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Ferramentas da qualidade

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Apresentação em tema: "Ferramentas da qualidade"— Transcrição da apresentação:

1 Ferramentas da qualidade

2 Ferramentas da qualidade
Idade Média - as Guildas - GUILDAS, corporação artesanal ou corporações de ofício, eram associações de artesãos de um mesmo ramo, isto é, pessoas que desenvolviam a mesma actividade. Essas corporações tinham como finalidade proteger os seu “associados” eram as responsáveis pelo controlo da qualidade, punindo estas instituições, os profissionais de determinada profissão que produzisse produtos de qualidade inferior. Quando os Reis passaram a adquirir bens e serviços passaram eles a se interessar pelo Controlo da Qualidade.

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Antes da especialização do trabalho em tarefas específicas e delimitadas e da mecanização, oriunda com a Revolução Industrial, era possível um trabalhador controlar a sua própria qualidade. A Revolução Industrial levou a um sistema no qual grandes grupos de pessoas realizando um tipo de trabalho semelhante eram postos sob a supervisão de um capataz que também tinha a responsabilidade de controlar a qualidade do trabalho manufacturado. Durante a I Guerra Mundial, o processo de fabricação tornou-se mais complexo, e foi marcado pela introdução de grandes quantidades de trabalhadores supervisionados por um capataz, encarregado de assegurar a qualidade do trabalho que estava sendo produzido. Este período também introduziu a produção em massa e o pagamento por peça, o qual veio naturalmente a criar inúmeros problemas de qualidade, pois os trabalhadores tinham possibilidade de ganhar muito mais dinheiro, produzindo extras.

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Devido ao grande número de produtos com defeito, ao enorme desperdício de material, foram introduzidos os primeiros inspectores da qualidade. Estes, representam o início real da inspecção de controlo de qualidade. Com o enorme impacto originado pela produção em massa exigida pela II Guerra Mundial, tornou-se necessário utilizar um método mais rigoroso do controlo de qualidade, o qual foi identificado como o controlo estatístico do processo (SPC) Este sistema ocorreu com a compreensão de que o controle de qualidade não podia ser realizado item por item, mas sim através de amostragem, e deu aos inspectores ferramentas de trabalho tais como estatísticas de amostragem e gráficos de controlo. Este tipo de inspecção, todavia, também conduziu à minimização da importância da engenharia da qualidade do produto.

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Após a II Guerra Mundial, continua-se a aplicar os conceitos de inspecção e amostragem para remover produtos defeituosos das linhas de produção. No final do século XX, a tolerância extremamente baixa a falhas em dispositivos tais como aeronáutica, centrais nucleares ou medicamentos de última geração, criaram abordagens extremamente refinadas para o controle de qualidade que impuseram obstáculos elevados aos promotores de tais projectos. O controle de qualidade é pois mais que evidente, determinante no garante de que as actividades de um programa ocorram conforme planeado, ao mesmo tempo que falhas no projecto poderão ser detectadas e assim, indicar mudanças que poderão melhorar a qualidade.

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- Controle de qualidade e engenharia da qualidade estão envolvidos no desenvolvimento de sistemas os quais asseguram que tudo aquilo que é oferecido em determinado Mercado para satisfação de desejos ou necessidades, sejam projectados e produzidos para ir ao encontro ou até superar sempre que possível, as expectativas dos usuários.

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Um sistema de Controlo da Qualidade (QMS) é um sistema que destaca todos os procedimentos para a melhoria e controlo de todas as actividades desenvolvidas para a organização desse sistema, seja ele o arranjar, dispor, classificar, etc., coisas, documentos ou inclusive informações. Esse controlo da qualidade deve levar em linha de conta aquilo que são não só as necessidades mas principalmente as expectativas da sociedade em geral. Temos então que as Ferramentas do Controlo da Qualidade, são técnicas utilizadas com a finalidade de medir, definir, analisar e propor soluções para todos os problemas que possam aparecer e interferir no bom desempenho de todo o processo de trabalho.

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Também conhecidas como as -“Seven QC Tools”- as sete ferramentas básicas são as seguintes: Diagrama de Pareto Diagramas de causa-efeito Histogramas Folhas de Verificação Gráficos de Dispersão Fluxogramas Cartas de Controlo

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Objectivos Gerais Facilitar a todos os membros da empresa, meios simples para a resolução de problemas - Podem ser utilizadas pela totalidade do pessoal da empresa. - Estão adaptadas ao trabalho em grupo uma vez que são visualizadas e consensualmente aceites.

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Diagrama de Pareto Diagrama de Pareto, ou diagrama ABC,80-20,70-30, é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrências, da maior para a menor, permitindo a periodização dos problemas, ou seja, faz a hierarquia dos factos. Objectivo Determinar a importância relativa das informações para fixar as prioridades de estudo.

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A construção do Diagrama de Pareto efectua-se segundo as seguintes fases: - Definição do problema a analisar; - Determinação do tipo de dados; - Definição do período de tempo para análise; - Recolha dos dados durante o período determinado; Organização e quantificação dos dados; - Construção do gráfico; Desenho da linha de acumulação.

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Diagrama de Ishikawa ou de Causa e Efeito O Diagrama de Causa-Efeito é útil quando necessitamos identificar, explorar e ressaltar todas as causas possíveis de um problema ou situação específica. Podemos usá-la na classificação de um processo, na identificação de causas de um problema, na identificação de recursos de um processo, etc. Objectivo Determinar todas as causas possíveis de um problema para obter as causas mais prováveis do mesmo

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Diagrama de Ishikawa ou de Causa e Efeito CAUSA 1 CAUSA 2 CAUSA 3 EFEITO CAUSA 4 CAUSA 5 CAUSAS São variáveis ou factores que contribuem para o problema em estudo (efeito) e podem ser, entre outras, mão de obra, máquinas, métodos, materiais, meio ambiente. EFEITO É o problema em estudo. Este efeito ou problema pode ser, por exemplo: a frequência de acidentes; a poluição ambiental; defeitos; etc.

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Como construir Diagramas de Causa e Efeito 1. Definir o problema de forma clara e objectiva e registar no rectângulo do lado direito do diagrama reservado para o Efeito. PROBLEMA DA QUALIDADE (EFEITO)

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Como construir Diagramas de Causa e Efeito 2. Nos restantes rectângulos anotar as causas principais do problema em estudo. a. Através de um brainstorming da equipe envolvida b. Através de pesquisa e análise das folhas de verificação Na maior parte dos casos as causas principais devem-se a: -Mão de obra -Materiais -Meio ambiente -Máquinas -Métodos MÃO DE OBRA MÁQUINAS MÉTODOS PROBLEMA DA QUALIDADE (EFEITO) MATERIAIS MEIO AMBIENTE (CAUSAS)

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Como construir Diagramas de Causa e Efeito 3. Para cada uma das causas principais identificar as sub causas, isto é, as causas que dão origem às causas principais: MÁQUINAS MÃO DE OBRA MÉTODOS Sub causa PROBLEMA DA QUALIDADE Sub causa (EFEITO) MATERIAIS MEIO AMBIENTE (CAUSAS)

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Como construir Diagramas de Causa e Efeito 4. Analisar o diagrama construído     a. Identificar as causas que aparecem repetidamente     b. Obter consenso do grupo, ou utilizar a técnica de votação     c. Recolher e analisar os dados para determinar a frequência relativa das causas mais prováveis e seleccionar as causas de maior importância. MÁQUINAS MÃO DE OBRA MÉTODOS Sub causa PROBLEMA DA QUALIDADE Sub causa (EFEITO) MATERIAIS MEIO AMBIENTE (CAUSAS)

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Como construir Diagramas de Causa e Efeito Exemplo: Num caso em estudo, a causa principal - Mão de Obra - tem por sub causas do problema, o facto de haver um colaborador novo e a fadiga. Por outro lado, foi também identificado, que o facto de o colaborador ser novo tem influência na qualidade, por ter sido sujeito a um reduzido tempo de treino e por não ter formação especializada. MÃO DE OBRA Insuficiente tempo de treino Colaborador novo Excesso de horas extraordinárias Sem formação especializada Fadiga PROBLEMA DA QUALIDADE (EFEITO)

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Histogramas O histograma é um gráfico composto por rectângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva frequência. - Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de frequência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades

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Folhas de Verificação As folhas de verificação são tabelas, fichas/formulários usadas para facilitar a recolha e análise de dados. O uso de folhas de verificação economiza tempo, eliminando o trabalho de se desenhar figuras ou escrever números repetitivos. Além disso elas evitam comprometer a análise dos dados

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Folhas de Verificação OBJECTIVO Obter informação necessária para responder a respostas do tipo: ”quando ocorre?” ”quantas vezes ocorre?” ”quais os valores obtidos?”

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Folhas de Verificação Exemplo de folha de registo utilizada para controlar um processo de fabrico Tipo de Produto: Pentes Data: Nº de Lote: Secção: B12 Tamanho da amostra: 5 Controlador: Luís Freitas Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 X1 10 11 12 9 X2 X3 X4 X5 MÉDIA 10.4 10.8 10.6 AMPLITUDE

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Folhas de Verificação Exemplo de folha de registo utilizada no teste final de circuitos electrónicos para inspeccionar tipos de defeito. Tipo de circuito : X22C64 GT Data: Nº de Lote: 22602 Secção: B12 Tamanho da amostra: 1025 Controlador: Carlos Freitas Tipo de defeitos Teste visual //// /// 8 Teste funcional //// //// //// /// 18 Defeito de soldadura //// // 7 Outros //// / 6 TOTAL 39 Risco: Falsificação de dados (fabricação de resultados)

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Folhas de Verificação Exemplo de folha de registo utilizada para estudar a distribuição da dimensão de uma peça Tipo de Produto: X22C64 Data: Nº de Lote: Secção: B12 Tamanho da amostra:100 Controlador: Carina Silva Dimensão/amostra A B C D E F G H Menos de 10,05 1 2 De 10,05 a 10,055 3 5 4 De 10,055 a 10,06 20 15 10 12 25 De 10,06 a 10,065 65 70 77 76 55 60 80 De 10,065 a 10,07 8 14 13 7 De 10,07 a 10,075 ou mais

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Gráficos de Dispersão - Um gráfico de dispersão constitui a melhor maneira de visualizar a relação e entre duas variáveis quantitativas. Recolhe dados aos pares de duas variáveis (causa/efeito) para verificar a existência real da relação entre essas variáveis. - No caso de existir relação é normalmente do tipo causa-efeito não sendo possível, através dos diagramas de dispersão, identificar qual das variáveis a causa e qual é o efeito. OBJECTIVO Determinar a existência de uma relação entre 2 grupos de dados

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Gráficos de Dispersão O Diagrama de Dispersão é um gráfico entre duas variáveis que serve para verificar se existe alguma relação entre elas. Usualmente a relação a estudar é do tipo causa-efeito, embora o diagrama não permita identificar qual das variáveis é a causa e qual é o efeito. Observando o padrão de disposição dos pontos, é possível concluir sobre a eventual relação entre as duas variáveis. Diagrama de Dispersão Variável 2 Variável 1

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Gráficos de Dispersão Correlação Positiva Correlação Negativa Sem Correlação Y Y Y X X X Quando a variável X aumenta implica um aumento da variável Y. Se se controlar a variável X a variável Y também é controlada. Exemplo: nº de horas de estudo versus classificação obtida; nº de defeitos versus horas extraordinárias Neste tipo de relação, um aumento de X significa uma diminuição de Y. Exemplo: Idade de um equipamento versus eficiência Não existe relação entre a variável X e a variável Y

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Fluxogramas Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma simples a transição de informações entre os elementos que o compõem

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Estes diagramas são constituídos por passos sequenciais de acção e decisão, cada um dos quais representado por simbologia própria. Damos um exemplo: Elipse Indica o início ou fim do processo Rectângulo Identifica uma actividade ou tarefa Losango Indica as actividades ou tarefas com tomada de decisão Segmento de recta Indica a direcção do fluxo Seta Indica o sentido do fluxo Início de Processo ACTIVIDADE Tomada de Decisão NÃO SIM ACTIVIDADE Fim de Processo

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Cartas de Controlo - Carta de controlo é um tipo de gráfico, comummente utilizado para o acompanhamento durante um processo, determina uma faixa chamada de tolerância limitada pela linha superior (limite superior de controle) e uma linha inferior (limite inferior de controle) e uma linha média do Processo, que foram estatisticamente determinadas.

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- Realizada em amostras extraídas durante o processo, supõe-se distribuição normal das características da qualidade. O objectivo é verificar se o processo está sob controlo. Este controle é feito através do gráfico. Controlo por variáveis Controlo por atributos

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Benefícios das Cartas de Controlo 1. São instrumentos fáceis e simples de aplicar pelos executantes, no sentido de se obter o controlo contínuo do processo. (podem ser traçadas no local de trabalho, dando informações preciosas sobre os momentos em que são necessárias acções correctivas) 2. Desde que o processo esteja sob controlo estatístico elas permitem: - Prever de forma adequada o comportamento do processo ajudando a garantir que o processo tenha consistência em termos de custo e qualidade; - Melhorar, com base na informação disponível nas cartas, os processos no sentido de reduzir a variabilidade, fornecendo um instrumento para verificação da eficácia das acções de melhoria. (aumentar a satisfação do cliente, reduzir nº de rejeições ou de reciclagens, aumento do rendimento do processo e da capacidade efectiva de produção)

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Benefícios das Cartas de Controlo 3. Permitem a utilização de uma linguagem comum: - No estudo das melhorias do processo, entre operários, os supervisores, e as restantes actividades ligadas à produção (métodos, materiais, projecto;) Estabelecem uma linguagem comum entre a empresa e os seus clientes. 4. Ao distinguirem entre as causas comuns e as causas especiais que afectam os processos, os gráficos de controlo facilitam: - indicações precisas sobre a oportunidade e possibilidade de acções correctivas: > no próprio local de trabalho; > ou através de decisões da direcção da empresa.

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Obrigado pela V. atenção


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