A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

ARTE NOVA. • A essência da Arte Nova é uma linha, uma extensa curva sinuosa que se encontra em cada design deste estilo. A Arte nova rejeitava a ordem.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "ARTE NOVA. • A essência da Arte Nova é uma linha, uma extensa curva sinuosa que se encontra em cada design deste estilo. A Arte nova rejeitava a ordem."— Transcrição da apresentação:

1 ARTE NOVA

2 • A essência da Arte Nova é uma linha, uma extensa curva sinuosa que se encontra em cada design deste estilo. A Arte nova rejeitava a ordem da linha recta e do ângulo recto, a favor de um movimento mais natural. Quer estas linhas tenham sido usadas em pinturas realistas de formas naturais, quer como formas abstractas evocativas de uma vitalidade orgânica, a ênfase centrava-se no desenho decorativo, bem como na uniformidade, uma superfície em que esta preocupação pelo linear – a linha da Arte Nova – se podia desenvolver. A solidez, o volume, a continuidade, qualquer ligação com o peso ou a estabilidade e a quietude opunham-se ao estilo Arte Nova.

3 • À medida que o estilo evoluiu, foi crescendo a procura de formas mais originais. A Arte Nova desenvolveu-se nos finais de 1880 e teve o seu auge de criatividade na década subsequente. Cerca de 1905 decaíra para um ingrediente muito diluído no design comercial, rapidamente substituído por uma estética julgada mais a altura do novo século. Contudo, a própria Arte Nova ficou a dever grande parte de popularidade à sua modernidade, tornando-se desde então universal.

4 • As origens do estilo Arte Nova remontam à Inglaterra vitoriana. A Grande Exposição de 1851 realizara-se não só para publicar a nova tecnologia e promover o comércio, como para divulgar aquilo que era tido como exemplo de objectos bem desenhados. Alguns dos lucros do evento destinaram-se à fundação do Victoria and Albert Museum em Londres, cujo objectivo se centrava no posterior incentivo do interesse pelas artes decorativas através da sua exposição exemplificativa. Criou-se um clima geral de interesse em redor do assunto severamente criticados por John Ruskin, influente crítico de arte. Ruskin detestava os produtos fabricados em série e apelava a um regresso ao artesanato inspirado numa visão romântica da Idade Média. Rejeitava, por artificial, a divisão que surgia entre a chamadas belas – artes e as artes decorativas, salientando que, na realidade, o notável tecto da Capela Sistina, de Miguel Ângelo, começou por ser um trabalho de decoração. • Através da revitalização dos ofícios, Ruskin esperava desenvolver uma alternativa àquilo que via como horror do trabalho de fábrica, bem como aperfeiçoar a qualidade estética dos objectos do dia – a – dia. Aconselhou artesãos e arquitectos a regressarem à natureza nas suas formas, rejeitando o historicismo do renascimento vitoriano e antecipando o trabalho dos arquitectos da Arte Nova, Horta, Guimard e Gaudí.

5 • O mobiliário da Arte Nova comporta todas as variedades dos estilos regionais do movimento. Fiéis ao espírito deste estilo, poucos foram os artesãos que se especializaram exclusivamente em mobiliário, e a maioria foi formada em outras artes e ofícios. Os construtores de mobiliário, na maioria, tinham sido, ou continuavam a ser, arquitectos preocupados em alargar o controlo ao interior dos seus edifícios. As mesma tensões entre decoração e estrutura, forma e função, eram evidentes tanto na construção do mobiliário como na arquitectura.

6 • A Inglaterra foi insensível ao estilo da Arte Nova no mobiliário, mas a Grã-Bretanha como um todo foi representada por designers escoceses e, em particular, pela escola de Glasgow. No mobiliário, como na arquitectura, o domínio pertenceu ao trabalho de Mackintosh. As suas peças destinavam-se a ser vistas como parte de um design para um conjunto interior, com um trabalho secundário frequentemente desenhado por outros membros de Os quatros, pelo que possui muitas semelhanças com a sua arquitectura. Na Inglaterra, os seus designs eram encarados com desconfiança por serem demasiado estilizados ou «estéticos», e por certo que o seu mobiliário era criado mais para um efeito estético do que para o conforto ou para revelar a qualidade natural dos materiais. Tal como na arquitectura, Mackintosh concentrou- se nas verticais extremamente elegantes e exageradas, em especial nos espaldares das cadeiras, que podiam ser excepcionalmente altos e esbeltos. Estes eram cortados em ovais, quadrados ou ripas que desciam até ao chão. Podiam existir curvas, mas com ele eram principalmente usadas para acentuar rigidez das verticais. Mackintosh não se sentia à vontade com a textura natural d madeira e tentava minimizar o facto através de uma coloração intensa e escura e, por vezes, pela lacagem ou pela ebanização em preto mate. Explorou uma neutralidade oposta ao pintar outras peças de branco, para funcionarem como fundo adequado a harmonia lilás ou prateadas. Em mobiliário mais leve, fez cópias de designs estilizados.

7 • O grande designer revolucionário da joalharia da Arte Nova foi o Francês René Lalique. As suas bases eram uma mistura perfeita de arte e ofício, uma vez que, após a morte do pai, tornou-se aprendiz de ourives, aos 16 anos, ao mesmo tempo que estudava na Escola de Belas - Artes. A sua joalharia foi exposta pela primeira vez no salão de Paris em 1894 e, três anos mais tarde, concederam-lhe a legião de Honra pelo seu trabalho. Antes da estreia de Lalique, a joalharia preocupava-se tanto em mostrar riqueza como com a arte. As pedras preciosas, em especial a lapidação e aplicação de diamantes, tinham sido o ponto central da habilidade dos artesãos. Havia uma hierarquia dos materiais que se podiam usar e que correspondia inteiramente ao seu valor e rareza. A joalharia de Lalique era totalmente desinibida em relação a esse tipo de convensões sociais e rompia com todas as regras tradicionais do design. Nos trabalhos de Lalique as pedras eram apenas uma parte do todo da composição. Utilizava todo tipo de metal, bem como ónix, cristal, esmalte, vidro, madrepérola, âmbar, marfim e até chifre, este último entalhado pela primeira vez na joalharia por ele próprio. Com esta muito mais ampla variedade de materiais, Lalique pôde produzir trabalhos de uma enorme diversidade de formas e cores – praticamente tudo o que a sua fantasia sugerisse. Algumas das peças de Lalique e dos seus contemporâneos eram exóticas e suficientemente admiráveis para constituir um desafio à personalidade de quem a usasse. A joalharia da Arte Nova era menos aceite pela classe média do que pelos aristocratas ou pelas actrizes. Lalique era o resumo do artesão da Arte Nova com qualquer meio, mas a sua perspicácia em relação ao anedótico e, em especial, o seu gosto progressivo pelo bizarro aproximaram-no, mais do que a muitos dos seus contemporâneos, do estilo e das preocupações dos escritores da época. Este facto foi geralmente reconhecido por ocasião da Exposição Universal de 1900, quando Lalique expôs trabalhos mais relacionados do que nunca com o fantástico, e até com o mitológico; alguns, com a Medusa eram reconhecidamente literários na sua inspiração. Sendo um excelente desenhador, concebia os designs como criações gráficas; em alguns aspectos, a sua joalharia estava aliada à ilustração contemporânea.

8 • Trabalho realizado por : • João Pereira & Marcelo Oliveira • 10ºMM


Carregar ppt "ARTE NOVA. • A essência da Arte Nova é uma linha, uma extensa curva sinuosa que se encontra em cada design deste estilo. A Arte nova rejeitava a ordem."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google