1502 136 716 1830 5551 4971 2168 1536 13519 1252 155 1556 581 6299 833 19883 111223 174238 CS2 557 50 197 146 270 198 480 73 819 2132 5261 K 1540 45 9512 1107 4025 7941 20909 15106 6587 485 27666 2495 726 6637 2155 14004 5833 33113 246591 406475 Profit -3089 10249 383945 Land 1662 5027 17416 24105 TY 150 278 25 392 596 766 586 256 167 2185 343 537 1808 4920 11734 25275 M 30 3292 14886 2587 5022 2731 185 -1552 5189 11719 2263 3122 4544 45161 4939 95099 46729 246030 Marges Business margin 7758 26754 917 77216 3305 2079 3479 702 42627 2636 118625 Transport margin 618 62 51 1988 -23423 -10215 7677 904 290 1750 583 3129 3193 13376 MSC 816 18968 19784 -5496 T produit 5565 21 96 763 20929 16107 5228 7642 3332 2481 41580 1101 3908 958 24853 1807 80524 83134 304080 Total Ressources 0,3648

12 IMACLIM- Brasil Modelo de equilíbrio geral não convencional:
Sistema de dupla contabilidade: fluxos monetários e físicos em todos os equilíbrios simulados Diagnóstico preciso da situação inicial Permite o diálogo com modelos Bottom-Up Evita a abordagem clássica utilizada para a calibração de funções de produção (CES + lema de Shepard), que tem os seguintes inconvenientes principais: Pressupõe um comportamento “ótimo” dos agentes econômicos Questionável para a representação de grandes desvios da trajetória de referência, como no caso de reformas fiscais verdes induzindo mudanças tecnológicas e estruturais

13 IMACLIM-Brasil Modelando o comportamento BU:
As escolhas de produção no horizonte de tempo estudado são definidas da seguinte forma: Setor elétrico: Definidas por um hard-link com o modelo de otimização de energia MESSAGE. Indústria pesada: Formas específicas baseadas nas curvas de custo marginal de abatimento, publicadas no Low Carbon Study. Transportes: Imposição de investimentos em infraestrutura de transportes para troca de modais baseada no Low Carbon Study. Uso do Solo: Relação entre o nível de investimentos na agropecuária e o nível de desmatamento. Serviços e resto da indústria: Funções de produção do tipo CES com assíntotas baseadas em informações Bottom-Up. Demanda final: Função de demanda com elasticidade-preço e elasticidade-renda: escolhas de consumo entre os 19 setores, com atendimento mínimo das necessidades básicas. Foco na demanda por transportes (escolha entre transporte público e privado; para o transporte privado: escolha entre gasolina e etanol).

14 IMACLIM-Brasil Mecanismos “second best”:
Não é pressuposta uma situação inicial ótima Rigidez do mercado de trabalho: Curva de salários (Blanchflower and Oswald, 2005) Falhas de mercado: possibilidade de lucros no setor produtivo Impacto da política climática na desigualdade social: Divisão das famílias em 6 classes de renda 3 tipos de qualificação de trabalho Impacto diferenciado da reforma fiscal verde nas classes de renda Comércio internacional: Elasticidades aos termos de troca

15 Resultados: 2 níveis de desagregação
3 setores: Análise de Sensibilidade energy heavy industry composite 11 setores: Ligação com o modelo de otimização de energia (MESSAGE) Biomassa (cana de açúcar, lenha, carvão vegetal) Carvão Petróleo Gás natural Derivados de petróleo Eletricidade Agricultura Indústria pesada Comércio e serviços

16 Reference Scenario Results
“Exogenous” Parameters 2005 2030 PNE 2030 Reference Projection Population (10^6) 185 239 GDP - Brazil (10^9 R$2005) 1938 5290 5055 GDP growth – Brazil 2,3% 4,1% 3,94% GDP growth – World - 3,0% Debt/GDP 51,6% 33,9% 37,2% Unemployment 6,9% Energy Consumption (10^6 tep) 165 403 GHG Emissions (10^6 tons CO2) 330 925 Based on PNE 2030 B1 scenario (EPE, 2007) Sector Growth Agriculture 4,2 % Industry 3,7 % Services Total 4,1 %

17 Resultados do IMACLIM-Brasil com 3 setores produtivos
Nesta versão do IMACLIM-S BR, elaborada especificamente para a análise de sensibilidade, os setores produtivos da economia brasileira foram agregados em três setores produtivos: Energia Indústria pesada Resto da Economia A política climática escolhida: taxa de carbono, que variou entre 0 e 200 reais por tonelada de CO2. Com a taxa de carbono igual a 0 reais por tonelada de CO2 temos, por definição, o cenário de referência.

18 Resultados do IMACLIM-Brasil com 3 setores produtivos
Três diferentes formas de reciclagem da taxa de carbono: Opção A - Nesta opção o governo brasileiro decide utilizar todas as receitas de carbono para pagar a dívida pública. Opção B - Nesta opção o governo brasileiro utiliza as receitas de carbono para diminuir os encargos trabalhistas, e, desta forma, estimular a criação de empregos. Opção C - Nesta opção as receitas de carbono são utilizadas pelo governo brasileiro para aumentar o poder de consumo das famílias. Toda a receita recolhida referente à taxa de carbono é dividida igualmente entre as famílias.

19 Resultados iniciais: IMACLIM-Brasil
Dívida Pública PIB Emissões de CO2 Taxa de desemprego

20 Resultados iniciais: IMACLIM-Brasil
Impactos sobre a inflação de preços de acordo com a política de reciclagem da taxa de carbono recolhida

21 Duplo dividendo: Redução de encargos trabalhistas

22 Impactos sociais da política de mitigação: Resultados preliminares para o Brasil
Cenário de referência -> sem políticas de mitigação Nos outros cenários: Taxa de carbono variando linearmente de 0 a 100 reais por tonelada entre 2005 e 2025 Famílias divididas em 6 classes de renda -> desigualdade social 3 tipos de qualificação do trabalho -> como alterações no nível de atividade nos setores produtivos afetam as diferentes classes de renda

23 Próximos passos:

24 IMPLICAÇÕES ECONÔMICAS E SOCIAIS:
Uma iniciativa IES-BRASIL IMPLICAÇÕES ECONÔMICAS E SOCIAIS: CENÁRIOS DE MITIGAÇÃO DE GEE 2030/2050 Apoio

25 IMACLIM: Publicações recentes
WILLS, William (2013). Modelagem dos efeitos de longo prazo de políticas de mitigação de emissão de gases de efeito estufa na economia do Brasil. Tese (doutorado). PPE/COPPE/UFRJ - Rio de Janeiro. Sassi, O., Crassous, R., Hourcade, J-C., Gitz, V., Waisman, H. and Guivarch, C. (2010) ‘IMACLIM-R: a modelling framework to simulate sustainable development pathways’, Int. J. Global Environmental Issues, Vol. 10, Nos. 1/2, pp.5–24. Waisman H, Guivarch C, Grazi F, Hourcade JC (2011) The IMACLIM-R model: infrastructures, technical inertia and the costs of low carbon futures under imperfect foresight. Climatic Change, September 2012, Volume 114, Issue 1, pp DOI /s WILLS, William, Lefevre, Julian The impact of a carbon tax over the Brazilian economy in IMACLIM: the hybrid CGE model approach. In: ISEE 2012 Conference - Ecological Economics and Rio+20: Challenges and Contributions for a Green Economy, 2012, Rio de Janeiro. Greening the Economy - Measuring green growth, 2012 WAISMAN, H., ROZENBERG J., SASSI O., HOURCADE J-C : Peak Oil profiles through the lens of a general equilibrium assessment, Energy Policy, Volume 48, September 2012, Pages 744–753, Special Section : Frontiers of Sustainability.  DUMAS P., HOURCADE J.C., PERRISSIN FABERT B., 2010: Do We Need A Zero Pure Time Preference or the Risk of Climate Catastrophes to Justify A 2°C Global Warming Target? World Bank Policy Research Working Paper 5392. ROZEMBERG, J., HALLEGATE, S., VOGH-SCHILB, A., SASSI, O., GUIVARCH, C., WAISMANN, H., HOURCADE, J. C., 2010, Climate policies as a hedge against the uncertainty on future oil supply. Climatic Change (2010) 101: DOI /s Ghersi, Frédéric and Jean-Charles Hourcade. (2006). “Macroeconomic Consistency Issues in E3 Modeling: The Continued Fable of the Elephant and the Rabbit.” Hybrid modeling of energy-environment policies: Reconciling bottom-up and top-down – Special Issue of the Energy Journal. Crassous, R., Hourcade, J.C., Sassi, O., (2006). “Endogenous Structural Change and Climate Targets. Modeling experiments with IMACLIM-R.” In Edenhofer O., Carraro C., Kohler J. and Grubb M., eds., Endogenous Technological Change and the Economics of Atmospheric Stabilisation. The Energy Journal, Special Issue:


Carregar ppt "Prof. Emilio Lèbre La Rovere Head, CentroClima/COPPE/UFRJ"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google