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“LA FELICIDAD RE-CREADORA ” Dr. David de Prado.

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1 “LA FELICIDAD RE-CREADORA ” Dr. David de Prado

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18 Del libro DE MIL AMORES

19 PESSOA FELIZ. Pessoa adotará o equilíbrio, principalmente na defesa de um epicurismo como chave para a felicidade da existência. Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive. Fernando Pessoa

20 XXI Se eu pudesse trincar a terra toda E sentir-lhe um paladar, Seria mais feliz um momento... Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez em quando infeliz Para se poder ser natural... Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade Naturalmente, como quem não estranha Que haja montanhas e planícies E que haja rochedos e erva... O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda, E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja... Fernando Pessoa

21 Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. Ai de ti e de todos que levam a vida A querer inventar a máquina de fazer felicidade! Que feliz deve ser quem pode pensar na infelicidade dos outros! Que estúpido se não sabe que a infelicidade dos outros é deles, E não se cura de fora, Porque sofrer não é ter falta de tinta Ou o caixote não ter aros de ferro! Haver injustiça é como haver morte. Fernando Pessoa

22 Que felicidade é essa que pareces ter – a tua ou a minha? A paz que sinto quando te vejo, pertence-me, ou pertence-te ? Não, nem a ti nem a mim, pastor. Pertence só à felicidade e à paz. Nem tu a tens, porque não sabes que a tens. Nem eu a tenho, porque sei que a tenho. Ela é ela só, e cai sobre nós como o sol, Que te bate nas costas e te aquece, e tu pensas noutra cousa indiferentemente, E me bate na cara e me ofusca, e eu só penso no sol Fernando Pessoa

23 Súbitamente abrangendo todo o horizonte marítimo Húmido e sombrio marulho humano nocturno, Voz de sereia longinqùa chorando, chamando, Vem do fundo do Longe, do fundo do Mar, da alma dos Abismos, E à tona dêle, como algas, boiam meus sonhos desfeitos... Ahò ò-ò ò ò ò ò-ò ò ò ò---- yy... Schooner ahò-ò-ò ò ò-ò-ò ò ò ò-ò-ò-ò---- yy..... Ah, o orvalho sobre a minha excitação! O frescôr nocturno no meu oceano interior! Eis tudo em mim de repente ante uma noite no mar Cheia do enorme misterio humanissimo das ondas nocturnas. A lua sobe no horizonte E a minha infancia feliz acorda, como uma lágrima, em mim. O meu passado ressurge, como se esse grito marítimo Fôsse um arôma, uma voz, o eco duma canção Que fôsse chamar ao meu passado Por aquela felicidade que nunca mais tornarei a ter. Era na velha casa socegada, ao pé do rio... Fernando Pessoa

24 Aquêle tempo passou como o fumo dum vapôr no mar alto... Uma inexplicavel ternura, Um remorso comovido e lacrimoso, Por todas aquélas victimas – principalmente as crianças – Que sonhei fazendo ao sonhar-me pirata antigo, Emoção comovida, porque elas fôram minhas victimas; Terna e suave, porque não o fôram realmente; Uma ternura confusa, como um vidro embaciado, azulada, Canta velhas canções na minha pobre alma dolorida. Ah, como pude eu pensar, sonhar aquelas cousas? Fernando Pessoa

25 Disse Amiel que uma paisagem é um estado de alma, mas a frase é uma felicidade frouxa de sonhador débil. Desde que a paisagem é paisagem, deixa de ser um estado de alma. Objectivar é criar, e ninguém diz que um poema feito é um estado de estar pensando em fazê-lo. Ver é talvez sonhar, mas se lhe chamamos ver em vez de lhe chamarmos sonhar, é que distinguimos sonhar de ver. Fernando Pessoa

26 Alguns passam dificuldades, outros têm uma vida boémia, pitoresca e humilde. Há outros que são caixeiros-viajantes. (Poder sonhar-me caixeiro-viajante foi sempre uma das minhas grandes ambições – irrealizável infelizmente!) Outros moram em aldeias e vilas lá para as fronteiras de um Portugal dentro de mim; vêm à cidade, onde por acaso os encontro e reconheço, abrindolhes os braços, numa atracção... E quando sonho isto, passeando no meu quarto, falando alto, gesticulando... quando sonho isto, e me visiono encontrando-os, todo eu me alegro, me realizo, me pulo, brilham-me os olhos, abro os braços e tenho uma felicidade enorme, real. Fernando Pessoa

27 O homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar. Viver a vida decorrentemente, exteriormente, como um gato ou um cão – assim fazem os homens gerais, e assim se deve viver a vida para que possa contar a satisfação do gato e do cão. Pensar é destruir. O próprio processo do pensamento o indica para o mesmo pensamento, porque pensar é decompor. Se os homens soubessem meditar no mistério da vida, Se soubessem sentir as mil complexidades que espiam a alma em cada pormenor da acção, Não agiriam nunca, não viveriam até. Matar-se-iam de assustados, como os que se suicidam para não ser guilhotinados no dia seguinte. Fernando Pessoa

28 Esta espécie de loucura Que é pouco chamar talento E que brilha em mim, na escura Confusão do pensamento, Não me traz felicidade; Porque, enfim, sempre haverá Sol ou sombra na cidade. Mas em mim não sei o que há Aos que a felicidade É sol, virá a noite. Mas ao que nada ‘spera Tudo que vem é grato. Fernando Pessoa

29 LA FELICIDAD ORIGINARIA INFANTIL ES FANTÁSTICA SENSORIO-MOTRIZ. DR. PRADO “El niño piensa y cree en las hadas y actúa como un dios doliente” PESSOA. A CRIANÇA A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas Age como um deus doente, mas como um deus. Porque embora afirme que existe o que não existe Sabe como é que as cousas existem, que é existindo, Sabe que existir existe e não se explica, Sabe que não há razão nenhuma para nada existir, Sabe que ser é estar em um ponto Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer Fernando Pessoa

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