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1 TEORIA MACROECONÔMICA II ECO1217 Aula 23 Professores: Márcio Gomes Pinto Garcia Márcio Janot 14/06/07.

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1 1 TEORIA MACROECONÔMICA II ECO1217 Aula 23 Professores: Márcio Gomes Pinto Garcia Márcio Janot 14/06/07

2 2 Política Monetária no Brasil

3 3 Política Monetária  O objetivo da política monetária é regular a liquidez do sistema visando a estabilidade de preços.  Definida como o controle da oferta da moeda e das taxas de juros que garantam a liquidez ideal de cada momento econômico.  Executor dessas políticas: Banco Central.  Instrumentos clássicos:  - depósito compulsório;  - redesconto ou empréstimo de liquidez;  - mercado aberto (“open market”).

4 4 Reservas Bancárias  Conta que as Instituições Financeiras mantém na autoridade monetária.  Saldo da conta de Reservas Bancárias (RB) = Reservas Compulsórias + Encaixes Voluntários  Reservas compulsórias recolhidas junto ao Banco Central como proporção dos depósitos à vista.

5 5 Meios de Pagamento Representa o volume de recursos prontamente disponíveis para o pagamento de bens e serviços. Conceito restrito de moeda (M1) Base Monetária = PMPP + RB M1 = PMPP + DV = K * BM Multiplicador Bancário (K) = M1 / BM

6 6 Multiplicador Bancário Além do Banco Central, que possui o monopólio da emissão monetária, os bancos comerciais também têm o poder de criar moeda (escritural). Esse processo de criação de moeda pelos bancos comerciais se deve ao fato de estes manterem como reservas apenas uma fração dos depósitos à vista que captam do público, emprestando o excedente.  Os empréstimos concedidos pelos bancos tendem a retornar ao sistema bancário, sob a forma de novos depósitos.

7 7 Multiplicador Bancário  O valor do multiplicador será tanto maior quanto maior for a preferência do público por depósitos à vista frente ao papel- moeda, e quanto menor a proporção de reservas dos bancos frente aos depósitos à vista.  O Banco Central pode controlar a expansão ou a contração de meios de pagamento, agindo sobre a base monetária e sobre a relação reservas bancárias/depósitos à vista nos bancos comerciais, como será visto na próxima seção.

8 8  Objetivo: reduzir ou aumentar a capacidade do sistema bancário de criar moeda, ou seja, modificar o multiplicador dos meios de pagamentos.  O impacto se verifica por meio de alterações nos percentuais do depósito compulsório em relação aos depósitos à vista. Altera a capacidade do sistema bancário de conceder empréstimos e, conseqüentemente, criar moeda escritural (depósito à vista). Se o objetivo é reduzir a liquidez da economia  eleva a alíquota do compulsório (reservas/DV)  menor criação de DV  menor M1. Se o objetivo é aumentar a liquidez da economia  reduz a alíquota do compulsório. Depósito Compulsório

9 9  a eficácia de depósito compulsório como regulador da liquidez da economia é limitada;  os impactos da alteração da alíquota sobre o nível de liquidez da economia é incerto (depende da demanda por empréstimos e do interesse dos bancos em dar crédito);  conceder um intervalo de tempo para acomodação do sistema bancário às novas condições;  mudanças freqüentes na alíquota aumentam a incerteza no sistema financeiro;  não é comum promoverem-se modificações freqüentes no percentual.

10 10 Depósito Compulsório Cálculo do Depósito Compulsório: No Brasil: o sistema adotado é o de reservas defasadas. São determinados dois períodos: 1. de apuração (cálculo): os bancos devem calcular a média dos valores sujeitos a recolhimento (VSR) – cujo item de maior peso são os depósitos à vista. 2. de recolhimento (movimentação): os bancos devem manter recolhido no Banco Central um percentual mínimo diário sobre a média apurada no período de cálculo anterior e cumprir integralmente o valor médio até o final do período de movimentação. Esse valor médio denomina-se “Exigível”, e o percentual mínimo diário corresponde às reservas mínimas exigidas pela autoridade monetária (80% do exigível).

11 11 Redesconto Empréstimo concedido pelo Banco Central às instituições bancárias que necessitam de recursos para contornar dificuldades temporárias de liquidez. Alterando as taxas de redesconto, o Banco Central influencia o grau de liquidez da economia, ampliando ou contraindo o volume de empréstimos realizados às instituições bancárias. Se o objetivo do Banco Central for reduzir a liquidez da economia (M1) via redesconto, pode:  Aumentar da taxa de juros do redesconto  Reduzir os prazos de resgate  Reduzir os limites operacionais  Aumentar a restrição quanto ao tipo de títulos aceitos em garantia pelo empréstimo de redesconto.

12 12 Taxa de Redesconto no Brasil  Em 19/04/2002, pela Circular 3.120, a alíquota do redesconto é igual a taxa Selic (14,25 % em 12/09) mais um acréscimo, conforme tabela abaixo:  6% a.a. para as operações de até 1 dia.  4% a.a. para operações de até 15 dias.  2% a.a. para operações de até 90 dias.

13 13 Operações de Mercado Aberto O mais ágil instrumento da política monetária de que dispõe o BC. Essas operações permitem:  o controle permanente do volume de moeda ofertada ao mercado  o controle das taxas de juros de curto prazo  a garantia de liquidez para os títulos públicos

14 14 Operações de Mercado Aberto Os principais movimentos desse mercado são: Compra líquida de títulos públicos pelo BC: aumento do volume de reservas bancárias com aumento de liquidez do mercado e queda da taxa de juros primária (Resgate de Títulos); Venda líquida de títulos públicos pelo BC: diminuição do volume de reservas bancárias com a redução de liquidez de mercado e aumento da taxa de juros primária (Colocação de Títulos). Dinâmica básica excesso de moeda  BC vende títulos ou toma R$ emprestado falta de moeda  BC compra títulos ou empresta R$

15 15 Conta de Reservas Bancárias  Quem possui: as instituições financeiras bancárias. Essa conta é sensibilizada pelas operações das instituições bancárias entre si e com o Banco Central.  Convém notar que somente as operações com a autoridade monetária podem modificar o volume de reservas bancárias do sistema como um todo.

16 16 Conta de Reservas Bancárias  Principais Fatores que sensibilizam a RB:  Numerário: o quanto de dinheiro em espécies que está sendo injetado ou retirado da rede bancária em decorrência da demanda por moeda da economia.  Operações cambiais: há impacto monetário quanto a Mesa Doméstica de Câmbio do Bacen atua, devido à compra ou venda de divisas.  Operações do Tesouro Nacional: itens de receitas e gastos transitam em conta mantida pelo Tesouro no Banco Central. Há retirada de moeda da economia decorrente da arrecadação de tributos federais.  Operações com títulos públicos federais: os impactos decorrem da emissão/resgate de títulos públicos federais e das operações de mercado aberto conduzidas pelo Banco Central.  Redesconto/Empréstimo de liquidez

17 17 Movimentação  A conta de reserva bancária pode ser movimentada:  saques ou depósitos diretos em moeda no BB ou BC;  resultado líquido da compensação de cheques;  compra e venda de reservas no mercado interbancário;  quaisquer outros resultados de operações com BC;  recolhimento ou liberação de compulsório;  redesconto de liquidez;  compra e venda de títulos públicos federais;  operações no mercado aberto;  compra e venda de moeda estrangeira;  liberação ou recolhimento de tributos federais.

18 18 Movimentação  Bancos Comerciais  objetivam manter suas reservas bancárias no limite mínimo possível e, por outro lado, evitando posições negativas que possam acarretar- lhes as penalidades impostas pelo BC.  Um Banco ganha reservas através de venda de títulos, da cobrança de títulos ou do recolhimento de tributos.  Um Banco perde reservas quando faz empréstimos ou compra títulos.  Para compensar eventuais perdas de reservas:  Mercado interbancário  Redesconto do BC

19 19 Mercado Secundário  O mercado secundário realiza operações de compra e venda de títulos já emitidos.  Diferença entre mercado primário de títulos públicos e mercado aberto:  Quando o Tesouro Nacional deseja captar recursos, coloca seus títulos no mercado primário, por intermédio de oferta pública, divulgada por Portaria, que especifica as condições do leilão a ser realizado.  No mercado aberto são negociados títulos públicos federais, já emitidos tanto pelo Tesouro Nacional, como pelo Banco Central.

20 20 Operações Compromissadas  O tomador de dinheiro vende títulos públicos federais com o compromisso de recomprá-los no futuro a uma taxa pré- estabelecida.  Em geral, as operações são liquidadas (retornadas) no dia útil seguinte, razão da qual são denominadas “overnight”.  Os títulos públicos federais, neste caso, servem como lastro da operação.

21 21 Operações Compromissadas  A instituição não é obrigada a carregar o papel comprado em leilão primário até o seu vencimento.  É comum a venda desses títulos a outras instituições seja de forma definitiva ou através de operações compromissadas.  Temos neste processo, de forma implícita, um mecanismo de financiamento do governo via mercado financeiro:  O BC, em nome do Tesouro Nacional, vende títulos públicos às instituições financeiras, a uma determinada taxa de juros.  Os bancos pagam à vista e vão ao mercado diariamente obter recursos para financiar estas posições, repassando esses títulos aos investidores com o compromisso de recomprá-lo no dia seguinte e pagando uma taxa diária.

22 22 Operações Compromissadas

23 23 Preço de Lastro  Os preços de lastro de todos os títulos negociáveis são divulgados diariamente, sendo os preços aceitos pelo Banco Central e pelo mercado em suas operações compromissadas.  Em toda operação de mercado aberto, existe uma contrapartida em títulos públicos federais que serve de garantia (lastro) de cada operação.  Os preços de lastro são chamados no mercado de PU550 (antiga resolução 550 do BACEN, hoje sem efeito).  Para efeito de cálculo dos PUs de lastro, o Banco Central verifica as taxas de juros dos respectivos títulos públicos negociados em mercado e acresce um “prêmio”, de tal modo que os preços de garantia suportem possíveis variações nos preços dos títulos.

24 24 Leilão Informal (“Go- Around”)  Os “go-around” são operações competitivas, de compra e venda definitivas ou compromissadas de títulos, realizadas entre o Banco Central e os dealers credenciados.  É através das operações de mercado aberto que o Banco Central calibra a taxa de juros.  Se as condições de liquidez do mercado indicam excesso (escassez) de dinheiro e ocorre uma redução (aumento) da taxa de juros além daquela desejada, o BC retira (adiciona) dinheiro do sistema (operação defensiva).  Por outro lado, caso o BC, de acordo com a decisão do COPOM, decida alterar o patamar dos juros praticados no mercado, também o faz através do “go-around” (operação ativa).  Nas operações ativas, não foi detectado excesso ou escassez de moeda no mercado.

25 25 Características do Go-Around  As propostas individuais são enviadas eletronicamente e ordenadas de forma competitiva e impessoal.  Cada instituição “dealer” envia a proposta informando a (s) taxa (s) e a(s) quantidade(s) desejada (s).  O BC divulga a taxa mínima aceita ou PU máximo, com corte ou integral.

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