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Ação de Sensibilização Adequações Curriculares Individuais e Adequações no Processo de Avaliação Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca Aguiar.

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1 Ação de Sensibilização Adequações Curriculares Individuais e Adequações no Processo de Avaliação Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca Aguiar da Beira João Adelino Matias Lopes dos Santos 1

2 “Não há, não, Duas folhas iguais em toda a criação. Ou nervura a menos ou célula a mais, Não há de certeza, duas folhas iguais.” António Gedeão (1958) 2

3 - Enquadrar os alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente. - Analisar as medidas educativas de adequações curriculares individuais e de adequações no processo de avaliação. - Identificar formas de operacionalizar as medidas de adequações curriculares individuais e de adequações no processo de avaliação. Objetivos da ação de sensibilização 3

4 (…) alunos com limitações significativas ao nível da atividade e participação num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de caráter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social. (n.º 1 do art.º 1.º do DL 3/2008) Necessidades educativas especiais 4

5 As necessidades educativas especiais resultam da interação de uma grande variedade de fatores, uns inerentes à criança, outros ao meio e outros relacionados com as respostas dadas pela escola. Necessidades educativas especiais 5

6 6 Adequações curriculares individuais?!!!!

7 Adequações curriculares individuais 7

8 Têm como padrão o currículo comum, no caso da educação pré -escolar as que respeitem as orientações curriculares, no ensino básico as que não põem em causa a aquisição das “competências” (metas curriculares) terminais de ciclo e, no ensino secundário, as que não põem em causa as “competências essenciais” (programa) das disciplinas. (n.º 1 do art.º 18.º do DL 3/2008) Adequações curriculares individuais 8

9 As adequações curriculares individuais são uma diminuição parcial do currículo? Podem-se reduzir objetivos e conteúdos do currículo do aluno para que ele consiga transitar de ano/nível de ensino? O aluno aprende menos “matéria” do que a turma? Adequações curriculares individuais Questões 9

10 As adequações curriculares individuais têm como padrão o currículo comum ou as orientações curriculares e não põem em causa a aquisição das metas curriculares terminais de ciclo (ensino básico) ou de disciplina (ensino secundário). Carecem de um parecer do conselho de docentes ou conselho de turma, conforme o nível de educação ou ensino. Adequações curriculares individuais 10

11 Introdução de áreas curriculares específicas que não façam parte da estrutura curricular comum (leitura e escrita em braille, orientação e mobilidade, treino de visão e a atividade motora adaptada, entre outras) Adequações curriculares individuais 11

12 Para os alunos surdos com ensino bilingue consistem na introdução de áreas curriculares específicas para a primeira língua (L1), segunda língua (L2) e terceira língua (L3): a) A língua gestual portuguesa (L1), do pré-escolar ao ensino secundário b) O português segunda língua (L2) do pré-escolar ao ensino secundário c) A introdução de uma língua estrangeira escrita (L3) do 3.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário. Adequações curriculares individuais 12

13 Podem traduzir-se na dispensa das atividades que se revelem de difícil execução em função da incapacidade do aluno, só sendo aplicáveis quando se verifique que o recurso a tecnologias de apoio não é suficiente para colmatar as necessidades educativas resultantes da incapacidade. Adequações curriculares individuais 13

14 Introdução de objetivos e conteúdos intermédios em função das metas curriculares terminais de ciclo ou de curso, das características de aprendizagem e dificuldades especificas dos alunos. (medida aditiva, não subtrativa) Adequações curriculares individuais 14

15 Então, como vamos fazer? 15

16 16 Introdução de objetivos e conteúdos intermédios em falta - no final do ano letivo, o docente do grupo/disciplina lista os objetivos e os conteúdos programados não adquiridos - no início do ano letivo, na avaliação diagnóstica, o docente do grupo/disciplina identifica os objetivos e os conteúdos ainda não adquiridos imprescindíveis ao processo de aprendizagem - ao longo do ano, o docente do grupo/disciplina deteta se o aluno alcança ou não os objetivos e conteúdos programados para um determinado período Como elaborar adequações curriculares individuais

17 Exemplo de formulação: 2.º ano de escolaridade: Domínio: Geometria e Medida Objetivo: Contar dinheiro Descritor: 1. Ler e escrever quantias de dinheiro decompostas em euros e cêntimos envolvendo números até Efetuar contagens de quantias de dinheiro envolvendo números até Mas, o aluno já domina… - As moedas e notas da área do Euro? - A contagem dos números até 1000? - A relação entre euros e cêntimos? Como elaborar adequações curriculares individuais 17

18 Como elaborar adequações curriculares individuais 18

19 Exemplo de formulação: inglês de 7.º ano de escolaridade Domínio: Léxico e Gramática Objetivo: Compreender formas de organização do léxico e conhecer algumas estruturas frequentes do funcionamento da língua Descritor: 10. Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 11. Usar verbos regulares e irregulares mais frequentes, no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 12. Usar o verbo to do, como auxiliar, no past simple, nas formas negativa e interrogativa. 13. Usar os verbos no future, com will/won’t + bare infinitive. Como elaborar adequações curriculares individuais Mas, será que o aluno já domina o verbo to be?! Já distingue as formas afirmativa, negativa e interrogativa em inglês?! Já domina os tempos verbais?! …?!! 19

20 Exemplo de formulação: inglês de 7.º ano de escolaridade Domínio: Léxico e Gramática Objetivo: Compreender (formas de organização d)o léxico e conhecer algumas estruturas frequentes do funcionamento da língua Descritor: 1.Usar o verbo to be, no present simple. 2.Usar o verbo to be, no present simple, na forma afirmativa. 3.Usar o verbo to be, no present simple, na forma interrogativa. 4.Usar os verbos to be no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 5.Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple. (…) Nota: Os descritores foram reformulados de forma gradativa. Como elaborar adequações curriculares individuais 20

21 21

22 Exemplo de formulação: 6.º ano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita Objetivo 5: Ler em voz alta palavras e textos. Descritores: 1.Ler corretamente, por minuto, um mínimo de 120 palavras, de uma lista de palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 150 palavras por minuto. Como elaborar adequações curriculares individuais 22

23 E se o aluno é disléxico?! E se tem problemas de articulação?! Ler corretamente?! Ler em tempo cronometrado?! Ler “em público” (voz alta)?! Como elaborar adequações curriculares individuais 23

24 Exemplo de formulação: 6.º ano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita Objetivo 5: Ler (em voz alta) palavras e textos. Descritores: 1.Ler (corretamente), (por minuto, um mínimo de 120) palavras, de uma lista de palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente Ler um texto (com articulação) (com alguma) (e entoação corretas) e uma (velocidade de leitura de, no mínimo, 150 palavras por minuto). Como elaborar adequações curriculares individuais 24

25 25

26 Em contexto de sala de aula. Em apoio pedagógico personalizado fora da sala de aula. Implementação das adequações curriculares individuais Onde? 26

27 longo do ano Ao longo do ano, registar as adequações curriculares individuais que o aluno vai atingindo ou superando; final do ano No final do ano, identificar as adequações que o aluno não conseguiu atingir ou superar e que se consideram essenciais para o nível ou ciclo seguinte; processo dinâmico. Trata-se de um processo dinâmico. Avaliação da eficácia das adequações curriculares individuais 27

28 práticas e procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem, da resposta, do contexto, do tempo e do horário. As adequações curriculares individuais são práticas e procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem, da resposta, do contexto, do tempo e do horário. Facultam o acesso ao currículo e o sucesso educativo. Síntese 28

29 29 Adequações no processo de avaliação!!

30 30 Podem consistir na alteração do tipo de provas, dos instrumentos de avaliação e certificação, bem como das condições de avaliação, no que respeita, entre outros aspetos, às formas e meios de comunicação e à periodicidade, duração e local da mesma. (n.º 1 do art.º 20.º do DL 3/2008) Adequações no processo de avaliação

31 31

32 32 Leitura? Ortografia? Cálculo? Resolução de problemas? Estruturação frásica? Conhecimentos? Execução de uma tarefa? …? Avaliar…

33 33 -Redução do número de questões -Simplificação das questões -Escolha múltipla -Correspondência (associação de conceitos, imagens, afirmações, sob a forma de coluna…) -Preenchimento de espaços -Alternativa (verdadeiro/falso) -Respostas objetivas -Ordenação -Composição curta (baseada em análise documental, gráficos, mapas, tabelas, imagens…) -Localização de elementos em mapas ou imagens -… Alteração do tipo de provas

34 34 -Modificação da graduação ou dos parâmetros de avaliação -Reforço da avaliação prática em detrimento da escrita -Não penalização dos erros ortográficos, de construção frásica e de pontuação (Ex: disortografia) -Não penalização dos erros de procedimentos matemáticos (troca de sinais, algarismos…) (Ex: discalculia) -Numeração dos textos (5 em 5 linhas), na margem esquerda -Questões com referência à linha ou linhas onde se situa a resposta -Formulação de questões com estrutura familiar -Produção de texto com fornecimento de palavras e/ou expressões de enriquecimento vocabular -… Alteração dos instrumentos de avaliação e certificação

35 35 -Valorização da oralidade -Provas no computador -Máquina braille -Intérprete de LGP -Software específico (daisy) -Reescrita das respostas -Respostas ditadas -Leitura dos enunciados das provas -Máquina de calcular sonora -Ampliação das provas -Internet (plataforma moodle; google drive) -… Alteração de formas e meios de comunicação

36 36 -Avaliação contínua de caráter global -Registos semanais de avaliação -Tolerância de tempo na realização das provas e dos trabalhos -Provas fracionadas (diferentes momentos) -Realização em sala à parte -Realização no grupo/turma com apoio de um docente -… Periodicidade, duração e local da avaliação

37 37 Quero exemplos!!!!! Exemplos baseado no trabalho do psicólogo Luís Pereira – CRI da APCV

38 38

39 39 Consistência na organização da prova Perguntas emparelhadas com cada texto (Linha 1 a 3) Fazer referência à linha do texto Numeração do texto Números grandes e destacados

40 40 Consistência na organização da prova Perguntas emparelhadas com cada texto

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42 42 a)Onomatopeia b)Adjetivação c)Personificação Perguntas de escolha múltipla Evitar muitas opções Ordenar alfabeticamente Evitar opções confusas

43 43 Colocação da coluna mais longa do lado esquerdo Consistência na organização da prova Colocação da lista de palavras após o texto

44 Listagem das palavras em coluna Fornecer ajudas (usar palavras como: escutar; observar; alegremente…) Fornecer ajudas Classifica morfologicamente (diz se são verbos, nomes ou adjetivos)

45 45 Exemplo: Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu pintá-los-ei com tinta verde. como no exemplo: Dar exemplos de resposta correta Dar espaço suficiente para a resposta a. Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei) com tinta verde. 4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado. Exercícios com respostas “não convencionais” 4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado. Circunda a resposta que achas correta como no exemplo: Exemplo: Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei) com tinta verde. Concretizar

46 46 Imagens com boa qualidade e explícitas Repetição das palavras o número de vezes que são utilizadas

47 47 Imagens e textos úteis

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49 49 como no exemplo: Exemplo: B = (-3,2) A = (, ); C = (, ); D = (, ); Dar exemplos de respostas corretas

50 50 Inserir linhas para as respostas na folha da prova Questões mais concretas

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52 52 Adequação ao perfil do aluno Imagens sem ambiguidade Imagens em número correto e contextualizadas

53 53 Evitar ligar com setas (torna-se confuso)

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60 60 • Fornecer, por escrito, o tema dos trabalhos e, se possível, uma estruturação básica dos mesmos, delimitando, por exemplo, as pesquisas a efetuar, a quantidade e o tipo de informação predominante a incluir (visual, texto ou ambas); • Indicar temas de trabalhos concretos; • Em trabalhos de grupo, procurar que o aluno fique com colegas considerados mais responsáveis e trabalhadores e sugerir ao grupo a estruturação básica da parte a efetuar pelo aluno em causa (à semelhança da sugestão referida em cima);

61 61 Avaliação adequada ao perfil de funcionalidade do aluno em concreto Não se trata de facilitismo mas de FACILITAR!

62 Este é o puzzle da vida! Nós somos as peças mais difíceis de encaixar. Mas sem nós, nunca ele estará completo Obrigado pela vossa atenção!


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