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Quando comecei a dar aulas na Universidade, há quase onze anos, eu já era mãe de um bebê de dois, mas não tinha idade para ser mãe daqueles meninos a quem.

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Apresentação em tema: "Quando comecei a dar aulas na Universidade, há quase onze anos, eu já era mãe de um bebê de dois, mas não tinha idade para ser mãe daqueles meninos a quem."— Transcrição da apresentação:

1 Quando comecei a dar aulas na Universidade, há quase onze anos, eu já era mãe de um bebê de dois, mas não tinha idade para ser mãe daqueles meninos a quem ensinava. Eu poderia ser, no máximo, uma irmã mais velha. Sabendo disso, de vez em quando aparecia um(a) engraçadinho(a) querendo me chamar de “tia”. Poupem-me deste constrangimento... Delicadamente eu ia logo dizendo que “tia”, nem pensar! Mas sabia que não se tratava de desrespeito: eram apenas as meninices de uma turma jovem, para descontrair. O tempo passou e eles continuam chegando  na maioria, antes dos vinte anos  só que, agora, eu já teria idade para ser a mãe. E como toda mãe que se preza, guardo várias histórias para contar. Já tive alunos brilhantes. Já tive alunos opacos. Já tive alunos batalhadores ou relapsos, alunos atentos ou sonolentos e já tive aluno que não era para ser aluno  coisa de fraude no vestibular, posterior e devidamente desbaratada pela polícia. Alunos perfeitamente convictos de sua vocação, alunos com problemas relativos a ela e até aluno que foi para o Big Brother  ótimo aluno, por sinal. Ainda não sei o que ele foi fazer lá... Mas a história de hoje é sobre um nome. Eu tive uma aluna cujo nome era completamente poético. Dei-lhe aulas assim que entrou no curso de Medicina e ela passou de novo por mim, há alguns meses, quando assumi a responsabilidade por uma outra matéria. Lembro- me de que por vezes eu confundia sua fisionomia com a de outra colega da classe mas, do nome em si, eu nunca esqueci. Minha ex-aluna chama-se Plúvia Cristalina... Algo como “chuva cristalina”. Lindo sentido! Acho que nunca esqueci porque sempre gostei de chuva. Gostava tanto que fazia de tudo para ir à escola sem sombrinha. A mãe nunca deixava (quem é que quer filho com febre em casa?), mas o fim era pior: por várias vezes eu voltava do colégio sem a bendita! Eu não esquecia sem-querer-querendo, era sem querer mesmo, mas isso não aliviava em nada a minha bronca! O fato é que gosto de chuva até hoje e minha mãe nem pode falar – ela é igualzinha! Aliás, antes de adquirir a mais recente (a de oncinha – v. Amigas da Onça), já fazia por aí uns dez anos que eu não comprava uma sombrinha. Não que eu usasse sombrinhas velhas. Eu simplesmente não as usava. Voltando a falar da aluna... Se eu fosse a Plúvia, acho que pensaria em ser pediatra. Não é nem conselho de mãe  ela é uma das que não tem idade para ser minha filha , mas é que as crianças doentes sempre choram... Choram porque sentem dor ou choram porque não conseguem dizer, de outra forma, que algo não vai muito bem. Iguais a alguns de nós, adultos, algumas vezes. E o choro, Plúvia, é igualzinho à chuva. Só que no olho. Então, sendo você uma “doutora da chuva”, acho que teria o maior jeito para fazer parar de cair as lágrimas dos pequeninos, que podem levar dores bem maiores do que eles próprios. Ah, também não dá para esquecer da parte cristalina. Porque límpido e cristalino deveria ser o coração de todo aquele que deseja cuidar de verdade de alguém. O coração de todo médico “de verdade”. Do médico que é médico, como diz a obra literária, “de Homens e de Almas”. In: HISTÓRIAS DE ‘MULHERZINHA’. CRÔNICAS E METÁFORAS PARA A VIDA REAL DE MULHERES QUE SÃO – OU DESEJAM SER – FELIZES. João Pessoa: Editora Universitária – UFPB, pp


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