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GIARDÍASE, TRICOMONÍASE E AMEBÍASE Profa. MSc. Bibiana Dambrós.

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1 GIARDÍASE, TRICOMONÍASE E AMEBÍASE Profa. MSc. Bibiana Dambrós

2 Sarcomastigophora FilosSubfilosOrdensFamíliasGênerosEspécies Sarcomastigophora (presença de flagelos ou pseudópodes) Mastigophora (com flagelos) KinetoplastidaTrypanosomatidae TrypanosomaT.cruzi Leishmania L.braziliensis L.chagasi DiplomonadidaHexamitidaeGiardiaG.lamblia TrichomonadidaTrichomonadidaeTrichomonasT.vaginalis Sarcodina (com pseudópodes) Amoebida EntamoebidaeEntamoeba E.histolytica E.coli AcanthamoebidaeAcanthamoebaA.culbertsoni HartmanellidaeHartmanella SchizopyrenidaSchizopyrenidaeNaegleriaN.fowleri INTRODUÇÃO

3 Giardíase Infecção pelo protozoário Giardia lamblia que atinge, principalmente, a porção superior do intestino delgado. CID 10: A07.1

4 INTRODUÇÃO Agente etiológico - Giardia lamblia, protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. O cisto é a forma infectante encontrada no ambiente. Reservatório - O homem e alguns animais domésticos ou selvagens, como cães, gatos e castores.

5 MORFOLOGIA Trofozoíto Cisto 20umX10um 12umX8um

6 EPIDEMIOLOGIA  Distribuição mundial principalmente entre,crianças de oito meses a anos ;  Estimando-se que a incidência mundial seja da ordem de 500,000 casos por ano.  Surtos epidêmicos veiculados por água;  Altas prevalências são encontradas em regiões tropicais e subtropicais e entre pessoas de baixo nível econômico;  Reconhecido como um dos agentes etiológicos da "diarréia dos viajantes" que viajam para zonas endêmicas.

7 TRANSMISSÃO Modo de transmissão - Fecal-oral. Direta: pela contaminação das mãos e consequente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada; Indireta: por meio da ingestão de água ou alimento contaminado. *Cistos podem ser disseminados por ventos (poeira) ou moscas (até 5 km) Período de incubação - De 1 a 4 semanas, com média de 7 a 10 dias. Período de transmissibilidade - Enquanto persistir a infecção.

8 PATOGENIA  Esta infecção é frequentemente adquirida pela ingestão de cisto na água contaminada;  Um dos meios de transmissão recentemente descritos é a atividade sexual oral- anal e que provavelmente resulta da transmissão fecal-oral;  A dose infectante mínima para o homem é estimada em 10 a 25 cistos.  O local de multiplicação e habitat é no duodeno e jejuno;......

9 EPIDEMIOLOGIA

10 CICLO BIOLÓGICO 1) Os cistos são resistentes; 2) A infecção ocorre pela ingestão de cistos; 3) O desencistamento é iniciado no meio ácido do estômago e completado no duodeno e jejuno; 4) No intestino delgado, 1 cisto = 2 trofozoítos. 5) Trofozoítos se multiplicam por divisão binária longitudinal ( no lúmen do intestino delgado proximal) ; 6) Encistamento ocorre com o trânsito do parasitas em direção ao cólon; Cisto - fezes não diarréicas Trofozoítos – fezes diarréicas  PARASITO MONOXÊNICO  Só possui hospedeiro definitivo.

11 PATOGENIA  contém várias proteases, algumas delas capazes de agir sobre as glicoproteínas da superfície das células epiteliais e romper a integridade da membrana.  o atapetamento da mucosa por um grande número de trofozoítos impede a absorção de alimentos;

12 PATOGENIA  a giardíase sintomática pode estar associada ao crescimento de bactérias aeróbicas elou anaeróbicas na porção proximal do intestino delgado.  A disseminação extra-intestinal é raro PATOGENIA: ( maior susseptibilidade : menores de 5 anos, pacientes com hipogamaglobulinemia e deficiência de IgA).  Lesão da mucosa (atapetamento)  sindrome de má absorção  B12, A, D, E, K, Ferro, gorduras, etc.  Diarréia com esteatorréia

13 DIAGNÓSTICO CLÍNICO Ocorre tanto em adultos, quanto em crianças ( 8 meses a 12 anos) A maioria das infecções é assintomática!!! Infecções sintomáticas:  Forma aguda com diarréia;  Acompanhada de dor abdominal (enterite aguda) ou de natureza crônica,  caracterizada por fezes amolecidas, com aspecto gorduroso;  Fadiga,;  Anorexia;  Flatulência;  Distensão abdominal. Anorexia, associada com má absorção, pode ocasionar perda de peso e anemia. Não ha invasão intestinal !!!

14 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL EPF nos pacientes para a identificação de cistos ou trofozoítos; Fezes formadas: predomínio de cistos Métodos: Preparações a fresco pelo método direto; Concentração – método de flutuação – método de Faust Coloração: Lugol, Tricômio ou com Hematoxilina férrica; Fezes diarréicas: predomínio de trofozoíto Métodos: Preparações a fresco pelo método direto – examiná-lo imediatamente ou diluir as fezes em conservador próprio (MIE SAF, formo1 10%) - trofozoítos sobrevivem meio externo (15-20 minutos); Coloração : Hematoxilina Férrica. * São necessárias, pelo menos, 3 amostras de fezes para obter uma boa sensibilidade.

15 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Métodos Imunológicos:  ELISA direto das amostras de fezes (corpo-antígenos);  S. 85% a 95%  E. 90% a 100%  IFI direto das amostras de fezes; Método de Biologia Molecular: PCR de amostras de fezes Biópsia duodenal: trofozoitos

16 Fotos & Fatos biopsia duodenal : trofozoitos

17 TRATAMENTO

18 Notificação Não é doença de notificação compulsória. Os surtos devem ser notificados aos órgãos de saúde locais.

19 Específicas: creches ou orfanatos, deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária, em particular o desenvolvimento de hábitos de higiene: lavar as mãos após o uso do banheiro, por exemplo. Gerais: Filtração da água potável. Saneamento Isolamento: pessoas com Giardiase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas, com a adoção de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado; e controle de cura, deve ser feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7o, 14o e 21o dias apos o término do tratamento. MEDIDAS DE CONTROLE

20  Educação sanitária da população;  A busca de casos, principalmente em população infantil e de escolares, seguida de tratamento específico;  Tratamento de água e esgoto;  Cuidados gerais na feitura de refeições, corte de unhas e lavagem das mãos após defecar, entre outras. MEDIDAS PROFILÁTICAS

21 INTRODUÇÃO Trichomonas vaginalis - Tricomoníase Ordem Trichomonadida Familia Trichomonadidae Quatro espécies parasitam o homem: Trichomonas vaginalis (cavidades genitais e urinárias do homem e da mulher). Trichomonas tenax (boca – Não patogênico) Trichomonas hominis (intestino grosso – Não patogênico). Trichomitus fecalis (intestino grosso – s/confirmação de infecção)

22 INTRODUÇÃO Trichomonas vaginalis - Tricomoníase A Tricomoníase é uma doença ocasionada peloTrichomonas vaginalis, protozoário unicelular eucarionte do grupo dos triapanossomos, sendo transmitido sexualmente, considerada uma uretrite não gonocócica. Atinge principalmente mulheres e homens sexualmente ativos

23 MORFOLOGIA AF=Flagelos anteriores RF= Membrana ondulante CO= Costa AX= Axonema HY= Hidrogenossomas PB= Filamento parabasal PG= Corpo parabasal N = Núcleo  Um parasito eucarionte, flagelado e anaeróbio.  Possui 4 ou 5 flagelos e membrana ondulante que lhe dão mobilidade.  Por não respirarem o oxigênio, utilizam seus hidrogenossomas para a produção do gás hidrogênio.

24 MORFOLOGIA Trofozoítos

25 EPIDEMIOLOGIA  Distribuição mundial;  Feminina: A. Assintomáticos (Nível Mundial): 3.4 a 15.0 % B. Sintomáticos (Nível Mundial): 23.3 a 72.6%. Não apresentando Atividade Sexual Aparente: Geral: 0.1 a 1.9% - Recém-natos: 0.1 a 4.8% - 0 a 1 ano: 0.07 a 0.1% - 2 a 9 anos: a 0.008%- 9 a 14 anos: a 0.3% Apresentando Atividade Sexual Aparente: 28 a 35% Profissionais do sexo: 16 a 73%  Masculina: A. Distribuição etária: 13 a 20 anos: 0.01 a 18% - 21 a 25 anos:: 8 a 48%  Segundo a OMS há 170 milhões de infecções novas a cada ano. Nos países em desenvolvimento 5% dos homens para cada 15% das mulheres são portadores da tricomoniose.OMS

26  Considerada uma DST, transmitida pelo contato entre a mucosa infectada de um indivíduo para outro.  As mulheres são mais afetadas pelos sintomas do que os homens, nestes, os sintomas apresentam-se entre 80% e 90% de forma assintomática.  A transmissão também ocorre pela partilha de toalhas e banhos, roupas íntimas e etc. TRANSMISSÃO Habitat: o trato genitourinário do homem e da mulher, onde produz a infecção e não sobrevive fora do sistema urogenital. Reservatório: a cérvice uterina, a vagina e a uretra.

27 CICLO BIOLÓGICO 1)Trichomonas vaginalis reside na parte inferior do trato genital feminino e da uretra masculina e próstata, onde se replica por fissão binária. 2)O parasita não possui a forma de cisto, e não sobrevive bem no ambiente externo. 3) Trichomonas vaginalis é transmitida entre humanos; -o seu único -hospedeiro conhecido, -transmitida principalmente pela relação sexual.

28 PATOGENIA  Causa danos ao epitélio do órgão infectado.  Na mulher – após a contaminação o os sintomas manifestam-se de 3 a 20 dias, variando de mulher para mulher.  Promove a transmissão do HIV (há um aumento na porta de entrada para o vírus em indivíduos HIV-negativos);  causa de baixo peso em prematuro;  predispõe mulheres a doença inflamatória pélvica atípica, câncer cervical e infertilidade.  No homem– o trofozoíto sobrevive mais de 1 semana sob o prepúcio após a relação sexual.

29 DIAGNÓSTICO CLÍNICO  O diagnóstico da tricomoníase não pode ter como base somente a apresentação clínica;  cérvice com aspecto de morango é observado somente em 2% das pacientes e o comento espumoso somente em 20% das mulheres infectada;  A investigação laboratorial é necessária e essencial, uma vez que leva ao tratamento apropriado e facilita o controle da propagação da infecção. cervicitevulvovaginite

30 DIAGNÓSTICO CLÍNICO  Na mulher  Assintomática: 25 a 50% dos casos  Vaginite aguda: Corrimento vaginal fluido abundante de cor amarelo-esverdeada e de odor fétido, prurido ou irritação vulvovaginal.  Dor durante as relações sexuais.  Dor ao urinar (disúria) e frequência miccional.  Vaginite crônica: sintomas leves  No homem  Assintomática na maioria dos casos.  Uretrite aguda: corrimento abundante.  Sintomatologia leve: escasso corrimento, disúria, prurido  Complicações (raras): epididimite, infertilidade e prostatite.

31 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

32  Exame microscópico de preparações a fresco ou coradas, secreção vaginal e urina do primeiro jato,  IFI direta (sensível + cara)  Cultura do parasito (resultados demoram de 3 a 7 dias)- cultivo de uma amostra de swab em meio de Diamond e em anaerobiose.  O PCR é o padrão-ouro para diagnóstico, mas é de difícil acesso;

33 Gram Giemsa Citologia - TGF DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

34 Tratamento e profilaxia  Tratamento medicamentoso com cura em até 95 %. Ambos os parceiros também devem receber tratamento simultaneamente.  O Metronidazol em uma única dose não é eficaz, fazendo-se necessário o uso por dias. A dose para adultos e de 250mg, duas vezes ao dia.  Metronidazol via oral - Não é indicado para o tratamento de mulheres que estejam no primeiro trimestre de gravidez;  Já foram descritas linhagens de parasitas resistentes na Europa  Ducha vinagre pode ser útil.  Uso de preservativos.

35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NEVES, D. P & Cols. Parasitologia humana. Ed. Atheneu, 11a ed, pp. REY, L. Bases da Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 2a ed, pp. REY, L. Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 4a ed, pp. COOK, G.C & ZUMLA, A. Manson's Tropical Diseases. WB Saunders Company Ltd, London, Twenty-second edition, pp. AMATO NETO, V & Cols. Parasitologia: uma abordagem clínica. Elsevier, São Paulo, SP pp. DE CARLI, G. Seleção de Métodos e Técnicas de Laboratório para ao Diagnóstico das Parasitoses Humanas. 2a ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2007, 950 pp. Disponibilização das aulas e roteiros de aulas práticas no site DSTs. Disponível em:

36 Gênero Entamoeba Prof. MSc. Bibiana Dambrós

37 Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas formas: cistos e trofozoitos. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinal e extra intestinal da doença. AMEBÍASE INTRODUÇÃO CID 10: A06 Agente etiológico - Entamoeba histolytica.

38  O centenário de descobrimento da Entamoeba histolytica transcorreu em  Lösch encontrou trofozoítos nas fezes de um pobre lenhador russo em São Petersburgo que foi acometido de um ataque prolongado e fatal de diarréia.  Sete diferentes espécies de ameba habitam a boca e os intestinos do homem, mas apenas a E. histolytica foi conclusivamente demonstrada como causadora de enfermidade. AMEBAS INTRODUÇÃO

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41  Espécie: Entamoeba histolytica  Protozoário, parasita unicelular, extremamente “simples”  Apresenta uma fase de vida comensal (90% dos casos são assintomáticos), entretanto o parasito pode ser tornar patogênico, provocando quadros disentéricos de gravidade variável;  Forma: não possui forma definida (amebóide)  Locomoção: pseudópodes  Habitat: intestino grosso humano e diversos mamíferos (primatas, cães e gatos)  Ciclo evolutivo: monoxeno (infecção fecal-oral)  Contaminação: o homem infecta-se ao ingerir cistos presentes na água ou em alimentos contaminados INTRODUÇÃO

42 MORFOLOGIA  Tamanho: um;  Cepas mais invasivos tendem a ser maiores;  Único núcleo  Endoplasma granular fina pode conter eritrócitos ingeridos;  Cromatina nuclear é distribuída uniformemente ao longo da periferia do núcleo.

43 MORFOLOGIA  Cistos são esféricos;  Parede refrativa,  Citoplasma contém corpos com coloração escura cromatoide;  Cisto maduro 1-4 núcleos;  Cisto imaduro 1-3 núcleos com um cariossoma central e periférica  Cromatina uniformemente distribuída.

44 MORFOLOGIA Núcleo Citoplasma Cisto Trofozoíto 1 a 4 núcleos

45 EPIDEMIOLOGIA  África, Ásia tropical e América latina <2/3 população terá estes parasitas intestinais, apesar da maioria das infecções ser praticamente assintomática.  Freqüente também nos países de clima frio.  A falta de condições higiênicas adequadas é a responsável por sua disseminação.  A infecção pela Entamoeba é bastante disseminada, com uma estimativa de prevalência mundial da ordem de 10% da população apenas para as espécies Entamoeba hystolitica e Entamoeba dispar e é a terceira maior causa parasitária de mortes em todo o planeta.

46 EPIDEMIOLOGIA  No Brasil, estima-se que a prevalência média de infecção pela Entamoeba, sintomática ou não, é de aproximadamente 23% da população;  A infecção assintomática é mais encontrada em países, como Estados Unidos, Canadá e países da Europa.  Nos países industrializados, os grupos de risco incluem homossexuais masculinos, viajantes e imigrantes recentes, e as populações institucionalizadas.  As formas graves de disenteria amebiana têm sido registradas com mais freqüência na América do Sul, na Índia, no Egito e no México.

47 EPIDEMIOLOGIA

48 Modo de transmissão:  ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo cistos amebianos maduros;  Raramente na transmissão sexual, devido a contato oral-anal.  A falta de higiene domiciliar pode facilitar a disseminação de cistos nos componentes da família. *Os portadores assintomáticos, que manipulam alimentos, são importantes disseminadores dessa protozoonose. Período de incubação - Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos. Período de transmissibilidade - Quando não tratada, pode durar anos.

49 CICLO BIOLÓGICO 1)Ingestão de cistos maduro em alimentos contaminados com fezes, água ou mãos; 2) Excistação ocorre no intestino delgado; 3)O trofozoítos são liberados, migram para o intestino grosso; 1)Os trofozoítos se multiplicam por fissão binária e produzem cistos ; 2)Os cistos são passados ​​nas fezes.  Os cistos podem sobreviver dias a semanas no ambiente externo e são responsáveis ​​pela transmissão.;  Os Trofozoítos também podem ser passadas em fezes diarréicas, mas são rapidamente destruídos, se ingeridos não iriam sobreviver exposição ao ambiente gástrico. 5

50  Ciclo não patogênico: a ameba vive como comensal na luz do intestino se alimentando dos nutrientes que não são absorvidos;  Ciclo patogênico ou invasivo: os trofozoítos invadem a parede do intestino, alimentando-se de células da mucosa e de hemácias. *Em casos de infecção crônica podem invadir outros órgãos através da circulação sangüínea, especialmente o fígado, podendo infectar os pulmões e cérebro. CICLO BIOLÓGICO

51  Os trofozoítos tornam-se patogênicos e invadem a parede intestinal, podendo invadir o fígado, pulmão e cérebro alimentando-se de células da mucosa e de hemácias;  Em casos de infecção crônica podem invadir outros órgãos através da circulação sangüínea, especialmente ao fígado;  Os trofozoítos que permanecem no intestino sob a forma comensal reduzem o seu metabolismo, armazenam reservas energéticas e secretam uma parede cística ao seu redor, formando os cistos, que são eliminados através das fezes. PATOGENIA

52 Fatores do hospedeiro:  Susceptibilidade  Estado nutricional  Imunidade Fatores do parasito:  Cepa ou linhagem  Proteases  Eritrofagocitose  Citólise  Moléculas de adesão (Gal Gal/Nac 260kDa)

53 Invasão da mucosa

54 Entamoeba histolytica Ulcerações na Mucosa Intestinal Ulcerações

55 Entamoeba histolytica Abscesso no Intestino

56  Espécie: Entamoeba dispar  Em 1977, a OMS assume a E. dispar como espécie infectando o homem. Esta nova espécie seria a responsável pela maioria das infecções assintomáticas atribuídas à E. histolytica.  O não-patogênicos Entamoeba dispar, no entanto, é morfologicamente idêntico ao E. histolytica e a diferenciação deve ser baseado na análise isoenzimática ou imunológicas e métodos moleculares;  Eritrofagocitose é a única característica que pode ser usado para diferenciar morfologicamente E. histolytica da não patogênicas E. dispar. Gênero Entamoeba

57 MORFOLOGIA CISTO TROFOZOÍTO Entamoeba dispar Entamoeba histolytica

58 Gênero Entamoeba  Espécie: Entamoeba coli  Ameba comensal não patogênica e se locomove por pseudópodes  Habitat: intestino grosso humano  Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados nas fezes  Cistos: contêm de um a oito núcleos e, à medida que o número de núcleos aumenta, o diâmetro nuclear e a quantidade de cromatina do cisto reduzem  Devido à semelhança existente entre os cistos de E. histolytica e os de E. coli é preciso fazer o diagnóstico diferencial através da morfologia e do número de núcleos do organismo.

59 Cisto = contendo oito núcleos MORFOLOGIA Entamoeba coli Trofozoíto

60 E. histolytica X E. coli

61 Entamoeba hartmanni (comensal) Formas comensais pequenas, entre 4 a 10 micra, movimentação ativa. Citoplasma vacúolos e detritos, mas nunca hemácias. Possui cistos semelhantes aos da E. histolytica porém menores. Iodamoeba butschilli (comensal) É uma ameba pequena, comumente encontrada no porco, com incidência em torno de 14% no homem. Seu tamanho varia de 8 a 30 micra, em média 13 micra. Endolimax nana (comensal) É uma das menores amebas que parasitam o homem e seu tamanho varia de 10 a 12 micra. Nas preparações a fresco observa-se essa pequenina ameba emitindo pseudópodes largos e rombos de formas lenta, contendo bactérias e vacúolos: o núcleo geralmente é visível.

62 DIAGNÓSTICO CLÍNICO  Manifestações clínicas atribuídas à E. histolytica podem ser errôneas devido à grande superposição de sintomas comuns à várias doenças intestinais;  A associação do abscesso hepático amebiano com a amebíase intestinal, para um possível diagnóstico, nem sempre é correspondida, pois somente 9% dos pacientes com abscesso hepático amebiano têm retocolites com amebas nas fezes;  Sinais e sintomas: febre, dor abdominal prolongada, diarréia com posterior disenteria (fezes com muco, pus e sangue), distensão abdominal e flatulência ;  Quadro clínico compatível com a protozoose, Imagem (Raio X, ultrasonografia).

63 DIAGNÓSTICO CLÍNICO

64 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Amostras: fezes, soros, aspirados de abscesso ou cortes de tecido. Exame Parasitológico das fezes (EPF):  Tem como objetivo identificar trofozoítos ou cistos.  Fase Aguda (eliminação de trofozoítos) Método direto: Fezes coradas pela técnica de lugol e hematoxilina Férrica;  Fase Crônica (eliminação de cistos) Método de Faust Método de sedimentação espontânea (Hoffmann)  Retrosigmoidoscopia (biópsia)

65 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Exame Imunológico: Métodos sorológicos: ELISA: Kits para detecção de anticorpos IgG : 95% sensibilidade Kits para detecção de anticorpos IgM : 64% sensibilidade. kits EIA para detecção de antígenos nas fezes, detectam E. histolytica, mas não excluem E. dispar das infecções. O teste EIA detecta anticorpos específicos para E. histolytica em aproximadamente 95% dos pacientes com amebíase extra-intestinais, 70% dos pacientes com infecção intestinal ativa, e 10% de pessoas assintomáticas Hemaglutinação indireta (detectam antígenos nas fezes E. histolytica, mas não excluem E. dispar das infecções).

66 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Técnicas moleculares: Diferenciar as espécies patogênicas ( E. histolytica ) e as espécies não patogênicas ( E. dispar ). PCR Convencional A TaqMan em tempo real PCR abordagem foi validada no CDC e é usado para o diagnóstico diferencial de laboratório de amebíase. Os alvos do gene rRNA 18S com a espécie-específicos sondas TaqMan em um formato duplex, tornando-se possível detectar as duas espécies na mesma reação. PCR Real Time

67 Amebíase hepática Diagnóstico Laboratorial: Imagem (RX, ressonância entre outras) Aspirado hepático Pesquisa de Acs Leucocitose Transaminases e bilirrubina

68 TRATAMENTO

69 Notificação Não é doença de notificação compulsória. Os surtos (2 ou mais casos) devem ser notificados aos órgãos de saúde municipal, regional ou central.

70 MEDIDAS PROFILÁTICAS 1) cuidados com o paciente a) isolamento - é necessário o isolamento no casos de pacientes hospitalizados b) desinfecção concorrente - disposição sanitária adequada de fezes e desinfecção concorrente. 2) medidas preventivas a) educação da população quanto às boas práticas de higiene pessoal com especial ênfase na lavagem rigorosa das mãos após o uso do banheiro, na preparação de alimentos, antes de se alimentar; etc.; b)medidas de saneamento básico; c) tratamento dos portadores ; 3) medidas em epidemias a) a investigação epidemiológica b) detecção da fonte comum de transmissão.

71 - DE CARLI, G.A. – Parasitologia Clínica – Seleção de Métodos e Técnicas de Laboratório para o Diagnóstico das Parasitoses Humanas – Editora Atheneu, São Paulo, CIMERMAN, B. & FRANCO, M.A. - Atlas de parasitologia: artrópodes, protozoários e helmintos. São Paulo, Ed. Atheneu, LEVENTHAL, R. & CHEADLE, R.- Parasitologia Médica. Texto e Atlas. 4ª ed. Editora Premiere, REY, L. - Bases da parasitologia médica. 2ª ed. Guanabara Koogan (RJ), PARASITOLOGIA, CAPÍTULO UM, INTESTINAL E luminal PROTOZOÁRIOS Dr. Abdul Ghaffar. Disponível: protozoa.htmhttp://pathmicro.med.sc.edu/parasitology/intest- protozoa.htm -CDC, disponível: F/Amebiasis/body_Amebiasis_serol1.htmhttp://dpd.cdc.gov/dpdx/html/Frames/A- F/Amebiasis/body_Amebiasis_serol1.htm - CDC. Disponível: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

72 “ Quem cedo e bem aprende, tarde ou nunca esquece....” William Shakespeare


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