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Trovadorismo (1198-1418). Trovadorismo • Nas primeiras décadas desse período, Portugal estava em guerra para reconquistar o território português que fora.

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1 Trovadorismo ( )

2 Trovadorismo • Nas primeiras décadas desse período, Portugal estava em guerra para reconquistar o território português que fora tomado pelos mouros. Em 1249, o território foi reconquistado. • Após, o conflito as práticas sociais começaram a florescer novamente, dentre essas a literatura destacou-se.

3 Trovadorismo • É da Provença, região francesa, que vem a maior influência da poesia trovadoresca. • A supradita região, no século XI, tornara-se um grande centro de atividade lírica, dada as condições de luxo, oferecidas pelos senhores feudais aos artistas. • Partindo ruma à Terra Santa, misturados a outras pessoas, os artistas passavam pelo porto de Lisboa, e acabaram, pois, introduzindo, nas terras portuguesas, a nova moeda poética.

4 Trovadorismo • Na Provença, o poeta era chamado troubador, o trovador, da qual derivam as palavras trovadorismo e trovadoresco. • Em França, o poeta recebia o apelativo trouvère, cujo radical é igual ao anterior: trouver (achar). Os poetas deviam ser capazes de compor, acharem sua canção, cantiga ou cantar. • A cantiga era acompanhada por um instrumento musical. • Idioma empregado: galego-português.

5 Trovadorismo • Havia duas espécies principais de poesia trovadoresca: a lírica-amorosa e a satírica. • Lírica-amorosa: cantiga de amor e cantiga de amigo. • Satírica: Cantiga de de escárnio e cantiga de maldizer.

6 Cantiga de amor • O trovador emprega a confissão, dolorosa e quase elegíaca, de sua angustiante experiência passional frente a uma dama (na maioria das vezes casada) inacessível aos seus apelos, entre outras razão porque de superior estirpe, enquanto ele, era, quando muito, fidalgo decaído. • O eu-lírico sofre a coita, sofrimento de amor, pois não é correspondido pela amada. Assim, é um coitado.

7 Cantiga de amor • Dirige-se à dama com respeito e subserviência (mia senhor ou mia dona = minha senhora). • Orienta-se pelas regras do amor cortês em que o trovador teria de mencionar comedidamente seu sentimento (mesura), para não incorrer no desagrado (sanha) da bem-amada. • Era importante ocultar o nome da amada ou recorrer a um pseudônimo para ela (senhal), esta última característica não fez parte do trovadorismo português.

8 Cantiga de amor • O trovador subordinava seu sentimento às leis da corte amorosa, mostrando conhecer e respeitar as dificuldades impostas pelas convenções e pela dama no rumo que o levaria à consecução dum bem impossível. Porém, um bem que ele nem sempre que ele nem sempre deseja alcançar, pois colocaria fim ao seu tormento amoroso, ou iniciaria uma coita maior. • Restava-o, portanto, sofrer, indefinidamente, a coita amorosa. • Na poesia trovadoresca era comum as estrofes (cobras) e estribilhos (refrões).

9 Cantiga de amor Se eu pudesse forçar meu coração, Obrigá-lo, senhora, a vos dizer Quanta amargura me fazeis sofrer, Posso jurar – dê-me Deus seu perdão! – Que sentireis compaixão de mim. Pois, senhora, conquanto apenas dor E nenhuma alegria me causeis Se soubésseis o mal que me fazeis, Posso Jurar – perdoa-me, Senhor! – Que sentiríeis compaixão de mim.

10 Cantiga de amor Não querendo nenhum bem, embora, Se soubésseis a pena que me dais E quando dor há nos meus tristes ais, Posso jurar – de boa fé, senhora – Que sentiríeis compaixão de mim. E mal seria, se não fosse assim.

11 Cantiga de amigo • Escrita também pelo trovador que compunha cantigas de amor, de escárnio e de maldizer. • O tema central desse tipo de cantiga é o sofrimento amoroso da mulher (pastoras, camponesas, etc.) pelo amigo (namorado, amante). • Conta com um eu-lírico feminino. • Diálogo da mulher com elementos da natureza, com mãe ou amiga, que versa sobra a ausência do amado ou acerca da dúvida sobre a fidelidade dele a ela. • O ambiente das cantigas de amigo é o campo, situações da vida cotidiana, cenas ao amanhecer, festas, danças, visitas a santuários, etc. • Linguagem simples, com poucas variações de vocabulário.

12 Cantiga de amigo "Ai flores, ai flores do verde pino (pinheiro), se sabedes novas do meu amigo! ai Deus, e u é? (e onde ele está?) Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! ai Deus, e u é? (e onde ele está?) Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! ai Deus, e u é? (e onde ele está?) Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi há jurado! ai Deus, e u é? (e onde ele está?) (...)

13 Cantiga de amigo Ondas do mar de Vigo, acaso vistes meu amigo? Queira Deus que ele venha cedo! Ondas do mar agitado, acaso vistes meu amado? Queira Deus que ele venha cedo! Acaso vistes meu amigo aquele por quem suspiro? Queira Deus que ele venha cedo! Acaso vistes meu amado, por quem tenho grande cuidado (preocupado) ? Queira Deus que ele venha cedo!

14 Cantigas de escárnio e maldizer. • Ambas falam de mexericos, apresentam linguagem obscena, apontam a avareza, pessoas ruins, brigas entre jograis. Sua sátira não apresenta finalidade moral, mas sim crítica e negativa. • Cantigas de escárnio: mais sutil, palavras de sentido indireto, ironia e, às, vezes, sarcasmo. Nunca nomeiam as pessoas satirizadas.

15 Cantigas de escárnio e maldizer. • Cantigas de maldizer: críticas sem nenhum acobertamento, linguagem direta e, às vezes, as pessoas, objetos das críticas, eram nomeadas.

16 Cantigas de escárnio Ai, dona fea! Foste-vos queixar que vos nunca louv'en meu trobar (trovar); mas ora quero fazer um cantar en que vos loarei (louvarei) toda via (vida); e vedes como vos quero loar (louvar): dona fea, velha e sandia (louca)!

17 Cantigas de maldizer Quen a sa (sua) filha quiser dar *mester (profissão, que sábia (saiba) guarir (enriquecer), a Maria Doming’á-d’i (deve ir) Deve ir que a saberá ben mostrar, e direi-vos que lhi fará: Antes dun mês lhe amostrará como sábia (sabe) muito bem ambrar (relações sexuais).


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