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Algumas reflexões sobre a avaliação na perspectiva transformadora da prática docente: limites e possibilidades CURITIBA, ABR/ 2007 Docente: Maria Madselva.

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1 Algumas reflexões sobre a avaliação na perspectiva transformadora da prática docente: limites e possibilidades CURITIBA, ABR/ 2007 Docente: Maria Madselva F. Feiges Direção Geral do CEP

2 AVALIAÇÃO RUPTURA DA VELHA LÓGICA APROVAÇÃO REPROVAÇÃO pressupõe

3 POR QUE ?

4 APRENDIZAGEM! Para construir uma nova concepção de avaliação fundamentada na APRENDIZAGEM!

5 O que NÃO significa APROVAÇÃO AUTOMÁTICA!!! A aprendizagem exige presença física, emocional e intelectual do aluno. Exige muito esforço e dedicação.

6 “Não adianta fingir: reprovar sempre será uma violência para os educandos e para os educadores. É o atestado de nosso fracasso. Isso sempre dói. A reprovação é uma tapa em nosso profissionalismo. É o espelho onde nosso rosto docente se revela mais desfigurado” (ARROYO, p. 176)

7 “Reprovar ou aprovar mexe com crenças mas, sobretudo, com nossas auto-imagens negativas. Tentamos retoques, diminuir os altos índices, ensaiar mecanismos de recuperação paralela, contínua, turmas de aceleração, reintegração... É uma das áreas onde mais inventivos somos. Apenas para retocar ou corrigir as rugas de nosso rosto profissional, porque nos desfiguram” (ARROYO, p. 176)

8 A ameaça de reprovação é uma motivação negativa que, quando muito, leva o aluno a “livrar-se” das obrigações de estudar (...) O aluno deixa assim de exercer ativamente, prioritariamente, essencialmente, sua condição de estudante, já que sua principal função não é a de alguém que estuda, mas de alguém que se desvencilha da ameaça de ser reprovado.” (PARO, p. 111)

9 “O aluno não dirá o que pensa, mas o que lhe parece útil para chegar a seus fins.” (PERRENOUD, p. 141)

10 “A escola não se sentia responsável pelas aprendizagens, limitava-se a oferecer a todos a oportunidade de aprender: cabia a cada um aproveitá- la! (PARO, p. 14)

11 Assim, aparecem momentos difíceis para: professor humilhações, punições, chantagens, culpas, ameaças, gritos, voz sem timbre, seduções aluno tomado de raiva, medo, agressividade, mau humor incapacidade de realizar os processos de aprender

12 É indispensável vencer um obstáculo de peso o individualismo de alguns professores, a vontade ciosa de se fazer o que se quer, uma vez fechada a porta de sua sala de aula...

13 “A supressão da reprovação constitui, assim o locus privilegiado porque, na medida em que não se pode, por meio da retenção escolar, responsabilizar o aluno pelo fracasso educativo, é preciso procurar no funcionamento de toda a escola e do sistema de ensino as causas geradoras desse processo, bem como as medidas estruturais que precisam ser tomadas.” (PARO, p. 158)

14 “Insistir na reprovação como recurso pedagógico e abrir mão de toda riqueza humana e de toda força pedagógica e política que há na afirmação do outro, não na sua negação, é desprezar toda a rica teoria pedagógica desenvolvida historicamente por seus mais qualificados intelectuais. É o acervo teórico e prático que a história põe à disposição dos educadores de hoje que pode propiciar a realização dos objetivos educativos que consubstanciem a efetividade administrativa da instituição escolar.” (PARO, p. 158)

15 “O aluno que não aprende não pode ser empurrado, mas bem cuidado, de tal forma que possa resgatar suas oportunidades.” (DEMO, p. 27)

16 “O professor precisa tirar a limpo todos os dias se seus alunos estão aprendendo, não só porque isto é de ofício, mas igualmente porque os dados disponíveis gritam que a aprendizagem é mínima. É para distribuir este processo de cuidado da aprendizagem do aluno que a avaliação comparece como procedimento essencial.” (DEMO, p. 24)

17 “Quando aplico a nota dois a um aluno, disto não segue outra coisa que não seja o compromisso tanto mais urgente de cuidar dele religiosamente. Não reduzo o aluno ao número dois, mas indico quantitativamente uma dinâmica qualitativa, marcada pela baixíssima aprendizagem.” (DEMO, p. 51)

18 “Para isso,basta que cada professor esteja presente e se interesse pelo que faz o aluno para poder, em caso de fracasso, ajudá-lo, orientá-lo para uma nova pista, propor- lhe uma hipótese ou um instrumento de trabalho.” (PERRENOUD, p. 142)

19 “O professor que constata que uma noção não foi entendida, que suas instruções não são compreendidas ou que os métodos de trabalho e as atitudes que exige estão ausentes, retomará o problema em sua base, renunciará a certos objetivos de desenvolvimento para retrabalhar os fundamentos, modificará seu planejamento didático etc.” (PERRENOUD, p. 148)

20 AVALIAÇÃO Ponto de Partida heterogeneidade real Ponto de Chegada homogeneidade possível Z. D. RealZ. D. ProximalZ. D. Potencial O que já sabe fazer sozinho Ocorre processo de Ensino-Aprendizagem O quê tem possibilidade de aprender O aluno fará com a ajuda do professor

21 Referência Bibliográfica ARROYO,M. Ofício de Mestre – Imagens e auto-imagens. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2004 CRUZ, C.H.C. Conselho de Classe e participação. In: Revista de Educação da AEC. Brasília, DF, nº 94, 1995, p DALBEN, A. I. L. de F. Dimensões subjetivas na prática dos Conselhos de Classe. In: DALBEN, A. I. L. de F. Trabalho escolar e conselho de classe. Campinas, SP: Papirus, 1995, p DEMO, P. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. Porto Alegre, RS: Mediação, 2004.

22 Referência Bibliográfica LIMA, Luciano Castro. Controle de qualidade e avaliação pedagógica. In: Avaliação novos paradigmas. Revista da AEC nº 94, Brasília, DF, 1995, p PARO, V. H. Reprovação escolar: renúncia à educação. SP:Xamã, PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre, RS: Artes Médicas Sul, 1999.


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